Arquivo da categoria: BioEnergia

3 Dez 2014 – 3º Encontro Internacional de Genómica de Florestas, Oeiras – Portugal

Forest Genomics Meeting

3º Encontro Internacional de Genómica de Florestas

INSCRIÇÃO é gratuita e OBRIGATÓRIA

3rd Forest Genomics Meeting:
Regulation of genome expression dynamics in forest trees
3 Dezembro 2014 – ITQB/IBET, Oeiras, Portugal

A terceira edição do encontro internacional “Forest Genomics Meeting” (FGM) será realizada em Oeiras, Portugal, no dia 3 de Dezembro de 2014, no auditório do ITQB/IBET, em Oeiras, Portugal.

Este evento é mais uma oportunidade para discutir o estado da arte da floresta e da regulação da expressão génica nas árvores de floresta, cuja investigação é desafiada por alterações contínuas nas condições ontogénicas e ambientais, pois a expressão génica é controlada por redes transcricionais e pós-transcricionais complexas com subsequentes variações fenótipicas.

A 3ª edição do FGM será dedicada ao progresso do conhecimento sobre a regulação da expressão génica, em particular o papel dos factores de transcrição, small RNAs, metilação do DNA e modificações das histonas nas árvores de floresta.

PRAZOS:

Registo online OBRIGATÓRIO – 27 Novembro 2014

Submissão de Abstrats de Comunicações em Poster – 31 Outubro 2014

Mais informações
 Programa, Inscrição e Submissão de Comunicações

http://forestgenomicsmeeting2014.wordpress.com

Manifesto para a Biotecnologia 2014-2019

BiotechManifesto2014-19

Manifesto para a Biotecnologia 2014-2019

A EuropaBio – Associação Europeia de BioIndustrias publicou um manifesto em defesa dos interesses da biotecnologia na União Europeia para 2014-2019 que se destina aos novos Membros do Parlamento Europeu e aos novos Comissários Europeus. O manifesto exige uma tomada de atenção e uma aposta firme para este sector no qual a Europa está a ficar para trás no panorama internacional.

É destacado o objectivo da biotecnologia como ferramenta utilizada para melhorar a qualidade de vida das pessoas e para resposta aos grandes desafios da sociedade do século XXI: aumentar a eficiência da utilização dos recursos disponíveis, melhorar a segurança alimentar, fazer face às alterações climáticas e enfrentar a necessidade de crescimento económico da Europa.

A biotecnologia está presente na vida do dia-a-dia: na roupa que vestimos, nos produtos para a lavar, nos alimentos, nos medicamentos e no combustível. Tem sido uma área fundamental para a competitividade europeia em inovação e investigação, assim como aumento de crescimento económico, aumento do número de postos de trabalho e criação de empresas.

Actualmente, a Europa corre o risco de ser o centro de investigação mundial que depois não beneficia das vantagens das tecnologias que inventa e disponibiliza ao mundo. A EuropaBio chama desta forma a atenção para que se crie e execute uma acção inteligente para a bioindustria europeia que envolva  todas as fases desde a investigação até ao comércio dos produtos.

Download do Manifesto

 

Centena de investigadores debateu floresta transgénica em encontro internacional

Comunicado

25 anos de investigação científica

CENTENA DE INVESTIGADORES DEBATEU FLORESTA TRANSGÉNICA
EM ENCONTRO INTERNACIONAL

28 Novembro 2012 – CiB Portugal

 

II Encontro de Genómica Florestal, realizado em 26 de Novembro de 2012, no ITQB-UNL – Instituto de Tecnologia Química e Biológica, em Oeiras, reuniu 100 investigadores de diferentes países europeus e do Brasil. O objectivo foi promover a discussão sobre o estado da arte do uso da engenharia genética no melhoramento de árvores florestais das regiões temperadas e tropicais, após 25 anos de investigação científica.

