CiB no Workshop sobre comparação e avaliação de plantas transgénicas

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O CiB Portugal – Centro de Informação de Biotecnologia esteve no  “Workshop on comparative assessments for GM plants and their use in risk assessment”, organizado pela Europabio – Associação Europeia de BioIndustrias – em 18 e 19 de Fevereiro de 2014, sobre questões científicas relacionadas com a avaliação comparativa das plantas geneticamente modificadas e a sua utilização nas avaliações de risco.

O objectivo desta acção foi criar uma plataforma entre a industria, cientistas independentes, reguladores europeus (Estados Membros e EFSA – Agência Europeia de Segurança Alimentar) e gestores de risco (Comissão Europeia e Estados Membros) podem discutir os aspectos científicos das avaliações comparativas e para chegar a um entendimento sobre as necessidades deste tipo de avaliações.

Foram discutidos os seguintes temas: utilização de análises comparativas para avaliações de alimentos e rações na UE e noutras regiões do mundo; metodologias usadas nas análises comparativas e interpretação de resultados e implicações para as avaliações de risco de alimentos e rações; e efeitos não intencionais do uso de abordagens comparativas para as avaliações de risco; desafios actuais e futuros na avaliação de risco comparativa.

PROGRAMA COMPLETO

APRESENTAÇÕES dos oradores

11 Junho 2014 – IV Encontro “Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora”

IV Encontro Internacional - Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora

11 de Junho de 2014
IV Encontro Internacional
“Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora”
51º Feira Nacional de Agricultura
Sala de conferências do Cnema – Santarém, Portugal
Mais informações em Breve!

June, 11 2014
IV International Meeting
“Biotecnology and Agriculture: The Future is Now”
51º National Fair of Agriculture
Cnema Conference Room, Santarém- Portugal
More information will be provided as soon as possible!

OGM: Parecer do Conselho para a Ciência e Tecnologia (UK)

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Culturas Geneticamente Modificadas
Carta sobre Beneficios e Riscos dos OGM
ao 1º Ministro Britânico do Conselho para a Ciência e Tecnologia (UK)

Março 2014

O Conselho para a Ciência e Tecnologia do Reino Unido publicou um parecer enviado ao Primeiro Ministro Britânico relativamente aos benefícios e riscos da utilização dos organismos geneticamente modificadas (OGM ou transgénicos) na agricultura e as questões políticas que cruzam as responsabilidades de vários departamentos governamentais.

Neste parecer, este Conselho observa os benefícios e os riscos das tecnologias de engenharia genética utilizadas para produzir OGM e fornece recomendações ao governo para melhorar a qualidade do debate sobre este tema no Reino Unido e na Europa.

O parecer refere dois Relatórios relacionados com as evidências relacionadas com a utilização das plantas transgénicas na agricultura:

 

LER DOCUMENTOS DESTE PARECER:

https://www.gov.uk/government/publications/genetic-modification-gm-technologies

 

 

VÍDEO – Prémio Mundial da Alimentação: É necessária mais investigação em agrobiotecnologia na UE

Marc Van Montagu, laureado com o Prémio Mundial da Alimentação 2013, explica a necessidade de encorajar a investigação pública na área da biotecnologia aplicada à agricultura, que não é suficientemente apoiada pelos governos dos países da União Europeia.

 

Artigo de Séralini foi retirado e retractado da revista científica Food & Chemical Toxicology

Artigo de Séralini foi retirado da revista científica
Food & Chemical Toxicology:
consequência do normal processo científico

29 Novembro 2013

A revista científica “Food & Chemical Toxicology” retirou o artigo de Gilles-Eric Séralini e outros autores, publicado em Setembro de 2012, onde os autores  pretendiam revelar indícios de que o milho transgénico NK 603  e o herbicida Roundup são perigosos para a saúde animal.

Esta não é de todo uma conspiração ou um complô contra Gilles-Eric Séralini. É uma consequência do trabalho fundamental de assegurar a exactidão dos dados científicos publicados no artigo que a revista científica “Food & Chemical Toxicology” não concretizou, tal como seria suposto acontecer. Retirar um artigo científico de uma publicação científica é o procedimento normal quando, como aconteceu neste caso, o artigo em causa contém problemas graves de exactidão nos métodos que utiliza, nos resultados obtidos e na discussão que apresenta.

