Posts filed under ‘Pareceres Científicos’
25 anos de investigação em OGM – Milho Bt é seguro para o Ambiente
![]()
![]()
25 anos de investigação em OGM
Milho Bt é seguro para o Ambiente
27 Janeiro 2012 – GMO Safety | Chilebio
Investigadores alemães, reunidos na Semana Verde Internacional de Berlim, confirmaram que o milho Bt, geneticamente modificado para resistir ao ataque de insectos, é seguro para o meio ambiente.
Resultados de 25 anos de estudos permitem concluir que as variedades de milho Bt:
- são tão seguras como as variedades correspondentes de milho convencional;
- são mais eficazes na protecção da biodiversidade do que os milhos convencionais;
- o seu cultivo pode contribuir para a prevenção da erosão e conservação da fertilidade dos solos.
Estas investigações foram financiadas pelo Ministério Federal de Educação e Investigação da Alemanha que investiu até à actualidade 100 milhões de euros em 300 projectos, dos quais 120 dedicaram-se a avaliar os riscos do cultivo com plantas transgénicas.
Os investigadores de biotecnologia de plantas estão preocupados que o actual clima anti-transgénicos na Alemanha possa levar à “fuga” dos melhores investigadores para outros países, nomeadamente, os Estados Unidos da América, e onde não existem riscos de destruição de campos de ensaios.
Parecer científico da EFSA – Pólen de milho transgénico seguro
Parecer científico da EFSA
Pólen de milho transgénico seguro
24 Outubro 2011 – EFSA
O painel de especialistas em Organismos Geneticamente Modificados (OGM) da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) declarou que o pólen do milho transgénico MON 810 presente em mel, ou para ser consumido directamente como alimento, é tão seguro como o pólen de milho convencional.
A EFSA refere que não é provável que o pólen derivado do milho MON810 levante preocupações específicas por este milho ser geneticamente modificado.
A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar deu o seu parecer científico sobre a segurança do pólen produzido pelo milho geneticamente modificado MON810 a pedido da Comissão Europeia e dos Estados Membros.
Reportagem da TV Galicia – Milho transgénico em Portugal
Reportagem da TV Galicia (visionar a partir do minuto 14:49) sobre milho Bt – milho geneticamente modificado para resistir ao ataque de insectos – em Portugal. Inclui reportagens com entrevistas a vários agricultores portugueses, dirigentes de associações, um investigador da área da biotecnologia de plantas e uma técnica do Ministério da Agricultura que faz o acompanhamento das culturas transgénicas em Portugal .
Visionar em Reporteiros - 15/10/2011 – 20:00 h
Vídeo – Esclarecimento de Pedro Fevereiro – Presidente do CiB – sobre restrições aos OGM na UE
Vídeo
Comentário de Pedro Fevereiro do CiB
sobre restrições aos OGM na UE
Canal TVi 24 – 9 Julho 2011
Esclarecimento/Comentário de Pedro Fevereiro, Presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia e investigador de Biotecnologia de Plantas no ITQB – Instituto de Tecnologia Química e Biológica e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, no canal TVI 24 sobre a União Europeia dar mais poderes aos Estados-Membros para decidirem sobre restrições ou proibições aos organismos geneticamente modificados (OGM).
“Zona livre de OGMs” nos Açores não tem base científica, técnica ou económica
Comunicado
“Zona livre de OGMs” nos Açores
não tem base científica, técnica ou económica
7 Junho 2011 – CiB Portugal
Os Açores querem solicitar à União Europeia a criação de uma zona livre de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs), após a intenção de alguns agricultores de semearem milho melhorado por engenharia genética, resistente à broca. Esta proposta não tem qualquer suporte científico ou técnico. O milho resistente à broca, também conhecido como milho Bt, permite aos agricultores produzirem grão de melhor qualidade, com redução de perdas para a pragas e com redução do uso de pesticidas (e correspondente redução de consumo de energia), permitindo ganhos de produtividade e de margens brutas que podem atingir os 25%, reduzindo os riscos para a sua saúde e para o ambiente.
Não existindo milho endémico nos Açores – o milho é originário da América central – nem variedades relativas selvagens, não é credível qualquer potencial risco para a biodiversidade. Bem pelo contrário, a redução do uso de pesticidas só virá minorar o impacto negativo do seu uso nos insectos não-alvo.
Por outro lado, a redução da incidência das brocas permite um aumento evidente da qualidade do produto final, reduzindo-se assim a incidência de fungos no milho, os quais produzem micotoxinas cujos efeitos tóxicos graves são por demais conhecidos.
