3 Dez 2014 – 3º Encontro Internacional de Genómica de Florestas, Oeiras – Portugal

Forest Genomics Meeting

3º Encontro Internacional de Genómica de Florestas

INSCRIÇÃO é gratuita e OBRIGATÓRIA

3rd Forest Genomics Meeting:
Regulation of genome expression dynamics in forest trees
3 Dezembro 2014 – ITQB/IBET, Oeiras, Portugal

A terceira edição do encontro internacional “Forest Genomics Meeting” (FGM) será realizada em Oeiras, Portugal, no dia 3 de Dezembro de 2014, no auditório do ITQB/IBET, em Oeiras, Portugal.

Este evento é mais uma oportunidade para discutir o estado da arte da floresta e da regulação da expressão génica nas árvores de floresta, cuja investigação é desafiada por alterações contínuas nas condições ontogénicas e ambientais, pois a expressão génica é controlada por redes transcricionais e pós-transcricionais complexas com subsequentes variações fenótipicas.

A 3ª edição do FGM será dedicada ao progresso do conhecimento sobre a regulação da expressão génica, em particular o papel dos factores de transcrição, small RNAs, metilação do DNA e modificações das histonas nas árvores de floresta.

PRAZOS:

Registo online OBRIGATÓRIO – 27 Novembro 2014

Submissão de Abstrats de Comunicações em Poster – 31 Outubro 2014

Mais informações
 Programa, Inscrição e Submissão de Comunicações

http://forestgenomicsmeeting2014.wordpress.com

Novo tecido feito com seda de aranha transgénica

Novo tecido feito com seda de aranha transgénica
EuroNews – 7 Oct 2014

Cientistas japoneses conseguiram criar tecido feito a partir de seda de aranha transgénica. Ou seja, o material foi tecido por bichos-da-seda que receberam um gene de aranha. Os investigadores misturaram proteínas de aranha e de bicho-da-seda. O resultado é um material híbrido muito mais resistente que a seda normal. A investigação está a ser desenvolvida por cientistas do Instituto Nacional de Ciências Agroecológicas, em Tóquio.

Yoshihiko Kuwana é um dos investigadores envolvidos no projeto. “Implantámos o gene da aranha tecedeira em espécies comuns de bicho-da-seda. O objetivo é produzir um novo tipo de seda 1,5 vezes mais resistente do que o fio de seda comum”, disse Yoshihiko Kuwana, investigador da do Instituto Nacional de Ciências Agroecológicas. Resta domesticar as aranhas, o que não é tarefa fácil.

Enquanto os bichos-da-seda estão domesticados há milhares de anos, produzem grandes casulos de seda e são fáceis de criar em ambientes fechados, as aranhas exibem um comportamento mais selvagem. O primeiro problema reside nos hábitos alimentares da espécie, como explica o investigador japonês. “Contrariamente aos bichos-da-seda, as aranhas podem ser canibais, ou seja comem-se umas às outras, por isso é difícil criar grandes quantidades de aranhas. Tentámos colocar duas aranhas na mesma caixa mas no dia seguinte só lá estava uma”, acrescentou o cientista japonês.

O objetivo final da investigação é produzir seda transgénica em larga escala já que o material tem várias vantagens. O fio natural produzido pelas aranhas para traçar as teias é cinco vezes mais forte que um fio de aço do mesmo tamanho. Na área biomédica, esse material poderá ser usado para para fabricar fio de sutura e para reparar tendões e ligamentos. No domínio militar, a seda de aranha pode ser útil para fazer coletes à prova de balas.

Perguntas e Respostas: cultivo de OGM na UE

Perguntas e Respostas:
Cultivo de organismos geneticamente modificados na UE

2 Setembro 2014 – Parlamento Europeu

Maçarocas - Milho GM Bt e milho convencional com fungos e broca

Foto (CiB Portugal) – Maçaroca de transgénico (à esquerda)
e maçaroca de milho convencional  (à direita) com ataque de broca e fungos

A UE tem uma das legislações alimentares mais rigorosas do mundo e as culturas geneticamente modificadas (GM) só são permitidas após uma avaliação profunda dos riscos. A Comissão Europeia propôs alterações às regras atuais da UE como resposta aos apelos de Estados-Membros que pretendem mais liberdade para restringir ainda mais o cultivo de OGM no seu território. Os eurodeputados da Comissão do Ambiente discutem, a 3 de setembro, a posição do Conselho sobre esta questão. Leia para saber mais.