Jorge Paiva, investigador do IICT – Instituto de Investigação Científica e Tropical, impulsionador e dinamizador deste encontro destaca que “a interacção entre os participantes foi muito importante para fortalecer a colaboração entre instituições académicas e empresariais, nacionais e internacionais no âmbito do tema das florestas transgénicas”.

Giancarlo Pasquali, investigador do Centro de Biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil, explica que “o avanço das pesquisas e o lançamento comercial das árvores Geneticamente Modificadas (GM) seguem os passos das variedades agrícolas GM como a soja, o milho e o algodão”. Segundo o investigador, novas características genéticas já foram introduzidas em álamo, eucalipto e pinheiro como, por exemplo, a resistência a doenças e as alterações da qualidade da madeira.

“A Engenharia Genética é uma tecnologia que adaptada ao melhoramento das árvores produtoras de madeira pode permitir ganhos importantes de produtividade e da qualidade da madeira.”, explica Pedro Fevereiro, director do Laboratório de Biotecnologia de Células Vegetais do ITQB e presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia. O investigador explica também que “a comercialização de árvores melhoradas com esta tecnologia não está ainda disponível. Contudo, os ensaios em curso – em laboratório e no campo – perspectivam a possibilidade de utilização futura desta tecnologia para o melhoramento das árvores de floresta.

Cristina Vettori e Matthias Fladung, coordenadores do projecto Europeu COST Action FP0905, abordaram diversas questões, amplamente discutidas entre os participantes, relativas à percepção e preocupação da sociedade com a biossegurança das florestas transgénicas e a sua comercialização na Europa. Esta acção COST  tem como objectivo reunir o conhecimento científico existente sobre as árvores GM e emitir recomendações para a implementação de legislação na União Europeia sobre a sua utilização.

“As avaliações de segurança para a saúde e ambiente estão a ser conduzidas na Europa, Brasil, China e Estados Unidos da América recorrendo a estudos de longa duração, como é pertinente em espécies arbóreas. O presente encontro permitiu reunir e discutir estas informações”, declarou Giancarlo Pasquali.  “Embora a libertação comercial de árvores GM ainda esteja distante, os desenvolvimentos científicos e tecnológicos que utilizam a engenharia genética de árvores avança significativamente”, acrescentou ainda.

O II Encontro de Genómica Florestal foi organizado no âmbito do projecto nacional “Micro-Ego” e do projecto internacional “Tree for Joules” do Plant KBBE (Transnational PLant Alliance for Novel Technologies – towards implementing the Knowledge-Based Bio-Economy in Europe), financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, e pela acção COST FP0905, financiado pela Comissão Europeia.

MAIS INFORMAÇÕES

Programa e Livro de Resumos

 

26 Novembro – 2º Encontro de Genómica de Florestas – Oeiras, Portugal

2º Encontro Internacional de Genómica de Florestas

2nd Forest Genomics Meeting:
Transgenic Forest Trees: time to harvest?

26 Novembro 2012 – Oeiras, Portugal

A segunda edição do encontro internacional “Forest Genomics Meeting” será realizada em Oeiras, Portugal, no dia 26 de Novembro de 2012. Este evento é uma oportunidade para discutir o estado da arte da floresta com utilização de árvores geneticamente modificadas, incluindo os progressos já conseguidos durante os últimos 25 anos de investigação nesta área da biotecnologia, a análise de questões relacionadas com biossegurança (campos de ensaio e regulamentação) e a percepção pública e aceitação das árvores geneticamente modificadas.

O 2º Encontro de Genómica de Florestas é organizado com o apoio de projectos financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal e inclui a colaboração de diferentes instituições Portuguesas e Internacionais, incluindo o CiB – Centro de Informação de Biotecnologia.

  • IICT – Instituto de Investigação Científica Tropical, I. P.
  • IBET – Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica
  • ITQB – Instituto de Tecnologia Química e Biológica
  • INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I. P.
  • CiB – Centro de Informação de Biotecnologia
  • LRSV – Laboratoire de Recherche en Sciences Végétales

Mais informações
Programa, Inscrição e Submissão de Comunicações
2nd Forest Genomics Meeting:
Transgenic Forest Trees: time to harvest?