O milho Bt foi aprovado para ser produzido na Europa em 2004 e a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) tem dado a garantia de que este não constitui qualquer risco quer para a saúde humana e animal, quer para o meio ambiente. Esta garantia tem vindo a ser reiterada ao longo dos anos.
Limitar o acesso dos agricultores portugueses a estas variedades é limitar a possibilidade de produzir maximizando as potencialidades da cultura, e condicionando a sua competitividade, face a milhões de outros agricultores que em todo o mundo produzem com o recurso a estas variedades.
“É inacreditável, que os responsáveis políticos e técnicos dos Açores não tenham consciência dos conhecimentos científicos e técnicos que suportam a utilização destas variedades e que venham a condicionar os agricultores da região, impedindo-os de usufruir dos benefícios desta tecnologia”, considera Pedro Fevereiro, presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia e investigador de biotecnologia de células vegetais.
Carne e leite de animais clonados consumidos sem perigo
![]()
Carne e leite de animais clonados consumidos sem perigo
Governo britânico atesta semelhança
em relação a produtos convencionais
26 Novembro 2010 – Ciência Hoje
Um grupo de especialistas, próximo do governo britânico, concluiu que a carne e o leite de animais clonados e seus descendentes podem ser consumidos sem perigo e são parecidos com os produtos convencionais, segundo foi hoje noticiado.
O debate sobre o consumo de produtos de origem bovina clonados surgiu depois do jornal britânico International Herald Tribune ter noticiado, em finais de Julho, que criadores europeus tinham começado a explorar a produção de animais clonados sem legislação própria.
O grupo de especialistas sobre os novos alimentos e transformações (ACNFP), um organismo encarregado de aconselhar o governo britânico, considerou que os produtos de animais clonados “não são susceptíveis de apresentar riscos para o consumo”.
Novo guia da EFSA para avaliação de risco ambiental de plantas GM
![]()
![]()
![]()
Novo guia da EFSA para avaliação
de risco ambiental de plantas GM
24 Novembro 2010 – EFSA
A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar – EFSA actualizou o guia de avaliação de risco ambiental de plantas geneticamente modificadas (GM) depois de um estudo do estado da arte nesta área do conhecimento científico.
O novo guia indica métodos de avaliação de impacto ambiental de plantas transgénicas que deve ser realizada pelos especialistas do painel dos Organismos Geneticamente Modificados daquela instituição europeia antes da autorização de de novas variedades GM na União Europeia. O guia inclui exigências como a selecção de variedades homólogas não GM para comparação com as GM nos ensaios de campo e as condições ambientais desses ensaios, os efeitos a longo prazo e o design experimental em laboratório e no campo, assim como a análise estatística utilizada para tratar e interpretar os resultados obtidos dessas experiências laboratorias e dos ensaios de campo.
Download do Guia
Guidance on the environmental risk assessment
of genetically modified plants
Nature: Proposta para alterações na regulamentação dos alimentos transgénicos
Proposta para alterações na regulamentação
dos alimentos transgénicos
13 Agosto 2010 – CiB Brasil
Segundo o autor, Ingo Potrykus, legislações com exigências injustificadas impedem que as culturas geneticamente modificadas salvem milhões de pessoas.
Um artigo publicado na revista científica Nature traz a análise do director do projeto Golden Rice Humanitarian, Ingo Potrykus, sobre a regulamentação mundial dos produtos geneticamente modificados (GM). Potrykus, em parceria com Peter Beyer, foi um dos inventores da tecnologia do arroz dourado (variedade transgénica que produz o nutriente betacaroteno, que é convertido em Vitamina A no organismo humano e que não está presente no arroz convencional). A deficiência de Vitamina A afeta principalmente a visão, podendo levar à cegueira.
Segundo o artigo, as culturas geneticamente modificadas podem salvar milhões de pessoas da fome e da desnutrição, se antes se conseguirem livrar do excesso de regulamentação. “O Arroz Dourado já está pronto desde 1999, mas só deve chegar ao mercado em 2012”, afirma Potrykus. Para o investigador, esta situação deve-se à legislação excessivamente rigorosa dos produtos GM. O mesmo não acontece com novas plantas obtidas através de métodos tradicionais de cultivo, embora também tenham seu genoma modificado.
