Arquivo da categoria: BioPlásticos

Website ilustrado | História da Biotecnologia desde há 10.000 anos

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Website  | A Evolução da Revolução: Cronologia da Inovação na Biotecnologia

Website Ilustrado
História da Biotecnologia desde há 10.000 anos

– Novo website em Português

No início da Semana Europeia da Biotecnologia (BiotechWeek) divulgamos um website ilustrado sobre a a Evolução da Biotecnologia desde há 10.000 anos, com a prática agrícola, até aos dias de hoje.

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A Biotecnologia teve início há 10.000 anos, quando o Homem cultivava batatas
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Há cerca de 6.000 mil anos (4000 AC), os Egípcios contribuiram para a evolução do conhecimento da Biotecnologia enquanto desenvolviam a produção de vinho
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Em 1919, utilizou-se a palavra “Biotecnologia” pela primeira vez.
HistoryBiotechPT1953DNA
Em 1953, a revista científica Nature publica a descrição da estrutura do ADN. Este evento marcou o início da era moderna da Genética e foi um momento fulcral para a História da Humanidade, pois originou importantes descobertas até hoje nas seguintes áreas: saúde, agricultura, energia, tratamento de águas residuais,  processos bioquímicos, entre outros.

Visite o Website  “A Evolução da Revolução:
Cronologia da Inovação na Biotecnologia

e todos os eventos mais importantes desta incrível História.

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Manifesto para a Biotecnologia 2014-2019

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Manifesto para a Biotecnologia 2014-2019

A EuropaBio – Associação Europeia de BioIndustrias publicou um manifesto em defesa dos interesses da biotecnologia na União Europeia para 2014-2019 que se destina aos novos Membros do Parlamento Europeu e aos novos Comissários Europeus. O manifesto exige uma tomada de atenção e uma aposta firme para este sector no qual a Europa está a ficar para trás no panorama internacional.

É destacado o objectivo da biotecnologia como ferramenta utilizada para melhorar a qualidade de vida das pessoas e para resposta aos grandes desafios da sociedade do século XXI: aumentar a eficiência da utilização dos recursos disponíveis, melhorar a segurança alimentar, fazer face às alterações climáticas e enfrentar a necessidade de crescimento económico da Europa.

A biotecnologia está presente na vida do dia-a-dia: na roupa que vestimos, nos produtos para a lavar, nos alimentos, nos medicamentos e no combustível. Tem sido uma área fundamental para a competitividade europeia em inovação e investigação, assim como aumento de crescimento económico, aumento do número de postos de trabalho e criação de empresas.

Actualmente, a Europa corre o risco de ser o centro de investigação mundial que depois não beneficia das vantagens das tecnologias que inventa e disponibiliza ao mundo. A EuropaBio chama desta forma a atenção para que se crie e execute uma acção inteligente para a bioindustria europeia que envolva  todas as fases desde a investigação até ao comércio dos produtos.

Download do Manifesto

 

Garrafas, biberões e outros plásticos fabricados com milho

Garrafas e biberões e outros plásticos fabricados com milho
21 Novembro 2011 – Agrotec

Um polímero obtido a partir de derivados de milho poderá, em breve, substituir o bisfenol A, um composto que quando é utilizado em policarbonatos produz plásticos rígidos usados em garrafas e biberões, placas de computador, embalagens e revestimentos. O bisfenol A é prejudicial à saúde humana e está a ser proibido em diversos países.

Luiz Henrique Catalani do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (Brasil) conseguiu decifrar a combinação química deste polímero, o isosorbídeo, composto derivado da glicose do milho. O investigador explicou que este novo polímero é uma alternativa aos derivados de petróleo.

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Espuma de plástico biodegradável produzida a partir de proteínas do leite e de argila

Espuma de plástico biodegradável
produzida a partir de proteínas do leite e de argila

17 Novembro 2010 – EurekAlert

Os resíduos de plástico que ficam depositados nos aterros são constante preocupação, assim como a dependência do petróleo para o seu fabrico.

Para fazer face a estas preocupações, uma equipa de investigadores desenvolveram um novo plástico ultra-leve e biodegradável produzido a partir de matérias-primas improváveis: leite e argila. A nova substância pode ser utilizada, por exemplo, em almofadas de móveis, embalagens, como isolante, entre outras aplicações. Os resultados desta investigação foram publicados na revista científica   Biomacromolecules.

Oitenta por cento das proteínas do leite de vaca consiste em caseína, já utilizada em adesivos e papéis auto-colantes.  Mas a caseína não é muito resistente. Para reforçar as suas propriedades, os investigadores misturaram argila e gliceraldeído que provoca a ligação destas substâncias umas com as outras. Através de um processo de congelação e secagem da mistura resultante conseguiram produzir um aerogel esponjoso, uma substância tão leve à qual chamaram “fumo sólido”.

