Posts filed under ‘BioNanotecnologia’
Nanotecnologia e Medicina – Biochips e nanotransistores
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Nanotecnologia e Medicina
Biochips e nanotransistores
29 Fevereiro 2012 – Creamos el Futuro – Nanotecnología
Ao entrarmos na era da nanotecnologia estamos cada vez mais perto de termos disponíveis diagnósticos médicos moleculares, o que torna possível detectar, cada vez mais cedo, doenças genéticas, infecciosas e até pequenas alterações em proteínas.
Um dos grandes avanços nesta área é a criação de biochips que fornecem grande quantidade de informação, funcionando a uma escala muito pequena, sobre a genética das pessoas e de agentes patogénicos, o que permitirá desenvolver mais rapidamente vacinas, fazer face às resistências desses agentes aos antibióticos e identificar mutações em genes e tratar tumores.
Também na administração de fármacos, a nanotecnologia tem um papel fundamental, por exemplo, na distribuição desses fármacos em locais especificos do organismo, sendo facilitadores da sua difusão através de barreiras biológicas e abrindo caminho até às células-alvo. Na terapia contra o cancro, os biochips nanotecnológicos conseguem chegar às células tumorais, evitando as células saudáveis, protegendo-as dessa forma de acumularem fármacos e reduzindo os efeitos tóxicos anti-tumorais.
O website - Creamos el Futuro – Nanotecnología – inclui uma lista de sugestão de outros recursos sobre o tema da nanotecnologia e da medicina.
BioNanotecnologia – Investigadora Portuguesa premiada no Parlamento Britânico
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BioNanotecnologia
Investigadora Portuguesa premiada no Parlamento Britânico
14 Março 2012 - Público P3
Nanotecnologia experimental para tratar corações doentes valeu à cientista de 26 anos o segundo prémio do SET for Britain de biomedicina.
Renata Gomes, de 26 anos, apresentou, na segunda-feira, um poster do seu projecto científico na Câmara dos Comuns, em Londres. A fazer o doutoramento na Universidade de Oxford, sob a supervisão de Lino Ferreira, do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, a jovem explicou a uma centena de pessoas e a um júri de cientistas e políticos a estratégia que está a desenvolver para promover, após um enfarte, a regeneração do tecido cardíaco.
A sua pesquisa acabaria por receber, entre 53 candidaturas, um Silver Certificate e 2000 libras esterlinas (2386 euros) no âmbito dos prémios Science, Engineering and Technology (SET) for Britain, organizados anualmente pela Comissão Parlamentar e Científica, que fomenta a comunicação entre cientistas e políticos.
A cientista – que nos disse ser a laureada mais jovem de sempre e a primeira a não ser só britânica – está a desenvolver novas terapêuticas à base de nanotecnologia. A ideia é introduzir pequenos fragmentos genéticos, chamados micro-ARN, nos tecidos cardíacos para aumentar a eficácia dos transplantes de células estaminais, capazes de regenerar o tecido afectado.
Nanopartículas entregam fármacos no cérebro
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Investigação fundamental
Nanopartículas podem servir como veículo
de entrega de fármacos no cérebro
9 Janeiro de 2012 – Science Daily
Os aglomerados de neurónios formam auto-estradas dentro do cérebro que poderão vir a ser utilizadas como vias de entrega de fármacos por nanopartículas e sem efeitos colaterais para o cérebro.
Cada nanopartícula tem a capacidade de funcionar como um veículo que pode ser transportar compostos quimicos ou terapias génicas e que os distribui pelo corpo humano e os entrega em locais especificos.
Uma esquipa de investigadores está interessado nos Ormosil (silica modificada organicamente) que têm como alvo os neurónios com problemas relacionados com doenças neurodegenerativas, incluindo a doença de Alzheimer.
Um estudo recente, realizado em moscas da fruta, publicado na revista PLoS ONE, demonstra que a exposição prolongada aos Ormosil não causou efeitos colaterais negativos no organismo ou nas células neuronais destes animais.
O sucesso e utilização prática deste tipo de métodos estão ainda muito longe, mas os potenciais benefícios parecem promissores.
