Seminário – Agrobiotecnologia em Portugal – 24 Jan 2012
Seminário
AGROBIOTECNOLOGIA EM PORTUGAL
24 Janeiro 2012 – Sala de Actos, ISA-UTL, Lisboa
ENTRADA LIVRE
Tradução simultânea disponível
(Inglês-Português e Português-Inglês)
CiB – Centro de Informação de Biotecnologia, Portugal
ISA-UTL -Instituto Superior de Agronomia, Universidade Técnica de Lisboa
Co-Organizado pela Embaixadas dos EUA
PROGRAMA
9.45 AM – Recepção
10.00 AM – Sessão de Abertura
- Carlos Noéme, Presidente do Conselho Directivo do Instituto Superior de Agronomia (ISA-UTL)
- Pedro Fevereiro, Presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia
- Robert Hanson, United States Department of Agriculture Regional Attaché
- Diogo Santiago Albuquerque, Secretário do Estado da Agricultura (a confirmar)
10.15 AM – AgroBiotecnologia no Mundo
- Peter Davies (Professor) – United States Department of State Jefferson Science Fellow
11.00 AM – Mesa Redonda
- Pedro Fevereiro (moderador), Presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia
- Jaime Piçarra – Secretário-Geral da IACA – Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais e representante da FIPA – Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares
- João Manuel Neves Martins – Professor do Instituto Superior da Agronomia (ISA-UTL)
- Gabriela Cruz, Agricultora Portuguesa
11.45 AM – Debate com a Audiência
11.55 AM – Encerramento
Plantas transgénicas – Desenvolvimento demora 13 anos e 100 milhões de euros
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Plantas transgénicas
Desenvolvimento demora em média 13 anos e 100 milhões de euros
17 Novembro 2011 – ChileBio | FEBiotec | Antama
Uma das questões habituais do debate sobre o cultivo de plantas geneticamente modificadas é que são controladas por um pequeno grupo de empresas multinacionais. Contudo, apenas as maiores empresas de melhoramento de sementes do mundo têm capacidade financeira para o conseguir fazer. O processo de desenvolvimento de uma nova planta transgénica implica muitos anos de trabalho e elevadas quantias de dinheiro investido.
Desde a descoberta de um gene e da sua função em laboratório, passando pelos ensaios de campo de plantas geneticamente modificadas com esse gene, até à fase de cumprimento de todos os requisitos regulamentares e de legislação – que garantem a biossegurança ambiental e a segurança para a saúde humana e animal -, o investimento feito envolve 13 anos de trabalho e em média 100 milhões de euros. Um quarto desse valor – 25 milhões de euros – é dedicado apenas às questões de regulamentação e aprovação de cada nova planta transgénica e actualmente esses procedimentos demoram em média cinco anos e meio (36,7% do total do tempo investido).
Estes dados foram publicados num novo estudo realizado pela Philipps McDougall para a CropLife International. O estudo baseou-se em variedades geneticamente modificadas consideradas culturas básicas e que tiveram aprovação para cultivo em pelo menos cinco países.
Philipps McDougall é uma associação que faz trabalho de consultoria independente sobre questões relacionadas com a indústria agroquímica e agrobiotecnologia.
Download do Relatório
Sistema de Avaliação de OGM na UE: Como funciona?
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Sistema de Avaliação de OGM na UE
Como Funciona?
Outubro 2011 – EuropaBio
A União Europeia (UE) tem um sistema completo e claro de avaliação e autorização de importação, processamento, cultivo e consumo de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) para alimentação humana e animal.
A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) realiza uma avaliação de segurança focando a sua atenção para os impactos na saúde humana e animal e para o ambiente.
Com base na avaliação da EFSA, a Comissão Europeia conjuntamente com os Estados Membros da UE decidem sobre a autorização, ou não, dos produtos geneticamente modificados.
