Posts filed under ‘Biotecnologia Geral’
Criação de ferramentas biológicas a partir de leveduras
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Novas ferramentas biológicas a partir de leveduras
19 Março 2012 – Science Daily | Alphagalileo
Uma equipa de investigadores estão a um passo de criar uma “máquina” microscópica biológica para reconectar DNA. Este trabalho de investigação é realizado em leveduras - Saccharomyces cerevisiae -, organismos ideais para desenvolver a biologia sintética, e foi publicado na revista científica PLoS ONE.
Este trabalho poderá vir a ter importantes aplicações no futuro. Por exemplo, através de leveduras criadas para monitorizar as condições existentes em ambientes específicos. Por exemplo, poderão ser utilizadas na detecção de contaminantes em reservatórios de água ou para monitorizar os processos de produção durante o fabrico de biocombustíveis.
Os investigadores do Imperial College, Londres, conseguiram demonstrar uma forma de criar um novo tipo de “conecção” biológica através de proteínas que interagem com o DNA e se comportam como os fios de um circuito eléctrico. Os investigadores dizem que as vantagens desta ligação biológica é que pode ser recriada uma e outra vez para criar milhões de ligações entre os componentes do DNA. A equipa conseguiu também desenvolver componentes de DNA denominados promotores – necessários para reprogramar leveduras para concretizarem diferentes tarefas. Conseguindo aumentar o conjunto de componentes ligados entre si e disponibilizando-os para a comunidade científica via publicação de acesso livre, a equipa espera que este novo estudo promova um desenvolvimento mais rápido da área da biologia sintética.
Tom Ellis, investigador responsável pela equipa, explicou que os seres humanos têm utilizado as leveduras desde há milhares de anos na produção de vinha e de pão. Este trabalho permitirá utilizar as leveduras noutro tipo de aplicações como a monitorização da poluição ambiental e de combustíveis menos poluentes, o que pode fazer a diferença na vida do ser humano.
Futuro da Investigação de Plantas: Perspectiva tecnológica
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Futuro da Investigação de Plantas
- Perspectiva tecnológica -
2 Março 2012 – Science Daily
A investigação de plantas é uma área chave para os desafios que a humanidade enfrenta no século XXI defendem David Ehrhardt e Wolf Frommer, autores de um artigo de revisão publicado na revista científica The Plant Cell. O desenvolvimento de novas tecnologias é fundamental para direccionar o conhecimento da biologia das plantas ao encontro das necessidades humanas.
O seu artigo identifica a forma como as novas tecnologias podem e irão transformar a investigação, destacando a biologia molecular e os métodos que utilizam a imagem para a obtenção de dados através de microscopia ou outras tecnologias.
As plantas canalizam energia para a biosfera, fornecem alimentos e matérias-primas utilizadas pelos seres humanos e moldam o meio ambiente. A produção de alimentos e de energia e a degradação do ambiente são os três maiores desafios da humanidade do nosso tempo.
Todos os alimentos são produzidos a partir das plantas, quer directa ou indirectamente através de animais que se alimentam delas. Os organismos vegetais são fonte de energia e estão envolvidas directamente nas alterações climáticas, tendo grande influencia no ambiente, incluindo a expansão agrícola e o seu impacto na destruição de habitats e na poluição de águas.
Por estes motivos, a investigação em biologia vegetal é uma ferramenta importante para abordar estas problemáticas e o desenvolvimento tecnológico que a acompanhe e apoie é fundamental para testar a existencia de hipóteses, criar informação nova e gerar novas hipóteses que precisarão de ser testadas.
Transferência de genes entre diferentes espécies de plantas
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Transferência de genes entre diferentes espécies de plantas
3 Fevereiro 2012 – ISAAA | Max Planck Institute
O investigador Ralph Bock do Instituto de Fisiologia Molecular de Plantas – Max Planck descobriu que podem ocorrer transferências de cloroplastos ou partes dos seus genomas entre plantas em contacto com outras suas vizinhas.