INSCRIÇÃO é gratuita e OBRIGATÓRIA

Criação de ferramentas biológicas a partir de leveduras

Novas ferramentas biológicas a partir de leveduras

19 Março 2012 – Science Daily | Alphagalileo

Uma equipa de investigadores estão a um passo de criar uma “máquina” microscópica biológica para reconectar DNA. Este trabalho de investigação é realizado em leveduras – Saccharomyces cerevisiae -,  organismos ideais para desenvolver a biologia sintética,  e foi publicado na revista científica PLoS ONE.

Este trabalho poderá vir a ter importantes aplicações no futuro. Por exemplo, através de leveduras criadas para monitorizar as condições existentes em ambientes específicos. Por exemplo, poderão ser utilizadas na detecção de contaminantes em reservatórios de água ou  para monitorizar os processos de produção durante o fabrico de biocombustíveis.

Os investigadores do Imperial College, Londres, conseguiram demonstrar uma forma de criar um novo tipo de “conecção” biológica através de proteínas que interagem com o DNA e se comportam como os fios de um circuito eléctrico. Os investigadores dizem que as vantagens desta ligação biológica é que pode ser recriada uma e outra vez para criar milhões de ligações entre os componentes do DNA. A equipa conseguiu também desenvolver componentes de DNA denominados promotores –  necessários para reprogramar leveduras para concretizarem diferentes tarefas. Conseguindo aumentar o conjunto de componentes ligados entre si e disponibilizando-os para a comunidade científica via publicação de acesso livre, a equipa espera que este novo estudo promova um desenvolvimento mais rápido da área da biologia sintética.

Tom Ellis, investigador responsável pela equipa, explicou que os seres humanos têm utilizado as leveduras desde há milhares de anos na produção de vinha e de pão. Este trabalho permitirá utilizar as leveduras noutro tipo de aplicações como a monitorização da poluição ambiental e de combustíveis menos poluentes, o que pode fazer a diferença na vida do ser humano.

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CE – Sustentabilidade para a BioEconomia na Europa

Comissão Europeia
Sustentabilidade para a BioEconomia na Europa

13 Fevereiro 2012 – Comissão Europeia

A Comissão Europeia adoptou uma estratégia para mudar a economia na Europa com o objectivo de a direccionar no sentido da utilização renovável e mais sustentável de recursos.

A Europa necessita de recursos biológicos renováveis para que haja maior segurança dos alimentos e rações, matérias-primas, energias e outros produtos. O plano estratégico delineado pela Comissão Europeia “Innovating for Sustainable Growth: a Bioeconomy for Europe” defende uma abordagem coerente, transversal a diferentes sectores, que pretende promover uma economia com menor produção de emissões de carbono, reconciliando as exigências da sustentabilidade agrícola, pescas, segurança alimentar e utilização de recursos biológicos com objectivos industriais, enquanto assegura a protecção da biodiversidade e do ambiente.

O plano destaca três aspectos chave:

  • Desenvolvimento de novas tecnologias e processos para a BioEconomia
  • Desenvolvimento de mercados e competitividade nos sectores BioEconómicos
  • Promover a aproximação e interacção entre decisores políticos e parceiros BioEconómicos

A Comissária Europeia para a Investigação, Inovação e Ciência, Máire Geoghegan-Quinn, declarou que “a Europa necessita de fazer a transição para uma economia pós-petróleo. O melhor uso dos recursos renováveis não é mais uma opção, é uma necessidade”. Segundo a Comissária, a Europa deve conduzir essa transição na sociedade através da investigação e da inovação. “Será bom para o ambiente, segurança alimentar e energética e para a competitividade Europeia”, declarou ainda.

