Nature – Importância do gene Chd1 na diferenciação e pluripotência de células estaminais embrionárias

Nature
Importância do gene Chd1 na diferenciação e pluripotência
de células estaminais embrionárias

9 Agosto 2009 – Ciência Hoje

Uma equipa internacional, de que fazem parte investigadores portugueses, identificou a importância do gene Chd1 na capacidade de pluripotência das células estaminais embrionárias, ou seja, a sua capacidade para se diferenciarem em qualquer tipo de célula. Este estudo publicado na revista Nature.

Alexandre Gaspar Maia, primeiro autor do estudo, disse que o Chd1 “tem também uma função na reprogramação de células diferenciadas em células estaminais pluripotentes induzidas”, conhecidas por IPS, no acrónimo em inglês.

A descoberta ajuda a compreender melhor não só as características únicas das células estaminais, mas também a forma de as obter a partir de células já diferenciadas, evitando os problemas decorrentes da utilização das células estaminais embrionárias.

A relevância das IPS está em poderem ser feitas “à medida” e por continuar limitado, por razões éticas, o uso das células estaminais embrionárias.

As IPS podem ser obtidas a partir de células diferenciadas de pacientes com doenças degenerativas, como Parkinson, e mesmo diabetes, sendo também possível usá-las para estudar “in vitro” os mecanismos do desenvolvimento dessas doenças e experimentar descobertas de novos fármacos.

Eventualmente, segundo Gaspar Maia, as IPS poderiam também ser usadas em terapias de reintrodução celular. “Mas para essas tecnologias serem possíveis, é necessário compreender o processo de reprogramação para o estado pluripotente, de modo a fazer células IPS de um modo mais eficiente e seguro”, observa o investigador português.

A equipa de Gaspar Maia, Miguel Ramalho Santos e colegas da Universidade da Califórnia em São Francisco e Los Angeles (EUA), do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra e da Universidade Hebraica de Jerusalém (Israel) tem-se dedicado a estudar os mecanismos moleculares das células estaminais e identificou recentemente vários genes detectados em grandes quantidades nas células pluripotentes.

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