Aprovado tratamento com células-mãe de embriões humanos
![]()
![]()
Aprovado tratamento
com células-mãe de embriões humanos
2 Agosto 2010 – Ciência Hoje
A agência governamental norte-americana que controla os fármacos – Food and Drug Administration (FDA) – deu luz verde aos primeiros tratamentos com células-mãe obtidas de embriões humanos. Esta decisão polémica acontece depois de a agência ter forçado a paragem desta investigação quando apareceram quistos suspeitos nos animais de laboratório.
Um dos grandes perigos da utilização deste tipo de células é o aparecimento de tumores porque, uma vez introduzidas no organismo podem proliferar de forma descontrolada.
Geron, a companhia da Califórnia que prepara as células, teve de repetir os ensaios com os animais de laboratório e demonstrar que o tratamento é seguro. Mudou também os sistemas de controlo com os que se comprova a pureza das células.
Opinião da EFSA – Proibição de Culturas GM Crops na Madeira
![]()
Colher os Benefícios da Ciência e do Aumento Sustentável da Agricultura Global
![]()
22 Outubro 2009 – Royal Society | CiB Portugal
A Royal Society concluiu, num relatório publicado em 21 de Outubro de 2009, ser necessário que as culturas geneticamente modificadas façam parte da solução para o desenvolvimento de uma agricultura global mais sustentável. A Academia das Ciências do Reino Unido concluiu também que deve ser promovida mais investigação em novas tecnologias para fazer face aos desafios futuros.
O relatório “Colher os Benefícios – Ciência e Intensificação Sustentável da Agricultura Global” foi produzido por uma equipa de especialistas em agricultura, em biologia de conservação e em biologia vegetal. O documento foca essencialmente aspectos técnico-científicos.
Prevê-se que em 2050 a população mundial tenha atingido 9 biliões de pessoas. A Royal Society considera que até lá é necessário que a produção de alimentos aumente em pelo menos 50 por cento e sem causar danos no ambiente.
Os padrões actuais de consumo, os impactos das alterações climáticas e o aumento da escassez de água e de solos viáveis tornam cada vez mais urgente a necessidade de aumento da produtividade agrícola. Os métodos de produção de cereais a utilizar serão por isso fundamentais para sustentabilidade ambiental, social e económica, principalmente nas zonas rurais dos países em desenvolvimento.
Este relatório analisa o papel vital das ciências biológicas nas práticas agrícolas para a intensificação da produção de cereais de forma sustentável. A Royal Society recomenda a implementação de um programa de investigação em áreas que têm sido negligenciadas nos últimos anos, incluindo a exploração de novos métodos agrícolas para o aumento da produtividade com a minimização simultânea dos impactos ambientais da sua utilização, assim como o desenvolvimento de variedades vegetais melhoradas, tanto através de métodos convencionais como de engenharia genética.
A Royal Society apela para a necessidade de inovação, ao aumento da investigação e do ensino na área das ciências agrárias, ao aumento de financiamento público e para a mudança de atitude na direcção da colaboração global, em particular com os agricultores dos países em desenvolvimento.
Download do Relatório
Reaping the benefits: Science and the sustainable intensification of global agriculture
10 Precisões sobre os OGM ou Transgénicos
![]()
10 Precisões sobre os OGM ou Transgénicos
15 Outubro 2009 – Agroportal
Três catedráticos de Fisiologia Vegetal da Escola de Agrónomos de Lleida, Espanha, escreveram um artigo sobre 10 precisões relacionadas com os organismos geneticamente modificados (OGM), também conhecidos por transgénicos.
1. As afirmações sobre os efeitos de organismos geneticamente modificados ou transgénicos na saúde e no meio ambiente só devem ser feitas com base em resultados científicos produzidos com metodologia científica.
2. Numerosos estudos científicos, financiados por Ministérios de Ambiente, Educação, Ciência e Inovação mostram que não existem efeitos das variedades vegetais geneticamente modificadas autorizadas em Espanha [e na União Europeia] sobre a biodiversidade.
3. Não se demonstrou existirem efeitos negativos sobre a saúde humana ou animal pelo consumo generalizado, durante mais de uma década, de produtos elaborados com base em variedades vegetais geneticamente modificadas.
4. Realizaram-se muitos estudos, principalmente na região da Catalunha, em Espanha, para determinar a distância adequada à coexistência de variedades geneticamente modificadas e convencionais.
5. A legislação da União Europeia, e em especial, a actividade da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), zelam pela segurança dos alimentos que contêm transgénicos.