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Explorando os tricodermas na segurança alimentar e no fabrico de biocombustíveis

Explorando os tricodermas na segurança alimentar
e no fabrico de biocombustíveis

21 Dezembro 2011 – EurekaAlert

Um número especial da revista Microbiology publica uma série de trabalhos de investigação e de revisão sobre os fungos tricodermas, que actualmente têm grande relevância em aplicações biotecnológicas e contribuem para o aumento da segurança de alimentos e para a produção de biocombustíveis. Esta edição especial, organizado por investigadores do Laboratório Nacional de Genómica para a Biodiversidade, no México, faz um ponto de situação nesta área de investigação.

Os tricodermas são fungos que podem ser utilizados como bioagentes de controlo de doenças em plantas. O seu sucesso deve-se sobretudo ao seu estilo de vida de parasitas de outros fungos. Por isso a sua utilização na agricultura é útil para controlar doenças e dessa forma evitar a aplicação de pesticidas químicos. Existem assim vantagens económicas e ambientais da sua utilização, para além dos benefícios para a qualidade e segurança dos alimentos.

Estes fungos habitam naturalmente nos solos onde vivem em associação com as plantas. Nesse modo de vida simbiótica, os tricodermas provocam naturalmente alterações na expressão de genes das plantas para dessa forma conseguirem benefícios para a sua própria vida. Por exemplo, o aumento de tolerância a stresses abióticos, tal como a seca e o calor, e o aumento da resistência ao ataque de organismos que provocam doenças. As plantas também beneficiam desta relação simbiótica com os tricodermas, porque as alterações no seu genoma aumentam a eficiência da fotossíntese e da captura de azoto e consequentemente um melhor desenvolvimento e da sua produtividade.

Esta capacidade dos tricodermas provocarem alterações genéticas nas plantas, suas companheiras simbióticas, permitem a sua utilização como fábricas biotecnológicas em grande escala de produção de enzimas celulases – utilizadas por exemplo na produção de biocombustíveis – e proteínas recombinantes – proteínas modificadas para reporem, por exemplo, proteínas em falta nos organismos vivos.

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Encontro – Biotecnologia para a Agricultura Portuguesa

Encontro
Biotecnologia para a Agricultura Portuguesa

 7 de Julho de 2011 – Elvas

Programa

9h – Recepção e entrega de documentação

9h20 – Sessão de Abertura

9h30  – O que é a Biotecnologia? As Biotecnologias Verde, Vermelha, Branca e Azul

Pedro Fevereiro, Presidente do CiB, investigador e professor de biotecnologia de plantas

10h – Legislação e Regulamentação da Coexistência em Portugal

Ana Paula Carvalho, Técnica de Acompanhamento da DGADR – Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas

10h30 – Investigação no campo: o caso da coexistência em Espanha

                Joaquima Messeguer Peypoch, Investigadora do IRTA – Investigación Y Tecnología Agroalimentarias

11h – Intervalo

11h30 – Biotecnologia: O papel da indústria agro-alimentar

                Jaime Piçarra, Secretário-geral da IACA – Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais

12h – Almoço volante oferecido pela organização do evento no Restaurante “A Bolota”, na Terrugem, Elvas

 14h – Painel – A Experiência da Produção Agrícola

                – Em Portugal – José Maria Costa Falcão, agricultor

                – Em Espanha – Jose Luis Romeo Martim, agricultor

                – No Brasil – Carlos Zuquetto, agricultor

15h30 – MESA REDONDA com representantes de diversas associações Portuguesas, Espanholas e Brasileiras de agricultores, comerciantes de sementes, de industriais agro-alimentares e de divulgação de biotecnologia (Anpromis, Anpoc, Aposolo, Anseme, CAP, Cersul, CiB Brasil, Fipa, Iaca e UPA Andalúcia)

