Posts filed under ‘BioRemediação’
Criação de ferramentas biológicas a partir de leveduras
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Novas ferramentas biológicas a partir de leveduras
19 Março 2012 – Science Daily | Alphagalileo
Uma equipa de investigadores estão a um passo de criar uma “máquina” microscópica biológica para reconectar DNA. Este trabalho de investigação é realizado em leveduras - Saccharomyces cerevisiae -, organismos ideais para desenvolver a biologia sintética, e foi publicado na revista científica PLoS ONE.
Este trabalho poderá vir a ter importantes aplicações no futuro. Por exemplo, através de leveduras criadas para monitorizar as condições existentes em ambientes específicos. Por exemplo, poderão ser utilizadas na detecção de contaminantes em reservatórios de água ou para monitorizar os processos de produção durante o fabrico de biocombustíveis.
Os investigadores do Imperial College, Londres, conseguiram demonstrar uma forma de criar um novo tipo de “conecção” biológica através de proteínas que interagem com o DNA e se comportam como os fios de um circuito eléctrico. Os investigadores dizem que as vantagens desta ligação biológica é que pode ser recriada uma e outra vez para criar milhões de ligações entre os componentes do DNA. A equipa conseguiu também desenvolver componentes de DNA denominados promotores – necessários para reprogramar leveduras para concretizarem diferentes tarefas. Conseguindo aumentar o conjunto de componentes ligados entre si e disponibilizando-os para a comunidade científica via publicação de acesso livre, a equipa espera que este novo estudo promova um desenvolvimento mais rápido da área da biologia sintética.
Tom Ellis, investigador responsável pela equipa, explicou que os seres humanos têm utilizado as leveduras desde há milhares de anos na produção de vinha e de pão. Este trabalho permitirá utilizar as leveduras noutro tipo de aplicações como a monitorização da poluição ambiental e de combustíveis menos poluentes, o que pode fazer a diferença na vida do ser humano.
Algas para limpar e produzir biocombustíveis
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Algas para limpar e produzir biocombustíveis
13 Abril 2011
Investigadores do Rochester Institute of Technology, em Nova Iorque estudam a forma como três espécies de microalgas – Scenedesmus, Chlorella e Chlamydomonas - convertem nutrientes do meio líquido onde se encontram. Durante as experiências que realizaram as algas absorveram mais de 99% da amónia, 88% de azoto e 99% de fosfatos que se encontravam no meio. Ao mesmo tempo que podem ser utilizadas para tratamento de águas residuais, estas algas poderão ser utilizadas para produzir combustível, pois convertem os produtos que absorvem em lípidos que poderão depois ser utilizados para fabrico de biocombustíveis.
O próximo passo será instalar uma lagoa de 4000 litros num estação de tratamento de águas residuais próximo do instituto para realizar uma experiência em maior escala e em ambiente real.
Via New Scientist
Enzimas alteradas geneticamente para limpar petróleo
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Enzimas alteradas geneticamente para limpar petróleo
25 Março 2011
Investigadores do Instituto de Biotecnología de la Universidad Nacional Autónoma de México desenvolveram um sistema a partir de enzimas fúngicas geneticamente modificadas que convertem os compostos do petróleo em substâncias menos perigosas para o meio ambiente e induzem a sua degradação de forma natural. Este processo permite a limpeza e a recuperação mais rápida de áreas afectadas.
via BBC Mundo
Bactéria comum pode fechar fissuras em edifícios
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Bactéria comum pode fechar fissuras em edifícios
Ser unicelular adquire a capacidade de selar
com a mesma solidez do cimento
24 Novembro 2010 – Ciência Hoje
Investigadores da Universidade de Newcastle modificaram geneticamente uma bactéria (a BacillaFilla) – existente no solo em quase todo o mundo – que tem a capacidade de regenerar fissuras produzidas na estrutura do cimento. Quando este ser unicelular se encontra em contacto com o material, segrega carbonato de cálcio e uma espécie de cola que, em conjunto, adquirem a solidez da massa usada em construções.
