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Manifesto para a Biotecnologia 2014-2019

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Manifesto para a Biotecnologia 2014-2019

A EuropaBio – Associação Europeia de BioIndustrias publicou um manifesto em defesa dos interesses da biotecnologia na União Europeia para 2014-2019 que se destina aos novos Membros do Parlamento Europeu e aos novos Comissários Europeus. O manifesto exige uma tomada de atenção e uma aposta firme para este sector no qual a Europa está a ficar para trás no panorama internacional.

É destacado o objectivo da biotecnologia como ferramenta utilizada para melhorar a qualidade de vida das pessoas e para resposta aos grandes desafios da sociedade do século XXI: aumentar a eficiência da utilização dos recursos disponíveis, melhorar a segurança alimentar, fazer face às alterações climáticas e enfrentar a necessidade de crescimento económico da Europa.

A biotecnologia está presente na vida do dia-a-dia: na roupa que vestimos, nos produtos para a lavar, nos alimentos, nos medicamentos e no combustível. Tem sido uma área fundamental para a competitividade europeia em inovação e investigação, assim como aumento de crescimento económico, aumento do número de postos de trabalho e criação de empresas.

Actualmente, a Europa corre o risco de ser o centro de investigação mundial que depois não beneficia das vantagens das tecnologias que inventa e disponibiliza ao mundo. A EuropaBio chama desta forma a atenção para que se crie e execute uma acção inteligente para a bioindustria europeia que envolva  todas as fases desde a investigação até ao comércio dos produtos.

Download do Manifesto

 

Livro “Introdução ao Melhoramento Genético Vegetal

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Livro
“Introdução ao Melhoramento Genético Vegetal”

O livro em Espanhol “Introducción al a mejora genética vegetal” já na 3ª Edição. José Ignacio Cubero aborda o tema do melhoramento vegetal.
Um comentário da Fundação Antama indica que o texto é de leitura fácil apesar de incluir explicações técnicas sobre a biologia. Aborda os fundamentos da prática do melhoramento vegetal e os métodos que podem ser utilizados, as questões relacionadas com a discussão ligada à utilização da engenharia genética de plantas para produzir culturas transgénicas, às patentes de organismos vivos e os impactos (positivos e negativos) da utilização de tipo de culturas no meio ambiente e a conservação de sementes tradicionais.

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Lançamento de Observatório de BioEconomia da UE

 

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Comissão lança Observatório da Bioeconomia

14 Fevereiro 2013 – Comissão Europeia

Foi criado pela Comissão Europeia um observatório destinado a efetuar um levantamento dos progressos e avaliar o impacto do desenvolvimento da bioeconomia na União Europeia.

O observatório reunirá dados destinados a acompanhar a evolução dos mercados e a efetuar um levantamento das políticas bioeconómicas da UE, nacionais e regionais, das capacidades de investigação e inovação e da escala dos investimentos públicos e privados conexos. Será coordenado pelo Centro Comum de Investigação, o serviço científico interno da Comissão.

A Comissária Máire Geoghegan-Quinn declarou: «Faz agora um ano que lançámos a nossa estratégia bioeconómica. Actualmente, constatamos que os Estados-Membros aproveitam a oportunidade oferecida pela transição para uma economia pós-petróleo, que se baseia numa utilização inteligente dos recursos provenientes da terra e do mar. É essencial que o façam atendendo às vantagens que daí advirão para o ambiente, a produção alimentar e a segurança energética na Europa, bem como para a sua competitividade futura. Este observatório contribuirá para manter essa dinâmica.»

O observatório, que é um projeto trienal, terá início em março de 2013 com o objetivo de, em 2014, disponibilizar ao público, por intermédio de um portal Web dedicado, os dados por si recolhidos. O observatório apoiará, deste modo, as estratégias bioeconómicas regionais e nacionais que estão a ser desenvolvidas por Estados-Membros da UE.

Para além de proporcionar dados sobre a dimensão da bioeconomia e dos setores que a constituem, o observatório deverá acompanhar diversas medidas relacionadas com o desempenho, designadamente indicadores económicos, de emprego e de inovação, bem como medidas respeitantes à produtividade, ao bem-estar social e à qualidade do ambiente. Além disso, funcionará como «sentinela tecnológica» e «sentinela política», acompanhando o desenvolvimento científico e tecnológico, bem como as políticas relacionadas com a bioeconomia.

A bioeconomia na Europa já representa 2 biliões de euros e 22 milhões de postos de trabalho. A Comissão está a ponderar uma nova parceria público-privada no domínio das bioindústrias para acelerar o desenvolvimento do setor. Espera-se uma decisão em junho de 2013.

O anúncio foi feito pela Comissária numa conferência sobre bioeconomia organizada pela Presidência Irlandesa do Conselho da União Europeia e realizada em Dublin.

