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Convite | 29 Nov – Apresentação do Guia “Culturas GM e Políticas na UE”

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Convite
Sessão de Apresentação
do Guia “Culturas GM e Políticas na UE”

29 Novembro, 16h, FCUL, Lisboa
Entrada Livre

 

A Associação Europeia das Bioindústrias (Europabio) publicou um caderno sobre culturas geneticamente modificadas (GM) – Guia Prático – Culturas GM e Políticas na UE -, com tradução em Português.

Convidam-se todos os interessados a participarem na sessão de apresentação do guia, a realizar em 29 de Novembro de 2017, pelas 16h, na Faculdade de Ciências – Universidade de Lisboa  (sala 2.2.14, no edifício C2, Campo Grande).

 

  • Apresentação do Guia “Culturas GM e Políticas na UE” 
    por Pedro Narro Sanchez
    Gestor de relações públicas para a área de Biotecnologia Verde da Europabio
  • Opinião
    por José Diogo Albuquerque 

    Director executivo do Agroportal e Consultor
  • Moderação por Pedro Fevereiro
    Presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia

 

O guia “Culturas GM e Políticas na UE” apresenta um ponto de situação sobre as Culturas Geneticamente Modificadas (GM) – conhecidas também por transgénicas – no mundo e o seu contexto na realidade da União Europeia. São abordados ainda os seguintes temas: funcionamento do comércio e das aprovações; o cultivo das culturas GM e os seus benefícios; e inovação e propriedade intelectual. Este é um guia útil para quem quiser compreender o potencial das culturas GM para a agricultura, para a alimentação, para o ambiente, para a economia e para a sociedade.

Durante a sessão, o caderno será distribuído gratuitamente. Também é possível fazer download da versão digital.

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CONVITE | Exposição – PlantLab Sketching | 8-30 Nov, Lisboa

Expo-PlantLabSketching-Facebook

Exposição

PlantLab Sketching
Urban Sketching no ITQB NOVA

8 a 30 de Novembro de 2017, Bar Irreal, Lisboa

Convidamos todos os interessados a visitar a exposição PlantLab Sketching – Urban Sketching no ITQB NOVA na qual estarão expostos desenhos que resultaram de actividades de urban sketching no Dia Aberto 2017 do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier (ITQB NOVA). A exposição estará patente no bar Irreal, em Lisboa de 8 a 30 de Novembro de 2017, a partir das 21h (de terça a domingo).

A inauguração da exposição PlantLab Sketching irá realizar-se, no dia 8 de Novembro, às 19h30, no contexto do 22º PubhD Lisboa, no qual alunos de doutoramento irão explicar brevemente o seu projecto de investigação (em BioEngenharia e Ciências de Comunicação), de forma clara para públicos não especialistas.

Os autores que participam nesta exposição desenharam ao vivo durante visitas guiadas a laboratórios de Biotecnologia de Plantas e noutras actividades do evento que celebrou a investigação que se faz no ITQB NOVA, o Dia Mundial da Metrologia e o Dia Internacional do Fascínio das Plantas. Mais informações em: http://rabiscos.itqb.unl.pt  
A finissage da exposição, no dia 30 de Novembro, a partir das 19h30, incluirá uma breve apresentação sobre a investigação que se faz no Laboratório de Biotecnologia de Células Vegetais e que foi abordada numa das visitas desenhadas no Dia Aberto 2017 do ITQB NOVA. Desenhadores e fotógrafos amadores irão reunir-se para fazer a reportagem do evento, num encontro organizado pelo grupo Foto&Sketchers 2 Linhas (quem quiser participar mesmo não tendo experiência em desenho e fotografia deve inscrever-se para fotosketchers2linhas@gmail.com).

 

Visite-nos!

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LOCALIZAÇÃO DO IRREAL
Rua do Poço dos Negros, nº 59, Santos-Lisboa | Indicações no Google Maps

ORGANIZAÇÃO
ITQB NOVA 
– Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade NOVA de Lisboa
CiB – Centro de Informação de Biotecnologia

APOIOS
FS 2´´ – Foto&Sketchers 2 Linhas

ACOLHIMENTO
PubhD Lisboa – Três doutoramentos num bar
Irreal

Já abriu! Exposição | Ciência e Melhoramento de Plantas em Rabiscos

Expo-Rabiscos (1)

Exposição 
Ciência em Rabiscos
Urban Sketching no ITQB NOVA

 27 de Setembro a 17 de Outubro 2017, Oeiras

No contexto da Semana Europeia da Biotecnologia (BiotechWeek) e de actividades de desenho realizadas no Dia Aberto do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier (ITQB NOVA) para celebrar o Dia Internacional do Fascínio das Plantas e do Dia Mundial da Metrologia, o CiB – Centro de Informação de Biotecnologia co-organizou a Exposição “Ciência em Rabiscos: Urban Sketching no ITQB NOVA”.

No dia 27 de Maio de 2017, vinte pessoas desenharam e escreveram em cadernos sobre visitas guiadas relacionadas com biotecnologia de plantas e o melhoramento genético de variedades com utilidade na agricultura e em actividades sobre como medir o mundo. Estas actividades estão incluídas no projecto “Rabiscos no ITQB” que se realiza desde 2015.

Os desenhos concretizados irão ser expostos à comunidade científica do ITQB NOVA, à comunidade de urban sketchers Portugueses, a escolas e a todos os interessados. A exposição é aberta ao público com entrada livre e pode ser visitada junto ao bar do ITQB NOVA, em Oeiras, até 17 de Outubro de 2017.

Os desenhos realizados desde 2015 estão disponíveis em exposição online AQUI.

Agrademos a todos os autores terem disponibilizado os seus trabalhos.

COMO CHEGAR?
Informações sobre como chegar de veículo próprio e de transportes (a 10 minutos a pé da estação de comboio de Oeiras)

ORGANIZAÇÃO
ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade NOVA de Lisboa

APOIOS
CiB – Centro de Informação de Biotecnologia
FS 2´´ – Foto&Sketchers 2 Linhas

25 Set a 1 Out | Celebrar na Biotech Week

 

BiotechWeek

A Celebrar a Inovação
na Semana Europeia da Biotecnologia

25 Setembro a 1 Outubro 2017 | BiotechWeek

De 25 de Setembro a 1 de Outubro de 2017, o CiB – Centro de Informação de Biotecnologia celebra a Semana Europeia da Biotecnologia com dezenas de instituições europeias e os seus públicos. Durante a Biotech Week serão organizadas inúmeras actividades de divulgação das diferentes áreas biotecnológicas.