Os autores provêm de diferentes áreas, tal como informática, engenharia civil, microbiologia ou bioquímica e participaram no concurso Internacional «Genetically Engineered Machines» (iGEM, o Máquinas Manipuladas Geneticamente), organizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Boston (EUA). O objectivo do iGEM é incentivar estudantes a desenvolver organismos, com técnicas de engenharia genética par criar “algo novo e útil”.
O projecto da Universidade de Newcastle centrou-se em prolongar a vida de estruturas cuja construção é ecologicamente dispendiosa. Os micróbios originais, bactéria comum presente no solo, foram modificados para posteriormente serem introduzidas nas fissuras. Estes, uma vez aplicados, começam a reproduzir-se e a excretar uma mescla de carbonato de cálcio e cola, que após endurecer adquire uma rigidez semelhante ao cimento e com a capacidade de selar.
Árvores transgénicas no combate ao aquecimento global
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Árvores transgénicas no combate
ao aquecimento global
1 Outubro 2010 – EurekAlert | ScienceDaily
Num estudo publicado na revista BioScience é sugerido que florestas de árvores geneticamente modificadas (GM) podem vir a sequestrar vários milhares de milhões de toneladas de carbono da atmosfera em cada ano, ajudando a minurar o aquecimento global.
Os autores do estudo sugerem estratégias para melhorar os processos utilizados pelas plantas para sequestrar o dióxido de carbono do ar , por exemplo para a vegetação e para o solo.
Para além de considerarem o aumento da eficiência dos processos da absorção da luz pelas plantas, os investigadores propõem também alterar geneticamente algumas espécies de árvores de forma a que estas acumulem o carbono sequestrado nas suas raízes, que pode depois ser armazenado no solo ou circular nas próprias árvores durante séculos.
Culturas cintilantes para minimizar o uso de pesticidas na agricultura
Culturas cintilantes
para minimizar o uso de pesticidas na agricultura
8 Julho 2010 – SciDev
Os agricultores podem vir a conseguir detectar infecções em partes específicas das plantas que cultiva, direccionando o uso de pesticidas para esses tecidos.
Investigadores modificaram geneticamente o genoma de plantas de tabaco para que os seus tecidos quando infectados por vírus, batérias e outros agentes patogénicos mudem de cor ou cintilem de forma a aumentar o uso específico de pesticidas nos tecidos atingidos e a reduzir a utilização desses produtos fito-farmacêuticos na agricultura.
Governo Francês lança um plano de biotratamento de sacos de plástico
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Governo Francês lança um plano de biotratamento de sacos de plástico
21 Dezembro 2009 – EuropaBio | Plastics & Rubber Weekly
O Ministro da Ecologia de França concretizou um acordo para promover o biotratamento de sacos de plástico. No próximo ano o governo francês irá assim disponibilizar sacos de plásticos com 40% de matéria vegetal e a partir de 2018 com 70%.
O ministro declarou ainda que para além do desenvolvimento de sacos de plástico biodegradáveis, será dada prioridade ao tratamento de resíduos orgânicos, através da promoção individual ou através da construção de locais industriais de tratamento deste tipo de resíduos.
A utilização de sacos de plástico certificados suporta a recuperação orgânica dos resíduos biodegradáveis, declarou o director da Associação Europeia dos Bioplásticos, considerando que este acordo pode servir como modelo para os restantes países europeus.
Bactérias iluminam busca de minas antipessoais
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Bactérias iluminam busca de minas antipessoais
30 Novembro 2009 – SciDev
A produção de bactérias geneticamente modificadas para emitirem luz verde na presença de explosivos pode contribuir como ferramenta de baixo custo na detecção de minas antipessoais em países em desenvolvimento.
Segundo o relatório anual da Campanha Internacional para a Proibição de Minas Terrestres “Monitorização de Minas Terrestres 2009″ houve mais de 73 mil vitimas provocadas por minas antipessoais entre 1999 e 2008.
Actualmente, utilizam-se detectores de metais e cães para encontrar essas minas.
O responsável pela investigação desta área, Alistair Elfick do Centro de Engenharia Biomédica da Universidade de Edimburgo, declarou à SciDev.net que a sua equipa modificou geneticamente a bactéria Escherichia coli para produzir uma proteína da membrana celular que detecta TNT, um químico utilizado naqueles explosivos.