6. A EFSA apoia as variedades geneticamente modificadas autorizadas na União Europeia. As mais prestigiadas organizações científicas e personalidades internacionais reconhecem o interesse nas novas variedades produzidas através da utilização de engenharia genética. Entre elas incluem-se a Academia das Ciências dos Estados Unidos da América, a Royal Sociedade (Reino Unido) e a Academia Pontífice do Vaticano, assim como a FAO e numerosos vencedores de prémios Nobel.
7. As plantas transgénicas podem ajudar a aumentar a sustentabilidade na agricultura.
8. O milho Bt cultiva-se em Espanha há mais de 10 anos, apresentando benefícios para os agricultores através de maior produtividade e menor aplicação de produtos fitossanitários.
9. É necessário assegurar que os direitos de propriedade intelectual (ou patentes) não impeçam as melhores variedades, e as mais adequadas a cada país ou região em desenvolvimento, de estarem acessíveis a todos os produtores dessas zonas.
10. Devem ser analisados tanto os riscos como os benefícios das plantas transgénicas caso a caso, sem descriminar toda a biotecnologia aplicada à agricultura.
EFSA organizou conferência sobre avaliação de risco de OGM
![]()
![]()
EFSA organizou conferência sobre avaliação de risco de OGM
22 Setembro 2009 – EFSA
A EFSA – Autoridade Europeia de Segurança Alimentar organizou, em Bruxelas, uma conferência sobre a avaliação de risco de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) para a saúde humana e animal e para o ambiente. Nessa conferência estiveram reunidos representantes dos Estados Membros da União Europeia, gestores de risco e representantes da industria, dos consumidores e de grupos ambientalistas.
Um breve resumo da conferência e as apresentações podem ser consultados através do Site da EFSA.
Opinião da EFSA – Avaliação de risco das plantas GM utilizadas com objectivos não alimentares
![]()
![]()
7 Agosto 2009 – EFSA
Uma vez que novas plantas geneticamente modificadas (GM) estão em desenvolvimento, a EFSA – Autoridade Europeia de Segurança Alimentar requereu ao seu Painel para os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) que estabelecesse um guia para a avaliação de risco das plantas GM criadas com fins não alimentares.
Um grupo de trabalho constituído por membros do Painel da EFSA para os OGM e com especialistas externos foi criado com este propósito, tendo publicado uma primeira versão do seu parecer que foi previamente preparado e submetido à Comissão Europeia e à Agência Europeia de Medicina para comentários e posterior consulta pública on-line.
Os comentários foram recebidos e considerados, tendo o parecer daquele grupo de trabalho sido alterado. O parecer aborda as plantas GM para cultivo, para importação ou para processamento com objectivos não alimentares. Por exemplo: a produção industrial, de fármacos, de energia, para fitorremediação, ou para uso ornamental.
Este guia complementa o Guia da EFSA já existente para a avaliação de risco de plantas GM com objectivos alimentares.
Avaliação da EFSA – Milho MIR604 resistente a insectos
![]()
![]()
Parecer científico e Avaliação da EFSA
Milho MIR604 resistente a insectos
21 Julho 2009 – EFSA
O Painel dos Organismos Geneticamente Modificados (OGM) da Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) avaliou e publicou um parecer científico sobre a candidatura para a comercialização do milho MIR604 geneticamente modificado – que foi desenvolvido para resistir ao ataque de insectos coleópteros – para a utilização em produtos alimentares e rações, importação e processamento sob a Regulamentação da Comissão Europeia Nº 1829/2003.
O parecer científico publicado pelo Painel dos OGM da EFSA considerou a avaliação da possível utilização deste milho geneticamente modificado para utilização em produtos alimentares e rações, importação e processamento e de todos os seus produtos derivados, excluindo o seu cultivo no espaço da União Europeia. Essa avaliação incluiu a caracterização molecular do DNA inserido no genoma do milho MIR604 e a sua expressão em novas proteínas pelas plantas de milho. Fez-se uma comparação das características agronómicas e a composição relativamente à segurança da expressão dessas novas proteínas e os produtos alimentares e rações foram avaliados relativamente à sua potencial toxicidade, alergenicidade e qualidade nutricional. O Painel dos OGM da EFSA fez também uma avaliação dos impactos ambientais e do plano de monitorização ambiental que deverá ser realizado após o inicio da sua comercialização.
O milho MIR604 foi geneticamente modificado através da inserção de um gene – mCry3A – com origem na bactéria Bacillus thuringiensis subsp. tenebrionis que codifica para a proteína Cry3A que por sua vez actua como insecticida. Com esta alteração as plantas do milho MIR604 passam a ter a capacidade para resistir aos ataques do insecto coleóptero da espécie Diabrotica virgifera virgifera e de outras pragas de coleópteros como a espécie Diabrotica barberi.