A Semana Europeia da Biotecnologia celebra um sector vibrante e inovador que evoluiu extraordinariamente desde a descoberta da molécula do DNA, em 1953. A primeira “Biotech Week” foi organizada em 2013 com o objectivo de celebrar os 60 anos deste momento fulcral para a História da Humanidade. Este evento à escala Europeia tem por objectivo promover a maior compreensão da Biotecnologia no mundo em que vivemos, tanto por cientistas como pela a sociedade.

O caminho percorrido pela comunidade científica para compreender o DNA, os mecanismos no qual está envolvido e as suas funções, originou importantes descobertas ao longo das últimas décadas. Empreendedores, públicos e privados, têm sido capazes de traduzir e aplicar esse conhecimento em muitos sectores diferentes, tais como: a saúde, a agricultura, a energia, o tratamento de águas residuais,  os processos bioquímicos, entre outros. São aplicações utilizadas para melhorar a qualidade de vida das pessoas e melhorar o mundo em que vivemos.

Para seguir as actividades do CiB, visite as nossas ferramentas de divulgação: o

Para seguir as actividades organizadas por toda a Europa, visite o website da Semana Europeia da Biotecnlogia e utilize a hashtag #BiotechWeek no Twitter.

JoinConversationBiotechWeek2017

Exposição | Ciência em Rabiscos: Urban Sketching no ITQB NOVA

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Exposição
Ciência em Rabiscos
Urban Sketching no ITQB NOVA

27 Setembro a 17 Outubro 2017, Oeiras

No dia 27 de Maio de 2017, vinte pessoas desenharam e escreveram em cadernos sobre visitas guiadas relacionadas com biotecnologia de plantas e em actividades sobre como medir o mundo. O projecto “Rabiscos no ITQB” foi incluído no Dia Aberto 2017 do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier (ITQB NOVA) que celebrou o Dia Internacional do Fascínio das Plantas e o Dia Mundial da Metrologia.

Os desenhos concretizados irão ser expostos à comunidade científica do ITQB NOVA, à comunidade de urban sketchers Portugueses, a escolas e a todos os interessados. A exposição “Ciência em Rabiscos: Urban Sketching no ITQB NOVA” estará patente junto ao bar do instituto, a partir de 27 de Setembro e até 17 de Outubro de 2017.

Visite-nos!

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COMO CHEGAR AO ITQB NOVA?
Informações sobre como chegar de veículo próprio e de transportes (a 10 minutos a pé da estação de comboio de Oeiras):

ORGANIZAÇÃO
ITQB NOVA 
– Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade NOVA de Lisboa

APOIOS
CiB – Centro de Informação de Biotecnologia
FS 2´´ – Foto&Sketchers 2 Linhas

 

 

13 Julho – VI Encontro Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora

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VI Encontro
Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora

13 Julho 2017, Porto

Universidade Católica Portuguesa, Porto
Campus Foz – Edifício Central – Auditório Carvalho Guerra

Co-organização
CiB – Centro de Informação de Biotecnologia

CONTEXTO

Nos últimos 10 anos, houve um progresso significativo na investigação científica na área do melhoramento de plantas, nomeadamente no desenvolvimento de novos métodos que permitem introduzir ou revelar características de interesse de forma mais precisa e eficiente e em diferentes variedades vegetais. Este conjunto de tecnologias é conhecido por “New Breeding Techniques” (NBTs) – Novas Técnicas de Melhoramento.

A investigação científica levada a cabo na Europa tem tido um papel fundamental na evolução destas tecnologias, as quais apresentam um enorme potencial para desenvolver soluções inovadoras para os desafios globais relacionados com a segurança alimentar, a sustentabilidade da produção agrícola e as alterações climáticas.

O Centro de Informação de Biotecnologia organiza o seu sexto encontro nacional com o objectivo de apreciar as possibilidades da aplicação das NBT no melhoramento das culturas, em particular das variedades utilizáveis na agricultura portuguesa e de discutir as contingências da sua utilização no contexto europeu.

PROGRAMA

Em Português e em Inglês | Tradução simultânea disponível

10:00 – Sessão de Abertura

| Sessão da Manhã moderada por Marta Vasconcelos, ESB-UCP – Escola Superior de Biotecnologia da
Universidade Católica Portuguesa

10:15 – Margarida Oliveira, ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier, Portugal
| NBTs (Novas Técnicas de Melhoramento): O que são e o que acrescentam ao melhoramento de plantas
11:00 – Coffee-break
11:15 – René Custers, ViB, Bélgica (em Inglês)
| Gene edited agricultural products: are they regulated and should they be regulated?
12:30 – Almoço (Serão distribuídas, aos participantes, senhas para almoço na cantina da Universidade Católica Portuguesa)

| Sessão da Tarde moderada por Pedro Fevereiro, CiB – Centro de Informação de Biotecnologia

14:00 – Cecília Fialho, Nuffield International, Brasil
| A adoção de organismos geneticamente modificados e suas implicações legais
14h45 – Maria Gabriela Cruz, APSOLO – Associação Portuguesa de Mobilização de Conservação do Solo, Portugal
| Importância da Biotecnologia para a Agricultura Portuguesa
15:30 – Coffee-break

15:45 – Mesa Redonda entre os oradores convidados e Debate com o Público
| Moderação por Pedro Fevereiro e Marta Vasconcelos
16:45 – Conclusões
17:00 – Sessão de Encerramento

INSCRIÇÃO

A inscrição é gratuita, mas obrigatória por e-mail para: geral@cibpt.org
Enviar, por favor, as seguintes informações: Nome, E-mail, Nº Telemóvel e Institutição.
Os participantes irão receber certificado de presença.

CONTACTOS

CiB – Centro de Informação de Biotecnologia
www.cibpt.org  | E – geral@cibpt.org | T – 913 159 291

LOCALIZAÇÃO e MAIS INFORMAÇÕES

Download: Programa + Como chegar + Mapas

ORGANIZAÇÃO

CiB – Centro de Informação de Biotecnologia

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Escola Superior de Biotecnologia
da Universidade Católica Portuguesa

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18 Maio | Conversa – Importância do melhoramento de plantas em Portugal

Conversa -Fascinio Plantas - Anseme-CiB - 18maio2017

Conversa
Importância do melhoramento de plantas em Portugal

18 Maio 2017 – ISA, Lisboa

No Dia Internacional do Fascínio das Plantas, celebrado em 18 de Maio de 2017, contamos consigo para uma “Conversa sobre a importância do melhoramento de plantas em Portugal”.