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Plantas transgénicas para produzir plásticos

Plantas transgénicas para produzir plásticos

9 Novembro 2010 – Science Daily | EurekAlert

Teoricamente, as plantas podem ser fábricas verdes, criadas para produzirem diferentes matérias-primas actualmente obtidas a partir de produtos oriundos do petróleo. Mas hoje esse objectivo não passava de uma ilusão.

Num primeiro passo para a produção verde em escala industrial, investigadores do Departamento de Energia dos Estados Unidos e colaboradores do Dow AgroSciences conseguiram criar plantas que produzem níveis relavantes de compostos com potencial para o fabrico de plásticos.

Os dados dessa investigação estão publicados na revista Plant Physiology.

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Governo Francês lança um plano de biotratamento de sacos de plástico

Governo Francês lança um plano de biotratamento de sacos de plástico

21 Dezembro 2009 – EuropaBio | Plastics & Rubber Weekly

O Ministro da Ecologia de França concretizou um acordo para promover o biotratamento de sacos de plástico. No próximo ano o governo francês irá assim disponibilizar sacos de plásticos com 40% de matéria vegetal e a partir de 2018 com 70%.

O ministro declarou ainda que para além do desenvolvimento de sacos de plástico biodegradáveis, será dada prioridade ao tratamento de resíduos orgânicos, através da promoção individual ou através da construção de locais industriais de tratamento deste tipo de resíduos.

A utilização de sacos de plástico certificados suporta a recuperação orgânica dos resíduos biodegradáveis, declarou o director da Associação Europeia dos Bioplásticos, considerando que este acordo pode servir como modelo para os restantes países europeus.

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CiB Visita Quinta com Ensaios de Campo de Culturas Biotecnológicas

CiB Visita Quinta Biotecnológica
com Ensaios de Campo de Culturas

29 Julho 2009 – CiB Portugal

Na Quinta BiotechFarm – Plant Science Garden, em Üplingen na Alemanha, é possível visitar um campo de ensaios com culturas melhoradas, através dos métodos convencionais mais modernos e da agrobiotecnologia. As plantas cultivadas neste campo de ensaios têm como objectivos a utilização de práticas agrícolas mais sustentáveis, principalmente, ao nível económico e ambiental e a produção de compostos para bioplásticos e para outros fins industriais.

 

Plantas Cultivadas nos Ensaios de Campo
na BiotechFarm em 2008/09

O conjunto de ensaios com plantas melhoradas visitado inclui:

Milho híbrido convencional (não geneticamente modificado) com e sem aplicação de insecticida convencional para evitar o ataque de insectos;

– Diferentes tipos de milho geneticamente modificado com tecnologia Bt para resistirem ao ataque de insectos como lagartas da broca e coleópteros;

– Diferentes tipos de milho geneticamente modificado com tecnologia Roundup Ready com o objectivo de tornar as plantas resistentes à aplicação do herbicida glifosato para aniquilar ervas daninhas suas competidoras – diferentes ensaios com aplicação de diferentes herbicidas convencionais e com o herbicida glifosato;

– Diferentes tipos de milho geneticamente modificado com tecnologia Bt para resistirem ao ataque de insectos como lagartas da broca e coleópteros;

– Diferentes tipos de milho geneticamente modificado para apresentarem em simultâneo resistência ao ataque de insectos e tolerância à aplicação de herbicidas contra as ervas daninhas;

Beterraba sacarina convencional com aplicação de diferentes tipos de herbicidas convencionais;

Beterraba sacarina geneticamente modificada com tecnologia Roundup Ready para resistir à aplicação do herbicida glifosato;

Batata selvagem e convencional com aplicação de pesticidas convencionais;

Batata geneticamente modificada com dois genes da  batata selvagem para resistir ao ataque do fungo Phytophthora infestans que provoca a doença do míldio da batateira, também conhecida como requeima.

Batata geneticamente modificada para produção de bioplásticos com o objectivo de fornecer alternativas à produção de plásticos a partir de substâncias químicas provenientes do petróleo;

Batata geneticamente modificada para produção de biofármacos, como uma vacina contra a doença hemorrágica dos coelhos;

Trigo geneticamente modificado com um gene com origem no milho com o objectivo de resistir ao  ataque do fungo Ustilado nuda.