  • É permitido cultivar culturas geneticamente modificadas na UE?

Sim, mas só depois de terem sido autorizadas a nível da UE, na sequência de uma avaliação rigorosa dos riscos realizada pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA). Após a autorização, os países da UE só podem proibir a utilização do produto geneticamente modificado no seu território através da utilização da chamada “cláusula de salvaguarda”. Têm que justificar esta decisão, provando que os organismos geneticamente modificados podem causar danos aos seres humanos ou o meio ambiente.

  • Já existem OMG cultivados na UE e há algum Estado-Membro que o proíba?

Atualmente, apenas é cultivado na UE o milho MON 810 da Monsanto, uma variedade resistente a insetos. No entanto, alguns países (Áustria, Bulgária, Grécia, Alemanha, Hungria, Itália, Luxemburgo e Polónia) adotaram cláusulas de salvaguarda para proibir o seu cultivo nos seus territórios.

  • Porque é que a UE quer alterar o atual sistema de autorização de produtos geneticamente modificados?

Alguns Estados-Membros pediram mais liberdade e flexibilidade para restringir ou proibir o cultivo de OGM no seu território. Em resposta, a Comissão propôs alterações às regras atuais que se encontram agora a ser discutidas pelo Parlamento e pelo Conselho.

  • Quando é que as novas regras entram em vigor?

Os eurodeputados adotaram em 2011 uma opinião favorável com alterações em primeira leitura e após vários anos, o Conselho alcançou, a 12 junho de 2014, um acordo político que permitirá que os colegisladores conitinuem as negociações em segunda leitura para chegar a acordo sobre um texto comum. A adoção do texto final está prevista para 2015.

Mais informações aqui

OGM – Rações transgénicas sem mais impacto na saúde de animais do que rações convencionais

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OGM
Rações  transgénicas sem mais impacto
na saúde de animais do que rações convencionais

30 Setembro 2014 – ASAS | MilkPoint

Investigadores da Universidade da Califórnia-Davis (USA) concluiram que o desempenho e a saúde dos animais de produção que consumiu alimentos geneticamente modificados (GM) é comparável com aqueles que consomem alimentos convencionais não GM. O estudo também não encontrou nenhuma diferença na composição nutricional da carne, leite ou de outros produtos alimentares a partir de dois grupos de animais.

Foram analisados estudos realizados nos últimos 30 anos, que representam mais de 100 mil milhões de animais. As rações com composição transgénica foram introduzidas há 18 anos.

“Estudos têm mostrado continuamente que o leite, carne e ovos provenientes de animais que tenham consumido alimentos geneticamente modificados são indistinguíveis dos produtos derivados de animais alimentados com uma dieta não geneticamente modificada” declarou Alison Van Eenennaam, líder da equipa de investigação.

Os investigadores afirmam também que há uma necessidade premente de “harmonizar” os regulamentos internacionais de alimentos geneticamente modificados agora que estão no horizonte as culturas transgénicas de segunda geração foram optimizados para o gado.

“Para evitar perturbações do comércio internacional é fundamental que o processo de aprovação regulamentar para os produtos geneticamente modificados seja estabelecido nos países importadores desses alimentos, ao mesmo tempo que são concretizadas as aprovações ​​nos países exportadores de alimentos para animais,” defendeu Van Eenennaam.

O artigo científico “Prevalence and impacts of genetically engineered feedstuffs on livestock populations” foi publicado na revista da “American Society of Animal Science” e no  Journal of Animal Science. 

Reportagem e Conclusões do IV Encontro Internacional do CiB – Agrobiotecnologia e Agricultura

 English version below

Futuro da Agrobiotecnologia e da Inovação na Agricultura
- Europa tem que tomar uma decisão clara -

O IV Encontro Internacional “Agricultura e Biotecnologia: O Futuro é Agora” (consultar o PROGRAMA), inserido na 51ª Feira Nacional de Agricultura, reuniu este ano sete oradores nacionais e internacionais para refletir sobre a adopção da Agrobiotecnologia em Portugal e na Europa. O apoio dos governos, o esclarecimento de agricultores, uma perspectiva mais equilibrada dos meios de comunicação e da opinião pública e o “sim” da Europa foram considerados essenciais para o sucesso da adopção da tecnologia neste lado do Atlântico.

