“A sociedade não está preparada para a engenharia genética porque não foi devidamente informada”

“A sociedade não está preparada para a engenharia genética porque não foi devidamente informada”

6 Agosto 2009 – ArgenBio

Durante os cursos de Verão, em El Escorial – Madrid, Daniel Ramón Vidal, professor da Universidade Politécnica de Valência e Prémio Nacional Juan de la Cierva de Investigación (Espanha), analisou o presente e futuro dos organismos geneticamente modificados (OGM) e declarou que “a sociedade não está preparada para a engenharia genética porque não foi devidamente informada, e o consumidor tem direito e deve estar perfeitamente informado sobre esta tecnologia”.

Neste contexto, Ramón Vidal ressaltou que o melhoramento genético realiza-se desde as origens da agricultura sem que o agricultor se aperceba. A diferença entre o melhoramento actual e o que se fazia no início é que já não se fazem os cruzamentos das plantas ao acaso, sendo que o método actual é muito mais seguro. “Nunca tivemos tanto controlo sobre o que estamos a modificar como agora com os transgénicos”, salientou. Nunca antes tinha sido utilizada nenhuma técnica agroalimentar que se tivesse imposto a nível mundial como a tecnologia utilizada nas plantas geneticamente modificadas.

Ramón Vidal explicou que se podem distinguir duas gerações diferentes de cultivos geneticamente modificados: a primeira inclui variedades resistentes a herbicidas e /ou a para resistência a insectos. Estas variedades trazem benefícios principalmente aos agricultores; e a segunda geração, que chegará ao mercado em princípio em 2011, inclui variedades melhoradas na sua composição nutricional e que podem trazir benefícios principalmente à sociedade. Um exemplo deste tipo de variedades é o arroz dourado com elevado teor de beta-carotenos que tem como objectivo de fornecer pró-vitamina A a milhões de pessoas carenciadas, em especial crianças, cuja alimentação tem como base apenas arroz.

Apesar de actualmente metade da superfície cultivada com plantas geneticamente modificadas se localizar nos Estados Unidos da América, são cada vez mais os países em desenvolvimento que apostaram na utilização desta tecnologia.

A Europa, líder de exportação de investigação biotecnológica no passado, passou a ser importadora e converteu o debate sobre os OGMs numa batalha meramente política permitindo, segundo Daniel Ramón Vidal, a divulgação de informações falsas que desorientam a sociedade.

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