OGM – “E agora, que vão dizer os opositores aos Transgénicos?” por António Coutinho

Artigo de Opinião de António Coutinho (ex-director do Instituto Gulbenkian de Ciência 1998-2012, presidente da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa) no Jornal Observador
Artigo de Opinião de António Coutinho – ex-director do Instituto Gulbenkian de Ciência 1998-2012, presidente da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa – no Jornal Observador

“E agora, que vão dizer os opositores aos TRANSGÉNICOS?”

4 Agosto 2015 – António Coutinho in Jornal Observador

Por António Coutinho, ex-director do Instituto Gulbenkian de Ciência 1998-2012, presidente da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa

«Lobby muito poderoso e vocal, promotor frequente de arruaças, o “movimento anti-transgénico” é fruto de uma total irracionalidade. “Se os factos acima não são suficientes, podemos juntar muitos outros. Aqui ficam os mais óbvios.»

Há ambientalistas que respeitam a racionalidade e conhecem a ciência, mas também há ambientalistas que se guiam apenas por chavões adoptados de interesses politiqueiros ou mesmo arruaceiros, sem fazerem a mínima ideia do que estão a falar. Têm o seu direito, naturalmente, longe de mim a ideia de proibir esta, entre tantas outras, irracionalidades. Na batalha contra a ignorância e a superstição não há melhor arma que a educação. E terá de ser por aí que os faremos desaparecer. Preocupa-me, todavia, que o “peso” mediático e consequentemente político dos lobbies que constituem tem graves consequências para o progresso do conhecimento e da economia.

A invenção da agricultura há uns 10.000 anos foi dos passos mais críticos na história da humanidade, permitindo entre muitas outras coisas, a sedentarização, a emergência das cidades e da cultura, da filosofia e da ciência. Como é bem sabido, a agricultura trouxe aos que a praticavam uma enorme vantagem competitiva, como o demonstra a sua progressão inexorável do crescente fértil até ao ocidente da Europa: os agricultores não ensinaram o que sabiam aos caçadores-recolectores, ou estes não quiseram (ou não souberam) aprender.

Os agricultores foram avançando e substituindo os povos anteriores nos espaços que eles ocupavam, alterando para sempre a composição genética das populações europeias. Mas a agricultura não foi inventada apenas no Médio Oriente; sabemos que apareceu independentemente em pelo menos mais uns 4 ou 5 lugares por esse mundo, dando de novo lugar à proeminência dos seus praticantes. O mesmo se passa, de resto, com espécies “sociais” de outros animais: muitas dezenas de espécies de formigas “inventaram” a agricultura e, também aqui, nenhuma destas “reverteu” para uma forma de vida e organização social sem agricultura.

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