Apesar dos processos de regulamentação e de avaliação serem semelhantes aos utilizados noutras partes do mundo, existem diferenças significativas no funcionamento dos resultados da autorização de OGM na UE.
O objectivo do relatório produzido pela EuropaBio – Associação Europeia de Bioindústrias – “Approvals of GMOs in the European Union: Analysis, Global Comparison, Forward Projection, Impacts and Improvements” é sensibilizar para a necessidade do sistema Europeu melhorar o seu funcionamento.
São identificados desafios específicos às organizações que submetem pedidos de autorização e propõe soluções construtivas para se enfrentar os problemas emergentes desses desafios. Todas as soluções propostas mantêm a independência e transparência do sistema de autorização da UE.
Explorando os tricodermas na segurança alimentar e no fabrico de biocombustíveis
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Explorando os tricodermas na segurança alimentar
e no fabrico de biocombustíveis
21 Dezembro 2011 – EurekaAlert
Um número especial da revista Microbiology publica uma série de trabalhos de investigação e de revisão sobre os fungos tricodermas, que actualmente têm grande relevância em aplicações biotecnológicas e contribuem para o aumento da segurança de alimentos e para a produção de biocombustíveis. Esta edição especial, organizado por investigadores do Laboratório Nacional de Genómica para a Biodiversidade, no México, faz um ponto de situação nesta área de investigação.
Os tricodermas são fungos que podem ser utilizados como bioagentes de controlo de doenças em plantas. O seu sucesso deve-se sobretudo ao seu estilo de vida de parasitas de outros fungos. Por isso a sua utilização na agricultura é útil para controlar doenças e dessa forma evitar a aplicação de pesticidas químicos. Existem assim vantagens económicas e ambientais da sua utilização, para além dos benefícios para a qualidade e segurança dos alimentos.
Estes fungos habitam naturalmente nos solos onde vivem em associação com as plantas. Nesse modo de vida simbiótica, os tricodermas provocam naturalmente alterações na expressão de genes das plantas para dessa forma conseguirem benefícios para a sua própria vida. Por exemplo, o aumento de tolerância a stresses abióticos, tal como a seca e o calor, e o aumento da resistência ao ataque de organismos que provocam doenças. As plantas também beneficiam desta relação simbiótica com os tricodermas, porque as alterações no seu genoma aumentam a eficiência da fotossíntese e da captura de azoto e consequentemente um melhor desenvolvimento e da sua produtividade.
Esta capacidade dos tricodermas provocarem alterações genéticas nas plantas, suas companheiras simbióticas, permitem a sua utilização como fábricas biotecnológicas em grande escala de produção de enzimas celulases – utilizadas por exemplo na produção de biocombustíveis – e proteínas recombinantes – proteínas modificadas para reporem, por exemplo, proteínas em falta nos organismos vivos.
Portugueses: Nova molécula pode ser base para vacina contra o HIV
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Portugueses na criação de proteínas
Nova molécula pode ser base para vacina contra o HIV
5 Dezembro 2011
As proteínas são as moléculas mais abundantes e importantes de qualquer organismo, participando numa variedade imensa de tarefas, sendo essenciais para a vida. Esta capacidade de intervir em quase todos os processos biológicos significa que no dia em que aprendermos a sintetizá-las em laboratório teremos em mão um instrumento de extraordinário potencial.
Num estudo publicado numa das melhores revistas científicas do mundo, a Science, Bruno Correia, do Departamento de Bioquímica da Universidade de Washington e do Instituto Gulbenkian de Ciência, descreveram não só um novo método, mas também uma nova proteína especificamente desenhada para desenvolver uma vacina mais eficaz contra o vírus HIV que provoca a Sida. O seu trabalho mostra o potencial do método que “pode agora ser usado no ‘design’ de qualquer proteína, incluindo medicamentos, novos biocombustíveis e até proteínas com funções nunca antes observadas na natureza”, segundo assumiu o investigador luso.