Convidados | António Sevinate Pinto (Anseme), Pedro Fevereiro (ITQB NOVA e CiB) e Gabriela Cruz (Agricultora)

18 Maio 2017 | 17h30
Sala de Actos do Instituto Superior de Agronomia, Lisboa

Inscrição gratuita, mas obrigatória.
E-mail: anseme@anseme.pt

Organização
Anseme – Associação Nacional dos Produtores e Comerciantes de Sementes.
CiB – Centro de Informação de Biotecnologia

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O Dia Internacional do Fascínio das Plantas “Fascination of Plants Day 2017” – http://www.plantday.org/portugal.htm – é organizado sob a égide da European Plant Science Organisation (EPSO). Esta iniciativa pretende envolver o maior número de pessoas em todo o mundo para o despertar do fascínio das plantas e para a importância do seu estudo na melhoria da agricultura e produção sustentável de alimentos, bem como para a horticultura, silvicultura e produção de bens não-alimentares, como papel, madeira, químicos, fármacos e energia. O papel determinante das plantas na conservação do meio ambiente é igualmente objeto de destaque.

Recomendações EASAC | Edição de Genoma

Genome Editing EASAC - Mar2017

Recomendações
– Edição de Genoma em plantas, animais,
microrganismos e pacientes –

Comunicado CiB – 10 Abril 2017

Um relatório com recomendações sobre a Edição de Genoma foi publicado, no final de Março de 2017, pelo Conselho Consultivo das Academias Europeias de Ciências (EASAC). O relatório Edição de Genoma: Oportunidades Científicas, interesses públicos e opções políticas na UE dirige-se principalmente a decisores políticos da União Europeia (UE) e fornece recomendações sobre a abordagem relativa à aplicação da Edição de Genoma em plantas, animais, microrganismos e pacientes.

 

O QUE É A EDIÇÃO DE GENOMA?
A Edição de Genoma refere-se à modificação intencional de uma sequência de DNA específica, pré-seleccionada, existente num determinado ser vivo. Esta tecnologia está a aumentar o conhecimento sobre as funções biológicas dos seres vivos e a revolucionar a investigação científica. Esta nova e poderosa ferramenta tem potencial para ser utilizada em diferentes áreas de aplicação: saúde humana e animal, agricultura e alimentação e bioeconomia. Contudo, associadas às perspectivas dos benefícios desta tecnologia, têm sido levantadas questões relacionadas com a segurança e a ética, assim como questões relacionadas com a sua regulamentação.

 

Segundo Pedro Fevereiro (presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia, investigador e professor de Biotecnologia Vegetal), “as técnicas de Edição de Genoma possibilitam aos investigadores modificar um sequência precisa do DNA, criando modificações específicas, as quais permitem melhorar as características dos seres vivos sem que seja necessária a integração de DNA estranho. Esta tecnologia vai revolucionar os métodos de melhoramento vegetal e animal e auxiliar a cura e prevenção de doenças em humanos.”

O EASAC destacou que os decisores políticos devem assegurar que a regulamentação para a Edição de Genoma deve ter por base factos científicos, considere os benefícios, assim como os riscos hipotéticos e que seja proporcional, e suficientemente flexível, para abarcar os futuros avanços da ciência e da tecnologia.

O EASAC considera que o aumento da precisão, actualmente possível através da edição de genoma, representa uma grande mudança na investigação e na inovação. Neste contexto, destacam-se algumas das suas recomendações em relação a diferentes áreas:

PLANTAS
Os reguladores devem confirmar que os produtos de edição de genoma, quando não contêm DNA de outros organismos, não sejam considerados na legislação sobre Organismos Geneticamente Modificados (OGM). A regulamentação seja específica para os produtos / características agrícolas, em vez de se focar na tecnologia através da qual se concretiza a sua obtenção.

ANIMAIS
O melhoramento de gado para pecuária deve ser regulamentado tal como é proposto para o caso do melhoramento de plantas, ou seja, a regulamentação deve ser específica para as características e não para a tecnologia.

DIRECCIONAMENTO GENÉTICO
As aplicações genéticas para o controlo de vectores e outras modificações de populações-alvo no meio selvagem (por exemplo, para insectos vectores de doenças) oferecem oportunidades potenciais significativas para ajudar a enfrentar grandes desafios de saúde pública e de conservação.

MICRORGANISMOS
A Edição de Genoma em microrganismos não levanta novas questões para o quadro regulamentar e está actualmente sujeita a regras estabelecidas para utilização confinada e para libertação deliberada de OGM. Dado o potencial da sua aplicação, incluindo em produtos farmacêuticos, biocombustíveis, biosensores, bioremediação e cadeia alimentar, é importante considerar a sua aplicação no contexto da estratégia da União Europeia para a Inovação e Bioeconomia.

CÉLULAS HUMANAS
Investigação básica e clínica é necessária na edição de genoma em células humanas e deverá ser sujeita a regulamentação legal e ética e a práticas padronizadas. A aplicação clínica deverá ser rigorosamente avaliada dentro dos quadros regulamentares e considerar o consenso societal em relação a questões de relevância científica e ética, de segurança e de eficácia.

 

O Conselho Consultivo das Academias Europeias de Ciências chamou também a atenção para um aspecto que considera crucial, a “Justiça Global”, uma vez que existe o risco de aumento de desigualdade e tensão entre aqueles que têm acesso aos benefícios das aplicações da Edição de Genoma e aqueles que não têm. Segundo o EASAC, existem evidências de que decisões políticas têm criado dificuldades acrescidas a cientistas, agricultores e políticos de países em desenvolvimento, por exemplo, no caso das culturas geneticamente modificadas. Neste contexto, o EASAC considera vital que os decisores políticos avaliem as consequências de decisões tomadas em países externos à União Europeia. Reformular o actual quadro regulamentar na UE e criar a coerência necessária entre os objectivos internos da UE e a agenda para o desenvolvimento, com base em parcerias e na inovação, são importantes tanto para os países em desenvolvimento como para a Europa.

