Portugal não pensa parar cultivo de milho GM MON810

Portugal não pensa parar cultivo de milho GM MON810

1 5 Abril 2009 – DN.PT

A Alemanha decidiu juntar-se ao grupo de países europeus que suspenderam o cultivo do milho transgénico por temer o impacto que este possa ter no meio ambiente e na vida humana. Na lista estavam já outros cinco Estados membros da União Europeia: França, Grécia, Áustria, Hungria e Luxemburgo.

A ministra dos Assuntos Agro-Pecuários e da Defesa do Consumidor, Ilse Aigner, anunciou a decisão de não autorizar mais o cultivo de de sementes de milho MON810, comercializado pelo gigante agrícola norte-americano Monsanto. Portugal cultiva esta variedade de milho desde 2005 e, até agora, “os dados disponíveis indicam que não há motivos para suspender o cultivo do MON810”, declarou ontem ao DN um porta-voz do Ministério da Agricultura.

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Alemanha suspende cultivo e comercialização de milho GM

Por alegado perigo para o ambiente
Alemanha suspende cultivo e venda de milho geneticamente modificado

14 Abril 2009 – Público.PT | GMO-Compass

“Cheguei à conclusão que há razões suficientes para acreditar que o milhor geneticamente modificado do tipo MON 810 (produzido pela companhia norte-americana Monsanto) representa um perigo para o ambiente”, declarou a ministra da Agricultura alemã, Ilse Aigner.

A decisão radical de proibição de cultivo e da venda do milho geneticamente modificado na Alemanha terá efeitos já na próxima colheita e assume especial importância numa altura em que a Comissão Europeia se esforça em convencer países com a Áustria e a Hungria a retomar o cultivo do MON 810. A França e a Grécia também impuseram, no início de 2008, restrições ao cultivo do milho. Em Portugal, o ministério da Agricultura decidiu no ano passado divulgar publicamente a lista das zonas cultivadas com milho transgénico MON 810 em território nacional.

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AFSSA contra a proibição de milho GM MON810

Agência Francesa de Segurança Alimentar deita por terra supostos argumentos científicos
do estudo austríaco utilizado por países para proibir milho GM

6 Abril 2009 – Agrodigital

A AFSSA – Agência Francesa de Segurança Alimentar declarou em comunicado ter avaliado o estudo da Áustria que tem sido utilizado por aquele país, e por outros da União Europeia, para justificar a proibição do milho MON810.

Esse estudo austríaco declara que o milho geneticamente modificado tem efeito nocivo para a saúde de pessoas e animais e tem como base estudo experimental em roedores. A AFSSA declarou que este estudo apresentado pelo governo Asutriaco apresenta graves deficiências ao nível experimental e interpretação dos resultados incorrecta com base em cálculos incorrectos.

A Agência Francesa de Segurança Alimentar fez uma avaliação rigorosa deste estudo, que não tinha sido até agora objecto de avaliação por outro comité ou revista científica, e concluiu que este estudo não indica que o milho MON810 seja menos seguro que qualquer outro tipo de milho, não apresentando qualquer risco adicional para a saúde.

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Milho GM não afecta a produção de leite

Milho GM não afecta a produção de leite

3 Abril 2009 – CoExtra | ISAAA

Os resultados de dois anos de ensaios de campo organizados pelo Ministério da Agricultura Alemão revelou que o milho geneticamente modificado (GM) não provoca efeitos adeversos na saúde do gado nem na produção do seu leite. O estudo realizado pela Universidade Técnica de Munique, Alemanha, e outras instituições de investigação da Alemanha, incluiu o maior número de animais que alguma vez foi utilizado num estudo deste tipo.

Foram colhidas amostras de sangue, leite e fezes de um grupo de vacas alimentadas com variedades de milho MON 810 geneticamente modificado. Essas amostras foram comparadas com outras de vacas alimentadas com variedades homólogas de milho convencional.