Projecto – Time for Nano | É tempo para as nanotecnologias
Projecto Internacional de Comunicação de Ciência
Time for Nano
TIME for NANO é um projecto internacional, no qual Portugal participa, que consiste num conjunto de ferramentas para aumentar o interesse do público pela nanotecnologia. O principal objectivo do projecto é, por isso, promover o interesse do grande público, em especial dos jovens estudantes, pelos potenciais benefícios e riscos relacionados com a investigação, engenharia e tecnologia à nanoescala e recolher as suas opiniões.
Este projecto conta com a participaçao de várias instituiçoes pertencentes a nove países da Europa e é financiado pela Comissao Europeia.
Deste projecto resultaram um nanokit com actividades práticas de nanociências e nanotecnologias e um conjunto de vídeos.
Para saber mais e visionar vídeos siga o LINK
Projecto «Nanovalor» vai juntar Galiza e do Norte de Portugal
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Consórcio ibérico de nanotecnologia
Projecto «Nanovalor» vai juntar Galiza e do Norte de Portugal
2 Dezembro 2011 – Ciência Hoje
A Universidade do Minho (UMinho) apresentou hoje o projecto «NanoValor», que pretende “aproximar os actores-chave na nanotecnologia da Galiza e do Norte de Portugal”. O objectivo é aumentar a competitividade e potenciar a investigação e o desenvolvimento tecnológico.
Em comunicado, a UMinho explica que o projecto, que será por si coordenado, contará com a participação em consórcio de oito instituições do Norte de Portugal e da Galiza.
Atenção Escolas – Concurso BioNanotecnologia – Inscrição até 30 Dezembro 2011
Inscrição até 30 de Dezembro de 2011
BioNanotecnologia e Medicina
Novos Fármacos Novas Soluções
10º ao 12º Ano | Envio até 30 de Março de 2012
O CIB – CENTRO DE INFORMAÇÃO DE BIOTECNOLOGIA ESTÁ A PROMOVER O CONCURSO «BioNanotecnologia e Medicina Novos Fármacos Novas Soluções» DESTINADO AOS ALUNOS DO ENSINO SECUNDÁRIO OU EQUIVALENTE, DURANTE O ANO LECTIVO 2011/2012.
Com este concurso o CiB pretende contribuir para a promoção do conhecimento científico sobre a bionanotecnologia no contexto da saúde, da medicina e da farmacologia.
A Biotecnologia é fonte para excelentes histórias. Para as contar é necessário partir em busca de respostas com a curiosidade aguçada. Para abordarem e discutirem o tema proposto os alunos podem utilizar a sua criatividade utilizando três tipos de formato: (texto e imagens ou vídeo).
Serão seleccionados os três melhores trabalhos enviados até 30 de Março de 2012. Os prémios incluem leitores MP4 e vales-cheque destinados à aquisição de livros e material informático. Todos os alunos e professores premiados receberão um diploma.
Os interessados deverão enviar a ficha de inscrição, segundo as regras do regulamento, até 30 de Dezembro de 2011.
O CIB RECOMENDA QUE ALUNOS E PROFESSORES LEIAM ATENTAMENTE O REGULAMENTO DE FORMA A CUMPRIREM TODOS OS PONTOS DESCRITOS.
Nanomedicina – Nanotecnologia aplicada à Medicina
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Nanomedicina
- A Nanotecnologia aplicada à Medicina -
The Scientist – 1 Outubro 2011
À nanoescala os antigos materiais adquirem novas propriedades que irão mudar a forma como a medicina é praticada. A revista The Scientist, que divulga temas de ciência e tecnologia, publicou alguns artigos sobre a aplicação da tecnologia à escala Nano nas áreas de saúde.
- Minúscula revolução - Nos próximos 15 anos a nanomedicina passará de fantasia a realidade.
- Reduzindo a escala em Medicina: a nanotecnologia utiliza novas propriedades físicas dos materiais e possibilitará novas formas de diagnóstico e tratamento dos pacientes, aumentando a sua eficiência com redução de custos.