Várias foram as instituições e organizações científicas que apontaram os problemas sérios do conteúdo do artigo de Séralini e que declaram que as conclusões do seu estudo não poderiam ser verificadas, tal como deve acontecer no processo de produção científica.

Alguns documentos que explicam os motivos da falta de qualidade científica deste artigo e porque foi retirado podem ser consultados nos links em baixo:

– Comunicado de imprensa da editora Elsevier retratando a publicação deste artigo na sua revista científica “Food and Chemical Toxicology”

EFSA descredibiliza artigo sobre toxicidade de milho transgénico em ratos

– Opinião da PRRI – Public Research & Regulation Initiative

– Parecer do ViB –  Life Sciences Research Institute in Flanders

– Comunicado do CiB Portugal – Estudo de Séralini que sugere toxicidade de milho transgénico não é credível

– Comunicado do CiB Portugal  – Seis Academias Nacionais Francesas comentam publicação sobre toxicidade dos OGM

Relatório – Importância das Culturas Transgénicas para a Agricultura Suíça

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Novembro 2013 | Antama

A Academia Suíça das Ciências publicou um estudo “Genetically modified crops and their importance for Swiss agriculture” que analisa a importância das culturas geneticamente modificadas para a agricultura Suíça.

Segundo, o documento a agricultura naquele país necessita de aumentar a sua produção, manter a qualidade e reduzir o impacto ambiental para se tornar mais competitiva e em simultâneo tornar-se mais amiga do ambiente. Para atingir esses objectivos e fazer frente aos grandes desafios do futuro deverá usufruir de todas as tecnologias disponíveis, incluindo as sementes obtidas por melhoramento genético com engenharia genética. O estudo publicado pela Academia Suíça das Ciências reconhece que o uso de culturas transgénicas para produção de alimentos se encontra obstruída por limitações legais.

O estudo pode ser consultado em Inglês em PDF no link: http://bit.ly/1bGOKPh

Mega-estudo científico publicado com base em 1783 referências: Culturas transgénicas são seguras

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Culturas Transgénicas são seguras:
Mega-estudo científico publicado com base em 1783 referências

30 Outubro 2013 – CiB Portugal

Uma equipa de investigadores publicou uma meta-análise que examina 1783 estudos científicos sobre a biossegurança de plantas transgénicas para a saúde humana e animal e para o ambiente, concluindo que não se detectam riscos acrescidos relacionados com a sua utilização.

Nicolia A, Manzo A, Veronesi F, Rosellini D. (2013) Review Article:
An overview of the last 10 years of genetically engineered crop safety research.
Critical Reviews in Biotechnology.

A meta-análise publicada na revista científica “Critical Reviews in Biotechnology” refere estudos realizados nos últimos 10 anos e não detectou riscos específicos na utilização de culturas geneticamente modificadas (conhecidas por transgénicas) quando comparadas com culturas melhoradas por outras metodologias. O estudo realça também a importância da comunicação de ciência para contribuir para uma sociedade mais informada sobre a importância dos transgénicos para o mundo.

Os autores afirmam que é falso o argumento de que não há estudos suficientes sobre a segurança das culturas transgénicas, uma vez que 70% dos estudos realizados são exactamente sobre biossegurança. Afirmam ainda que o consumo de alimentos transgénicos é seguro para pessoas e animais.

A segurança das culturas transgénicas é crucial para a sua adopção e tem sido objecto de investigação científica que é completamente ignorada pelo público. Os autores conferiram a literatura científica publicada nos últimos 10 anos, construíram uma lista de artigos científicos e analisaram o conteúdo dessas publicações. Seleccionaram os artigos científicos originais, as revisões científicas, as opiniões relevantes e os relatórios, tendo concluído que o consenso científico tem crescido desde que as culturas geneticamente modificadas foram pela primeira vez utilizadas nos campos dos agricultores.

A colecção dos dados científicos recolhidos estão disponíveis para investigadores, comunicadores e a professores de todos os níveis de ensino com o objectivo de ajudar a criar na sociedade uma percepção pública equilibrada e públicos bem informados sobre este tema.

Porquê esta meta-análise?
No mundo científico as evidências da qualidade são reveladas pelos trabalhos de meta-análise,
nos quais se podem contrastar e combinar os resultados de um amplo conjunto de estudos
produzidos com revisão pelos seus pares científicos.