Reciclagem de resíduos da produção de queijo
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Reciclagem de resíduos da produção de queijo
17 Setembro 2009 – ArgenBio
O soro proveniente da produção de queijo é um resíduo que provoca consequências ambientais, sendo uma dificuldade acrescida na gestão de resíduos, em especial para o sector dos lacticínios.
Contudo, poderá haver uma alternativa para este resíduo orgânico: a sua utilização para produzir aditivos alimentares, na cosmética e na industria farmacêutica.
Investigadores do Instituto de Agroquímica e Tecnologia de Alimentos, em Espanha, conseguiram modificar a bactéria Lactobacillus casei, através da introdução no seu genoma de um gene da bactéria do queijo Lactococcus lactis que expressa a enzima acetohidroxiácido sintase e em simultâneo através da anulação do funcionamento de dois genes que expressavam outras duas enzimas, a lactato deshidrogenase e a piruvato deshidrogenase.
Dessa forma, a equipa de investigadores conseguiu que a bactéria geneticamente modificada transforme os resíduos da produção de queijo em diacetilo e acetona, compostos de utilização comum na indústria de aditivos aromáticos.
Os resultados deste estudo foram publicados na revista Journal of Industrial Microbiology & Biotechnology.
Nanotecnologia no tratamento de águas
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México
Nanotecnologia no tratamento de águas
29 Julho 2009 – SciDev
Um grupo de investigadores de institutos no México, França, Espanha e Colômbia, utilizou um sistema com capacidade para degradar substâncias tóxicas em águas contaminadas, com a utilização combinada de bio e nanotecnologias.
Através de um sistema biotecnológico a descontaminação realiza-se com fungos que conseguem transformar os compostos e a preparar o terreno para a utilização posterior de nanotecnologia de forma a descontaminar completamente a água com nanopartículas de óxido de titânio depositadas nos tais suportes de vidro ou cristal sob o efeito de luz solar ou radiação ultra-violeta. São produzidos oxidantes que degradam o material orgânico da água contaminada. Este processo pode fazer-se em menos de uma hora e poderá ser uma solução para as águas residuais de alguns tipos de industrias, como a do papel.
Este projecto tem relevância, pois a água própria para consumo humano é cada vez mais escassa, devido aos níveis da sua contaminação com origem ligada principalmente às actividades agrícolas e industriais. A utilização destas tecnologias traz assim grandes benefícios, porque permite a reutilização das águas, inclusivamente para consumo humano.
Fungo selvagem com aplicações industriais e bioremediação
Fungo selvagem com aplicações industriais e bioremediação
7 Maio 2009 – ArgenBio
Um fungo selvagem comestível poderá ser produzido de forma industrial para ser comercializado, uma vez que a sua utilização tem potencial para degradar resíduos agro-industrais, tendo por isso aplicações biotecnológicas muito interessantes.
A produção de fungos comestíveis aumentou nos últimos anos e impulsionou a investigação em novas espécies selvagens. Os investigadores de duas equipas de institutos da Argentina a estudar uma nova espécie Polyporus tenuiculus, com origem na América Central e da América do Sul. Esta espécie cresce naturalmente na madeira.
Segundo um dos autores do trabalho, Edgardo Albertó, podem agora ser estabelecidas condições e os parâmetros ideais para o cultivo industrial de uma nova espécie de fungo que nunca antes foi cultivado.
Os resultados deste estudo foram publicados no Journal of Industrial Microbiology and Biotechnology.
Nanotecnologia para Água Potável – Edição Especial SciDev
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Nanotecnologia para Água Potável
Edição Especial SciDev
Maio 2009 – SciDev
Actualmente, estão a ser desenvolvidas nanotecnologias cada vez mais poderosas e eficientes para a descontaminação de águas poluídas e impróprias par consumo.