Este milho apresenta ainda outro gene acupulado ao mCry3A e proveniente da bactéria Escherichia coli. A integração desse segundo gene tem como objectivo a produção pelas células de outra proteína, a enzima FosfoManose Isomerase (PMI). A PMI funciona como marcador molecular de selecção, ou seja, permite verificar o sucesso da incorporação dos genes no genoma das células geneticamente modificadas – ver mais informações sobre PMI no final do texto*.
O Painel de OGM da EFSA considerou que a caracterização molecular do DNA inserido do milho MIR604 não indicia preocupações de segurança. Baseado nos resultados de uma análise de comparação de amostras representativas de diferentes ambientes e épocas de cultura, concluiu que o milho MIR604 apresenta composição, fenótipo e características agronómicas equivalentes aos tipos de milho convencional seus homólogos, com excepção das características introduzidas.
Vários estudos utilizando metodologias in-vitro, in-vivo e ferramentas bioinformáticas exploraram as características funcionais e o potencial de toxicidade e alergenicidade da proteína PMI expressa pelo MIR604 e concluiu-se que não há indícios que a PMI provoca situações de toxicidade ou alergenicidade.
Após a avaliação de toda a informação disponível, o Painel dos OGMs da EFSA considera que o milho MIR604 é tão seguro como os tipos de milho convencional seus homólogos relativamente a potenciais efeitos para a saúde humana e animal e para o ambiente. A EFSA concluiu assim que é improvável que o milho MIR604 tenha efeitos adversos para a saúde humana, animal e para o ambiente no contexto da utilização requerida na candidatura à utilização do MIR604.
—————–
*A PMI permite às células utilizarem o açúcar metabólico manose como fonte de energia, o que sem a introdução do gene não seria possível. Colocando as células em meio de cultura com manose, verifica-se se os genes foram incorporados no caso de as células processarem esse açúcar em fructose. Se a manose for processada então a incorporação dos genes foi conseguida e a modificação genética das células teve sucesso.
—————–
Consultar mais informações
-
Praga da Diabrotica virgifera virgifera – Guia da DGADR do Ministério da Agricultura Português
-
Milho MIR604 no GMO-Compass
-
Artigo com referência ao Marcador Molecular PMI-Manose - The use of phosphomannose-isomerase as a selectable marker to recover transgenic maize plants (Zea mays L.) via Agrobacterium transformation (2000)
Avaliação da EFSA – Milho 88017 x Mon 810 resistente a insectos e ao herbicida glifosato
![]()
![]()
21 de Julho de 2009 – EFSA
O Painel dos Organismos Geneticamente Modificados (OGM) da Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) avaliou e emitiu um parecer científico sobre a candidatura para colocação no mercado do milho MON 88017 x MON 810 geneticamente modificado – que foi desenvolvido para resistir ao ataque de insectos e à aplicação do herbicida glifosato – para a utilização em produtos alimentares e rações, importação e processamento sob a Regulamentação da Comissão Europeia Nº 1829/2003.
A avaliação incluiu a possível utilização deste milho geneticamente modificado para utilização em produtos alimentares e rações, importação e processamento e de todos os seus produtos derivados, mas excluiu o cultivo no espaço da União Europeia. Essa avaliação incluiu a caracterização molecular do DNA inserido no genoma do milho e a sua expressão em novas proteínas pelas plantas de milho. Fez-se uma comparação das características agronómicas e a composição relativamente à segurança da expressão dessas novas proteínas e os produtos alimentares e rações foram avaliados relativamente à sua potencial toxicidade, alergenicidade e qualidade nutricional. O Painel dos OGM da EFSA fez também uma avaliação dos impactos ambientais e do plano de monitorização ambiental que deverá ser realizado após o inicio da sua comercialização.
O milho MON 88017 foi desenvolvido para expressar a proteína Cry3Bb1 – que tem origem na bactéria Bacillus thuringiensis subsp. kumamotoensis - com o objectivo de se tornar resistente aos ataques de pragas de insectos coleópteros e da proteína CP4EPSPS – que tem origem na bactéria Agrobacterium sp. – que permite à planta tolerar a aplicação do herbicida glifosato para aniquilar as ervas daninhas suas competidoras por nutrientes e água do solo.