A transferência de genes sem reprodução sexuada dá pelo nome de transferência horizontal de genes, que geralmente ocorre apenas entre procariotas (seres unicelulares sem núcleo – o seu material genético não está compartimentado). Em estudos anteriores o investigador e o seu grupo de investigação tinham descoberto que essa transferência era possível entre indivíduos da mesma espécie. Contudo, recentemente descobriram que ocorre em espécies sexualmente incompatíveis.
Segundo Bock, não se sabe como os cloroplastos conseguem fazer esta transferência de genes, mas é um facto que acontece e a compreensão de como este processo ocorre dará novas explicações para os processos evolutivos e abrirá novas possibilidades aos melhoradores de plantas.
Esta investigação foi publicada na revista científica PNAS - Proceedings of the National Academy of Sciences.
Descoberta estrutura de edição génica de proteínas
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Descoberta estrutura de proteínas que editam genes
5 Janeiro 2012 – Science Daily
Investigadores descobriram como um grupo de proteínas de bactérias encontram e se ligam a sequências especificas de DNA de plantas. Primeiro mostraram que essas proteínas se podem fundir a enzimas que alteram o DNA, de forma a manipularem genes ou funções de genes. Essas proteínas, às quais chamaram TALEN podem ser usadas para a melhor compreensão da função de genes em plantas e animais.
O facto de ser possível ligar estas proteínas a sequências especificas de DNA ajudou a demonstrar, numa série estudos paralelos, a sua utilidade em muitos tipos de células diferentes, incluindo em células estaminais.
Actualmente, a investigação está a ser realizada no sentido de determinar qual é a estrutura 3D destas proteínas. Conhecer a forma em três dimensões das TALEN e a forma como elas interagem com o DNA, permitirá compreender a sua bioquímica, ou seja, a capacidade das TALEN reconhecerem e se ligarem a sequências especificas de DNA.
Os investigadores poderão prever com maior eficácia onde as TALEN se podem ligar e até conseguir evitar que se liguem em locais do DNA, de forma a melhorar algumas características de plantas e animais ou tratar doenças genéticas humanas.
As descobertas que têm vindo a ser realizadas sobre as proteínas TALEN foram publicadas na revista Science.
Evolução da Resistência a Antibióticos
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Evolução da Resistência de Bactérias a Antibióticos
Investigadores usam sequência de genomas
para seguir o desenvolvimento de resistência
18 Dezembro 2011 – The Scientist
À medida que vão sendo expostas aos antibióticos, as bactérias evoluem para lhes resistir com maior eficiência e para lhes sobreviver. A utilização da tecnologia de sequenciação completa do genoma é utilizada para identificar mutações consistentes nas bactérias com o objectivo de compreender como ocorreu a sua evolução ao longo do tempo.
Dois estudos foram publicados na revista Nature Genetics que apresentam resultados da utilização dessa tecnologia que permitem apontar para novas formas de resistência e a analisam a forma como essas bactérias continuaram a evoluir depois do tratamento com antibióticos ter sido interrompido. Essa evolução pode ter implicações futuras na forma como se poderá gerir a resistência das bactérias à eficiência de fármacos.
Estes estudos vieram levantar importantes questões sobre o problema da resistência aos antibióticos e consequência na prática médica.
CE – Sustentabilidade para a BioEconomia na Europa
Comissão Europeia
Sustentabilidade para a BioEconomia na Europa
13 Fevereiro 2012 – Comissão Europeia
A Comissão Europeia adoptou uma estratégia para mudar a economia na Europa com o objectivo de a direccionar no sentido da utilização renovável e mais sustentável de recursos.
A Europa necessita de recursos biológicos renováveis para que haja maior segurança dos alimentos e rações, matérias-primas, energias e outros produtos. O plano estratégico delineado pela Comissão Europeia “Innovating for Sustainable Growth: a Bioeconomy for Europe” defende uma abordagem coerente, transversal a diferentes sectores, que pretende promover uma economia com menor produção de emissões de carbono, reconciliando as exigências da sustentabilidade agrícola, pescas, segurança alimentar e utilização de recursos biológicos com objectivos industriais, enquanto assegura a protecção da biodiversidade e do ambiente.
