Edição de genomas |E se pudéssemos curar a sida?  

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Dependendo do tipo de HIV, a média do tempo de sobrevivência após a infeção é de nove a onze anos. O tratamento com antiviral pode prolongar a vida dos infetados, mas não existe cura para a doença. No entanto, com o CRISPR-Cas9, isso pode estar prestes a mudar num futuro próximo.
A UNAIDS – a organização das Nações Unidas que lidera o esforço global para acabar com a SIDA como uma ameaça à saúde pública até 2030, como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – estima que mais de 36,7 milhões de pessoas em todo o mundo estão infetados com o vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1). Este vírus enfraquece o sistema imunológico, tornando os pacientes mais suscetíveis a infeções e cancros.

Dependendo do tipo de HIV, a média do tempo de sobrevivência após a infeção é de nove a onze anos. O tratamento com antiviral pode prolongar a vida dos infetados, mas não existe cura para a doença. E nenhum outro medicamento está disponível. No entanto, isso pode estar prestes a mudar num futuro próximo.

Em julho de 2019, investigadores das Universidades Temple e do Nebraska, nos EUA, usaram a nova ferramenta de edição de genomas CRISPR e conseguiram eliminar o HIV-1 em animais vivos. Uma vez que os vírus constroem-se no genoma dos seus hospedeiros, curar a infeção por HIV requer cortá-los do DNA em todas as células infetadas. A abordagem seguida pelos investigadores consiste em combinar um antiviral de libertação lenta e ação prolongada com a introdução de CRISPR-Cas9 nas células. O primeiro refreia a infeção e o segundo remove o DNA. O CRISPR-Cas9 é uma proteína usada na engenharia genética de precisão, permitindo aos cientistas alterar ou excluir “letras” do código genético com uma alta eficiência e relativa facilidade.

Os investigadores esperam agora que este feito seja replicado em primatas não humanos e que os ensaios clínicos possam começar em pacientes humanos dentro de um ano.

Saiba mais nesta ficha técnica da EuropaBio.

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