Garrafas, biberões e outros plásticos fabricados com milho
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Garrafas e biberões e outros plásticos fabricados com milho
21 Novembro 2011 – Agrotec
Um polímero obtido a partir de derivados de milho poderá, em breve, substituir o bisfenol A, um composto que quando é utilizado em policarbonatos produz plásticos rígidos usados em garrafas e biberões, placas de computador, embalagens e revestimentos. O bisfenol A é prejudicial à saúde humana e está a ser proibido em diversos países.
Luiz Henrique Catalani do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (Brasil) conseguiu decifrar a combinação química deste polímero, o isosorbídeo, composto derivado da glicose do milho. O investigador explicou que este novo polímero é uma alternativa aos derivados de petróleo.
Células estaminais na recuperação de ataques cardíacos
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Células estaminais na recuperação de ataques cardíacos
14 Novembro 2011 – New Scientist | ABC.es
Uma experiência com 16 pacientes que tiveram ataques cardíacos recentes mostrou que a injecção de células estaminais dos próprios corações lesionados pode melhorar a função cardíaca.
A equipa de investigadores utilizou essas células estaminais, multiplicou-as em laboratório e depois injectou-as no coração dos pacientes que tinham sofrido uma redução de sangue bombeado pelos ventrículos. Verificou depois que o coração se reparou a si mesmo através do desenvolvimento dessas células estaminais. Um ano depois do tratamento, o funcionamento cardíaco manteve-se.
O estudo está em fase I de ensaios clínicos e estes resultados só podem ser utilizados para confirmar a segurança do tratamento. Contudo, o investigador Michael Schneider do Imperial College de Londres considerou o trabalho extraordinário em termos de rigor e fundamentos científicos, sendo prometedor ao nível de futuros tratamentos.
Foi a primeira vez que se demonstrou o sucesso de uma terapia celular a longo prazo. O trabalho foi realizado por investigadores da Universidade de Louisville, Kentucky (EUA), e foi publicado na revista científica médica The Lancet.
Ler mais em New Scientist e ABC.es
Como herdam as células a informação que não está contida nos genes?

A importância de fazer cópias na altura certa
Como herdam as células a informação
que não está contida nos genes
12 Dezembro 2011 – IGC | Alphagalileu
Num estudo publicado na conceituada revista científica Developmental Cell, Lars Jansen e a sua equipa, do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), Portugal, mostraram que os processos de duplicação de ADN e de duplicação de CENP-A – a proteína que conduz a duplicação do centrómero durante a divisão celular – são controlados pelo mesmo complexo, que opera como um relógio molecular, impelindo a progressão sequencial das diferentes fases do ciclo celular.
As proteínas Cdk (cyclin-dependent kinases, em inglês), são componentes chave deste complexo: quando estão ativas (antes de se iniciar a mitose), o ADN é duplicado e a duplicação de CENP-A (isto é, dos centrómeros) é inibida. Reciprocamente, quando as proteínas Cdk estão inativas (a seguir à mitose), CENP-A é duplicado, mas a duplicação do ADN está bloqueada. Fazendo uma analogia com o ciclo diurno, é como se o DNA se duplicasse à meia noite, e o centrómero ao meio dia, graças ao controlo das proteínas Cdk.
Os investigadores do IGC chegaram a este modelo elegante através de uma série elaborada de experiências em que inibiram a atividade de Cdk em células humanas e de galinha, em determinados instantes. Verificaram que conseguiam enganar as células, induzindo-as a produzirem centrómeros novos, mesmo enquanto duplicavam o seu ADN. “Era como se as células estivessem com jet-lag,” diz Lars Jansen.
Ler mais através do IGC (em Inglês) e do AlphaGalileu (em Português)
Insuficiência de Estudos sobre Alimentos transgénicos é Mito

Insuficiência de Estudos sobre Alimentos transgénicos é Mito
Frequentemente se diz que os alimentos geneticamente modificados não são suficientemente testados, ou que existem poucos estudos independentes para estabelecer a sua segurança. Esse mito não passa disso mesmo.