O IV Encontro Internacional de Agricultura e Biotecnologia foi organizado pelo Centro de Informação de Biotecnologia (CiB Portugal) e realizou-se durante a 51ª Feira Nacional de Agricultura, no dia 11 de Junho de 2014 em Santarém. Contou com 170 participantes entre agricultores, decisores políticos, técnicos agrícolas, investigadores, professores e estudantes universitários, técnicos da Direcção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo. Destacou-se ainda a presença do Presidente da CAP – Confederação Nacional de Agricultores e do Presidente da Anpromis – Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo.O encontro foi encerrado pelo Secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar.

Sessão de Abertura com Anpromis, CiB Portugal and CAP
Sessão de Abertura com Anpromis, CiB Portugal and CAP

A resistência da União Europeia em adoptar a Agrobiotecnologia contínua a levantar dúvidas e a originar reflexões e debates, o que levou CiB a convidar sete oradores – de Portugal, Brasil, Espanha e África do Sul – a partilharem experiências no uso e gestão desta tecnologia. Os defensores da Agrobiotecnologia apoiam a utilização de organismos melhorados com o recurso à engenharia genética (OGM) para melhorar a qualidade das culturas, aumentar a produção agrícola e, em consequência, a sustentabilidade e o lucro das explorações. E lembram que, em 2050, com o crescimento da população, será necessário aumentar em cinquenta por cento a produção atual. Os agricultores e investigadores presentes no evento foram unânimes ao afirmar que isso só será possível com a adopção da Agrobiotecnologia.

Se assim é, o que leva a União Europeia a manter-se tão resistente (quando muitos dos produtos da Agrobiotecnologia são aprovados para rações animais) e a autorizar apenas o cultivo de milho Bt com o evento MON 810? Na sua intervenção, Pedro Fevereiro, presidente da direcção do CiB e professor e investigador de biotecnologia de plantas, referiu que a aprovação das novas variedades para cultivo tem sido condicionada por “questões socioeconómicas, pois não existem razões científicas que sugiram riscos acrescidos quer para a saúde humana e animal quer para o ambiente, tendo sido até agora travadas ao nível político”. Na sessão de abertura, João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), referiu que vivemos momentos em que, muitas vezes, “a política e os desígnios da tecnologia não andam em conjunto e este é um desses momentos, que se anda a prolongar há muito tempo”. O presidente da Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo (Anpromis), Luís Vasconcellos e Souza, reconheceu que não se tem evoluído e que “a opinião pública e os poderes institucionais europeus continuam sem sensibilidade para esta matéria”.

A Biotecnologia também está a ser aplicada ao melhoramento de árvores de floresta. Neste caso, por exemplo, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) está a desenvolver “um conjunto de clones de variedades produtoras de castanheiro resistentes à doença da tinta e do cancro com especificidades para cada zona do país ”, revela a investigadora Rita Lourenço Costa (INIAV). Também na floresta a biotecnologia pode melhorar as características vegetais e aumentar a produtividade.

José Maria Rasquilha
José Maria Rasquilha


Na Agricultura, para quem diariamente se confronta com a falta de opções, a sensação é a de ficar aquém de outros países e do potencial que se poderia alcançar com esta tecnologia. José Maria Rasquilha, um dos primeiros agricultores em Portugal a utilizar a Agrobiotecnologia e outro dos oradores do evento, considera que o milho Bt MON 810 “está gasto” e, assim, “é impossível competir com o Brasil e os Estados Unidos porque estamos em campeonatos diferentes”.

No ano passado ao nível global, 90% dos agricultores que usaram a Agrobiotecnologia como um dos processos de produção foram pequenos agricultores e agricultores familiares.