- Esquema infográfico – “Engolir” o cirurgião – os fármacos são entregues directamente em células-alvo específicas-
Embalagens nanotecnológicas inteligentes para protecção dos alimentos
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Embalagens vão ser mais seguras e comestíveis
Inovação portuguesa chega ao mercado mundial
Ciência Hoje – 2 Agosto 2011
Imagine uma camada natural finíssima à volta de uma maçã, que aumenta a qualidade, segurança e durabilidade do alimento, que é comestível e que até indica se o produto sofreu alterações.
A inovação, que chega ao mercado a médio prazo, aplica a nanotecnologia às embalagens e está a ser desenvolvida no âmbito do projecto internacional Nanopacksafer, explica José Teixeira, coordenador nacional e investigador do Instituto para a Biotecnologia e Bioengenharia/Centro de Engenharia Biológica (IBB/CEB) da Universidade do Minho.
Concurso 2011-2012 – BioNanotecnologia e Medicina
Regulamento do Concurso
BioNanotecnologia e Medicina
Novos Fármacos Novas Soluções
10º ao 12º Ano | Envio até 30 de Março de 2012
O CIB – CENTRO DE INFORMAÇÃO DE BIOTECNOLOGIA ESTÁ A PROMOVER O CONCURSO «BioNanotecnologia e Medicina Novos Fármacos Novas Soluções» DESTINADO AOS ALUNOS DO ENSINO SECUNDÁRIO OU EQUIVALENTE, DURANTE O ANO LECTIVO 2011/2012.
Com este concurso o CiB pretende contribuir para a promoção do conhecimento científico sobre a bionanotecnologia no contexto da saúde, da medicina e da farmacologia.
A Biotecnologia é fonte para excelentes histórias. Para as contar é necessário partir em busca de respostas com a curiosidade aguçada. Para abordarem e discutirem o tema proposto os alunos podem utilizar a sua criatividade utilizando três tipos de formato: (texto e imagens ou vídeo).
Serão seleccionados os três melhores trabalhos enviados até 30 de Março de 2012. Os prémios incluem leitores MP4 e vales-cheque destinados à aquisição de livros e material informático. Todos os alunos e professores premiados receberão um diploma.
Os interessados deverão enviar a ficha de inscrição, segundo as regras do regulamento, até 30 de Dezembro de 2011.
O CIB RECOMENDA QUE ALUNOS E PROFESSORES LEIAM ATENTAMENTE O REGULAMENTO DE FORMA A CUMPRIREM TODOS OS PONTOS DESCRITOS.
BioNanotecnologia no desenvolvimento de fármacos: Da ficção científica para a investigação de ponta
BioNanotecnologia no desenvolvimento de fármacos:
Da ficção científica para a investigação de ponta
1 Abril 2011
Um grupo de investigação interdisciplinar da Universidade de Copenhaga, Dinamarca, descobriu um novo método para desenvolver fármacos baseado em investigação bionanotecnológica.
Há quatro anos, a coordenadora do projecto, Karen Martinez, idealizou um método para desenvolver novos fármacos e conseguiu com a sua equipa do Centro de NanoCiências passar da ideia à prática, combinando nanomateriais com tecnologias usadas tradicionalmente em aparelhos electrónicos aplicados em células vivas.
As células têm a capacidade de se desenvolverem sobre uma carpete de nanofios semicondutores, chamadas nanofios. Os investigadores desenvolveram um método que possibilita observar o funcionamento das células quando são colocadas nessas carpetes de nanofios. Segundo Karen Martinez, a técnica tem grande potencial para ser utilizada em laboratórios dentro de alguns anos para, por exemplo, testar novos fármacos para doenças neurológicas, cancro e doenças cardíacas.
Com esta descoberta este grupo de investigação encontra-se actualmente no top da investigação internacional, a par com grupos de Harvard (EUA), Berkeley (EUA) e Lund (Suécia).
Via EurekAlert
Nova série de artigos sobre Nanotecnologia e Saúde
Nova série de artigos sobre Nanotecnologia e Saúde
24 Novembro 2010 – SciDev
O portal Science and Development Network – SciDev.net publicou uma série de artigos relacionados com as Nanotecnologias aplicadas à Saúde.