Existem cerca de 350 artigos de investigação científica publicados, com revisão por pares, ou seja por especialistas nessas áreas de investigação que documentam a segurança e valor nutricional dos alimentos e rações produzidos com plantas transgénicas.
A lista dos artigos está disponível no website GENERA do projecto BioFortified.
Mais informações
- Meta-análise de 44 Estudos que utilizaram tecnologias ómicas para avaliar variedades vegetais transgénicas confirma, uma vez mais, que os alimentos “transgénicos” não são mais perigosos que os convencionais
- Da Segurança dos OGM – 25 anos de investigação científica na Europa e 300 milhões de euros depois
Projecto – Time for Nano | É tempo para as nanotecnologias
Projecto Internacional de Comunicação de Ciência
Time for Nano
TIME for NANO é um projecto internacional, no qual Portugal participa, que consiste num conjunto de ferramentas para aumentar o interesse do público pela nanotecnologia. O principal objectivo do projecto é, por isso, promover o interesse do grande público, em especial dos jovens estudantes, pelos potenciais benefícios e riscos relacionados com a investigação, engenharia e tecnologia à nanoescala e recolher as suas opiniões.
Este projecto conta com a participaçao de várias instituiçoes pertencentes a nove países da Europa e é financiado pela Comissao Europeia.
Deste projecto resultaram um nanokit com actividades práticas de nanociências e nanotecnologias e um conjunto de vídeos.
Para saber mais e visionar vídeos siga o LINK
Projecto «Nanovalor» vai juntar Galiza e do Norte de Portugal
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Consórcio ibérico de nanotecnologia
Projecto «Nanovalor» vai juntar Galiza e do Norte de Portugal
2 Dezembro 2011 – Ciência Hoje
A Universidade do Minho (UMinho) apresentou hoje o projecto «NanoValor», que pretende “aproximar os actores-chave na nanotecnologia da Galiza e do Norte de Portugal”. O objectivo é aumentar a competitividade e potenciar a investigação e o desenvolvimento tecnológico.
Em comunicado, a UMinho explica que o projecto, que será por si coordenado, contará com a participação em consórcio de oito instituições do Norte de Portugal e da Galiza.
Potencial médico das células estaminais está em construção
O potencial médico das células estaminais está em construção
4 Dezembro 2011 – Público | Engenharia Num Minuto
A investigação das células estaminais não pára, desde que se descobriu a célula mãe de todos os elementos do sangue, há mais de 60 anos, explica o “Engenharia num minuto”, uma rubrica da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
Nas últimas décadas foram-se descobrindo as células de vários tecidos, que são responsáveis por se diferenciarem e substituir as células velhas que vão morrendo. A medicina tem olhado com interesse para este potencial.
Número Especial sobre OGM na revista Bite da FSA-UK
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Revista BiTE
Número Especial sobre OGM
6/2011 – FSA-UK
A FSA – Food Standards Agency, a agência de regulamentação alimentar do Reino Unido, publicou um número especial sobre alimentos e plantas geneticamente modificados. A revista inclui textos e entrevistas de diferentes especialistas sobre diversos temas relacionados com a utilização da engenharia genética na produção de alimentos:
- Como se enquadra a questão?
- Como se chegou até aqui?
- Alimentos geneticamente modificados no mundo
- Uma análise da regulamentação
- Cientistas da EFSA colocam a segurança primeiro
- Percepção do público e lições aprendidas
- O mundo necessita de OGMs?
- Does the world need GM?
- Qual é a política do Governo (do Reino Unido) sobre os OGMs?
- Alimentação global face aos desafios
- Para onde vamos?
- Uma ferramenta adicional à “caixa de ferramentas” - Como é que as culturas GM podem beneficiar o mundo em desenvolvimento?
- Benéfica, mas não a única solução
- Semear sementes de destuição?