O plano destaca três aspectos chave:
- Desenvolvimento de novas tecnologias e processos para a BioEconomia
- Desenvolvimento de mercados e competitividade nos sectores BioEconómicos
- Promover a aproximação e interacção entre decisores políticos e parceiros BioEconómicos
A Comissária Europeia para a Investigação, Inovação e Ciência, Máire Geoghegan-Quinn, declarou que “a Europa necessita de fazer a transição para uma economia pós-petróleo. O melhor uso dos recursos renováveis não é mais uma opção, é uma necessidade”. Segundo a Comissária, a Europa deve conduzir essa transição na sociedade através da investigação e da inovação. “Será bom para o ambiente, segurança alimentar e energética e para a competitividade Europeia”, declarou ainda.
Como herdam as células a informação que não está contida nos genes?

A importância de fazer cópias na altura certa
Como herdam as células a informação
que não está contida nos genes
12 Dezembro 2011 – IGC | Alphagalileu
Num estudo publicado na conceituada revista científica Developmental Cell, Lars Jansen e a sua equipa, do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), Portugal, mostraram que os processos de duplicação de ADN e de duplicação de CENP-A – a proteína que conduz a duplicação do centrómero durante a divisão celular – são controlados pelo mesmo complexo, que opera como um relógio molecular, impelindo a progressão sequencial das diferentes fases do ciclo celular.
As proteínas Cdk (cyclin-dependent kinases, em inglês), são componentes chave deste complexo: quando estão ativas (antes de se iniciar a mitose), o ADN é duplicado e a duplicação de CENP-A (isto é, dos centrómeros) é inibida. Reciprocamente, quando as proteínas Cdk estão inativas (a seguir à mitose), CENP-A é duplicado, mas a duplicação do ADN está bloqueada. Fazendo uma analogia com o ciclo diurno, é como se o DNA se duplicasse à meia noite, e o centrómero ao meio dia, graças ao controlo das proteínas Cdk.
Os investigadores do IGC chegaram a este modelo elegante através de uma série elaborada de experiências em que inibiram a atividade de Cdk em células humanas e de galinha, em determinados instantes. Verificaram que conseguiam enganar as células, induzindo-as a produzirem centrómeros novos, mesmo enquanto duplicavam o seu ADN. “Era como se as células estivessem com jet-lag,” diz Lars Jansen.
Ler mais através do IGC (em Inglês) e do AlphaGalileu (em Português)
Produção de roupa a partir do leite
Produção de roupa a partir do leite
24 Outubro 2011 – Público | Agrotec
Uma designer alemã, Anke Domaske, criadora da marca Mademoiselle Chi Chi, conseguiu obter uma fibra têxtil a partir do leite. O material – que tem uma textura semelhante à da seda – consegue obter-se mais rapidamente que o algodão e é mais ecológico.
Anke Domaske, de 28 anos, não é uma designer comum. É antes uma cientista com talento para o design de moda. Ex-estudante de Microbiologia, só após vários anos conseguiu apurar a sua receita, que dá pelo nome de QMilch.
Este tecido é feito a partir de concentrações elevadas de caseína, uma proteína do leite, e é a primeira fibra produzida inteiramente sem recurso a químicos.
Portugueses na Nature – Sequenciado genoma de ácaro-aranha, uma praga severa
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Portugueses na revista Nature
Sequenciado genoma de ácaro-aranha, uma praga severa
24 Novembro 2011 – IGC
O ácaro-aranha da espécie Tetranychus urticae é uma praga agrícola que causa danos severos aos agrícultores e tem sido um mistério científico até hoje. Esta espécie alimenta-se de mais de 1100 espécies de plantas, incluindo plantas de estufa e de culturas como o milho, a soja, o tomate e citrinos. Os custos do controlo químico com pesticidas desta praga ultrapassa os mil milhões de dólares todos os anos.