 

 

 

No dia 29 de Julho de 2009, o CiB – Centro de Informação de Biotecnologia realizou esta visita com o principal objectivo de promover a  formação  de biólogos, agricultores, jornalistas e comunicadores de ciência sobre culturas melhoradas através dos mais recentes métodos agrobiotecnológicos.


Reportagem sobre a visita – Rádio TSF
(Texto, Áudio e Vídeo)

 

Nota: Actualmente, a BiotechFarm em Üplingen é o único local da União Europeia onde é possível observar estas espécies e estas variedades de culturas melhoradas através da tecnologia da engenharia genética. Algumas destas culturas são já comercializadas, ou estão em fase de ensaios de campo, em diversos países não pertencentes à União Europeia (UE). Contudo, ainda não estão autorizadas para comercialização no espaço da UE. Os ensaios de campo visitados estão autorizados segundo a legislação Europeia e Alemã sobre o cultivo de organismos geneticamente modificados e os produtos finais destes ensaios de campo são, por isso, destruídos no final dos ensaios seguindo essa legislação.

Plásticos biodegradáveis com origem em batata

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Plásticos biodegradáveis com origem em batata

11 Maio 2009 – Agrodigital

Uma equipa de investigadores da Universidade de Rostock, Alemanha, está a desenvolver plantas de batata geneticamente modificadas (GM) para serem utilizadas na obtenção de bioplásticos. Dessa forma, as plantas podem actuar como matérias-primas renováveis, podendo vir a substituir subproductos do petróleo na produção de plásticos.

As folhas e o tubérculo da planta da batata GM podem produzir cianoficina, ou seja, uma proteína obtida por cianobactérias e que a utilizam para armazenar azoto. A cianoficina é constituida por poliaspartato, um composto que pode ser utilizado como plástico biodegradável.

Os investigadores transferiram um gene da cianobactérias Thermosynechoccus elongatus para a planta da batata, o que permitiu que a batata produzi-se a enzima cianoficina sintetase. Esta enzima permite que a planta da batata produza a cianoficina.

Caso a produção de cianoficina em plantas tenha sucesso, existem grandes vantagens económicas desse tipo de produção quando comparada com os processos de produção industrial utilizados actualmente.

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Grandes Áreas Biotecnológicas


Grandes Áreas Biotecnológicas

Outubro 2008 – CiB Portugal

  • Quatro Grandes Áreas Biotecnológicas – Quatro Cores

Actualmente, é usual classificar com cores as grandes áreas da Biotecnologia.

A Biotecnologia Branca diz respeito às aplicações industriais e ambientais. Inclui os processos industriais que utilizam enzimas e organismos para processar e produzir químicos, materiais e energia. Esta área inclui também a biorremediação através de microrganismos que retiram produtos tóxicos do ambiente, por exemplo no tratamento de águas residuais ou no combate a marés negras.

A Biotecnologia Vermelha inclui as aplicações relativas à saúde. Esta área inclui a utilização de processos relacionados com a medicina e a farmacologia e que se baseiam na manipulação genética de organismos. Antibióticos, técnicas de diagnóstico, vacinas, terapia génica, testes genéticos, farmogenómica, células estaminais, entre outros, são exemplos das aplicações desta área.

A Biotecnologia Verde dedica-se às aplicações agrícolas e alimentares. As aplicações biotecnológicas desta área incluem métodos de melhoramento de variedades vegetais através da micropropagação, da selecção com marcadores moleculares e da utilização de tecnologia de DNA recombinante. As tecnologias desta área permitem ainda utilizar organismos e células vegetais para produzir ou transformar alimentos, biomateriais e energia.

As soluções utilizadas nesta área pretendem produzir plantas resistentes a doenças, a pragas, a pesticidas e condições ambientais adversas (por exemplo, a salinidade, as temperaturas extremas), ou plantas com teor nutritivo de maior qualidade.

A Biotecnologia Azul dedica-se a aplicações com origem em organismos aquáticos. Esta área envolve a aplicação de métodos moleculares com base em organismos marinhos e de água doce, ou nos seus tecidos, células ou componentes celulares. O objectivo é aumentar as reservas de alimentos e a sua segurança, proteger espécies ameaçadas e ainda desenvolver novos fármacos.

  • Biotecnologia Multicolor – Interdisciplinaridade

A Biotecnologia é interdisciplinar e por isso muitas aplicações são classificadas com mais de uma cor. Por exemplo, a produção de energia a partir de plantas ou de resíduos pode ser considerada biotecnologia branca ou verde.

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Fontes
  1. Biology online
  2. Bio Entrepreneur
  3. What is Biotechnology – UMBI
  4. Europabio
  5. ¿Qué es la Biotecnología? – Biopositivízate