O milho MON 810 expressa a proteína Cry1Ab – que tem origem na bactéria Bacillus thuringiensis subsp. kurstaki – com o objectivo de tornar as plantas deste milho resistentes contra as pragas das largartas da espécies de traça Ostrinia nubilalis e do género Sesamia.
O milho MON 88017 x MON 810 foi conseguido através do cruzamento tradicional entre linhas contendo os eventos MON 88017 e MON 810 para que as plantas deste milho geneticamente modificado apresentem as características combinadas de resistência aos ataques de coleópteros, das referidas lagartas e de tolerância à aplicação do herbicida glifosato.
Os resultados da análise comparativa da composição, do fenótipo e das características agronómicas realizada para o milho MON 88017 x MON 810 e para o milho convencional seu homólogo indicam que as plantas destes tipos de milho são equivalentes, com excepção das novas características introduzidas.
Depois de recolhida e analisada toda a informação disponível, o Painel dos OGM da EFSA considera que o milho MON 88017 x MON 810 é tão seguro para a saúde humana e animal e para o ambiente como os tipos de milho convencionais seus homólogos, não sendo por isso provável que cause quaisquer efeitos adversos para a saúde e para o ambiente no contexto da sua utilização proposta na candidatura.
—————–
Consultar mais informações
Opinião da EFSA – Milho GM MON810 sem riscos
![]()
10 anos depois
EFSA renova parecer positivo
ao cultivo do milho transgénico MON810 na UE
30 Junho 2009 – EFSA
A EFSA – Agência Europeia de Segurança Alimentar emitiu a renovação do parecer científico relativamente à renovação da autorização para utilização e cultivo na União Europeia (UE) do milho MON810 geneticamente modificado (GM) para resistir aos ataques da praga da broca do milho.
O Painel dos Organismos Geneticamente Modificados (OGM) da EFSA emitiu um parecer científico relativamente à autorização para a comercialização de alimentos e ingredientes derivados de milho MON810 e de rações contendo este tipo de milho e também para o seu cultivo no espaço da UE.
Nas conclusões do documento a EFSA considera que, depois de analisada toda a informação disponível, as variedades de Milho MON810 são tão seguras como as suas homólogas convencionais relativamente aos potenciais efeitos na saúde humana e animal. O Painel da EFSA concluiu também ser improvável que o milho MON810 tenha efeitos adversos no ambiente no contexto da sua utilização autorizada.
Moratória ao milho GM na Alemanha sem fundamento
![]()
![]()
Artigo de Investigadores Franceses
- Moratória ao milho GM na Alemanha sem fundamento –
26 Junho 2009 – ISAAA
Um grupo de investigadores franceses da Universidade Joseph Fourier, da UNiversidade Paris-Sud 11 e do INRA - Instituto Nacional para a Investigação Agrícola, em França, publicou um artigo na revista científica Transgenic Research avaliando os dados existentes actualmente sobre o milho MON810, a única cultura geneticamente modificada aprovada para cultivo na União Europeia.
Os investigadores concluem que a moratória ao cultivo deste tipo de milho pelo governo alemão “é baseada numa lista incompleta de referências, ignora os estudos que abordam caso-a-caso, e confunde potenciais malefícios com riscos comprovados nos procedimentos da avaliação de risco. Os investigadores notam que a moratória foi imposta com base em “dois estudos laboratórios inconclusivos, que foram manifestamente insuficientes para avaliarem as consequências à escala dos ecossistemas”.
Opinião da EFSA – Improváveis os efeitos adversos de genes com resistência a antibióticos em plantas GM
![]()
![]()
![]()
11 Junho 2009 – EFSA
A EFSA – Agência Europeia de Segurança Alimentar publicou uma Opinião Científica sobre o uso de marcadores moleculares com resistência a antibióticos em plantas geneticamente modificadas, considerando ser improvável a existência de efeitos adversos para a saúde humana e para o meio ambiente caso ocorra transferência desses genes com resistência a antibióticos (nptII e aadA) de plantas GM para bactérias.
Biossegurança – BioTrack da OCDE
![]()
![]()
Biossegurança
BioTrack da OCDE
O website BioTrack da OCDE – Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento foi criado em 1995 e apresenta informação sobre regulamentação dos produtos com origem na biotecnologia moderna, incluindo organismos produzidos através da engenharia genética, ou organismos transgénicos, incidindo na segurança ambiental, alimentação humana e rações. Disponibiliza documentos de consenso, guias, bases de dados dos produtos disponíveis no mercado e de ensaios de campo. O Biotrack é utilizado por governos, industria e outros parceiros, entre outros interessados neste tipo de informação.