- Small tech with big promise for healthcare
- Nanotechnology for health: Facts and figures
- Nanotech offers more for health than nanodrugs
- ‘Killer apps’ in nanomedicine: the time is not ripe
- Nanotech for health is not just about disease
As plantas estão preparadas para a nanotecnologia?
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As plantas estão preparadas para a nanotecnologia?
Investigadores avaliam a forma como os quantum dots
afectam as células da planta modelo Medicago, conhecida como Luzerna.
3 Novembro 2010 – ITQB
A nanotecnologia é uma área de investigação promissora com muitas questões para responder. Através do fabrico de moléculas, os investigadores trabalham em aplicações diversas, incluindo a agricultura. Mas quaisquer aplicações nas plantas necessitam de pelo menos de duas respostas: quão tóxicas são as nanopartículas para as plantas e, lá dentro, para onde vão. Investigadores do ITQB – Instituto de Tecnologia Química e Biológica testaram o efeito de quantum dots em culturas de células de Medicago, uma leguminosa que é utilizada como planta modelo em laboratório, e pela primeira vez observaram quantum dots dentro de células vegetais. Os resultados foram publicados na revista internacional Journal of Nanobiotechnology.
Os quantum dots são cristais de reduzidas dimensões (5 a 30 nanómetros) tipicamente compostos por cádmium, selénio e zinco. Uma vez que são tóxicos e insolúveis , é necessária a sua encapsulação em compostos soluveis antes de os aplicar em organismos vivos. Os investigadores descobriram que esses quantum dots encapsulados especificamente para este trabalho são seguros para aplicações biológicas no caso de a sua concentração ser balizada entre 1 e 5 nM acima dos quais a viabilidade e desenvolvimento das células se torna reduzida.
Uma das propriedades mais interessantes dos quantum dots é a sua capacidade muito precisa para emitir luz com propriedades muito precisas. Na prática, é possível seguir o trajecto desses quantum dots dentro das células e dos organismos vivos através de microscopia confocal. Foi possível dessa forma observar a acumulação dessas partículas na membrana das células, no citoplamas e no núcleo da planta modelo da espécie Medicago sativa.
Objectivo final deste projecto de investigação é desenvolver uma nano-estratégia para detectar infecções de fungos em plantas através de moléculas que se ligam e reconhecem proteínas ou metabolitos fungícos. Dessa forma será possível detectar a presença de fungos mesmo antes do aparecimento de sintomas.
Nova técnica de sequenciação de DNA
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Nova técnica de sequenciação de DNA
6 Setembro 2010 – Inovação Tecnológica
Investigadores desenvolveram uma nova técnica que poderá revolucionar o sequenciamento genético, tornando-o mais fáci, mais rápido e mais barato.
Colocaram uma camada de grafeno (camada única de átomos de carbono) sobre um chip de silício e furaram o grafeno para criarem nanoporos.
Ao passarem moléculas individuais de DNA por cada nanoporto, o chip conseguiu acompanhar o movimento do DNA com grande precisão.
Os investigadores demonstraram que as moléculas de DNA em solução aquosa podem ser puxadas pelo nanoporo de grafeno e que cada molécula pode ser detectada à medida que passa através dos nanoporos.
A técnica de detecção é muito simples: o grafeno funciona como uma membrana que separa duas câmaras contendo um eletrólito. Quando uma tensão elétrica é aplicada, os iões na solução começam a fluir através do nanoporo, gerando uma corrente elétrica.
Essa corrente diminui quando uma molécula de DNA entra no nanoporo e bloqueia parcialmente o fluxo de iões. Cada molécula de DNA que desliza através do nanoporo é assim detectada.
Como as quatro bases do DNA bloqueiam a corrente elétrica de forma diferente, a espessura do grafeno permite distinguir as diferentes bases, permitindo a sequenciação do DNA.
Investigadores criam tecido que não se suja
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Investigadores criam tecido
que não se suja
24 Julho 2010 – DN.pt
Um tecido “à prova” de café, vinho ou azeite que será transformado em toalhas de mesa e guardanapos; um couro livre de cheiros desagradáveis e tingido com substâncias amigas do ambiente; e um ladrilho que é também um interruptor de iluminação. São estas as mais recentes inovações do Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes (Centi), em Famalicão, que, em breve, estarão no mercado.
