Alemanha suspende cultivo e comercialização de milho GM

Por alegado perigo para o ambiente
Alemanha suspende cultivo e venda de milho geneticamente modificado

14 Abril 2009 – Público.PT | GMO-Compass

“Cheguei à conclusão que há razões suficientes para acreditar que o milhor geneticamente modificado do tipo MON 810 (produzido pela companhia norte-americana Monsanto) representa um perigo para o ambiente”, declarou a ministra da Agricultura alemã, Ilse Aigner.

A decisão radical de proibição de cultivo e da venda do milho geneticamente modificado na Alemanha terá efeitos já na próxima colheita e assume especial importância numa altura em que a Comissão Europeia se esforça em convencer países com a Áustria e a Hungria a retomar o cultivo do MON 810. A França e a Grécia também impuseram, no início de 2008, restrições ao cultivo do milho. Em Portugal, o ministério da Agricultura decidiu no ano passado divulgar publicamente a lista das zonas cultivadas com milho transgénico MON 810 em território nacional.

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Terapia Génica – Passo à frente dado por Portugueses

Terapia Génica
Passo à frente dado por Portugueses

13 Abril 2009 – ITQB

Esquema – Baculovirus

Um trabalho de investigação, mesmo sendo promissor, dificilmente passa para a aplicabilidade em produtos úteis à actividade clínica. Os processos conseguir atingir esse objectivo são difíceis, principalmente quando se lida com biofármacos.

Um grupo de investigadores do ITQB – Instituto de Tecnologia Química e Biológica e do IBET – Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica, em Portugal, apresentou na revista Gene Therapy uma forma de produzir  baculovirus recombinantes que torna mais fácil a adaptação dos procedimentos para seguir as boas práticas internacionais de produção (GMPc – Good Manufacturing Practices), ou seja, as orientações para o controlo e gestão adequados da produção e testes para controlo de  qualidade de alimentos, produtos farmacêuticos e instrumentos médicos. Esta nova forma de produção dos baculovirus recombinantes permite manter bons níveis de rendimento e elevados níveis de pureza.

Os  baculovírus recombinantes  são muito utilizados como vectores para a produção de proteínas recombinantes em células de insectos. Estes vectores virais têm vêm vindo a chamar a atenção devido ao seu potencialcomo vias para a terapia génica em células de mamíferos.

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AFSSA contra a proibição de milho GM MON810

Agência Francesa de Segurança Alimentar deita por terra supostos argumentos científicos
do estudo austríaco utilizado por países para proibir milho GM

6 Abril 2009 – Agrodigital

A AFSSA – Agência Francesa de Segurança Alimentar declarou em comunicado ter avaliado o estudo da Áustria que tem sido utilizado por aquele país, e por outros da União Europeia, para justificar a proibição do milho MON810.

Esse estudo austríaco declara que o milho geneticamente modificado tem efeito nocivo para a saúde de pessoas e animais e tem como base estudo experimental em roedores. A AFSSA declarou que este estudo apresentado pelo governo Asutriaco apresenta graves deficiências ao nível experimental e interpretação dos resultados incorrecta com base em cálculos incorrectos.

A Agência Francesa de Segurança Alimentar fez uma avaliação rigorosa deste estudo, que não tinha sido até agora objecto de avaliação por outro comité ou revista científica, e concluiu que este estudo não indica que o milho MON810 seja menos seguro que qualquer outro tipo de milho, não apresentando qualquer risco adicional para a saúde.

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Pilhas mais eficientes com vírus modificados geneticamente

BioEnergia
Pilhas mais eficientes com vírus modificados geneticamente

6 Abril 2009 – DN.PT


É essencial o desenvolvimento de baterias mais eficientes  para aparelhos electrónicos portáteis e veículos eléctricos híbridos. Investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, no EUA, desenvolveram baterias de lítio menos prejudiciais para o meio ambiente, através da manipulação genética de um vírus comum.

O vírus M13 foi modificado para produzir fostato de ferro junto à superfície. Este material é um excelente condutor de electricidade, o que permite às baterias entregarem a energia de forma mais imediata do que as pilhas comuns.

Esta complexa combinação de química, física, biotecnologia e nanotecnologia permitiu conceber pilhas menos tóxicas e mais eficientes, que podem ter aplicação nos veículos híbridos e possibilitam maior autonomia dos telemóveis ou computadores portáteis.