Os prejuízos do discurso anti-transgénico

Apesar do debate científico entre defensores e opositores do cultivo de plantas transgénicas ser importante e positivo, a opinião da comunidade científica tem vindo a ser distorcida pelos meios de comunicação social e pelas campanhas anti-transgénicos. Estas distorções têm sido utilizadas de forma inaceitável pelos decisores políticos para condicionar o uso das culturas transgénicas.

O discurso anti-transgénico não é geralmente suportado por evidências científicas. Esta falta de suporte científico cria um vazio que permite a divulgação permanente de informações incorrectas, a persuasão emotiva eticamente inaceitável e ainda as constantes acusações de corrupção corporativa. Este tipo de discurso mostra o desconhecimento de que a maior parte da investigação de plantas transgénicas se faz em organismos públicos, havendo exemplos muito claros de investigação, como a realizada na Embrapa (Brasil) que libertará no próximo ano variedades transgénicas de feijão resistentes a vírus; no Instituto Internacional de Investigação do Arroz – IRRI (Filipinas) que investiga o Arroz Dourado – tão necessário para salvar milhões de vidas humanas ameaçadas por falta de pró-vitamina A; em Cuba que, desde de 2010, desenvolve e cultiva plantas transgénicas para evitar a importação de sementes do exterior; ou no Consejo Superior de Investigaciones Científicas – CSIC (Espanha) que desenvolveu trigo com teor reduzido de gluten para celíacos, mas que terá de ir para os Estados Unidos da América para cultivá-lo, porque no Espaço da União Europeia não consegue autorização para o fazer.

CiB subscreve carta aberta de Investigadores e org. de agricultores precupados com política sobre OGM

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 CiB – Centro de Informação de Biotecnologia (Portugal) subscreve a carta aberta de Professor Marc Van Montagu, dos membros da Public Research & Regulation Initiative (PRRI), dos Investigadores do sector público e das organizações de agricultores que a subscrevem – e apoia os seus autores.

Carta Aberta

Investigadores do sector público e organizações
de agricultores expressam preocupação sobre políticas
e regulamentação dos OGM

 

De:

Professor Marc Van Montagu (Prémio Mundial da Alimentação 2013), dos membros da Public Research & Regulation Initiative (PRRI), de Investigadores do sector público e de organizações de agricultores

 

Para:

Presidente da Comissão Europeia,
Presidente do Conselho Europeu,
Presidente do Parlamento Europeu

 

16 de Outubro de 2013

 

Ex.mos Sr. Presidente Durão-Barroso, Sr. Presidente Van Rompuy e Sr. Presidente Schulz,

 

Escrevo-vos em nome da Public Research and Regulation Initiative (PRRI) e das organizações Europeias de agricultores referidas em baixo. A PRRI é uma organizaçao mundial de cientistas do sector público que desenvolvema biotecnologia moderna para o bem comum. As associações de agricultores referidas em baixo apoiam a liberdade de escolha das variedades agrícolas mais adequadas para enfrentarem os desafios actuais da agricultura, incluindo a adopção de variedades geneticamente modificadas aprovadas.

Hoje, no dia Mundial da Alimentação, escrevemos-vos para expressar a nossa profunda preocupação sobre os efeitos que a política e a regulamentação da União Europeia (UE) relativa aos Organismos Geneticamente Modificados (OGM) têm no potencial da biotecnologia moderna para impulsionar a produção mais sustentável de alimentos. 

Se a UE quiser tornar a produção agrícola mais sustentável e menos dependente da importação de produtos agrícolas, então os agricultores da UE têm que ter acesso à possibilidade de cultivar variedades agrícolas menos dependentes de pesticidas, mais produtivas, que necessitem de menos tratamento mecânico do solo, que resistam mais eficientemente aos efeitos climáticos, etc. 

O desenvolvimento destas variedades agrícolas não pode ser feito apenas através de melhoramento vegetal convencional. A biotecnologia moderna pode contribuir muito para se atingirem estes objectivos, e em alguns casos é a única solução disponível. Estes factos encontram-se reflectidos na Agenda 21 e na Convenção sobre Biodiversidade Biológica, bem como nas centenas de milhões de euros que a UE investiu ao longo dos anos na investigação em biotecnologia moderna. A inovação biotecnológica é a chave para se atingir a sustentabilidade da agricultura intensiva. 