Em Portugal, a agricultura familiar “é vista como uma agricultura de subsistência, dos pobres, como garante da tradição, mas muito pouco disto já é verdade e faz sentido”, diz Pedro Fevereiro (CIB), para quem a manutenção dos negócios familiares passa pela capacidade de utilizar o máximo de tecnologia possível de forma a reduzir custos de produção e maximizar as produtividades.

Veja-se o exemplo brasileiro, o segundo maior produtor de culturas OGM. Flavio Finardi Filho, ex-presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança do Brasil (CTNbio), salienta como vantagem da utilização desta tecnologia o aumento da produtividade na agropecuária brasileira e lembra que há mais produtos que em breve serão lançados no mercado (feijão, arroz, cana de açúcar, eucalipto, laranja, alface ou maracujá, entre outros).

Eve Ntseoane
Eve Ntseoane

Também da África do Sul chega um exemplo de sucesso, com os agricultores a alcançarem maiores níveis de produção. A agricultora reconhece que há sempre riscos e benefícios para o que é novo no mercado, mas as culturas geneticamente modificadas são necessárias porque “aumentam a qualidade e quantidade de alimento, aumentam os lucros e a estabilidade financeira e acabam com a fome no nosso tempo de vida”. Outro dos pontos importantes para este sucesso é a ajuda do Governo. No caso da África do Sul, salienta Eve Ntseoane, além das empresas de sementes, os agricultores são apoiados “pelo governo e pelo departamento de ciências e tecnologia, que desenvolveu uma estratégia sobre biotecnologia para informar os agricultores e fazer divulgação”. Na opinião da agricultora, “o problema, na Europa, é fazer os governos entenderem os benefícios desta tecnologia”.

Uma das causas dessa falta de entendimento, de acordo com o Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, que participou na sessão de encerramento do encontro, é a investigação em Portugal ser “pouco assertiva naquilo que são os interesses dos diferentes debates”. O governante garante que “uma investigação mais aplicada poderia ser uma fonte de suporte de decisão aos governos”.

Uma controvérsia que deixa a opinião pública de “pé atrás” é o facto de o sector das sementes ser controlado por companhias privadas. Pere Puigdomènech, biólogo e investigador do Conselho Superior de Investigação Científica (CSIC) de Espanha, reconhece que é uma matéria de preocupação, mas “é como é, as grandes companhias é que têm o dinheiro para o desenvolvimento e certificação destas variedades”. E as diferenças estão à vista. Por causa da limitação de recursos, a capacidade de uma instituição pública desenvolver e colocar no mercado este tipo de variedades é sempre mais lento e limitado. Assim como tem sido o caminho para a aprovação do uso de transgénicos na Europa.

Jaime Piçarra, secretário-geral da Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais (IACA), fala em “via sacra” para a aprovação de variedades vegetais transgénicas na Europa e defende processos de aprovação mais rápidos e “uma visão global de harmonização desses processos, em simultâneo na União Europeia e nos países exportadores à escala mundial”.


Do encontro saíram várias conclusões, todas elas suportando a adopção da Agrobiotecnologia. Parece não haver dúvidas, como defende o investigador espanhol Pere Puigdomènech, que “estamos na era dos genomas” e que a informação deles retirada pode e deve ser utilizada no melhoramento vegetal. E todos são unânimes ao afirmar que a Agrobiotecnologia pode permitir uma melhor gestão ambiental, mas também pode permitir um maior equilíbrio económico e social dos próprios produtores agrícolas. Pedem, por isso, uma decisão rápida da União Europeia que dê liberdade de escolha aos agricultores e promova a confiança de consumidores e produtores nos sistemas de regulamentação.

 

CONCLUSÕES
do IV Encontro Internacional – “Agricultura e Biotecnologia: O Futuro é Agora”

 

A Agrobiotenologia permite acelerar e aumentar a precisão dos processos de melhoramento das culturas, estando também a ser aplicada ao melhoramento das árvores de floresta. Esta tecnologia produz variedades vegetais utilizáveis em todas as formas de agricultura: agricultura familiar e pequenos agricultores, grandes agricultores e empresas agrícolas. É uma componente necessária para a redução dos custos nas contas de cultura e um tema incontornável nas negociações do TTIP (Transatlantic Trade and Investment Partnership). A Agrobiotecnologia permite ainda aumentar a sustentabilidade das explorações agrícolas, tendo impactos positivos ao nível global nos três pilares: social, económico e ambiental.

