Edição de genoma | CRISPR é usado para criar variedades não transgénicas

 

O geneticista de plantas Li Yi usa o CRISPR para produzir árvores cítricas resistentes à doença Greening (HLB). Fotografia de UP Magazine.

Serão as técnicas convencionais de melhoramento de plantas eficientes para aumentar a produção agrícola? O geneticista de plantas chinês Li Yi, investigador na Universidade do Connecticut, EUA, garante que não e acredita que a solução para conseguirmos alimentar a crescente população mundial pode estar na nova tecnologia de edição de genoma,conhecida por CRISPR. Saiba porquê.

Num artigo publicado no portal da Genetic LiteracyProject, o geneticista de plantas chinês Li Yi, investigador da Universidade do Connecticut, nos EUA, garante que as técnicas convencionais de melhoramento de plantas são ineficientes para aumentar a produção agrícola.Para este investigador, que trabalha em estreita colaboração com equipas de investigação de algumas universidades chinesas e norte-americanas, é vital descobrir maneiras de aumentar a produção de alimentos de forma a enfrentar o crescimento da população.
A alternativa poderia estar na aplicação das tecnologias que permitem produzir plantas geneticamente modificadas (GM), uma vez que têm a capacidade de produzir rapidamente novas variedades, no entanto, e apesar de terem sido publicados estudos exaustivos que provam a sua segurança para consumo humano, a sua adoção tem sido controversa um pouco por todo o mundo, especialmente na Europa, onde muitos consumidores continuam a rejeitar os alimentos geneticamente modificados (OGM).

A solução, acredita Li Yi, pode ser a nova tecnologia de edição de genoma, conhecida por CRISPR (em inglês, Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats, em português, Repetições Palindrómicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas) e que está a ser usada pelos investigadores, incluindo Li Yi, para produzir variedades não transgénicas. Diz Li Yi, no artigo da Genetic Literacy Project: “Como geneticista de plantas, uma das minhas principais prioridades é desenvolver ferramentas que permitam produzir plantas lenhosas, como árvores cítricas resistentes à doença do Greening, o Huanglongbing (HLB), que dizimou essas árvores em todo o mundo. Detetada pela primeira vez na Flórida em 2005, a HLB dizimou 9 mil milhões de dólares de colheita só no estado da Flórida, levando a um declínio de 75% na produção de laranjas em 2017.”

A doença Greening dizimou os pomares de citrinos da Flórida. Fotografia de Edgloris Marys / shutterstock.com

As árvores de citrinos demoram entre cinco e dez anos a produzir fruta. A nova técnica usada pela equipa de investigadores de Li Yi, nomeada como uma das abordagens inovadoras de 2017, “tem o potencial de acelerar o desenvolvimento de árvores cítricas não transgénicas resistentes ao HLB.”

Mas por que é que as plantas criadas com a nova técnica de edição de DNA não são consideradas OGM?  Como explica Li Yi no artigo, “geneticamente modificado refere-se a plantas e animais que foram alterados de uma forma que não aconteceria naturalmente através da evolução – um exemplo muito óbvio consiste na transferência de um gene de uma espécie para outra, a fim de dotar o organismo de uma nova característica, como a resistência a pragas ou a tolerância à seca. Mas no trabalho que eu e a minha equipa desenvolvemos, não estamos a cortar e a colar genes de animais ou bactérias em plantas, estamos a usar as tecnologias de edição de genoma para introduzir novas características da planta, reescrevendo diretamente o seu código genético.”

Saiba mais AQUI , no artigo do investigador Yi Li, publicado no portal da Genetic Literacy Project.

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