Um consórcio internacional de grupos de investigação publicou hoje, na conceituada revista científica Nature, a sequenciação do genoma desta espécie, revelando a sua capacidade devoradora e outras das suas características. Os resultados agora publicados são uma “porta aberta” para novas abordagens ao controlo desta praga e à protecção das culturas, pois permitirá compreender mais profundamente as interacções biológicas entre as plantas e os seus predadores.
Dois Portugueses, Élio Sucena e Sara Magalhães, líderes de grupos de investigação do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e do Centro de Biologia Ambiental (CBA) da Universidade de Lisboa, fazem parte de uma enorme equipa de 55 investigadores de 10 países diferentes.
Ler mais: Comunicado do IGC | Público | RTP
Genomas humanos sequenciados pela primeira vez em Portugal
Genomas humanos sequenciados pela primeira vez em Portugal
10 Novembro 2011 – Ciência Hoje
Segundo Carlos Faro, director do parque tecnológico de Cantanhede (BioCant), promovido pelo CIB do BioCant, com o apoio científico e técnico da Universidade de Coimbra (UC), através do Centro de Física Computacional (CFC), e da empresa Critical Software, o Porgene “pretende lançar as bases da medicina do futuro”.
Vídeo – Biotecnologia – A Revolução Invisível
Vídeo
Biotecnologia
A Revolução Invisível
2007 – EuropaBio
Ranking: Portugal é dos países com maiores avanços em Biotecnologia
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Ranking da “Scientific America”
Portugal é dos países com maiores avanços em Biotecnologia
Ciência Hoje – 18 Julho 2011
Portugal, Espanha, República Checa e Brasil são dos países que registaram maiores avanços na área da biotecnologia, de acordo com um ranking elaborado pela ”Scientific American“.
O documento apresentado na convenção BIO International, que decorreu em Washington, nos EUA, “reflecte a força, o potencial e os desafios que cada país precisa de superar para melhorar a sua capacidade de inovar na área da biotecnologia”.
Como vê a Sociedade das questões éticas e a biotecnologia
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Como vê a Sociedade
das questões éticas e a biotecnologia
Até 15 de Junho de 2011
Como a sociedade vê o desenvolvimento das novas biotecnologias e as questões éticas ligadas a este processo é o objectivo de um estudo do Conselho Nuffield de Bioética, instituição que tem publicado relatórios sobre questões éticas na área de biologia e medicina.
Está disponível um documento introdutório a ser consultado. A participação do público está aberta até 15 de Junho de 2011 através de um questionário.
Dogma científico em causa: Células especializadas tornam-se células estaminais
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Dogma científico em causa:
Células especializadas tornam-se células estaminais
11 Abril 2011
Uma equipa de investigadores identificou uma nova fonte de células estaminais em tecido mamário cancerígeno, sendo a primeira vez que é detectado tal comportamento celular em mamíferos. Estes resultados refutam o dogma científico de que a diferenciação celular ocorre apenas de células estaminais para células especializadas.
A investigação recente em terapias contra o cancro tem-se focado na eliminação de células estaminais cancerígenas. Estes resultados, publicados na revista PNAS – Proceedings of the National Academy of Sciences indicam segundo os autores do trabalho que o desenvolvimento celular é mais complexo do que se pensava até hoje. E neste contexto os fármacos utilizados para combater o cancro devem também ter como objectivo eliminar as células estaminais cancerígenas, para além das células cancerígenas.
via ScienceDaily
BioNanotecnologia no desenvolvimento de fármacos: Da ficção científica para a investigação de ponta
BioNanotecnologia no desenvolvimento de fármacos:
Da ficção científica para a investigação de ponta
1 Abril 2011
Um grupo de investigação interdisciplinar da Universidade de Copenhaga, Dinamarca, descobriu um novo método para desenvolver fármacos baseado em investigação bionanotecnológica.
Há quatro anos, a coordenadora do projecto, Karen Martinez, idealizou um método para desenvolver novos fármacos e conseguiu com a sua equipa do Centro de NanoCiências passar da ideia à prática, combinando nanomateriais com tecnologias usadas tradicionalmente em aparelhos electrónicos aplicados em células vivas.
