CRISPR | Investigadores estão a desenvolver alfaces resistentes ao calor

Na Califórnia, o calor é uma ameaça constante à produção de alfaces. E com o aumento da temperatura global devido às alterações climáticas, a situação tende a piorar. No entanto, uma variedade de alface selvagem encontrada há 40 anos nas proximidades de um posto de gasolina está a alimentar as esperanças dos produtores de alface deste Estado norte-americano, porque pode ser a chave para desenvolver plantas resistentes às temperaturas altas.  

Ao passar por um terreno baldio ao lado de um posto de gasolina, no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, uma investigadora da Universidade da Califórnia, reparou numa variedade de alface selvagem que crescia fresca e viçosa, apesar do calor tórrido que se fazia sentir. Esta descoberta foi há 40 anos. Hoje, os investigadores da UC Davis estão a usar técnicas avançadas de melhoramento de plantas para desenvolver variedades de alface com a mesma tolerância ao calor que a variedade selvagem encontrada na década de 1980.

Saiba mais neste vídeo da Associação Americana de Comércio de sementes e da Crop Life International.

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Pragas e doenças | InnovPlantProtect criado para desenvolver soluções biológicas inovadoras

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Leia a Grande Entrevista ao Professor Pedro Fevereiro sobre o novo Laboratório Colaborativo InnovPlantProtect, em Elvas, construído para dar resposta ao grande desafio da produção agrícola: o controlo de pragas e doenças, responsáveis pela perda global de 40% a 60% das culturas.

Com a crescente pressão do aumento da população mundial e dos efeitos das alterações climáticas, agora como nunca é crucial proteger as culturas agrícolas das pragas e doenças. O InnovPlantProtect, o primeiro Laboratório Colaborativo em Portugal nesta área, está a trabalhar para desenvolver soluções biológicas inovadoras (biopesticidas) e novas variedades resistentes a pragas e doenças.

Esta entrevista foi publicada em primeira mão na edição impressa de maio e na edição online da revista Voz do Campo.

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OGM| De que lado está a ciência?

 

No debate sobre OGM, a ciência está do lado de quem? Dos que são a favor ou dos que são contra? Ambos reclamam sustentação científica para a defesa dos seus argumentos.

A rapidez com que a desinformação circula e a facilidade com que a confusão e o medo se instalam tornam ainda mais complicado fazer uma análise subjetiva do tema. É sobre isto que trata o filme “A EVOLUÇÃO ALIMENTAR”, pela voz de Neil Tyson.

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Webinar|Fake news sobre biotecnologia

Mais um esclarecedor webinar da Fundación Antama. Este, com o investigador Daniel García, da SoyBiotec, e o Professor e investigador José Pío Beltrán, do CSIC-Conselho Superior de Investigação Científica, em Espanha, sobre as notícias falsas sobre biotecnologia, divulgadas nas redes sociais e nos media.

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Q&A|”Desta vez não faltou comida? E da próxima?”

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Créditos da imagem: Rodrigo Cabrita/CiB

Quem não teve oportunidade de ouvir ontem o programa “Que Vida é a Nossa?”, na Antena 1, tem aqui a oportunidade de ouvir a resposta do investigador Pedro Fevereiro à pergunta da jornalista Eduarda Maio: “Desta vez não faltou comida? E da próxima? 

São sete minutos de conversa que nos levam a refletir sobre aquilo que não é mas temos como adquirido – os alimentos. A COVID-19 levou-nos a comportamentos desajustados, impulsionados pelo medo. Medo, talvez, de passar fome? Numa primeira fase crise sanitária esvaziamos os supermercados, açambarcamos enlatados e outros não perecíveis, como se fossemos viver os próximos meses num bunker.

Mas, como a pergunta deste programa alerta, “Desta vez não faltou comida”. E da próxima?”

Num tempo em que se colocam grandes desafios à produção de alimentos – e citando uma parte da resposta de Pedro Fevereiro, nunca é demais “reconhecer o trabalho dos agricultores”. São eles que nos alimentam.

Veja o programa aqui.

Pedro Fevereiro é CEO do InnovPlantProtect, Professor Auxiliar com Agregação do Departamento de Biologia Vegetal na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, diretor do Laboratório de Biotecnologia de Células Vegetais no ITQB NOVA e presidente do CiB-Centro de Informação de Biotecnologia.

