OGM | Quantos mais anos são precisos para provar que são seguros?

Diagrama de Venn enumerando os genes diferencialmente expressos, num universo de 17 546, entre variedade de milho GM (MON 810) e não GM. Os genes de maior interesse foram os da Peroxidase, Ferredoxina, Lipoxigenase6 (LOX6), Kin-1 (Knotted 1-induced1), NAD(P)H Nitrato redutase, Oxidoredutase, 1,3-ß-glucanase e Proteína relacionada com patogenese5 (PR5)

O uso de Organismos Geneticamente Modificados
(OGM) é muito antigo e o desenvolvimento de plantas GM para fins alimentares já tem quase 30 anos, no entanto, ainda é profundo o desconhecimento geral sobre o que são, como se fazem e para que servem, o que talvez explique os receios infundados em torno de tudo o que é transgénico. Duas investigadoras do INIAV, Eugénia de Andrade e Isabel Rodrigues, desmontam mitos, esclarecem dúvidas sobre os OGM e até fazem uma breve história dos alimentos GM.

Sabia que a primeira planta GM para fins alimentares foi um tomate e que foi desenvolvido entre 1987 e 1992? E que esse tomate chegou a ser comercializado durante cinco anos? Apesar do consumo de alimentos GM se fazer há mais de duas décadas, o debate e as desconfianças continuam, porque, como explicamas investigadorasEugénia de Andrade e Isabel Rodrigues num artigo intitulado Alimentos Geneticamente Modificados – seguros ou não?, “uma vez instalados o medo e os receios na população, é muito difícil eliminá-los.”

Neste artigo bastante esclarecedor, publicado em junho de 2018 na Vida Rural, as investigadoras do INIAV, Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, em Oeiras, realçam que “só se conseguem estabelecer os efeitos dos alimentos na saúde, quer sejam GM ou não, dentro de limites apertados”, pelo que os investigadores “conseguem prever efeitos com base na informação disponível sobre a composição química do alimento, dados epidemiológicos, variabilidade genética das populações e estudos conduzidos em cobaias.”

A maior preocupação associada às plantas e alimentos GM, lê-se no texto, “é poderem conter substâncias tóxicas e alergénios resultantes de alterações inesperadas, ou seja, alterações ‘secundárias’ em processos metabólicos originalmente não visados no processo de transformação e melhoramento. Como as técnicas de engenharia genética permitem fazer melhoramento muito dirigido e com grande controlo, o produto resultante do transgene é avaliado durante a fase de análise de risco e, portanto, nunca será esta a causa de risco para a saúde nos OGM aprovados.“

Assim, continuam Eugénia Andrade e Isabel Rodrigues, “as controvérsias assentam no argumento de que são mais prováveis as alterações não intencionais no DNA das plantas quando novos elementos genéticos são inseridos por técnicas de biotecnologia, do que pelos métodos de melhoramento convencional. Ora, esta visão não passa de um mito e, para o provar, podem-se enumerar casos de plantas obtidas por melhoramento convencional contendo elevados níveis de compostos tóxicos.”

Leia o artigo integral aqui.

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