Produção de roupa a partir do leite
Produção de roupa a partir do leite
24 Outubro 2011 – Público | Agrotec
Uma designer alemã, Anke Domaske, criadora da marca Mademoiselle Chi Chi, conseguiu obter uma fibra têxtil a partir do leite. O material – que tem uma textura semelhante à da seda – consegue obter-se mais rapidamente que o algodão e é mais ecológico.
Anke Domaske, de 28 anos, não é uma designer comum. É antes uma cientista com talento para o design de moda. Ex-estudante de Microbiologia, só após vários anos conseguiu apurar a sua receita, que dá pelo nome de QMilch.
Este tecido é feito a partir de concentrações elevadas de caseína, uma proteína do leite, e é a primeira fibra produzida inteiramente sem recurso a químicos.
Atenção Escolas – Concurso BioNanotecnologia – Inscrição até 30 Dezembro 2011
Inscrição até 30 de Dezembro de 2011
BioNanotecnologia e Medicina
Novos Fármacos Novas Soluções
10º ao 12º Ano | Envio até 30 de Março de 2012
O CIB – CENTRO DE INFORMAÇÃO DE BIOTECNOLOGIA ESTÁ A PROMOVER O CONCURSO «BioNanotecnologia e Medicina Novos Fármacos Novas Soluções» DESTINADO AOS ALUNOS DO ENSINO SECUNDÁRIO OU EQUIVALENTE, DURANTE O ANO LECTIVO 2011/2012.
Com este concurso o CiB pretende contribuir para a promoção do conhecimento científico sobre a bionanotecnologia no contexto da saúde, da medicina e da farmacologia.
A Biotecnologia é fonte para excelentes histórias. Para as contar é necessário partir em busca de respostas com a curiosidade aguçada. Para abordarem e discutirem o tema proposto os alunos podem utilizar a sua criatividade utilizando três tipos de formato: (texto e imagens ou vídeo).
Serão seleccionados os três melhores trabalhos enviados até 30 de Março de 2012. Os prémios incluem leitores MP4 e vales-cheque destinados à aquisição de livros e material informático. Todos os alunos e professores premiados receberão um diploma.
Os interessados deverão enviar a ficha de inscrição, segundo as regras do regulamento, até 30 de Dezembro de 2011.
O CIB RECOMENDA QUE ALUNOS E PROFESSORES LEIAM ATENTAMENTE O REGULAMENTO DE FORMA A CUMPRIREM TODOS OS PONTOS DESCRITOS.
Proibição de culturas transgénicas – Tribunais confirmam que governo Francês não apresentou evidências científicas
É ilegal a proibição do cultivo de plantas transgénicas
Tribunais confirmam que governo Francês não apresentou evidências científicas
29 Novembro 2011 – CiB Portugal
É ilegal a proibição do cultivo de plantas geneticamente modificadas em França, segundo o Tribunal Superior Francês (Conselho de Estado) que confirmou a decisão do Tribunal Europeu de Justiça. A proibição foi revogada, tendo sido declarado que o Governo Francês não apresentou evidências científicas de que estas plantas constituem quaisquer riscos para a saúde e para o ambiente.
O CiB – Centro de Informação de Biotecnologia considera que estas decisões demonstram mais uma vez que a proibição do cultivo de variedades vegetais geneticamente modificadas não pode ser exigida pelos governos dos países da União Europeia por motivos políticos e sem serem apresentados fundamentos científicos.
Actualmente, 10% dos solos agrícolas mundiais são cultivados com variedades geneticamente modificadas. Nos últimos anos as vantagens da sua utilização foram largamente demonstradas na agricultura mundial (ver informação adicional em baixo), tanto ao nível do aumento da produtividade como da protecção ao ambiente gerada principalmente pela utilização das plantas resistentes às pragas, que evitam a utilização de pesticidas e também o uso de combustíveis na sua aplicação.