As células têm a capacidade de se desenvolverem sobre uma carpete de nanofios semicondutores, chamadas nanofios. Os investigadores desenvolveram um método que possibilita observar o funcionamento das células quando são colocadas nessas carpetes de nanofios. Segundo Karen Martinez, a técnica tem grande potencial para ser utilizada em laboratórios dentro de alguns anos para, por exemplo, testar novos fármacos para doenças neurológicas, cancro e doenças cardíacas.
Com esta descoberta este grupo de investigação encontra-se actualmente no top da investigação internacional, a par com grupos de Harvard (EUA), Berkeley (EUA) e Lund (Suécia).
Via EurekAlert
Artigo de Revisão – Biotecnologia de Plastídeos para a produção de culturas agrícolas
Artigo de Revisão
Biotecnologia de Plastídeos para a produção de culturas agrícolas
Estado da arte e perspectivas futuras
1 Abril 2011 – ISAAA
Um artigo publicado pela revista científica Plant Molecular Biology faz uma revisão sobre o conhecimento da biotecnologia com utilização de engenharia de plastídeos para utilização na produção agrícola e na manipulação de plantas para melhoramento de características com interesse agronómico.
Enzimas alteradas geneticamente para limpar petróleo
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Enzimas alteradas geneticamente para limpar petróleo
25 Março 2011
Investigadores do Instituto de Biotecnología de la Universidad Nacional Autónoma de México desenvolveram um sistema a partir de enzimas fúngicas geneticamente modificadas que convertem os compostos do petróleo em substâncias menos perigosas para o meio ambiente e induzem a sua degradação de forma natural. Este processo permite a limpeza e a recuperação mais rápida de áreas afectadas.
via BBC Mundo
ReConfirmação da Segurança dos Alimentos Geneticamente Modificados

ReConfirmação da Segurança
dos Alimentos Geneticamente Modificados
3 Março 2011
Uma meta-análise de 44 estudos que utilizaram tecnologias ómicas para avaliar variedades vegetais transgénicas confirma, uma vez mais, que os alimentos “transgénicos” não são mais perigosos que os convencionais.
Um artigo publicado na revista Plant Physiology apresenta uma meta-análise de comparação entre variedades de plantas transgénicas e as suas linhas correspondentes convencionais, ao nível da expressão de genes (transcriptómica), das proteínas (proteómica) e dos metabolitos (metabolómica) presentes nas plantas.
Antes de serem comercializadas, as variedades de culturas transgénicas têm de ser avaliadas e verificada a sua semelhança com as suas correspondentes convencionais, para que seja possível a sua comercialização e utilização na alimentação humana e animal em segurança.
Os autores do artigo explicam que, do ponto de vista da fisiologia das plantas, é improvável que uma nova cultura transgénica, na qual foi inserido um ou mais genes, não seja equivalente à cultura convencional (sua homóloga) ao nível do conteúdo dos metabolitos, do crescimento, da floração, do desenvolvimento dos frutos, da produção das sementes, entre outros parâmetros. Sendo também improvável que exiba alterações extensas no seu genoma, na acumulação de proteínas e no seu perfil metabólico.
Os 44 estudos encontraram maiores diferenças entre variedades convencionais (da mesma espécie) produzidas através de técnicas de melhoramento “convencional” como os cruzamentos ou a mutagénese (obtida por sujeição das plantas a agentes mutagénicos) do que nas variedades transgénicas.
Esta verificação deve ser tomada em consideração na avaliação e aprovação de variedades em cujo processo de melhoramento foi utilizada a tecnologia do DNA recombinante. Os cruzamentos convencionais e a mutagénese são geralmente consideradas técnicas de melhoramento mais seguras que a transgénese. Segundo os autores dos estudos agora analisados as alterações provocadas por estas técnicas são, na realidade, pouco conhecidas e em algumas são mais profundas que as introduzidas pela transformação genética.