 

MAIS INFORMAÇÃO

 

 

NBTs – É essencial «dissociar as Novas Técnicas de Melhoramento genético dos OGM»

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Oradores convidados e participantes no debate do seminário sobre NBTs, org. pelo CiB Portugal

NBTs
É essencial «dissociar as Novas Técnicas
de Melhoramento genético dos OGM»

14 Dez 2016 | Revista “Frutas, Legumes e Flores”

As novas técnicas de melhoramento vegetal (ou NBT, na sigla inglesa) não são o mesmo que organismos geneticamente modificados (OGM). Esta foi a principal mensagem transmitida durante o seminário subordinado ao tema “Novas técnicas de melhoramento vegetal – aspectos científicos, técnicos, sociais e legais», [organizado pelo CiB – Centro de Informação de Biotecnologia], no Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier, a 12 de Dezembro.

«Os agricultores devem ter acesso a todas as tecnologias», defendeu Tiago Silva Pinto, secretário-geral da Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo (Anpromis). Além disso, é essencial «dissociar as novas técnicas de melhoramento genético dos OGM».

Por seu turno, Jaime Piçarra, secretário-geral da Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais (IACA), salientou que as NBT «são essenciais para ir ao encontro dos objectivos de sustentabilidade e eficiência dos recursos. Por isso, não devem estar integrados na legislação dos OGM».

Da parte da Associação Nacional dos Produtores de Cereais (Anpoc), Bernardo Albino advogou que «os temas de cariz científico devem ser decididos com base na ciência». O sector dos cereais «tem beneficiado pouco de evoluções tecnológicas ao nível na produção, verificando-se um aumento residual de produtividade».

As NBT são técnicas que permitem o desenvolvimento de novas variedades de plantas de forma mais rápida e precisa do que os métodos convencionais. A Comissão Europeia ainda não decidiu se estas técnicas devem ser inseridas no mesmo quadro legal que os OGM.

LER NOTICIA

PROGRAMA DO SEMINÁRIO – “Novas Técnicas de Melhoramento: Aspectos Científicos, Técnicos, Sociais e Legais”

Artigo – Biotecnologia e Melhoramento Vegetal por Pedro Fevereiro

Cultivar - 4 - GPP-MAM - Art PeF - Biotec Melhoramento Veg

Artigo de Comunicação e Agricultura
Biotecnologia e Melhoramento Vegetal
Pedro Fevereiro – ITQB, CiB Portugal
Junho 2016 | Revista Cultivar nº 4 GPP – pag.  27-35

 

A biotecnologia tem como programa racionalizar e tornar eficientes os processo que recorrem aos organismos vivos ou seus componentes para a obtenção de produtos e serviços.

Não admira, portanto, que historicamente seja a agricultura – uma atividade que tem como um dos seus objetivos a produção de matéria-prima para a alimentação humana e animal – uma das áreas que mais tende a incorporar a inovação desenvolvida pela biotecnologia.

Dependendo da perspetiva, é possível assumir que a biotecnologia, entendida como atividade humana que recorre aos “serviços” dos seres vivos, sempre esteve presente desde que o homem se sedentarizou. De facto, os processos de seleção artificial que foram sendo impostos por nós a espécies vegetais e animais e que deram origem às atuais variedades vegetais cultivadas e às raças de animais domésticos, bem como os múltiplos usos que delas foram sendo feitos, são considerados por alguns como biotecnologia, embora a componente de racionalização destes processos só nos últimos dois séculos se tenha vindo a impor, devido à compreensão dos fenómenos biológicos subjacentes aos processos utilizados.

Nos últimos cem anos, a acumulação do conhecimento biológico, fruto da aplicação do método científico ao estudo dos seres vivos que nos rodeiam, tem permitido o desenvolvimento de várias tecnologias para otimizar os processos de melhoramento das espécies vegetais. O desiderato final é permitir o desenvolvimento de cultivares, das diferentes espécies vegetais que são utilizadas na agricultura, adequadas às diferentes condições edafoclimáticas, aos diferentes modos de produção e aos diferentes ataques bióticos (doenças e pragas). Estes objetivos são tanto mais relevantes quanto as perdas relativas aos stresses bióticos se estimam entre 30 a 40 porcento atuais (figura 1), podendo as perdas de produtividade potencial resultantes dos impactos abióticos ultrapassar os 60%.

LER ARTIGO COMPLETO nas pág. 27-35

Pedro Fevereiro (2016) “Biotecnologia e Melhoramento Vegetal”. Revista Cultivar. 4. GPP (*) – Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral. pp. 27-35. Url: http://www.gpp.pt/pbl/Period/Cultivar_4_digital.pdf. 

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Sessão de Apresentação da Revista Cultiva nº 4

O GPP (*) organizou no Ministério da Agricultura e Mar uma sessão de reflexão, com intervenções sobre o tema, na sessão de apresentação desta publicação.

APRESENTAÇÃO “Biotecnologia e Agricultura” de Pedro Fevereiro

Programa do evento

* O GPP – Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral tem por missão apoiar a definição das linhas estratégicas, das prioridades e dos objetivos das políticas do Ministério da Agricultura e do Mar (MAM) e coordenar, acompanhar e avaliar a sua aplicação, bem como assegurar a sua representação no âmbito comunitário e internacional e prestar o apoio técnico e administrativo aos gabinetes dos membros do governo e aos demais órgãos e serviços integrados no MAM.

FSN – The Farmers Scientist Network | Rede de Agricultores e Cientistas

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O CiB – Centro de Informação de Biotecnologia faz parte da FSN – The Farmers Scientist Network | Rede de Agricultores e Cientistas.

A FSN é um grupo que junta INVESTIGADORES CIENTÍFICOS DO SECTOR PÚBLICO – activos na investigação em Agrobiotecnologia ou Biotecnologia Verde para o bem comum – e AGRICULTORES que desejam a livre escolha para seleccionar as culturas que considerarem mais adequadas às suas necessidades, incluindo a utilização de culturas transgénicas – ou culturas geneticamente modificadas – aprovadas legalmente e ainda aquelas que têm pareceres positivos das entidades como a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) ou outras entidades internacionais de avaliação de segurança alimentar.

A FSN não é uma entidade legal, mas uma rede de pessoas e organizações que têm como objectivo fazer ouvir as vozes dos agricultores e dos investigadores científicos na discussão e debate das políticas da União Europeia sobre as variedades vegetais transgénicas (conhecidas também por: Culturas OGM, GMO, GM Crops, Culturas Geneticamente Modificadas, Culturas GM, Culturas Biotecnológicas ou Culturas Transgénicas) e a sua enorme relevância para a concretização futura de uma agricultura sustentável para os agricultores, os consumidores, o ambiente e a economia dos países.