Pedro Fevereiro, presidente da direcção do CiB e investigador de biotecnologia de plantas, declara que nenhum país Europeu, que tenha proibido o cultivo destas culturas, apresentou até hoje evidências baseadas no conhecimento científico para explicar as suas decisões. E essas decisões estão a prejudicar seriamente os agricultores e a competitividade da agricultura Europeia ao nível global. O investigador considera ainda que é incompreensível a irresponsabilidade demonstrada pelos políticos europeus que insistem em não reconhecer a realidade.
Um estudo realizado pelo JRC – Joint Research Centre da Comissão Europeia demonstrou que o cultivo de milho Bt aprovado pela Comissão Europeia – e a ser cultivado em países Europeus como Portugal – permite um aumento da produtividade em 11,8 % nas áreas atacadas por pragas de insectos, um aumento da rentabilidade até 122 euros por hectare e ainda uma redução de 20 euros por hectare nos custos com pesticidas. Durante o período de quatros anos, no qual o governo francês proibiu o cultivo de milho transgénico, estima-se que os agricultores poderiam ter produzido mais cerca de 370 mil toneladas de milho e tiveram perdas potenciais de cerca de 40.000.000 euros.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
- A utilização de OGMs poderia beneficiar a Europa em 443 a 929 milhões de euros por ano
- Mega-Estudo: Culturas transgénicas reduzem impactos da agricultura na biodiversidade
- ReConfirmação da Segurança dos Alimentos Geneticamente Modificados
- Área global de culturas transgénicas aumenta 10,5% em 2010 – De que está a Europa à espera?
- Da segurança dos OGM: Uma década de financiamento de investigação na UE (2001-2010)
- Adoption and performance of the first GM crop introduced in EU agriculture: Bt maize in Spain
Portugueses na Nature – Sequenciado genoma de ácaro-aranha, uma praga severa
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Portugueses na revista Nature
Sequenciado genoma de ácaro-aranha, uma praga severa
24 Novembro 2011 – IGC
O ácaro-aranha da espécie Tetranychus urticae é uma praga agrícola que causa danos severos aos agrícultores e tem sido um mistério científico até hoje. Esta espécie alimenta-se de mais de 1100 espécies de plantas, incluindo plantas de estufa e de culturas como o milho, a soja, o tomate e citrinos. Os custos do controlo químico com pesticidas desta praga ultrapassa os mil milhões de dólares todos os anos.
Um consórcio internacional de grupos de investigação publicou hoje, na conceituada revista científica Nature, a sequenciação do genoma desta espécie, revelando a sua capacidade devoradora e outras das suas características. Os resultados agora publicados são uma “porta aberta” para novas abordagens ao controlo desta praga e à protecção das culturas, pois permitirá compreender mais profundamente as interacções biológicas entre as plantas e os seus predadores.
Dois Portugueses, Élio Sucena e Sara Magalhães, líderes de grupos de investigação do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e do Centro de Biologia Ambiental (CBA) da Universidade de Lisboa, fazem parte de uma enorme equipa de 55 investigadores de 10 países diferentes.
Ler mais: Comunicado do IGC | Público | RTP
Meias com efeito anatómico, anti-bacteriano e calmante contra o pé diabético
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Meias com efeito anatómico, anti-bacteriano e calmante
contra o pé diabético
18 Novembro 2011 – Ciência Hoje
Uma empresa Portuguesa, spin-off da Universidade do Minho, acaba de lançar as primeiras meias anatómicas, antibacterianas e calmantes para pés diabéticos e sensíveis, produzidas em Portugal. O modelo de costuras planas e sem compressão é composto por algodão, sais de prata (para controlar o crescimento de bactérias e fungos nocivos) e extractos de algas (para proporcionar um efeito calmante, sobretudo no prurido).
Há cerca de um milhão de diabéticos em Portugal, com idades entre os 20 e os 79 anos. Segundo os responsáveis, as meias Skintoskin Diabetic foram concebidas para ajudar a minimizar os problemas decorrentes do pé diabético. Permitem ao utilizador fazer uma manutenção apropriada do seu problema, são também adequadas a pés sensíveis e têm um efeito anti-odor.