Em 1990, a UE estabeleceu um sistema regulador para os OGM cujo ponto chave era a avaliação do risco cientificamente sólida como base para a tomada de decisões informadas. Durante vários anos o sistema regulador funcionou tal como foi inicialmente estruturado: as decisões eram tomadas dentro dos prazos legais e tinham como base factos científicos sólidos. 

Contudo, desde da segunda metade dos anos de 1990, alguns Estados Membros e instituições da UE iniciaram, como reacção à preocupação do público em diversas áreas alimentares, políticas contraproducentes em relação aos OGM. É a essas políticas que nos referiremos de seguida. 

1. Aumento contínuo das exigências do sistema regulador, contra o aumento constante de evidências científicas sobre segurança.

A vasta Investigação em biossegurança dentro e fora da UE, e o cultivo de variedades GM em centenas de milhões de hectares em muitos ambientes em todo o mundo, confirmam que as variedades GM cultivadas hoje em dia são tão seguras – e em alguns casos mais seguras – para a saúde humana e para o ambiente que as variedades convencionais equivalentes (não geneticamente modificadas). Contudo, mais do que alterar as regulamentações com base nas evidências, a UE move-se no sentido oposto, aumentando continuamente os requisitos regulamentares.

Um exemplo recente desta tendência é a transformação de uma orientação da EFSA na implementação de regulamentação que faz com que dados e os testes sejam obrigatórios, sem qualquer justificação científica. Para dar um exemplo específico: apesar das evidências científicas e das opiniões da EFSA de que apenas em casos específicos os ensaios alimentares de 90 dias fornecem informação adicional útil, estes testes são agora obrigatórios.

A consequência é a utilização desnecessária de animais para ensaios, o que viola a Directiva 2010/63, o aumento substancial e desnecessário de custos e o atraso na submissão de novos eventos. Outro exemplo é a eliminação progressiva dos genes de resistência a antibióticos, que são ferramentas do processo de modificação genética. Tal como as evidências científicas e as opiniões da EFSA demonstram, não existe nenhuma base científica para esta eliminação. Além disto, esta exigência condiciona a investigação científica do sector público, em particular nos países em desenvolvimento. 

O resultado desta situação é que o quadro regulamentar mudou de uma ferramenta para a tomada de decisões informadas para um obstáculo desnecessário e intransponível para as instituições de investigação científica públicas. De facto, ao longo dos últimos anos, o quadro regulador descarrilou de tal forma na UE que até as grandes empresas de biotecnologia estão a deslocar as suas actividades para outras partes do mundo. Neste contexto, estamos também a referir o relatório de Junho de 2013, produzido por 25 academias científicas dos Estados Membros associadas no “European Academies Science Advisory Council” (EASAC), no qual expressam preocupação sobre “… o consumo de tempo e o excesso de despesas gastos com o sistema regulador da UE, agravada pela politização da tomada de decisão pelos Estados-Membros e outras inconsistências da política … “. 

O EASAC está correcto na conclusão de que uma principais causas desta situação tem como base  a tendência para a decisão política baseada em motivações políticas de curto prazo, em vez de ter como base as evidências científicas e uma visão holística de longo prazo.

Para além disto, e talvez como consequência, destacamos que a implementação da avaliação de risco está gradualmente a sair do principio de “base científica sólida”, tal como está estipulado na Directiva. Alguns Estados Membros, e algumas vezes a EFSA também, continuam a pedir mais e mais dados e testes científicos, sem existir um cenário científico de risco que o justifique, mas apenas com o argumento de “incertezas” indefinidas. O facto de algumas autoridades continuarem a pedir por mais e mais dados científicos sem justificação científica parece ter por base o que é vulgarmente conhecido como “o equívoco genómico”, isto é, a ideia de que a engenharia genética causa mais mudanças não intencionais nos genomas do que os cruzamentos naturais. Dados científicos sólidos demostram que esta concepção é um equívoco. 

Neste contexto instamos portanto as Instituições Europeias e aos Estados Membros da União Europeia ao: 1) retorno à tomada de decisão com base nas evidências científicas; 2) regresso a uma avaliação de risco ao domínio da ciência bem fundamentada; 3) reconhecimento de que a acumulação de evidências científicas permite a redução de requisitos técnicos e/ou processuais para algumas categorias de OGM.

