Conservação Geneticamente Modificada

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Conservação Geneticamente Modificada

Agosto 2010 – Conservation Magazine

“Conservação Geneticamente Modificada” soa paradoxo, mas a engenharia genética já está confortavelmente assente na mais moderna agricultura praticada que evita a utilização de pesticidas e prospéra num mundo cada vez mais quente e húmido.

Nos anos anos 1940, Norman Borlaug iniciou a Revolução Verde numa pequena quinta no Sul do México. A sua ideia era simples: num mundo com uma população a crescer desmesuradamente, ele pretendia produzir um novo tipo de plantas de trigo com caules mais finos que produzisse maiores quantidades de sementes, que tivesse maior produtividade e que permitisse aos agricultores cultivassem mais trigo e que consequentemente produzissem mais alimentos para mais pessoas por hectare.

Os resultados não tardaram a aparecer. Em duas décadas, o cultivo de trigo aumentou exponencialmente e Borlaug voltou-se para o melhoramento do arroz nas Filipinas e os cereais de elevada produtividade espalharam-se por todo o lado. A revolução de Borlaug ajudou milhões de pessoas em todo o mundo a melhorarem a sua alimentação, sobretudo nos países em desenvolvimento. O seu trabalho valheu-lhe o Prémio Nobel da Paz em 1970.

Mas afinal a revolução Verde não foi assim tão “verde” no sentido mais moderno na palavra, porque teve um preço ambiental enorme. Aquelas culturas precisam de utilização em grande quantidade de fertilizantes e de pesticidas que poluem a terra e o mar, intoxicando a vida selvagem e criando zonas oceânicas mortas ricas em azoto.

Com as alterações climáticas  a ameaçarem muitas das variedades vegetais  uma nova geração de investigadores está preparada para enfrentar as falas da revolução verde original e repensar novamente o modo de fazer agricultura. Um desses investigadores é Pam Ronald, da Universidade da Califórnia – Davis, EUA, que não prevê um futuro dominado pelas grandes empresas multinacionais, mas através de parcerias entre os pequenos agricultores e cientistas.

Através da combinação da utilização de plantas geneticamente modificadas e da agricultura biológica e outras práticas amigas do ambiente, Ronald acredita ser possivel criar um sistema que reduza a utilização de pesticidas, consiga ultrapassar o excesso e a falta de água e protege os agricultores de todo o mundo, principalmente os de países em desenvolvimento. A ideia de usar a engenharia genética como instrumento de conservação pode parecer um contra-senso, mas a balança poderá finalmente pender para o lado de Ronald.

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