Mais informações sobre a FSN:

FSN - The Farmers Scientist Network | Rede de Agricultores e Cientistas

Transgénicos | OGM na UE: Proibido cultivar, Permitido importar

OGM-Agrotec-Out 2015

Transgénicos | OGM na UE:
proibido cultivar, permitido importar

AGROTEC, Revista Técnico-Científica Agrícola | Outubro 2015

Cerca de 15% da área arável no mundo está ocupada com culturas melhoradas através da engenharia genética, estimando-se que esta área registe um crescimento de 10% ao ano. 76% dos benefícios económicos da aplicação da biotecnologia são canalizados para os agricultores. Estes foram alguns dos dados apresentados no “V Encontro de Biotecnologia na Agricultura“, realizado no passado dia 16 de outubro em Coimbra.

Ler Artigo Completo

DOCUMENTAÇÃO do V Encontro – Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora

Biblioteca - Trangénicos | OGM - Não diga não antes de Conhecer

Toda a DOCUMENTAÇÃO (apresentações, fotos, noticias, etc.) do V Encontro – Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora, realizado no dia 16 de Outubro de 2015, pelo CiB – Centro de Informação de Biotecnologia e  Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, está disponível para DOWNLOAD AQUI e ainda:

Documentação do V Encontro – Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora

Trangénicos | OGM – Não diga não antes de Conhecer

16 Out 2015 | V Encontro – Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora, Coimbra

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V Encontro
Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora

16 Outubro de 2015

Auditório do Pólo II – Faculdade de Ciências e Tecnologia Universidade de Coimbra

PROGRAMA
(Provisório)

10h30 – Sessão de Abertura
10:45 – Ana Paula Carvalho – DGAV – Direcção Geral de Alimentação e Veterinária em Portugal
| O Impacto do melhoramento e da biotecnologia na agricultura
11:30 – Coffee-break
11:45 – Beat Spath – Europabio – The European Association for Bio-industries
| A ganhar os benefícios, mas não na Europa? (em Inglês)
12:30 – Discussão com o público
13:00 –  Almoço
14:30 – Cecile Collonnier – Investigadora do Laboratório de Dinâmica e Expressão do Genoma do INRA, França
| Novas tecnologias de modificação do genoma, aplicações e impacto na Regulamentação da UE (em Inglês)
15:15 –  Francisco Aragão – Investigador principal da Embrapa, Brasil
| Desenvolvimento de plantas biotecnológicas no Brasil: o caso do feijão transgénico
16:00 – Coffee-break
16:15 – António Sevinate Pinto – Presidente da Anseme – Associação Nacional dos Produtores e Comerciantes de Sementes
| Título a definir
17:00 – Discussão com o público
17:30 – Conclusões
17:45 – Sessão de Encerramento

Todas as informações sobre INSCRIÇÕES (Normal: 25 euros | Estudantes: 15 euros) e  MAPA de LOCALIZAÇÃO podem ser consultadas em www.cibpt.org

ORGANIZAÇÃO

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CiB – Centro de Informação de Biotecnologia
Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra
InProPlant – Investigação e Propagação de Plantas

COMUNICADO – “São raros os leites para bebé que não incluem transgénicos” é falso e demagógico

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COMUNICADO

“São raros os leites para bebé que não incluem transgénicos”
é falso e demagógico

30 Junho 2015 | CiB Portugal

O CiB – Centro de Informação de Biotecnologia vem informar que a notícia “São raros os leites para bebé que não incluem transgénicos”, publicada no jornal Expresso no dia 29 de Junho de 2015, contém uma série de incorreções e falsidades que têm como única finalidade assustar injustificadamente a população Portuguesa.

Segundo, Pedro Fevereiro, Presidente da Direção do CiB e investigador de biotecnologia de plantas, “não existem quaisquer leites para bebés que incluam transgénicos, sendo que esta notícia pretende assustar os consumidores e os decisores políticos deliberadamente com o objetivo de incentivar à votação favorável da proibição do uso de milho e soja Geneticamente Modificados para a produção de rações para gado”.

O milho e a soja geneticamente modificados (conhecidos também por transgénicos) aprovados para comercialização na União Europeia foram sujeitos a análises de risco em instituições oficiais de vários países, incluindo a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) e o seu risco considerado não superior ao do milho e soja não transgénicos. Verifica-se até que os animais alimentados com este produtos apresentam melhores características, como comprova a redução do número de carcaças recusadas, no conjunto dos matadouros dos Estados Unidos da América, desde que as variedades transgénicas foram colocadas no mercado. Da mesma forma o grão transgénico apresenta menores teores de micotoxinas do que o grão de plantas não transgénicas, o que é benéfico para a saúde de pessoais e de animais que que consomem estes produtos. Não existe portanto, qualquer razão para apelar ao princípio da precaução.

Não foram até ao momento detetadas proteínas transgénicas ou DNA transgénico no leite produzido por vacas alimentadas com rações contendo milho ou soja geneticamente modificada. Por outro lado, um animal que consome rações contendo milho ou soja transgénica não se torna transgénico, nem é possível verificar na sua carne ou leite que se alimentou deste tipo de produtos. “Não existe nenhuma forma técnica de se provar “à posteriori” que um animal foi alimentado com rações contendo produtos geneticamente modificados e portanto seria ridícula a rotulagem destes animais”, explica Pedro Fevereiro.

A frase que inicia o último parágrafo desta notícia é paradigmática da falta de honestidade desta mensagem: “Não conseguimos ter garantias de risco zero e estamos longe de demonstrar uma relação de causa-efeito”. Não é possível garantir o risco zero de nenhum alimento. Contudo, é possível demonstrar que mesmo os “aclamados” produtos “biológicos” são arriscados e já existiram casos de internamentos e mesmo mortes, derivados do consumo desse tipo de produtos. Todos os alimentos que ingerimos contêm um risco associado. O risco zero não existe em nenhuma atividade humana. Nascer é um risco e viver também. A questão é decidir qual o nível de risco que estamos dispostos a assumir.