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Vídeo | O natural não é necessariamente bom | Por David Marçal em TEDxPorto

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Vídeo TEDx 
O natural não é necessariamente bom

A comunicação TEDx de David Marçal, em Português, aborda um tema muito relevante na sociedade actual, maioritariamente vivendo em ambiente urbano no qual abundam os mitos sobre o que é natural, demonizando-se muitas vezes o que as pessoas consideram que não é natural.

[…] como bioquímico sempre achei muito curiosa uma certa ideia que existe acerca dos produtos naturais, que é a sua bondade intrinsica. Um produto natural é bom, porque é natural. Um produto químico é mau, porque é químico. E isso não é necessáriamente verdade. Mas sabem que não gera muita simpatia vir aqui falar destas coisas. Toda a gente gosta da natureza e dizer isto é quase como se eu fosse contra o pôr-do-sol. E na verdade eu adoro pores do sol. […]

Ao longo da sua explicação, David Marçal dá vários exemplos, incluindo o do milho biológico e da insulina geneticamente modificada fundamental para a saúde de diabéticos. Será que são naturais?

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[…] Por exemplo, o milho de agricultura biológica deve ser considerado um produto natural? Mesmo que consideremos que ele não foi modificado geneticamente por modernas técnicas de biologia molecular, o milho como nós o conhecemos não existe natureza. Ele é o resultado de milhares e milhares de anos de seleção de sementes feitos por gerações sucessivas de agricultores. O milho que existe na natureza é na verdade bastante diferente do que nós conhecemos. É uma espécie muito mais pequenina. Mas, vamos tornar as coisas ainda mais interessantes. É possível modificar geneticamente bactérias para elas produzirem insulina humana. Essa insulina é igualzinha à produzida pelo pâncreas humano. É uma proteína feita de aminoácidos, cada um deles constítuido por átomos de carbono, de hidrogénio, oxigénio e azoto. Para os diabéticos essa insulina serve perfeitamente. Portanto, podemos perguntar: será que essa insulina produzida por organismos geneticamente modificados é natural? […]

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Resumo desta comunicação “O natural não é necessariamente bom”
de David Marçal 

«Em certos meios está instalado um apartheid que segrega os produtos naturais dos “produtos químicos”. O argumento é tautológico: os produtos naturais são bons porque são naturais. E os produtos químicos são maus porque são químicos. E, como em todas as boas histórias, os bons resolvem os problemas causados pelos vilões. A primeira ideia para tornar esta história um pouco mais verdadeira é a de que um produto natural é necessariamente um produto químico. Num sentido lato, os produtos naturais são compostos produzidos por um qualquer organismo vivo. O colesterol (produzido por todos os animais) e a penicilina (produzida por um fungo) são produtos naturais. Os produtos naturais não são necessariamente perigosos, mas por vezes podem causar problemas graves de saúde. Em muitos casos os seus riscos são desconhecidos. Os remédios à base de produtos naturais não passam pelo exigente processo de ensaios clínicos necessários para a aprovação de um medicamento convencional. É desconhecida a sua eficácia e segurança e a sua toma comporta riscos que não estão avaliados.»

VISIONAR VÍDEO COMPLETO

 

MAIS INFORMAÇÃO

David Marçal doutorou-se em 2008 em Bioquímica pela Universidade Nova de Lisboa. É redator científico na Ciência Viva (Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica) e coordenador da rede GPS.PT (Global Portuguese Scientists). Publicou, em coautoria com Carlos Fiolhais, os livros “”Darwin aos tiros e outras histórias de ciência”, “Pipocas com telemóvel e outras histórias de falsa ciência” e “A ciência e os seus inimigos”. É também coordenador e autor do livro “Toda a Ciência (menos as partes chatas)” e assinou o ensaio “Pseudociência”. É autor de centenas de artigos na comunicação social, espetáculos e em programas de televisão sobre ciência. Já foi distinguido com os prémios Químicos Jovens (da Sociedade Portuguesa de Química), Ideias Verdes (da Fundação Luso e pelo Jornal Expresso) e COMCEPT (da Comunidade Céptica Portuguesa).

