Inscrições Abertas – III Encontro – Biotecnologia e Agricultura – 14 Junho, Santarém –
III Encontro
Biotecnologia e Agricultura:
O Futuro é Agora
14 Junho de 2013
CNEMA, Feira Nacional da Agricultura, Santarém
Inscrição Obrigatória – Entrada Gratuita
Contactos: cib@cibpt.org | 961 775 120
Tradução simultânea disponível – Português – Inglês e Inglês – Português
Contactar o CiB Portugal para fazer a inscrição até 12 de Junho de 2013
Programa
9h45 – Registo e entrega de documentação
10h – Sessão de Abertura
10h15 – 1983-2013 – 30 Anos de plantas transgénicas - Maria Salomé Pais – Departamento de Biologia Vegetal, Fac. Ciências da Universidade de Lisboa
10h45 – Perguntas e Respostas
11h00 – Intervalo para café
11h15 – Rede internacional de agricultores e cientistas para a agrobiotecnologia - Fabio Niespolo – FSN – Farmers and Scientist Network
11h45 – Perguntas e Respostas
12h00 – Constrangimentos das culturas agrícolas na UE e soluções biotecnológicas - Agnès Ricroch – Universite Paris-Sud /CNRS France – Centre national de la recherche scientifique / AgroParisTech
12h45 – Perguntas e Respostas
13h00 – Almoço
14h30 – Impactos económicos e políticos na agricultura e na produção de alimentos da política da UE para as culturas transgénicas - Pedro Gallardo – ASAJA – Asociación Agraria de Jóvenes Agricultores (España)
15h15 – Perguntas e Respostas
15h30 – Agricultor Brasileiro: Utilização de culturas transgénicas com múltiplos eventos (multiple stacks) - Diego Alessio
16h15 – Perguntas e Respostas
16h30 – Intervalo para café
16h45 – Agricultura Portuguesa: A experiência de produzir milho Bt em Portugal - Gabriela Cruz
17h15 – Perguntas e Respostas
17h30 – Conclusões
17h45 – Sessão de Encerramento
CONTACTOS E INSCRIÇÕES
Inscrição Obrigatória até 12 de Junho de 2013 – Entrada gratuita
Por favor contacte-nos para se inscrever.
E-mail – cib@cibpt.org | Telem – 00351 961 775 120
14 Junho, Santarém – III Encontro – Biotecnologia e Agricultura
III Encontro – Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora
14 Junho de 2013
CNEMA, Feira Nacional da Agricultura, Santarém
Inscrição Obrigatória – Entrada Livre
Contactos: cib@cibpt.org | 961 775 120
Programa estará disponível em breve!
Vídeo – Investigação sobre culturas transgénicas no Brasil
Vídeo
Investigação sobre culturas transgénicas no Brasil
Plantas transgénicas reduzem uso de água na agricultura
Plantas transgénicas reduzem uso de água na agricultura
22 Março 2013 – CiB Brasil
Plantas geneticamente modificadas (GM) favorecem o uso racional do recurso natural no campo e novos estudos apontam para ganhos de eficiência ainda maiores.

Fonte: CiB Brasil – Conselho de Informações sobre Biotecnologia
A biotecnologia pode ajudar na utilização sustentável da água através do desenvolvimento de variedades de plantas transgénicas resistentes à seca ou cujas características diminuam o uso de agro-químicos e, consequentemente, o uso de água.
No Brasil, as variedades vegetais GM disponíveis já incluem esse benefício. Segundo um estudo da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM) e da Céleres Ambiental, os actuais eventos transgénicos podem representar uma economia de aproximadamente 134 mil milhões de litros de água entre 2010 e 2020. Essa quantidade seria suficiente para abastecer as cidades de Recife e Porto Alegre por um ano.
No Brasil está também a realizar-se investigação em cana-de-açúcar, soja e trigo geneticamente modificados para resistirem ao stress hídrico.
Gene a triplicar torna milho tolerante à toxicidade do alumínio
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Gene a triplicar torna milho tolerante à toxicidade do alumínio
20 Março 2013 – Science Daily
Uma equipa internacional de investigadores está a pesquisar formas alternativas de produção de culturas tolerantes à toxicidade de solos inadequados para a agricultura, devido à presença elevada de alumínio.
Numa estratégia para enfrentar este problema a equipa de investigadores procurou pistas para compreender, os motivos pelos quais algumas plantas têm capacidade de tolerar a presença de alumínio nos solos e outras plantas não têm.
No genoma do milho, encontraram três cópias do mesmo gene conhecido por ser responsável pela tolerância de algumas variedades daquela espécie à presença de alumínio.
Os problemas da agricultura, da produção de alimentos e de segurança alimentar, causados pela toxidade deste metal pesado “rivalizam” com os problemas oriundos da seca, e têm graves consequências nas regiões tropicais.
Os solos ácidos dissolvem o alumínio das argilas para o solo, tornando-o tóxico para as raízes das plantas. Esta situação ocorrem em cerca de metade da área dos solos aráveis em todo o mundo.
O gene MATE1 encontrado em triplicado em algumas variedades de milho, que apresentam tolerância à presença daquele metal pesado. Nessas plantas, o gene MATE1 é activado na presença de iões de alumínio e expressa uma proteína que transporta o ácido cítrico das extremidades das raízes para o solo. Esta activação bloqueia assim os efeitos da permanência do alumínio, protegendo as raízes da sua toxicidade.