Segundo o director do Centi, António Vieira, estes produtos foram pensados para “facilitar o dia-a-dia das pessoas, protegendo o ambiente e poupando recursos”.
Também para melhorar o dia-a-dia e proteger o meio ambiente, e um “baixo risco de reacções alérgicas”, o Centi criou couros biocoloridos, reflectores de luz e antimicrobianos – “livres de odores desagradáveis”. O projecto Nanoleather foi desenvolvido em parceria com o Centro Tecnológico das Indústrias do Couro (CTIC) e a empresa Curtumes Rodrigues.
Entrevista – Compreender o todo através das suas nano-partes
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Compreender o todo através das suas nano-partes
Entrevista a Paulo Ferreira
23 Dezembro 2009 – Ciência Hoje
Paulo Ferreira licenciou-se na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto em Engenharia dos Materiais, mas foi explorando outras áreas durante a sua investigação e vida académica (doutoramento e pós-doutoramento) e já deteve o cargo de conselheiro do Ministério da Economia e Inovação, em Portugal. Foi um dos grandes impulsionadores do programa MIT-Portugal (MIT – Massachusetts Institute of Technology).
Actualmente, na Universidade do Texas (Austin, EUA) investe em projectos ligados a nanomateriais, nanotecnologias e microscopia atómica, entre outros. Publicou, este Outono, a sua primeira obra, em conjunto com dois autores, de áreas e instituições distintas.
Ciência Hoje (CH): Lançou recentemente o livro «Nanomateriais, Nanotecnologias e Design», em colaboração com dois outros investigadores de áreas distintas. Vêm todos de instituições diferentes. O que vos levou a escrever este livro?
Paulo Ferreira (PF): O trabalho é muito de equipa. Temos backgrounds bastante distintos. Tudo começou entre mim e o Daniel Schodek – que vem da área de Design e Arquitectura, embora tenha formação em Engenharia –, da Universidade de Harvard, por volta de 2004, aquando da minha sabática no MIT. Encontramo-nos uma vez ou outra, devido às nanotecnologias, falamos e surgiram conversas muito interessantes; então passámos a encontrarmo-nos mais e foi aí que surgiu a ideia de escrever qualquer coisa. Mas, pelo facto de sermos de áreas diferentes, notava-se que era difícil comunicar e foi quando pensamos em trazer para o Michael Ashby para o projecto – que tem trabalhado entre o Design, a Indústria e a Ciência.
Nano-Filtro para limpar água
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21 Dezembro 2009 – SciDev.net
Um novo purificador de água de elevada eficiência está a ser comercializado na Índia e pode ser fundamental para salvar milhões de vidas ameaçadas pela falta de água potável.
Cada filtro consiste numa caixa de plástico de 19 litros pode filtrar até três mil litros de água, o que significa água com qualidade adequada para beber fornecida a uma família durante cinco anos.
O filtro não necessita de água corrente, electricidade ou fervura. Utiliza cinza de casca de arroz conjuntamente com nanpartículas de prata – que aniquilam bactérias.
A cinza de casca de arroz é utilizada na Índia para lavar os dentes e são produzidas 20 milhões de toneladas por ano neste país.
Plaquetas sintéticas – Nanopartículas para fortalecer coagulação
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17 Dezembro 2009 – Ciência Hoje
Uma equipa de investigadores da Universidade de Yale (Estados Unidos da América) desenvolveu plaquetas sintéticas para ajudar o sistema fisiológico a combater hemorragias internas e externas. São nanopartículas que imitam as verdadeiras plaquetas sanguíneas e a sua utilização reduz em 25 por cento o tempo de tratamento.
As nanoplaquetas podem ser utilizadas em situações de emergência, por exemplo, em cenários de batalha, onde a perda de sangue é uma das causas principais de morte dos soldados, ou em acidentes de viação, explicam os próprios investigadores. O estudo está publicado na Science Translational Medicine.
As plaquetas sanguíneas são a base estrutural e química da coagulação sanguínea que entra em funcionamento em cortes externos. Os investigadores criaram plaquetas sintéticas para deter a hemorragia internamente e fortalecer a coagulação.