 

2. Atrasos nas tomadas de decisão, apesar das opiniões positivas da EFSA.

Apesar das opiniões positivas da EFSA, existem muitos processos que a Comissão Europeia não submeteu a votação pelos Estados Membros tal como requerido pelas regras estabelecidas. Actualmente, existem muitos processos que estão seriamente atrasados, em alguns casos, por muitos anos.

Esta prática de não submissão de processos para votação por parte da Comissão é antes de mais uma violação às regras da União Europeia, tal como o Tribunal Europeu de Justiça recentemente esclareceu. Além disso as decisões da Comissão de não submeter os processos a votação significam que os agricultores europeus são à priori privados de liberdade de escolha. Esta prática de atrasar o funcionamento do sistema fomenta a suposição de que deve existir algo de errado com as variedades agrícolas geneticamente modificadas. 

Apelamos ao Presidente da Comissão Europeia que assegure que a Comissão Europeia se submeta à legislação e que acelere a votação dos processos assim que forem recebidas as opiniões da EFSA.

 

3. Invocação de moratórias sem justificação científica.

Desde a década de 1990 que alguns estados membros têm repetidamente feito uso da “cláusula de salvaguarda” nas regulamentações que permitem a proibição provisória de OGM, caso existam novas informações científicas que sugerem a existência de risco. Como demonstrado pelas opiniões da EFSA nenhuma das moratórias teve por base qualquer justificação científica válida. As razões destas moratórias foram políticas. Por exemplo, numa entrevista, o ex-primeiro ministro francês François Fillon confirmou que houve um acordo entre o Presidente Sarkozy e os ecologistas no qual a tecnologia GM foi “trocada” pela energia nuclear.

Para piorar a situação, o Conselho Europeu não apoiou as tentativas da Comissão Europeia de obrigar os Estados Membros a aceitarem a lei quando invocaram inapropriadamente a cláusula de salvaguarda. Para aumentar a confusão, a Comissão apresentou uma proposta de “nacionalização” que premiaria efectivamente os Estados Membros que têm ignorado a existência de um sistema regulador.

Apelamos aos Estados Membros e às Instituições da União Europeia que se submetam às regras que eles próprios criaram.

 

4. Apoio à investigação dúbia em biossegurança

O ano passado um grupo de investigação francês publicou um artigo sugerindo que ratos desenvolveram cancro devido ao consumo de variedades agrícolas GM. O artigo foi devidamente referido pela EFSA e por muitas autoridades e agências nacionais como sendo lixo sem sentido, concluindo-se que a metodologia do estudo foi fundamentalmente inconsistente, que os dados foram incorrectamente interpretados e que as conclusões foram infundadas.

Contudo, alguns Membros do Parlamento Europeu continuaram a propagar estas falsas conclusões científicas como argumento e a Comissão Europeia disponibilizou recentemente fundos de valor considerável para uma investigação que é uma repetição deste mesmo estudo. Esta situação é não só um desperdício de fundos para a investigação mas ainda – novamente – uma utilização inapropriada de animais de laboratório, fomentando ainda o equívoco de que as sugestões do artigo francês possam ser verdadeiras.

 

Conclusão

Em resumo, as consequências das políticas acima mencionadas são:

  • Ao contrário dos seus competidores fora da UE, os agricultores na UE não têm acesso às variedades agrícolas GM que podem ajudar a aumentar a produtividade enquanto provocam menos impactos no ambiente. Não ter estas opções disponíveis significa para os agricultores a perda de rendimento e oportunidades perdidas para, por exemplo, reduzir a utilização de pesticidas.
  • Existe uma continuada “fuga de cérebros” de investigadores do sector público e um abrandamento da investigação publica em áreas que são essenciais para o futuro da agricultura sustentável e para a auto-suficiência na Europa. Como consequência, uma importante base da inovação na EU está constantemente a ser reduzida e pode vir a desaparecer.
  • A Europa continua a ser o maior importador de alimentos e rações, continuando desse modo a provocar o aumento dos preços dos alimentos e das rações no mercado global, com consequências para as pessoas nos países desenvolvidos que muitas vezes despendem metade dos seus rendimentos em alimentação.
  • A credibilidade do objectivo da UE de ter um mercado interno com liberdade de escolha e a credibilidade num sistema regulatório europeu estão seriamente afectadas.