Se uma relação causa-efeito não é demonstrada, isso acontece porque não existe ou não foi devidamente avaliada. No entanto, só na Europa, já se gastaram 400 milhões de euros em investigação para tentar verificar esta causa-efeito e nada foi encontrado. Os poucos relatos que a pretendem demonstrar têm sido, por uma larga maioria, considerados incorretos cientificamente e os mais dramáticos, como aquele que diz que os transgénicos causam cancro, retirados de publicação, por serem considerados completamente falsos e os seus dados manipulados.

O objetivo desta notícia não é “…informar os consumidores sobre como podem evitar ingerir elementos transgénicos, mesmo quando estes não constam dos rótulos dos produtos.” O objetivo é assustar tentando transmitir a noção de que o leite é perigoso para as crianças que dele se alimentam, o que é completamente falso. Ao associar esta mensagem a determinadas marcas tenta também condicionar as próprias marcas, dando-lhes a entender que os consumidores, ao aceitarem esta mensagem, se recusarão a comprá-las.

Pedro Fevereiro diz ainda que “é pena que um órgão de comunicação com o prestígio do “Expresso” publique uma notícia com o nível de falsidade e de demagogia que esta transporta”.

Reportagem e Conclusões do IV Encontro Internacional do CiB – Agrobiotecnologia e Agricultura

 English version below

Futuro da Agrobiotecnologia e da Inovação na Agricultura
– Europa tem que tomar uma decisão clara –

O IV Encontro Internacional “Agricultura e Biotecnologia: O Futuro é Agora” (consultar o PROGRAMA), inserido na 51ª Feira Nacional de Agricultura, reuniu este ano sete oradores nacionais e internacionais para refletir sobre a adopção da Agrobiotecnologia em Portugal e na Europa. O apoio dos governos, o esclarecimento de agricultores, uma perspectiva mais equilibrada dos meios de comunicação e da opinião pública e o “sim” da Europa foram considerados essenciais para o sucesso da adopção da tecnologia neste lado do Atlântico.

O IV Encontro Internacional de Agricultura e Biotecnologia foi organizado pelo Centro de Informação de Biotecnologia (CiB Portugal) e realizou-se durante a 51ª Feira Nacional de Agricultura, no dia 11 de Junho de 2014 em Santarém. Contou com 170 participantes entre agricultores, decisores políticos, técnicos agrícolas, investigadores, professores e estudantes universitários, técnicos da Direcção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo. Destacou-se ainda a presença do Presidente da CAP – Confederação Nacional de Agricultores e do Presidente da Anpromis – Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo.O encontro foi encerrado pelo Secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar.

Sessão de Abertura com Anpromis, CiB Portugal and CAP
Sessão de Abertura com Anpromis, CiB Portugal and CAP

A resistência da União Europeia em adoptar a Agrobiotecnologia contínua a levantar dúvidas e a originar reflexões e debates, o que levou CiB a convidar sete oradores – de Portugal, Brasil, Espanha e África do Sul – a partilharem experiências no uso e gestão desta tecnologia. Os defensores da Agrobiotecnologia apoiam a utilização de organismos melhorados com o recurso à engenharia genética (OGM) para melhorar a qualidade das culturas, aumentar a produção agrícola e, em consequência, a sustentabilidade e o lucro das explorações. E lembram que, em 2050, com o crescimento da população, será necessário aumentar em cinquenta por cento a produção atual. Os agricultores e investigadores presentes no evento foram unânimes ao afirmar que isso só será possível com a adopção da Agrobiotecnologia.

Se assim é, o que leva a União Europeia a manter-se tão resistente (quando muitos dos produtos da Agrobiotecnologia são aprovados para rações animais) e a autorizar apenas o cultivo de milho Bt com o evento MON 810? Na sua intervenção, Pedro Fevereiro, presidente da direcção do CiB e professor e investigador de biotecnologia de plantas, referiu que a aprovação das novas variedades para cultivo tem sido condicionada por “questões socioeconómicas, pois não existem razões científicas que sugiram riscos acrescidos quer para a saúde humana e animal quer para o ambiente, tendo sido até agora travadas ao nível político”. Na sessão de abertura, João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), referiu que vivemos momentos em que, muitas vezes, “a política e os desígnios da tecnologia não andam em conjunto e este é um desses momentos, que se anda a prolongar há muito tempo”. O presidente da Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo (Anpromis), Luís Vasconcellos e Souza, reconheceu que não se tem evoluído e que “a opinião pública e os poderes institucionais europeus continuam sem sensibilidade para esta matéria”.

A Biotecnologia também está a ser aplicada ao melhoramento de árvores de floresta. Neste caso, por exemplo, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) está a desenvolver “um conjunto de clones de variedades produtoras de castanheiro resistentes à doença da tinta e do cancro com especificidades para cada zona do país ”, revela a investigadora Rita Lourenço Costa (INIAV). Também na floresta a biotecnologia pode melhorar as características vegetais e aumentar a produtividade.

José Maria Rasquilha
José Maria Rasquilha


Na Agricultura, para quem diariamente se confronta com a falta de opções, a sensação é a de ficar aquém de outros países e do potencial que se poderia alcançar com esta tecnologia. José Maria Rasquilha, um dos primeiros agricultores em Portugal a utilizar a Agrobiotecnologia e outro dos oradores do evento, considera que o milho Bt MON 810 “está gasto” e, assim, “é impossível competir com o Brasil e os Estados Unidos porque estamos em campeonatos diferentes”.

No ano passado ao nível global, 90% dos agricultores que usaram a Agrobiotecnologia como um dos processos de produção foram pequenos agricultores e agricultores familiares.

Em Portugal, a agricultura familiar “é vista como uma agricultura de subsistência, dos pobres, como garante da tradição, mas muito pouco disto já é verdade e faz sentido”, diz Pedro Fevereiro (CIB), para quem a manutenção dos negócios familiares passa pela capacidade de utilizar o máximo de tecnologia possível de forma a reduzir custos de produção e maximizar as produtividades.

Veja-se o exemplo brasileiro, o segundo maior produtor de culturas OGM. Flavio Finardi Filho, ex-presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança do Brasil (CTNbio), salienta como vantagem da utilização desta tecnologia o aumento da produtividade na agropecuária brasileira e lembra que há mais produtos que em breve serão lançados no mercado (feijão, arroz, cana de açúcar, eucalipto, laranja, alface ou maracujá, entre outros).