Pequeno Biochip mais Eficaz na Detecção de Cancro
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Pequeno Biochip mais Eficaz na Detecção de Cancro
27 Outubro 2009 – Biotec-Zone
Foi desenvolvido um novo dispositivo, um biochip, que é capaz de detectar o tipo e a gravidade de cancro, permitindo que a doença seja detectada mais cedo e que o tratamento possa ser efectuado mais precocemente. Este dispositivo foi construído por investigadores da Universidade de Toronto (Canadá).
O biochip é construído com nanomateriais e é capaz de detectar biomarcadores que indicam a presença de cancro ao nível celular. Mesmo que as biomoléculas (genes que indicam formas agressivas ou benignas de um carcinoma que são específicos de determinado tipo de cancro) existam em número muito baixo, o biochip consegue identificá-las.
Até hoje, os aparelhos existentes para avaliar a existência de biomoléculas têm sido construídos com grandes dimensões e os resultados não ficam prontos imediatamente. Este dispositivo (do tamanho de um polegar) faz a análise em meia hora e o equipamento necessário não é maior do que um telemóvel.
NanoAgricultura – Nanotubos de Carbono Aumentam Germinação e Crescimento de Plantas
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NanoAgricultura
Nanotubos de Carbono Aumentam Germinação e Crescimento de Plantas
23 Outubro 2009 – ISAAA
Nos últimos anos a investigação na área das nanopartículas para aplicações biológicas e médicas tem-se intensificado. Outra das áreas cuja aplicação se vislumbra promissora é a utilização de nanopartículas na agricultura com o objectivo de aumentar a produtividade de plantas para alimentação, produção de energia e outras utilizações.
Uma equipa de investigadores da Universidade do Arkansas, EUA, publicou dados sobre os primeiros indícios de que os nanotubos de carbono podem penetrar a camada externa mais dura de sementes. Esses nanotubos de carbono podem ter efeitos positivos na germinação e nas taxas de crescimento de sementes de tomate. As sementes expostas aos nanotubos são duas vezes mais pesadas e dessiminam-se duas vezes mais rapidamente que sementes convencionais.
Segundo os investigadores, o processo de activação da absorção de água pode ser responsável pela germinação mais rápida e pela maior produção de biomassa nas plantas que são expostas a estes nanotubos de carbono.
Este trabalho de investigação foi publicado na revista ACS Nano.
Células Estaminais mais Eficientes na Regeneração de Tecidos Vasculares
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Células Estaminais mais Eficientes na Regeneração de Tecidos Vasculares
11 Outubro 2009 – Science Daily
Investigadores do MIT (EUA) publicaram um artigo na revista PNAS – Proceedings of the National Academy of Sciences onde descrevem os resultados do desenvolvimento de células estaminais com capacidade para regenerar tecidos vasculares (como veias e artérias) através da introdução, no seu genoma, de genes que promovem a produção extra de factores de crescimento (ou seja, compostos que estimulam o crescimento dos tecidos). Esta investigação foi realizada em ratinhos de laboratório e descobriu-se que aquelas células estaminais conseguem produzir vasos sanguíneos nas proximidades dos locais danificados, permitindo que os tecidos sobrevivam.
As células estaminais retêm um grande potencial para promover a regeneração de tecidos. Contudo, outras abordagens semelhantes têm apresentado limitações, porque as células estaminais não produzem factores de crescimento em quantidade suficiente depois do transplante. Os investigadores podem utilizar estas células estaminais geneticamente modificadas para tratar a morte de tecidos cuja causa tenha sido o bloqueio da circulação sanguínea, ou outro tipo de obstrução, e também podem ser usadas no fornecimento de sangue a tecidos produzidos artificialmente.
Depois da removerem células estaminais da medula óssea de ratinho, os investigadores usaram nanopartículas especialmente desenvolvidas para o efeito com o objectivo de transportarem o gene que codifica para o factor de crescimento VEGF. As células estaminais são depois implantadas nas áreas circundantes do tecido danificado. Segundo os investigadores estas nanopartículas em particular parecem ser mais seguras do que os vírus que são utilizados geralmente para transportarem o gene.