O estudo confirmou os resultados de estudos anteriores, não tendo ocorrido transferência de componentes transgénicos do milho MON810 para o leite.

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Anpromis defende ensaios com milho GM


ANPROMIS defende testes com milho geneticamente modificado

2 Abril 2009 – Agroportal

A Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS) defendeu a realização dos ensaios com milho geneticamente modificado NK 603, pedidos pela multinacional Monsanto para os concelhos de Évora e Salvaterra de Magos.

«A experimentação de novas variedades de milho geneticamente modificado (OGM) em Portugal deve ser apoiada, desde que as regras de coexistência sejam garantidas pelas autoridades competentes», afirmou a ANPROMIS.

Em comunicado a associação diz ser «favorável» à realização dos ensaios com variedades de milho NK 603, resistente a herbicidas à base de glifosato.

A notificação relativamente ao pedido da multinacional da indústria agroquímica Monsanto para a realização dos ensaios, por um período de três anos, encontra-se em consulta pública.

A Monsanto pretende efectuar os ensaios em três locais de libertação, um deles em Salvaterra de Magos (Santarém), no Núcleo de Ensaios e Controlo de Escaroupim, da Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

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Agricultura pode enfrentar aquecimento global: Inactivação de gene PiF4 em plantas

Agricultura pode enfrentar aquecimento global
Inactivação de gene PiF4 em plantas

2 Abril 2009 – Agrodigital

Investigadores da Universidade de Leicester e de Oxford, no Reino Unido, anunciaram uma importante descoberta com potencial para a produção agrícola em regiões com elevadas temperaturas.

A equipa identificou um gene da planta modelo Arabidopis thaliana que codifica para a proteína “PiF4 – Factor 4 de Interacção com o fitocromo” e que está relacionado com o metabolismo da auxina, ou seja um fito-regulador responsável pela resposta da planta a temperaturas elevadas e que consiste no alongamento dos caules, elevação da altura das folhas e redução da massa vegetal, o que provoca a debilitação das plantas e da sua produtividade.

Os investigadores conseguiram produzir plantas com o gene PiF4 inactivo para não reagirem às temperaturas elevadas, o que pode abrir caminho para a obtenção de plantas mais estáveis na sua produtividade quando se desenvolvem em ambientes com elevadas temperaturas. o que terá grandes vantagens na adaptação da agricultura às alterações climáticas.

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Primeiro bovino clonado em Portugal

Primeiro bovino clonado em Portugal

1 Abril 2009 – SiC | Biotec-Zone

“Cloneta” é o nome do primeiro bovino clonado em Portugal. É fêmea, nasceu no dia 24 de Março de 2009 em Angra do Heroísmo, Açores, e, apesar de ter nascido um mês antes do previsto, encontra-se saudável.

O embrião foi produzido in vitro nos laboratórios do “Grupo de Reprodução Animal” no Departamento das Ciências Agrárias – Centro de Investigação e Tecnologia Agrária da Universidade dos Açores (CITA). O processo foi inovador, pois ocorreu a partir de uma célula de um embrião com sete dias produzido in vitro.

O embrião, constituído pelo conjunto citoplasma e blastómero, demorou duas semanas a ser produzido em laboratório. O trabalho começou a ser realizado no final do mês de Julho do ano passado e o embrião foi transferido para a vaca receptora já no mês de Agosto.

Os cientistas têm expectativa quanto ao período de vida que o clone virá a ter, visto que todos os embriões produzidos in vitro são frágeis, podendo sofrer morte prematura.

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Projecto Transgénesis


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Transgénesis – Organismos Geneticamente Modificados foi um trabalho realizado por Ana Robalo e Vanessa Passeiro, alunas da Escola Secundária de Sampaio ao longo do ano lectivo 2007/2008.

O CiB – Centro de Informação de Biotecnologia decidiu disponibilizá-lo neste blogue, dada a elevada qualidade que apresentou no contexto de projectos semelhantes realizados por estudantes do ensino secundário durante o ano lectivo 2007/08.