Eve Ntseoane
Eve Ntseoane

Também da África do Sul chega um exemplo de sucesso, com os agricultores a alcançarem maiores níveis de produção. A agricultora reconhece que há sempre riscos e benefícios para o que é novo no mercado, mas as culturas geneticamente modificadas são necessárias porque “aumentam a qualidade e quantidade de alimento, aumentam os lucros e a estabilidade financeira e acabam com a fome no nosso tempo de vida”. Outro dos pontos importantes para este sucesso é a ajuda do Governo. No caso da África do Sul, salienta Eve Ntseoane, além das empresas de sementes, os agricultores são apoiados “pelo governo e pelo departamento de ciências e tecnologia, que desenvolveu uma estratégia sobre biotecnologia para informar os agricultores e fazer divulgação”. Na opinião da agricultora, “o problema, na Europa, é fazer os governos entenderem os benefícios desta tecnologia”.

Uma das causas dessa falta de entendimento, de acordo com o Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, que participou na sessão de encerramento do encontro, é a investigação em Portugal ser “pouco assertiva naquilo que são os interesses dos diferentes debates”. O governante garante que “uma investigação mais aplicada poderia ser uma fonte de suporte de decisão aos governos”.

Uma controvérsia que deixa a opinião pública de “pé atrás” é o facto de o sector das sementes ser controlado por companhias privadas. Pere Puigdomènech, biólogo e investigador do Conselho Superior de Investigação Científica (CSIC) de Espanha, reconhece que é uma matéria de preocupação, mas “é como é, as grandes companhias é que têm o dinheiro para o desenvolvimento e certificação destas variedades”. E as diferenças estão à vista. Por causa da limitação de recursos, a capacidade de uma instituição pública desenvolver e colocar no mercado este tipo de variedades é sempre mais lento e limitado. Assim como tem sido o caminho para a aprovação do uso de transgénicos na Europa.

Jaime Piçarra, secretário-geral da Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais (IACA), fala em “via sacra” para a aprovação de variedades vegetais transgénicas na Europa e defende processos de aprovação mais rápidos e “uma visão global de harmonização desses processos, em simultâneo na União Europeia e nos países exportadores à escala mundial”.


Do encontro saíram várias conclusões, todas elas suportando a adopção da Agrobiotecnologia. Parece não haver dúvidas, como defende o investigador espanhol Pere Puigdomènech, que “estamos na era dos genomas” e que a informação deles retirada pode e deve ser utilizada no melhoramento vegetal. E todos são unânimes ao afirmar que a Agrobiotecnologia pode permitir uma melhor gestão ambiental, mas também pode permitir um maior equilíbrio económico e social dos próprios produtores agrícolas. Pedem, por isso, uma decisão rápida da União Europeia que dê liberdade de escolha aos agricultores e promova a confiança de consumidores e produtores nos sistemas de regulamentação.

 

CONCLUSÕES
do IV Encontro Internacional – “Agricultura e Biotecnologia: O Futuro é Agora”

 

A Agrobiotenologia permite acelerar e aumentar a precisão dos processos de melhoramento das culturas, estando também a ser aplicada ao melhoramento das árvores de floresta. Esta tecnologia produz variedades vegetais utilizáveis em todas as formas de agricultura: agricultura familiar e pequenos agricultores, grandes agricultores e empresas agrícolas. É uma componente necessária para a redução dos custos nas contas de cultura e um tema incontornável nas negociações do TTIP (Transatlantic Trade and Investment Partnership). A Agrobiotecnologia permite ainda aumentar a sustentabilidade das explorações agrícolas, tendo impactos positivos ao nível global nos três pilares: social, económico e ambiental.

Os países emergentes estão a utilizar a biotecnologia como base para aumentar a sua produtividade e riqueza e a aprovar o uso de variedades melhoradas com recurso a esta tecnologia para a produção de alimentos para as populações humanas, sendo um exemplo recente a aprovação de variedades de feijão resistentes ao vírus do mosaico dourado no Brasil.

A União Europeia mostra-se incapaz de tomar uma decisão clara sobre a adopção da Agrobiotecnologia, provocando custos acrescidos e falta de competitividade em toda a cadeia agro-alimentar. Esta incapacidade de decisão induz a perda de confiança no sistema de regulamentação que deveria basear-se em evidências científicas.

Esta indecisão impede os agricultores Portugueses de acederem a esta tecnologia e o direito à livre escolha das variedades mais adequadas às suas condições de produção, colocando-os numa posição de desvantagem relativamente ao mercado global de produtos agrícolas.

O imenso atraso existente nas aprovações de eventos cria constrangimentos no aprovisionamento de matérias-primas, em que a Europa e Portugal são deficitários.

Esta situação é particularmente preocupante no que se refere à importação de matéria-prima proteica, na qual a Europa é deficitária em 70%.

É necessária uma harmonização internacional dos processos de aprovação dos novos eventos, de forma a evitar disrupções no mercado.

É necessário que o governo Português mantenha a disponibilidade para apoiar os agricultores que pretendam optar por utilizar as variedades resultantes da aplicação da Agrobiotecnologia.

CiB acompanhou Maizall em visita a Portugal

CiB acompanhou Maizall em visita a Portugal

Junho 2014

Nos dias 1 e 2 de Junho de 2014, o CiB Portugal – Centro de Informação de Biotecnologia encontrou-se com representantes do grupo Maizall – The International Maize Alliance – formado pelos produtores de milho da Maizar (Argentina), da Abramilho (Brasil), da Associação Nacional de Produtores de Milho (Estados Unidos da América) e do U.S. Grains Council.

Durante os primeiros dias de Junho, o Maizall esteve na Europa para reunir com diferentes parceiros da fileira agroalimentar com o objectivo de debater as questões relacionadas com a Agrobiotecnologia e a utilização das culturas geneticamente modificadas para uma agricultura cada vez mais sustentável no futuro e ao nível global.

GrupoMaizal-1Junho2014

A equipa do CiB acompanhou o grupo durante uma visita de campo a uma exploração agrícola no Alentejo que produz milho Bt geneticamente modificado para resistir ao ataque de broca. Contribuiu com esclarecimentos técnico-científicos e contextualizou a necessidade de utilização das variedades geneticamente modificadas (OGM) na agricultura Portuguesa e Europeia. Destacou-se ainda as necessidades existentes para enfrentar conjuntamente os desafios futuros para o aumento da produção de alimentos e rações e as questões de segurança alimentar ao nível global.