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Seis Academias Nacionais Francesas comentam publicação sobre toxicidade dos OGM

Comunicado

Seis Academias Nacionais Francesas
de Agricultura, Medicina, Farmácia, Ciência, Tecnologia e Veterinária

divulgam comunicado sobre publicação de Séralini et al. relativa à toxicidade dos OGM

 Outubro, 2012

As Academias Nacionais de Agricultura, Medicina, Farmácia, Ciência, Tecnologia e Veterinária tomaram consciência, ao mesmo tempo que o público em geral, do artigo da equipa de Gilles-Eric Seralini recentemente aceite para publicação na revista Food and Chemical Toxicology, onde se relata um resultado tóxico e carcinogénico significativo, em ratos, resultante do consumo de milho geneticamente modificado (GM) NK 603, ou da exposição a doses baixas do herbicida Roundup, ao qual o milho GM NK 603 é resistente.

As seis academias acreditam que, devido às muitas deficiências na metodologia e interpretação dos dados apresentados neste artigo, não é possível impugnar outros estudos que concluíram anteriormente pela segurança sanitária do milho GM NK603 e de uma maneira geral das plantas geneticamente modificadas, cujo consumo por animais ou seres humanos esteja autorizado.
Resumindo a análise apresentada em maior detalhe pelas Academias (http://www.academie-sciences.fr/activite/rapport/avis1012.pdf), verifica-se que, neste trabalho, a concepção do plano experimental é insuficiente, em muitos aspectos, os métodos tradicionais de estatística não foram utilizados relativamente à ocorrência tumores, a escolha dos animais utilizados para esta experiência é questionável, e, finalmente, elementos quantitativos essenciais para a interpretação dos resultados não foram tidos em conta.
A análise convencional estatística dos resultados, tal como foram apresentados no artigo, mostra que não há diferenças significativas entre os grupos de ratos em estudo relativamente à ocorrência de tumores devido aos Organismos Geneticamente Modificados (OGM) resistentes ao Roundup, ou à sua associação, o que contradiz o que o texto dos autores sugere.
Por conseguinte, este trabalho não permite qualquer conclusão confiável. É raro um evento não-científico desta natureza despertar paixões em França e até mobilizar tão rapidamente os membros do Parlamento. A manipulação da reputação de um cientista ou de uma equipa de investigação é um erro grave quando ajuda a espalhar temores, sem qualquer base estabelecida, para o público em geral.
Além do julgamento do mérito do conteúdo do artigo em questão, a forma da sua comunicação levanta muitas questões, incluindo a saída simultânea de dois livros, um filme e um artigo científico, com a exclusividade do conteúdo a um jornal semanário, sujeito a uma cláusula de confidencialidade, inclusive para investigadores, e uma conferência de imprensa. Estas condições de distribuição para a imprensa, sem qualquer oportunidade de comentar conscientemente não são eticamente correctas.
Pode-se ainda questionar a ausência de declaração de conflito de interesses por Séralini e seus colaboradores, quando se sabe do seu compromisso ambiental e do apoio financeiro recebido por grandes grupos de distribuição.
As Academias estão surpreendidas com o facto de o artigo ter sido aceite para análise e lembram que a publicação de um artigo numa revista científica com revisores não é, em si, uma garantia de qualidade científica. Alguns artigos publicados em revistas internacionais, incluindo as mais famosas, são de má qualidade e são por vezes retractados.
As Academias lembram que é natural que se proceda à luz da evolução dos conhecimentos e desenvolvimento de técnicas, reavaliações periódicas dos procedimentos utilizados para detectar qualquer possível toxicidade e / ou a carcinogenicidade dos alimentos.

Tirando as primeiras lições da emoção suscitada pela publicação do Séralini e seus associados, as seis academias:

• Esperam que as universidades e institutos públicos de investigação introduzam disposições éticas em relação à comunicação dos resultados científicos, relativamente à sua distribuição pelos meios de comunicação e pelo público em geral, de modo a evitar que os investigadores prefiram o debate mediático que deliberadamente suscitam, em relação ao debate científico que o deve necessariamente preceder, no seio da comunidade científica;
• Propõem que o presidente do Conselho Superior de Audiovisual nomeie uma Comissão de Alto Nível de Ciência e Tecnologia para o informar, numa uma base regular, de como são tratadas as questões científicas pelos actores da comunicação audiovisual;
• Pedem aos poderes públicos e ao governo que tudo façam para repor o crédito na experiência colectiva e na palavra da comunidade científica, a qual merece toda a confiança, muitas vezes negada, quando todos concordam que o futuro da França depende, em parte, da qualidade da sua investigação.

Mais informações

  • Artigo – “Long-term Toxicity of a Roundup Herbicide and a Roundup-Tolerant Genetically Modified Maize”. Gilles-Eric Seralini, Emilie Clair, Robin Mesnage, Steeve Gress, Nicolas Defarge, Manuela Malatesta, Didier Hennequin, and Joel Spiroux de Vendomois. Food and Chemical Toxicology. 19th September, 2012. in press. http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0278691512005637