Correcção – Novas modificações em toxinas Bt eficazes contra pragas de insectos
(Correcção a post anterior)
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Novas modificações em toxinas Bt eficazes contra pragas de insectos
4 Novembro 2011 – SciDev
Novas modificações na toxina produzida pela bactéria Bacillus thuringiensis (Bt) poderiam ajudar a combater pragas que desenvolvem resistência a toxinas Bt utilizadas convencionalmente, revela um estudo de investigação publicado na revista Nature Biotechnology por uma equipa de investigadores da Universidade Nacional Autónoma do México.
As toxinas Bt funcionam como um insecticida biológico utilizado através de aspersão para controlar diferentes insectos que afectam culturas agrícolas. Para além disso, criaram-se plantas transgénicas que produzem toxinas Bt e que dessa forma se auto protegem contra os insectos que se tentam alimentar delas.
Os casos de pragas resistentes às toxinas Bt são isolados e actualmente tenta-se criar toxinas modificadas para evitar que no futuro esta situação se torne um problema.
Os investigadores testaram a toxicidade das novas toxinas Bt produzidas em nove variedades de culturas (milho, repolho, brócolos e rabanete) resistentes ao Bt. Em seis dessas variedades, a toxicidade das novas toxinas Bt chegou a ser 350 vezes maior do que as toxinas convencionais. Nas outras três variedades o nível de toxicidade foi semelhante ao das toxinas convencionais.
Jorge Ibarra, especialista em bioinsecticidas do Centro de Investigação e Estudos Avançados do Instituto Politécnico Nacional - Unidade Irapuato, no México, comentou que a adaptação das pragas a toxinas Bt não significa um problema para as culturas, porque apenas existe uma praga que demonstrou ter resistência em condições de campo. Existe uma reduzida possibilidade de, uma praga desenvolver resistência a uma variante da toxina Bt, mas essa possibilidade existe, disse o investigador ao SciDev.net, e por isso é conveniente prever esse fenmeno e ter alternativas desenvolvidas para se chegar a ocorrer. É nesse aspecto que este estudo é importante.
Guia para Comunicadores e Jornalistas – Genes are Gems: Reporting Agri-Biotechnology
Guia para Comunicadores e Jornalistas
Genes are Gems: Reporting Agri-Biotechnology
2006 - ICRISAT e ISAAA

A publicação Genes are Gems: Reporting Agri-Biotechnology tem como principal objectivo ser uma referência para os jornalistas de ciência na área da biotecnologia aplicada à agricultura.
Segundo o director de comunicação do ICRISAT e principal editor, Rex L. Navarro, este guia dá algumas linhas de orientação para a produção de boas histórias de ciência. Para além de uma abordagem aos temas relacionados com a agrobiotecnologia (que vai além das tecnologias de engenharia genética e organismos geneticamente modificados), este guia foca os princípios gerais e técnicas de comunicação e do jornalismo científico. Inclui um glossário e fontes adicionais de informação.
Os jornalistas fazem parte do público-alvo, mas este guia dirige-se também aos colaboradores dos gabinetes de comunicação e relações públicas de instituições científicas e de instituições governamentais. A publicação surgiu da compilação de informação partilhada numa série de seminários/workshops para os media, que tiveram a finalidade de esclarecer aspectos relacionados com diferentes temáticas, em especial a produção e utilização dos organismos geneticamente modificados. O ICRISAT, o ISAAA e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) foram responsáveis pela organização destas sessões de formação, que decorreram na Ásia e em África a partir de 2004. Nas sessões estiveram presentes jornalistas da Índia, Sri Lanka, Bangladesh, Nepal, Paquistão, Nigéria, Mali, Senegal, entre outros países. Os formadores são especialistas internacionais de biotecnologia provenientes de instituições internacionais, nacionais ou regionais