As abordagens ómicas utilizadas convergem, segundo Marcel Kuntz, para as seguintes CONCLUSÕES:
1. A engenharia genética de plantas tem menos impacto na expressão dos genes, na acumulação de proteínas e síntese de metabolitos do que alguns dos cruzamentos convencionais;
2. A alteração das condições ambientais naturais (de um campo para o outro) têm maior impacto na variabilidade das características das culturas do que a transgénese;
3. Nenhuma das avaliações “ómicas” levantou novas preocupações com a segurança das variedades vegetais geneticamente modificadas.
Marcel Kuntz considera ainda que estas conclusões trazem as seguintes IMPLICAÇÕES:
1. Estas metodologias confirmam de forma complementar e independente a segurança dos alimentos e das rações GM.
2. O conhecimento científico gerado ao longo dos últimos anos indica que a regulamentação para a comercialização e utilização das culturas GM é excessiva e existem condições concretas para ser possível reduzi-la.
Pedro Fevereiro, presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia, sustenta que o conhecimento técnico e científico existente hoje em dia demonstra que a engenharia genética tem menor impacto na variabilidade das características dos produtos vegetais que algumas das técnicas de melhoramento convencionais, o que deveria implicar uma redução do fardo da pesadíssima regulamentação para a aprovação e utilização das variedades transgénicas, principalmente na União Europeia.
ARTIGO DA PLANT PHYSIOLOGY
Evaluation of genetically engineered crops using transcriptomic, proteomic and metabolomic profiling techniques
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Comunicado do CiB e Relatório
DA SEGURANÇA DOS OGM: Uma década de financiamento de investigação na UE (2001-2010)
Comunicado do CiB e Declaração da EFSA
Ausência de material geneticamente modificado em animais alimentados com rações transgénicas
Comunicado do CiB e Artigo
Mega-estudo sobre alimentação com plantas transgénicas: Não foram detectados transgenes no corpo dos animais
Comunicado do INSA e ITQB e Artigo
Plantas Geneticamente Modificadas com menos alterações
Tecnologia de Transferência de Genes (Transgénese)
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Perguntas & Respostas
FAQ sobre Tecnologia de Transferência de Genes
- Transgénese -
2010 – CSIRO
Publicação on-line da CSIRO, a Agência Nacional de Ciência da Austrália, com Perguntas & Respostas sobre a tecnologia a transferência de genes, que inclui questões tais como: do que se trata; como se desenvolve; benefícios; sua utilização na investigação da CSIRO, entre outras questões.
Bactéria comum pode fechar fissuras em edifícios
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Bactéria comum pode fechar fissuras em edifícios
Ser unicelular adquire a capacidade de selar
com a mesma solidez do cimento
24 Novembro 2010 – Ciência Hoje
Investigadores da Universidade de Newcastle modificaram geneticamente uma bactéria (a BacillaFilla) – existente no solo em quase todo o mundo – que tem a capacidade de regenerar fissuras produzidas na estrutura do cimento. Quando este ser unicelular se encontra em contacto com o material, segrega carbonato de cálcio e uma espécie de cola que, em conjunto, adquirem a solidez da massa usada em construções.
Os autores provêm de diferentes áreas, tal como informática, engenharia civil, microbiologia ou bioquímica e participaram no concurso Internacional «Genetically Engineered Machines» (iGEM, o Máquinas Manipuladas Geneticamente), organizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Boston (EUA). O objectivo do iGEM é incentivar estudantes a desenvolver organismos, com técnicas de engenharia genética par criar “algo novo e útil”.
O projecto da Universidade de Newcastle centrou-se em prolongar a vida de estruturas cuja construção é ecologicamente dispendiosa. Os micróbios originais, bactéria comum presente no solo, foram modificados para posteriormente serem introduzidas nas fissuras. Estes, uma vez aplicados, começam a reproduzir-se e a excretar uma mescla de carbonato de cálcio e cola, que após endurecer adquire uma rigidez semelhante ao cimento e com a capacidade de selar.