 

Assim, apelamos às instituições da UE e aos Estados Membros para terem uma visão mais alargada, holística e de longo prazo, sobre a produção agrícola de alimentos, rações e de biomassa, e que ajustem as políticas e a regulamentação dos OGM de acordo com essa visão.

 

As organizações abaixo assinadas estão disponíveis para quaisquer questões que V. Exas. possam ter e oferecem-se para reunir convosco de forma a fornecer mais informações e detalhes sobre os pontos mencionados nesta carta.

Uma cópia desta carta será enviada para aos Comissários envolvidos nestes assuntos, ao Assessor Científico Chefe do Presidente da Comissão Europeia, a EFSA, e outros serviços do Parlamento, ao Conselho e à Comissão, assim como aos Estados Membros. Esta carta será também publicada nos websites das organizações signatárias.

Com os melhores cumprimentos,

Professor Marc baron Van Montagu,
Laureado com o Prémio Mundial da Alimentação 2013
Presidente do Public Research and Regulation Initiative (PRRI)

 

Em nome de:

Association Française des Biotechnologies Végétales (AFBV, France), AgroBiotechRom (Romania), Conservation Agriculture Association (APOSOLO, Portugal), Asociación Agraria Jóvenes Agricultores (ASAJA, Spain), ASOPROVAC (Spain), FuturAgra (Italy) , InnoPlanta (Germany), Ligii Asociatiilor Producatorilor Agricoli din Romania (LAPAR, Romania), The UK Farming Unions NFU, UFU, NFUS and NFU Cymru, Société des Agriculteurs de France (SAF), and the Public Research and Regulation Initiative (PRRI).

 

Nota: A carta aberta está disponível na versão original no website da PRRI

 

Relatório – Milho Tolerante à Seca

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Relatório

Milho Tolerante à Seca

ISAAA – 2013

O caderno “Progress in Achieving and Delivering Drought Tolerance in Maize – An Update” inclui informação sobre a importância do melhoramento de plantas na caracteristica das plantas para resistirem às condições de seca. Esta caracteristica é essencial para todos os agricultores, ao nível global, que produzam os seus cultivos em condições de elevadas temperaturas e/ou humidade do ar reduzidas.

Esta publicação dedica especial atenção ao caso das plantas do milho, tanto às variedades convencionais como às variedades geneticamente modificadas, melhoradas pelo sector público ou por empresas.

Discute as perspectivas futuras a curto, médio e longo prazo. No futuro próximo, o melhoramento das espécies de plantas utilizadas na agricultura nas caracterisiticas relacionadas com tolerância à seca e à eficiência de utilização de água pelas próprias plantas terá alta prioridade nas fases de investigação fundamental  e ao nível mais avançado na aplicação em ensaios de campo.

A tolerância à seca pelas plantas do milho conferidas através do melhoramento por engenharia genética é vista como fundamental. A comercialização de variedades de milho transgénico com esta caracteristica será comercializada em breve, porque a falta de água é de longe o maior constrangimento à produtividade agrícola, tendo particular importância na África Sub-Sariana, porque existe urgência humanitária de aumentar o rendimento do milho, que é o alimento base na alimentação de mais de 300 milhões de pessoas que sofrem de fome e má nutrição.

Ler Relatório

Caderno e Vídeo – Ciência ao serviço da protecção dos consumidores desde os campos à mesa

Caderno e Vídeo da EFSA
Ciência ao serviço da protecção dos consumidores desde os campos à mesa

brochure “Science protecting consumers from field to fork”

A EFSA – Autoridade Europeia de Segurança Alimentar –  publicou um caderno para resumir a sua função e a sua forma de actuar nas diferentes áreas da cadeia de produção de alimentos: doenças relacionadas com alimentação, contaminantes, saúde e bem-estar animal, protecção das culturas, produção de alimentos e a sua distribuição, segurança alimentar, inovação em produtos alimentares, entre outras.

Como suporte à informação deste caderno a EFSA publicou também este vídeo que resume as suas actividades relacionadas com as avaliações de risco e segurança alimentar, desde o momento do cultivo das plantas até à sua chegada à mesa dos cidadãos Europeus.

Download do Caderno