O CiB participou numa reunião com o Maizall e com representantes da fileira Portuguesa entre os quais agricultores, produtores de alimentos e rações, associações de agriculturas e outros grupos da fileira agroindustrial. Durante a reunião foi discutida, entre outros assuntos, a necessidade de sincronização dos processos de avaliação de risco e de aprovação de variedades vegetais geneticamente modificadas para evitar disrupções do mercado. Concluiu-se que esses processos têm que se tornar mais transparentes e previsíveis ao nível da regulamentação – que deve ser eficaz e baseada na Ciência – de forma a ser ultrapassado o problema da assincronia de aprovação existente entre a União Europeia e os restantes países produtores das culturas agrobiotecnológicas. Foi ainda debatida a necessidade de se estabelecerem limites práticos para os níveis máximos de presença acidental de OGM nos lotes de sementes comercializadas.

O Grupo Maizall seguiu depois para Madrid e Bruxelas, onde reuniu com embaixadores, representantes do governo de Espanha, membros da Comissão Europeia, representantes de associações europeias de agricultores e com empresas agrobiotecnológicas.

Actualização do Programa – IV Encontro Biotecnologia e Agricultura, Feira Nacional de Agricultura

PosterMini-11Junho2014-500

PROGRAMA

11 de Junho de 2014
IV Encontro Internacional
“Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora”

51º Feira Nacional de Agricultura, Santarém, Portugal
(Sala de conferências do Cnema)

Entrada Gratuita! Inscrições Abertas!
Contacte-nos para se inscrever: geral@cibpt.org | 961 775 120

Tradução simultânea disponível – Português – Inglês – Português

10:00 – Sessão de Abertura
– CiB Portugal, Anpromis e CAP (a confirmar) com presença do Presidente da Câmara Municipal de Santarém Ricardo Gonçalves
10:30 – Sessão da Manhã – Moderada por Kiril Bahcevandziev (ESAC, Portugal)
– Pedro Fevereiro (CIB, Portugal) – Agrobiotecnologia e agricultura familiar
– Rita Lourenço Costa (INIAV, Portugal) – Biotecnologia e florestas
11:30 – Coffee break
– Pere Puigdomènech (CSIC, Espanha) – 30 Anos de plantas transgénicas
– Flavio Finardi Filho – (CNTBio, Brasil) – A adopção da agrobiotecnologia no Brasil
13:30 – Almoço livre
15:00 – Sessão da Tarde – Moderada por Maria Gabriela Cruz (APOSOLO, Portugal)
– Jaime Piçarra (IACA, Portugal) – Via sacra para a aprovação de variedades vegetais transgénicas na Europa
– Eve Ntseoane (Agricultora da África do Sul) – O uso das culturas transgénicas no contexto do sistema agrícola da África do Sul
16:15 – Coffee break
– José Maria Rasquilha (Agricultor Português) – Utilização do milho Bt no contexto da agricultura Portuguesa
17:15 – Conclusões
17:30 – Sessão de Encerramento com a presença da Directora Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo Elizete Jardim

DOWNLOAD DO PROGRAMA actualizado e MAPAS de Localização (PDF)

INSCRIÇÕES
Enviar um e-mail para geral@cibpt.org com as seguintes informações: Nome, E-mail, Contacto Telefónico e Instituição

CONTACTOS
CiB Portugal – Centro de Informação de Biotecnologia
E-mail – geral@cibpt.org | Telem – 00351 961 775 120
Website – http://www.cibpt.org

ORGANIZAÇÃO
CiB – Centro de informação de Biotecnologia
Cnema – Centro Nacional de Exposições

Inscrições abertas – 11 Junho – IV Encontro “Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora”, Santarém

PosterMini-11Junho2014-500

PROGRAMA

11 de Junho de 2014

IV Encontro Internacional
“Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora”

51º Feira Nacional de Agricultura, Santarém, Portugal
(Sala Ribatejo, Cnema)

Entrada Gratuita! Inscrições Abertas!
Contacte-nos para se inscrever: geral@cibpt.org | 961 775 120

Tradução simultânea disponível – Português – Inglês – Português

 10:00 – Sessão de Abertura
– CiB Portugal, Anpromis e CAP (a confirmar) com presença do Presidente da Câmara Municipal de Santarém Dr. Ricardo Gonçalves
10:30 – Sessão da Manhã
– Pedro Fevereiro (CIB, Portugal) – Agrobiotecnologia e agricultura familiar
– Rita Costa (INIAV, Portugal) – Biotecnologia e florestas
11:30 – Coffee break
– Pere Puigdomenech (CSIC, Espanha) – 30 Anos de plantas transgénicas
– Flavio Finardi Filho – (CNTBio, Brasil) – A adopção da agrobiotecnologia no Brasil
13:30 – Almoço livre
15:00 – Sessão da Tarde
– Jaime Piçarra (IACA, Portugal) – Via sacra para a aprovação de variedades vegetais transgénicas na Europa
– Eva Ntseoane (Agricultora da África do Sul) – O uso das culturas transgénicas no contexto do sistema agrícola da África do Sul
16:15 – Coffee break
– José Maria Rasquilha (Agricultor Português) – Utilização do milho Bt no contexto da agricultura Portuguesa
17:15 – Conclusões
17:30 – Sessão de Encerramento com a presença do Secretário de Estado da Agricultura Eng. José Diogo Albuquerque e da Directora Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo Dra. Elizete Jardim

INSCRIÇÕES
Enviar um e-mail para geral@cibpt.org com as seguintes informações: Nome, E-mail, Contacto Telefónico e Instituição

CONTACTOS
CiB Portugal – Centro de Informação de Biotecnologia
E-mail – geral@cibpt.org | Telem – 00351 961 775 120
Website – www.cibpt.org

ORGANIZAÇÃO
CiB – Centro de informação de Biotecnologia
Cnema – Centro Nacional de Exposições

DOWNLOAD DO PROGRAMA COMPLETO ACTUALIZADO (PDF) DOWNLOAD DO POSTER (em JPG)

 

 

11 Junho 2014 – IV Encontro “Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora”

IV Encontro Internacional - Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora

11 de Junho de 2014
IV Encontro Internacional
“Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora”
51º Feira Nacional de Agricultura
Sala de conferências do Cnema – Santarém, Portugal
Mais informações em Breve!

June, 11 2014
IV International Meeting
“Biotecnology and Agriculture: The Future is Now”
51º National Fair of Agriculture
Cnema Conference Room, Santarém- Portugal
More information will be provided as soon as possible!