17h30 – Conclusões

18h – Sessão de Encerramento

ORGANIZAÇÃO

– CiB – Centro de Informação de Biotecnologia

APOIO

– Câmara Municipal de Elvas
– Cersul – Agrupamento de Produtores de Cereais do Sul, S.A.
– Aposolo – Associação Portuguesa de Mobilização de Conservação do Solo
– EuropaBio – The European Association for Bioindustries
– Anseme – Associação Nacional dos Produtores e Comerciantes de Sementes
– Iaca – Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais
– Fipa – Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares
– Anpoc – Associação Nacional Produtores Cereais, Oleaginosas e Proteaginosas
– CiB Brasil – Conselho de Informação sobre Biotecnologia (Brasil)

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL

– CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal
– Anpromis – Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo
– Irta – Investigacíon y Tecnología Agroalimentarias (Espanha)
–  UPA – Andalucia (Espanha)

Algas para limpar e produzir biocombustíveis

Algas para limpar e produzir biocombustíveis

13 Abril 2011

Investigadores do Rochester Institute of Technology, em Nova Iorque estudam a forma como três espécies de microalgas – Scenedesmus, Chlorella e Chlamydomonas – convertem nutrientes do meio líquido onde se encontram. Durante as experiências que realizaram as algas absorveram mais de 99% da amónia, 88% de azoto e 99% de fosfatos que se encontravam no meio. Ao mesmo tempo que podem ser utilizadas para tratamento de águas residuais, estas algas poderão ser utilizadas para produzir combustível, pois convertem os produtos que absorvem em lípidos que poderão depois ser utilizados para fabrico de biocombustíveis.

O próximo passo será instalar uma lagoa de 4000 litros  num estação de tratamento de águas residuais próximo do instituto para realizar uma experiência em maior escala e em ambiente real.

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Via New Scientist

Plantas transgénicas para produzir plásticos

Plantas transgénicas para produzir plásticos

9 Novembro 2010 – Science Daily | EurekAlert

Teoricamente, as plantas podem ser fábricas verdes, criadas para produzirem diferentes matérias-primas actualmente obtidas a partir de produtos oriundos do petróleo. Mas hoje esse objectivo não passava de uma ilusão.

Num primeiro passo para a produção verde em escala industrial, investigadores do Departamento de Energia dos Estados Unidos e colaboradores do Dow AgroSciences conseguiram criar plantas que produzem níveis relavantes de compostos com potencial para o fabrico de plásticos.

Os dados dessa investigação estão publicados na revista Plant Physiology.

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BioEconomia coloca novos desafios competitivos à Europa

BioEconomia coloca novos desafios
competitivos à Europa

21 Outubro 2010 –  EurActiv

As empresas europeias estão a enfrentar os desafios que se colocam no caminho para o desenvolvimento baseado na BioEconomia que possa reduzir dependência do petróleo, mas há necessidade de haver maior compromisso politico e será necessário maior apoio para fazer frente à competitividade dos Estados Unidos da América.

O conceito de bioeconomia está a ganhar terreno na Europa e no centro das atenções surgem as biorefinarias, ou seja, industrias dedicadas a utilizar matérias-primas renováveis  para produzir biocombustíveis e bioprodutos utilizados em químicos, plásticos, produtos farmacêuticos, cosméticos e tintas.

As biorefinarias têm como objectivo maiximizar a utilização de todos os componentes da biomassa  e durante o processo produzir calor e electricidade através de novas tecnologias.

As biorefinarias foram estabelecidas para competirem com as refinarias tradicionais que processam o crude em combustíveis e petroquímicos que podem ser utilizados para manufacturar produtos como os plásticos, as fibras, detergentes, medicamentos e fertilizantes.

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Artigo de Opinião – Variedades Geneticamente Modificadas: Que importância para Portugal e o Mundo?


Artigo de Opinião

Variedades Geneticamente Modificadas
Que importância para Portugal e o Mundo?