 

 

Vídeo TEDx | Transgénicos: Heróis ou Vilões

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Vídeo TEDx
Transgénicos: Heróis ou Vilões

Podem pensar que a comida é natural, não? Mas a verdade é que um tomate cherry tem mais tecnologia do que um iPhone.

A comunicação TEDx de José Miguel Mulet, em Espanhol, leva o público a descobrir outra perspectiva sobre os organismos geneticamente modificados (OGM) produzidos para a agricultura e alimentação, que tanta controvérsia geram na actualidade. Discute o conceito de alimentos “naturais” e conta a história muito antiga do melhoramento genético de plantas para produção de alimentos presentes nas nossas refeições, dando o exemplo do desenvolvimento da cenoura, do tomate, das batatas, entre outros.

Na sua apresentação refere também produtos geneticamente modificados do nosso dia-a-dia, tais como: notas de euro, roupa, cotonetes, comprimidos, insulina, detergentes de roupa (produzidos com enzimas com origem na engenharia genética). Desmonta abordagens que disseminam desinformação passada pelos movimentos anti-OGM.

O divulgador de ciência explica que a tecnologia dos Organismos Geneticamente Modificados não é a tecnologia mais recente, mas a penúltima. Para descobrir qual é e em que consiste visualize o vídeo. No final, termina, declarando que está muito tranquilo e que come sem medo.

José Miguel Mulet é Investigador e Professor da Universidade Politécnica de Valência (Espanha), na área de química, biologia molecular e biotecnologia. A sua investigação dedica-se ao desenvolvimento de plantas resistentes à seca. É divulgador de ciência em áreas como biotecnologia e alimentação, tendo publicado vários livros como “Transgénicos sin Miedo”, “Comer sin Miedo”, entre outros.

MAIS INFORMAÇÃO

 

Vídeo | Melhoramento genético de plantas no nosso dia-a-dia

Vídeo
Melhoramento genético de plantas no nosso dia-a-dia

CiB Brasil – Agosto 2017

O CiB Brasil – Conselho de Informações sobre Biotecnologia produziu uma animação em vídeo sobre o melhoramento de variedades vegetais com utilidade na agricultura.

O melhoramento genético de plantas é responsável por muitos dos alimentos que consumimos hoje. Desde a seleção de variedades por agricultores ancestrais, passando pela descoberta de como as características são transmitidas de uma geração para outra, até às modernas técnicas que modificam plantas ao nível molecular, o melhoramento tem contribuído para o desenvolvimento de alimentos mais saborosos e sustentáveis.

videocibbrasiljul2017-OGM2

Livro Gratuito | Sim aos OGM! Para nós e para o ambiente

Livro - Yes to GMO

Livro Gratuito
Sim aos OGM! Para nós e para o ambiente

O livro “Yes to GMOs! For us and the environment”, dos autores Borut Bohanec & Mišo Alkalaj, aborda as questões relacionadas com os Organismos Geneticamente Modificados e a sua importância para os seres humanos, a agricultura e para o ambiente, tais como:

  • Como os OGM estão distribuídos pelo mundo?
  • Como a genética protege as culturas contra pragas, fungos e doenças provocadas por bactérias e vírus?
  • Como as plantas podem tornar-se resistentes ao frio e necessitar de menos fertilizantes?
  • Como as plantas e os animais podem produzir medicamentos?
  • Como as alergias alimentares podem tornar-se algo do passado?

E ainda:

  • Porquê que estas maravilhosas conquistas são mantidas em segredo?

DOWNLOAD GRATUITO

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VIDEO da TEDxL do autor Borut Bohanec
“GMO controversies – science vs. public fear”

 

 

 

Vídeo | Biólogo explica CRISPR a pessoas com 5 níveis diferentes de conhecimento

Biologist explains CRISPR - 5 people

VÍDEO
Biólogo explica CRISPR a pessoas
com 5 níveis diferentes de conhecimento

O Biólogo Neville Sanjana conversa com cinco pessoas com níveis de conhecimento diferente (desde criança com 7 anos a especialista) sobre a técnica de edição de genoma CRISPR.

Neville Sanjana é investigador da Universidade de Nova Iorque e do Centro de Genoma de Nova Iorque.

A Wired divulga informação sobre tecnologia e inovação e de que forma influenciam o dia-a-dia da vida das pessoas, desde a cultura, os negócios, a ciência, a industria e o design.