Avaliação da EFSA – Milho 88017 x Mon 810 resistente a insectos e ao herbicida glifosato

Parecer científico e Avaliação da EFSA
Milho 88017 x Mon 810 resistente a insectos e ao herbicida glifosato

21 de Julho de 2009 – EFSA


O Painel dos Organismos Geneticamente Modificados (OGM) da Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) avaliou e emitiu um parecer científico sobre a candidatura para colocação no mercado do milho MON 88017 x MON 810 geneticamente modificado – que foi desenvolvido para resistir ao ataque de insectos e à aplicação do herbicida glifosato – para a utilização em produtos alimentares e rações, importação e processamento sob a Regulamentação da Comissão Europeia Nº 1829/2003.

A avaliação incluiu a possível utilização deste milho geneticamente modificado para utilização em produtos alimentares e rações, importação e processamento e de todos os seus produtos derivados, mas excluiu o cultivo no espaço da União Europeia. Essa avaliação incluiu a caracterização molecular do DNA inserido no genoma do milho e a sua expressão em novas proteínas pelas plantas de milho. Fez-se uma comparação das características agronómicas e a composição relativamente à segurança da expressão dessas novas proteínas e os produtos alimentares e rações foram avaliados relativamente à sua potencial toxicidade, alergenicidade e qualidade nutricional. O Painel dos OGM da EFSA fez também uma avaliação dos impactos ambientais e do plano de monitorização ambiental que deverá ser realizado após o inicio da sua comercialização.

O milho MON 88017 foi desenvolvido para expressar a proteína Cry3Bb1 – que tem origem na bactéria Bacillus thuringiensis subsp. kumamotoensis – com o objectivo de se tornar resistente aos ataques de pragas de insectos coleópteros e da proteína CP4EPSPS – que tem origem na bactéria Agrobacterium sp. – que permite à planta tolerar a aplicação do herbicida glifosato para aniquilar as ervas daninhas suas competidoras por nutrientes e água do solo.

O milho MON 810 expressa a proteína Cry1Ab  – que tem origem na bactéria Bacillus thuringiensis subsp. kurstaki – com o objectivo de tornar as plantas deste milho resistentes contra as pragas das largartas da espécies de traça Ostrinia nubilalis e do género Sesamia.

O milho MON 88017 x MON 810 foi conseguido através do cruzamento tradicional entre linhas contendo os eventos MON 88017 e MON 810 para que as plantas deste milho geneticamente modificado apresentem as características combinadas de resistência aos ataques de coleópteros, das referidas lagartas e de tolerância à aplicação do herbicida glifosato.

Os resultados da análise comparativa da composição, do fenótipo e das características agronómicas realizada para o milho MON 88017 x MON 810 e para o milho convencional seu homólogo indicam que as plantas destes tipos de milho são equivalentes, com excepção das novas características introduzidas.

Depois de recolhida e analisada toda a informação disponível, o Painel dos OGM da EFSA considera que o milho MON 88017 x MON 810 é tão seguro para a saúde humana e animal e para o ambiente como os tipos de milho convencionais seus homólogos, não sendo por isso provável que cause quaisquer efeitos adversos para a saúde e para o ambiente no contexto da sua utilização proposta na candidatura.

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