1 Setembro 2010 – Agroportal | M. Gabriela Cruz

As plantas transgénicas têm gerado enorme polémica, pese embora uma comunidade muito alargada de cientistas, também eles consumidores, e entre eles, mais de 25 Prémios Nobel, já terem declarado – www.agbioworld.org – não haver razão para tanta contestação ou preocupação. Tal contestação, leva-nos a perguntarmo-nos quais as motivações de muitos dos seus opositores desde o conforto das suas vidas. Motivações essas, que têm travado na Europa a redução no uso de fitofármacos na agricultura e são responsáveis por não se caminhar, mais rapidamente, para uma agricultura sustentável e para a melhoria da competitividade dos agricultores de pequena e grande dimensão.

Além disso, e também, inúmeros cientistas asseguram-nos que os genes introduzidos em plantas que posteriormente alimentarão animais não são transmitidos aos mesmos, ao sofrerem um processo de degradação no seu aparelho digestivo e, na remota hipótese de não serem degradados, também não entrarão no genoma do humano que da carne se alimenta, pela mesma razão, e pelo facto, de que o gene que faz mugir a vaca não é transmitido ao consumidor que do leite dela bebe desde pequeno e toda a vida. Já para não dar mais exemplos.

Uma variedade transgénica obtém-se:  por transformação ou transgenese, processo de inserção do transgene que se pretende introduzir numa célula da planta que se quer melhorar e, , pela regeneração ou processo de obtenção de uma planta completa a partir da célula vegetal transformada. A nova planta, que não difere muito da convencional que lhe deu origem, possui uma nova característica bem definida e previsível. Posteriormente, a planta obtida será cruzada com variedades elite, e cuidadosamente testada antes de ser sujeita a avaliação pelas entidades oficiais que as aprovam.

 

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Mexicanos desenvolvem plástico biodegradável

Mexicanos desenvolvem plástico biodegradável

9 Fevereiro 2010 – Ciência Hoje

Investigadores do Tecnológico de Monterrey, uma universidade do México , desenvolveram um plástico biodegradável a partir de ácido poliláctico, uma substância que se obtém a partir de milho, tapioca, cana-de-açúcar e sorgo.

Perante a necessidade de contar com determinadas matérias-primas para criar diversos plásticos biodegradáveis, os investigadores de Monterrey propuseram desenvolver uma resina com ácido poliláctico, uma alternativa ao fabrico de objectos de plástico, como sacos, garrafas, talheres, entre outros.

“A ideia é criar um plástico biodegradável através de produtos naturais como milho, sorgo ou cana-de-açúcar”, explicaram os engenheiros Hazael Pinto Piña e Álvaro Carlos Rodrígue, do Tecnológico de Monterrey, Campus Monterrey. Segundo estes investigadores, “o material final não é um plástico convencional, mas uma resina com propriedades biodegradáveis, através de uma fonte renovável”.

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Bactéria transgénica converte CO2 em combustível

Bactéria transgénica converte CO2 em combustível

17 Dezembro 2009 – ArgenBio | UCLA-USA

As alterações climáticas têm originado esforços para se reduzir drasticamente as emissões de dióxido de carbono (CO2), um gás com efeito de estufa.

Investigadores da Universidade da Califórnia (UCLA-EUA) modificaram geneticamente uma cianobactéria que consome CO2 e produz isobutanol, um combustível líquido com grande potencial para substituir a gasolina. A reacção é alimentada directamente pela energia da luz solar, através da fotossíntese.

Este método tem vantagens a longo prazo, pois recicla o CO2, o que vai ao encontro do objectivo global de utilização de energias mais limpas. Para além disso, utiliza energia solar para converter o CO2 num combustível líquido que pode ser utilizado em processos energéticos mais exigentes, incluindo a maioria dos automóveis.  Este método tem ainda outra vantagem quando comparado com a produção de biocombustíveis derivados de plantas e algas: esses processos necessitam de várias fases intermédias de refinamento.

Este trabalho de investigação  foi publicado na revista Nature Biotechnology.

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Investigação – Algas diatomácias produtoras de biocombustível

Investigação
Algas diatomácias produtoras de biocombustível

13 Outubro 2009 – Scientific AmericanSciDev

Algas geneticamente modificadas armazenadas em “painéis solares biológicos” podem ser uma estratégia futura na produção de biocombustíveis.