Os países emergentes estão a utilizar a biotecnologia como base para aumentar a sua produtividade e riqueza e a aprovar o uso de variedades melhoradas com recurso a esta tecnologia para a produção de alimentos para as populações humanas, sendo um exemplo recente a aprovação de variedades de feijão resistentes ao vírus do mosaico dourado no Brasil.

A União Europeia mostra-se incapaz de tomar uma decisão clara sobre a adopção da Agrobiotecnologia, provocando custos acrescidos e falta de competitividade em toda a cadeia agro-alimentar. Esta incapacidade de decisão induz a perda de confiança no sistema de regulamentação que deveria basear-se em evidências científicas.

Esta indecisão impede os agricultores Portugueses de acederem a esta tecnologia e o direito à livre escolha das variedades mais adequadas às suas condições de produção, colocando-os numa posição de desvantagem relativamente ao mercado global de produtos agrícolas.

O imenso atraso existente nas aprovações de eventos cria constrangimentos no aprovisionamento de matérias-primas, em que a Europa e Portugal são deficitários.

Esta situação é particularmente preocupante no que se refere à importação de matéria-prima proteica, na qual a Europa é deficitária em 70%.

É necessária uma harmonização internacional dos processos de aprovação dos novos eventos, de forma a evitar disrupções no mercado.

É necessário que o governo Português mantenha a disponibilidade para apoiar os agricultores que pretendam optar por utilizar as variedades resultantes da aplicação da Agrobiotecnologia.

CiB acompanhou Maizall em visita a Portugal

CiB acompanhou Maizall em visita a Portugal

Junho 2014

Nos dias 1 e 2 de Junho de 2014, o CiB Portugal – Centro de Informação de Biotecnologia encontrou-se com representantes do grupo Maizall – The International Maize Alliance - formado pelos produtores de milho da Maizar (Argentina), da Abramilho (Brasil), da Associação Nacional de Produtores de Milho (Estados Unidos da América) e do U.S. Grains Council.

Durante os primeiros dias de Junho, o Maizall esteve na Europa para reunir com diferentes parceiros da fileira agroalimentar com o objectivo de debater as questões relacionadas com a Agrobiotecnologia e a utilização das culturas geneticamente modificadas para uma agricultura cada vez mais sustentável no futuro e ao nível global.

GrupoMaizal-1Junho2014

A equipa do CiB acompanhou o grupo durante uma visita de campo a uma exploração agrícola no Alentejo que produz milho Bt geneticamente modificado para resistir ao ataque de broca. Contribuiu com esclarecimentos técnico-científicos e contextualizou a necessidade de utilização das variedades geneticamente modificadas (OGM) na agricultura Portuguesa e Europeia. Destacou-se ainda as necessidades existentes para enfrentar conjuntamente os desafios futuros para o aumento da produção de alimentos e rações e as questões de segurança alimentar ao nível global.

O CiB participou numa reunião com o Maizall e com representantes da fileira Portuguesa entre os quais agricultores, produtores de alimentos e rações, associações de agriculturas e outros grupos da fileira agroindustrial. Durante a reunião foi discutida, entre outros assuntos, a necessidade de sincronização dos processos de avaliação de risco e de aprovação de variedades vegetais geneticamente modificadas para evitar disrupções do mercado. Concluiu-se que esses processos têm que se tornar mais transparentes e previsíveis ao nível da regulamentação – que deve ser eficaz e baseada na Ciência – de forma a ser ultrapassado o problema da assincronia de aprovação existente entre a União Europeia e os restantes países produtores das culturas agrobiotecnológicas. Foi ainda debatida a necessidade de se estabelecerem limites práticos para os níveis máximos de presença acidental de OGM nos lotes de sementes comercializadas.

O Grupo Maizall seguiu depois para Madrid e Bruxelas, onde reuniu com embaixadores, representantes do governo de Espanha, membros da Comissão Europeia, representantes de associações europeias de agricultores e com empresas agrobiotecnológicas.

CiB – Centro de Informação de Biotecnologia, Portugal

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