A SciDev.Net – Rede para a Ciência e Desenvolvimento publicou uma edição especial sobre as potencialidades da Nanotecnologia para a produção de água potável. Os textos disponíveis focam temas como os resultados esperados com o uso desta tecnologia, os riscos da sua utilização, quais as soluções nanotecnológicas e como as fazer chegar aos países em desenvolvimento:
- Como pode a nanotecnologia ajudar os problemas com a falta de água potável nos países em desenvolvimento
- Questões chave para os projectos de tratamento de água através de nanotecnologias
- Tratamento de água à nanoescala e engenharia inovadora
- Nanotecnologia para a água potável pode ajudar a desenvolver negócios inovadores
- Avanços da nanotecnologia para a água potável em países em desenvolvimento
- Nanotecnologia e água potável: novas tecnologias, nova regulamentação?
- Nanotecnologia e água potável: factos e imagens
- Nanoespanjas: Esperança da África do Sul para o tratamento da água
BioRemediação – Algas retiram excesso de arsénico da água
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BioRemediação
Algas retiram excesso de arsénico da água
1 Abril 2009 – ArgenBio
A alga unicelular Cyanidioschyzon tem a capacidade de se desenvolver em ambientes extremamente tóxicos.
O hidroarsenicismo consiste na presença elevada de níveis de arsénico, elemento tóxico ao seu humano e para os animais, em concentrações superiores às toleráveis na água potável.
Segundo o investigador Tim McDermott, do Departamento de Recursos Terrestres e Ciências Ambientais da Universidade Estatal de Montana, nos EUA, esta alga tem mostrado ser capaz de modificar quimicamente o arsénico em águas vulcânicas, o que pode ser fundamental para se aplicar a sua utilização com o objectivo de desintoxicar resíduos da industria mineira sobrecarregados com esta substância e também na produção de alimentos mais seguros e para limpar águas subterrâneas.
O hidroarsenicismo pode manifestar-se de diferentes formas, como lesões na pele ou doenças oncológicas, sendo a utilização potencial desta alga muito importante para tratar as águas contaminadas.
Grandes Áreas Biotecnológicas
Grandes Áreas Biotecnológicas
Outubro 2008 – CiB Portugal
- Quatro Grandes Áreas Biotecnológicas – Quatro Cores
Actualmente, é usual classificar com cores as grandes áreas da Biotecnologia.
A Biotecnologia Branca diz respeito às aplicações industriais e ambientais. Inclui os processos industriais que utilizam enzimas e organismos para processar e produzir químicos, materiais e energia. Esta área inclui também a biorremediação através de microrganismos que retiram produtos tóxicos do ambiente, por exemplo no tratamento de águas residuais ou no combate a marés negras.
A Biotecnologia Vermelha inclui as aplicações relativas à saúde. Esta área inclui a utilização de processos relacionados com a medicina e a farmacologia e que se baseiam na manipulação genética de organismos. Antibióticos, técnicas de diagnóstico, vacinas, terapia génica, testes genéticos, farmogenómica, células estaminais, entre outros, são exemplos das aplicações desta área.
A Biotecnologia Verde dedica-se às aplicações agrícolas e alimentares. As aplicações biotecnológicas desta área incluem métodos de melhoramento de variedades vegetais através da micropropagação, da selecção com marcadores moleculares e da utilização de tecnologia de DNA recombinante. As tecnologias desta área permitem ainda utilizar organismos e células vegetais para produzir ou transformar alimentos, biomateriais e energia.
As soluções utilizadas nesta área pretendem produzir plantas resistentes a doenças, a pragas, a pesticidas e condições ambientais adversas (por exemplo, a salinidade, as temperaturas extremas), ou plantas com teor nutritivo de maior qualidade.
A Biotecnologia Azul dedica-se a aplicações com origem em organismos aquáticos. Esta área envolve a aplicação de métodos moleculares com base em organismos marinhos e de água doce, ou nos seus tecidos, células ou componentes celulares. O objectivo é aumentar as reservas de alimentos e a sua segurança, proteger espécies ameaçadas e ainda desenvolver novos fármacos.
- Biotecnologia Multicolor – Interdisciplinaridade
A Biotecnologia é interdisciplinar e por isso muitas aplicações são classificadas com mais de uma cor. Por exemplo, a produção de energia a partir de plantas ou de resíduos pode ser considerada biotecnologia branca ou verde.
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Fontes