As diatomáceas são algas unicelulares que podem ser encontradas em aglomerados em rochas de rios e lagos. Contêm gotas de óleo que podem ser usadas como biocombustível, segundo investigadores do Instituto de Ciência da Índia. Um hectare de culturas de diatomáceas poderá produzir 10 a 200 vezes mais óleo produzido pela mesma área cultivada com soja.

Geralmente as diatomáceas utilizam um óleo que produzem como reserva nutritiva, tal como os seres humanos acumulam gordura, mas essas algas não têm qualquer mecanismo que produza a sua secreção. Essas algas têm, no entanto, a capacidade de segregarem sílica através da sua parede celular.

Havendo uma forma de fazer com que as diatomáceas secretem o óleo tal como fazem para a sílica, então  seria possível colocá-las em meio de cultura numa plataforma semelhante a um painel solar para fazer a recolha do seu óleo. Os investigadores propõem modificar geneticamente diatomáceas com esse propósito e colocá-las em meios de cultura ricos em nutrientes, promovendo assim a secreção do seu óleo, quando expostas à luz solar, para o depois o recolher.

Esta investigação foi publicada na revista Industrial & Engineering Chemistry Research e chamou a atenção, pois a sua utilização poderia ser muito interessante em países tropicais, mas os especialistas alertam para o facto de ser cedo demais para que esta ideia seja concretizável.

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Investigação – Biolubrificantes e Aditivos Renováveis

Investigação
Biolubrificantes e Aditivos Renováveis

9 Outubro 2009 – Biotec-Zone

Todas as máquinas com peças móveis, do motor do carro à máquina de barbear, exigem lubrificantes para um funcionamento suave e duradouro. Actualmente, a maioria dos lubrificantes é feita com o chamado “óleo base”, acrescido com aditivos para melhorar o desempenho em cada uso em particular. A procura mundial por esses aditivos está na ordem das centenas de milhões de toneladas anuais.

Foi anunciado, por uma equipa de investigadores do Serviço de Investigação Agrícola dos Estados Unidos, um método de produção desses aditivos independente dos derivados de petróleo.

Os novos bioaditivos são adequados para uso na formulação de graxas, óleos de motor e fluidos hidráulicos, de transmissão e para perfuração, segundo Sevim Erhan, coordenadora da investigação.

Os aditivos renováveis podem ser produzidos a partir das moléculas de gordura – triglicéridos – presentes em óleos naturais de soja, milho ou canola, além de óleos extraídos de outras variedades vegetais menos conhecidas.

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Biodiesel a partir de microalgas – Primeiros testes no Brasil

Primeiros testes no Brasil
Biodiesel a partir de microalgas

31 Julho 2009 – Lusa | Ciência Hoje

Investigadores brasileiros estão a investir num projecto que visa a utilização de microalgas para a produção de biodiesel. “As pesquisas estão adiantadas e o teste prático será feito ainda no fim deste ano na termoeléctrica do Porto do Pecém”, explicou o professor José Osvaldo Bezerra Carioca, presidente do Centro de Energias Alternativas e Meio Ambiente (Cenea), organização social instalada em Fortaleza, no estado brasileiro do Ceará.

De acordo com o cientista brasileiro, o projecto despertou o interesse de países como Inglaterra e França, entre outros, dispostos a investir em futuros negócios. “A maior fornecedora de diesel para táxis e sistemas de transporte da Inglaterra já nos procurou com a finalidade de comercializar o óleo”, adiantou o coordenador do projecto que envolve uma equipa de dez investigadores. Na prática, o processo consiste em “usar o dióxido de carbono para fazer crescer as microalgas numa piscina, separar e extrair o óleo e ainda aproveitar o resíduo, uma proteína de alto valor agregado que serve para nutrição animal”.