Os investigadores compreenderam que a presença em triplicado daquele gene tem um efeito cumulativo. Esse efeito é considerado uma característica de interesse para a agricultura e poderá ser muito relevante para o melhoramento de plantas.
Os resultados desta investigação foram publicados na revista científica PNAS - Proceedings of the National Academy of Sciences. A descoberta desta característica no milho pode ser um factor importante para o desenvolvimento da investigação noutras cultivares.
Editorial da Science – O Impasse dos OGM na Europa
Editorial da Science
O Impasse dos OGM na Europa
22 Fevereiro 2013 – Science
(tradução livre do texto completo por CiB Portugal)
O Editorial da Science, uma das mais importantes revistas científicas internacionais, questiona o insistente impasse da Europa em relação aos Organismos Geneticamente Modificados (OGM), também conhecidos como transgénicos.
Loiuse O. Fresco, autora do editorial, é professora da Universidade de Amesterdão e professora honorária da Universidade e do Centro de Investigação de Wageningen, Holanda.Entre1996 e 2006, Loiuse O. Fresco foi Directora de Investigação e Assistente de Direcção para a Agricultura da FAO – Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação.
Em Setembro de 2012, a Europa entrou em estado de choque pela publicação de um estudo da Universidade de Caen, em França, que declarava que ratos alimentados durante dois anos com milho transgénico – modificado para resistir a herbicidas – sofriam de tumores. Apesar dos resultados desse estudo terem sido altamente criticados e considerados uma fraude pela comunidade científica internacional, esse trabalho continua a ser citado como fonte de confirmação de que os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) são intrinsecamente perigosos.
A União Europeia (UE) difere do resto do mundo na sua forte oposição à utilização de OGM na agricultura. Esta posição piorou ao longo dos últimos 15 anos. O número de ensaios de campo de novas variedades geneticamente modificadas têm diminuído desde a década de 1990. Quase toda a área cultivada da UE - 100.000 ha – é de milho Bt (milho transgénico alterado para expressar uma toxina de Bacillus thuringiensis que é venenosa para os insetos-praga do milho). Não há outra planta Geneticamente Modificada que seja autorizada para cultivo na UE, com excepção da batata com elevado teor de amido. A maior área de cultivo de milho Bt localiza-se em Espanha, o único país Europeu no Top 20 ao nível global.
Depois da EFSA – Autoridade Europeia de Segurança Alimentar dar a sua opinião positiva relativamente à utilização segura das culturas transgénicas, a autorização final para o seu cultivo tem de ser dada pela Comissão Europeia e pelos Estados Membros que votam a sua aprovação.
Mais de uma dúzia de culturas transgénicas estão à espera de aprovação algures nos meandros do sistema de autorização da União Europeia. Algumas dessas culturas esperam autorização há anos. Isto acontece porque não existe apoio da maioria dos Estados Membros ou a Comissão Europeia falhou na submissão à votação. Tentativas para quebrar este bloqueio têm incluído a procura de acordos que permitiriam aos Estados Membros individualmente bloquearem o cultivo de uma cultura GM, em particular no seu próprio território argumentando questões de segurança, ou tomarem a decisão individual de autorizarem o seu cultivo. Infelizmente, tais esforços para facilitar a aceitação dos OGM falharam.
Instituições independentes e respeitadas na Europa forneceram evidências que as culturas GM podem contribuir para a produção sustentável de alimentos, especialmente quando essas plantas foram criadas para resistir ao ataque de insectos e a doenças, não acarretando mais riscos do que as variedades convencionais.
Em 2011, a Comissão Europeia declarou que os procedimentos de autorização são dominados por ideias preconceituosas que atrasam a revisão dos procedimentos de avaliação, aprovação e controlo dos OGM. Contudo, reagindo ao estudo incorrecto da Universidade de Caen, a Comissão Europeia optou por atrasar esses procedimentos, esperando por mais investigação nos efeitos de longo prazo dos alimentos GM. Trinta e nove culturas GM estão ainda estão à espera de serem autorizados na UE para serem utilizadas em alimentos ou rações.
Os Europeus e o seu gado estão já a consumir alimentos GM em grande escala.
A falta de confiança dos Europeus nos OGM reflecte uma grande disrupção com a ciência. Atitudes semelhantes prevaleceram em relação ao gás natural e à energia nuclear. A ironia é que as gerações que beneficiaram mais com o progresso cientifico são as que mais suspeitam da ciência. Os Europeus tendem a romantizar o passado pré-moderno, inconscientes do sofrimento e da escassez de alimentos associados às baixas produtividades das culturas. Esta desconfiança dos Europeus em relação à ciência afecta os investimentos em Investigação e Desenvolvimento e pode ter efeitos desastrosos noutros pontos do planeta. Em África, os Europeus e as organizações não governamentais atrasam a introdução de culturas GM resistentes a doenças, como a mandioca transgénica necessária para fazer face ao aumento de fome entre as populações causada pela destruição das plantas provocada vírus listado castanho da mandioca.
A mudança na atitude Europeia não irá surgir rapidamente. Contudo, as negociações deste ano para a renovação das Politicas Agrícolas Comuns para 2014-2020 podem ser uma oportunidade, caso a revisão dos subsídios for associada com o apoio para a inovação, incluindo os OGM que promovem a sustentabilidade da agricultura. Apenas a coragem politica, como demonstrado nos últimos anos pelo Governo Britânico que requereu à União Europeia que facilitasse a produção de OGMs, pode quebrar o impasse ideológico existente entre Organizações Não Governamentais, produtores, consumidores e cientistas.