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Concurso – PLANTAS TRANSGÉNICAS NO DIA-A-DIA

Concurso

PLANTAS TRANSGÉNICAS NO DIA-A-DIA

10º ao 12º Ano | Envio até 30 de Abril de 2009

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No ano em que se comemora o 25º aniversário da comprovação da transformação genética de plantas, o CiB – Centro de Informação de Biotecnologia está a promover o concurso “Plantas Transgénicas no Dia-a-Dia” destinado aos alunos do Ensino Secundário ou equivalente, durante o ano lectivo 2008/2009.

Serão seleccionados os três melhores trabalhos (em texto, áudio ou vídeo) enviados até 30 de Abril de 2009. Os premiados terão os seus trabalhos publicados e divulgados pelo CiB. Os prémios incluem leitores MP4 e vales-cheque destinados à aquisição de livros e material informático. Todos os alunos e professores premiados receberão um exemplar do livro “Biotechnology for Beginners” e um diploma.

O CiB pretende desta forma contribuir para a promoção do conhecimento científico sobre plantas geneticamente modificadas (conhecidas também como plantas transgénicas) e para o estímulo pela cultura científica e tecnológica, nomeadamente na área da biotecnologia vegetal e engenharia genética de plantas.

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Regulamento do Concurso e Ficha de Inscrição

Cartaz de Divulgação A4 – Formato JPG

OGM e Engenharia Genética

OGM e Engenharia Genética

Outubro 2008 – CiB Portugal


  • O que é um Organismo Geneticamente Modificado (OGM)?

Um organismo geneticamente modificado é uma bactéria, um animal ou uma planta, na qual foi introduzida, pelo homem, uma alteração no genoma (informação hereditária de um organismo que está codificada no seu DNA). Essa alteração consiste, regra geral, na adição de um ou mais genes, os quais codificam a síntese de proteínas que não existem originalmente no organismo e que lhe conferem novas características (por exemplo a resistência a doenças, a insectos ou nemátodos, a herbicidas, ao sal, à seca, etc.).

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Genoma – Do DNA às Células
  • Em que consiste a tecnologia da Engenharia Genética?

A Engenharia Genética consiste na utilização de tecnologias que permitem alterar o genoma de organismos, inserindo um ou mais genes no DNA, ou silenciando a expressão de um gene já existente. O objectivo da engenharia genética é adicionar ou retirar características de seres vivos para benefício do homem.

As técnicas utilizadas incluem a selecção de um gene de um organismo X, o seu isolamento, a sua manipulação, a sua reintrodução no genoma de um organismo Y e finalmente a expressão desse gene na produção de uma nova proteína e consequentemente de uma nova característica no organismo Y que foi genética modificado.

Um dos exemplos mais conhecidos é a modificação genética de bactérias, com a introdução de um gene que permite que essas bactérias produzam insulina humana, uma hormona para tratamento da doença diabetes.

Outro exemplo muito conhecido é a introdução de genes em plantas para que estas adquiram resistência ao ataque de pragas. Algumas plantas podem sofrer graves ataques de pragas quando são cultivadas em regiões propícias para a propagação intensa de alguns insectos. A engenharia genética pode ser utilizada neste caso para introduzir nas plantas um gene de uma bactéria que permite à própria planta produzir toxinas Bt para combater insectos específicos, como as brocas do milho. A única planta geneticamente modificada permitida para cultivo em Portugal e na Europa, o milho Bt MON810, é um desses exemplos.

Clique AQUI para Download do Esquema (em PDF)

Exemplo de uma Técnica de Engenharia Genética de Plantas

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Fontes das Imagens
1. Human Genome Project Information – U.S. Department of Energy and the National Institutes of Health
2 . Adaptado por CiB de Dean Madden, 1997 in Transgenic Plants – Unit9 – European Iniciative for Biotechnology Education