“As microalgas já são as grandes supridoras de uma série de medicamentos e complementos alimentares e vamos utilizá-las para produzir biodiesel, pois são ricas em óleos vegetais”, esclareceu. O investigador acrescentou que a soja cultivada pode render 400 litros de óleo por hectare/ano, por exemplo, enquanto as microalgas alcançam, no mínimo, 10 mil litros por hectare/ano, mas podem superar os 20 mil litros por hectare/ano.

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Entrevista – Perspectivas e desafios dos biocombustíveis produzidos por algas

Entrevista a Raffaello Garofalo
Perspectivas e desafios dos biocombustíveis produzidos por algas

28 Julho 2009 – EurActiv

As algas podem ter um papel chave na resolução dos problemas de sustentabilidade na produção de biocombustíveis. Raffaello Garofalo, director executivo da European Algae Biomass Association (EABA) e secretário-geral do European Biodiesel Board (EBB), diz que muitas alterações estão ainda por fazer antes dos consumidores virem a beneficiar dos biocombustíveis produzidos por algas.

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Ensaios de campo com plátanos GM na Bélgica – Maior eficiência na produção de Bioetanol

Ensaios de campo com plátanos geneticamente modificados na Bélgica
Maior eficiência na Produção de Bioetanol

23 Julho 2009 –  ArgenBio

A moratória que existia na Bélgica e que impedia a realização de ensaios de campo com organismos geneticamente modificados cessou e, por isso, o Instituto Flamenco de Biotecnologia (ViB) iniciou a plantação de plátanos geneticamente modificados (GM) para produzirem menor teor de lenhina.

A Bélgica tem uma destacada trajectória na investigação na área da engenharia genética de plantas. Em 1983, um dos grupos de investigadores que apresentou uma planta GM pela primeira vez.

Os plátanos desenvolvidos por investigadores do ViB apresentam a biossíntese de lenhenina em menor quantidade e por isso as árvores têm menos 20% de lenhina e cerca de 17% de celulose por grama de madeira que os plátanos convencionais. Estas características têm influência na produção de etanol, que se torna mais eficiente e por isso a madeira destas árvores de estufa produzem mais cerca de 50% de bioetanol que os plátanos convencionais. O ViB espera apresentar os primeiros resultados destes ensaios de campo em 2012.

Em 2002, os ensaios de campo com plantas GM deixaram de ser possíveis devido à implementação da directiva 2001/18 da União Europeia sobre a libertação de OGM no meio ambiente.

O ViB foi a tribunal para obter autorização para realizar ensaios de campo com estas árvores transgénicas. Em Maio de 2008, o tribunal recusou a autorização, apesar do Conselho de Biossegurança Belga e o Ministério do Ambiente terem dado o seu consentimento. O ViB accionou os mecanismos legais e finalmente obteve a autorização do Supremo Tribunal de Justiça Belga.

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Guia – Combustível Renovável

Guia
Combustível renovável
AgroEnergia para um mundo sustentável

Junho 2009 – CiB – Brasil

O CiB Brasil – Conselho de Informações sobre Biotecnologia publicou o Guia do Combustível Renovável que aborda o tema de forma didáctica, sendo por isso adequado a professosres e alunos do ensino secundário. O guia aborda o processo de fermentação e utilização de leveduras e de microrganismos geneticamente modificados nos processos industriais de fabrico de combustíveis renováveis.

Actualmente, os combustíveis renováveis representam uma das soluções para a diminuição da dependência energética do petróleo e reduzir o aquecimento global. Nos próximos 30 anos, segundo a Agência Internacional de Energia, a necessidade de combustíveis aumentará 50% em todo o mundo.

O etanol e o biodiesel são os primeiros biocombustíveis líquidos já utilizados. O Brasil, além de ser o maior exportador de etanol do mundo, é também o país que mais consome combustíveis renováveis nos seus veículos. Esses resultados são fruto da tecnologia desenvolvida por empresas e instituições brasileiras nas últimas três décadas.

Download
do Guia do Combustível Renovável