A investigação foi publicada na revista Science e foi apresentada ao presidente dos Estados Unidos. Obama teve oportunidade de assistir a uma demonstração desta nova tecnologia na Casa Branca.

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Plantas transgénicas na prevenção de SiDA

Plantas transgénicas na prevenção de SiDA

3 Abril 2009 – ISAAA | Ciência Hoje (Br)

Um novo método permitirá a produção em larga escala de uma substância com potencial para o desenvolvimento de um gel eficaz para evitar a transmissão da Sida através de contacto sexual. Investigadores de instituições nos EUA e no Reino Unido usaram uma planta contaminada por um vírus geneticamente modificado para sintetizar uma proteína que impede a infecção das células pelo HiV.

A planta do tabaco Nicotiana benthamiana foi usada para a produção de uma proteína que impede a infecção das células pelo HiV. Existem muitas substâncias obtidas por meio de engenharia genética que inibem a entrada do HiV nas células. Um dos mais potentes inibidores é a proteína griffithsina, isolada da alga vermelha Griffithsia. Mas o uso desta substância como microbicida  é difícil devido aos custos elevados da sua produção em laboratório.

A equipa de investigadores usou a planta Nicotiana benthamiana, um parente próximo do tabaco, para sintetizar uma proteína idêntica à griffithsina. O grupo modificou o vírus do mosaico do tabaco com um gene da proteína e infectou 9.300 plantas cultivadas em uma estufa.

As plantas modificadas acumulam num quilo das suas folhas mais de um grama de proteína recombinante, o que permitiu extrair mais de 60 gramas da substância. Essa taxa de expressão da proteína é significativamente mais alta do que a obtida através de microrganismos ou do que os níveis de outras proteínas anti-HiV produzidas a partir de plantas.

Os resultados da investigação foram publicadas na revista científica PNAS – Proceedings of the National Academy of Sciences e a revista Nature deu-lhe especial destaque.

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Milho GM não afecta a produção de leite

Milho GM não afecta a produção de leite

3 Abril 2009 – CoExtra | ISAAA

Os resultados de dois anos de ensaios de campo organizados pelo Ministério da Agricultura Alemão revelou que o milho geneticamente modificado (GM) não provoca efeitos adeversos na saúde do gado nem na produção do seu leite. O estudo realizado pela Universidade Técnica de Munique, Alemanha, e outras instituições de investigação da Alemanha, incluiu o maior número de animais que alguma vez foi utilizado num estudo deste tipo.

Foram colhidas amostras de sangue, leite e fezes de um grupo de vacas alimentadas com variedades de milho MON 810 geneticamente modificado. Essas amostras foram comparadas com outras de vacas alimentadas com variedades homólogas de milho convencional.

O estudo confirmou os resultados de estudos anteriores, não tendo ocorrido transferência de componentes transgénicos do milho MON810 para o leite.

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Anpromis defende ensaios com milho GM


ANPROMIS defende testes com milho geneticamente modificado

2 Abril 2009 – Agroportal

A Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS) defendeu a realização dos ensaios com milho geneticamente modificado NK 603, pedidos pela multinacional Monsanto para os concelhos de Évora e Salvaterra de Magos.

«A experimentação de novas variedades de milho geneticamente modificado (OGM) em Portugal deve ser apoiada, desde que as regras de coexistência sejam garantidas pelas autoridades competentes», afirmou a ANPROMIS.

Em comunicado a associação diz ser «favorável» à realização dos ensaios com variedades de milho NK 603, resistente a herbicidas à base de glifosato.

A notificação relativamente ao pedido da multinacional da indústria agroquímica Monsanto para a realização dos ensaios, por um período de três anos, encontra-se em consulta pública.

A Monsanto pretende efectuar os ensaios em três locais de libertação, um deles em Salvaterra de Magos (Santarém), no Núcleo de Ensaios e Controlo de Escaroupim, da Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

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Agricultura pode enfrentar aquecimento global: Inactivação de gene PiF4 em plantas

Agricultura pode enfrentar aquecimento global
Inactivação de gene PiF4 em plantas

2 Abril 2009 – Agrodigital

Investigadores da Universidade de Leicester e de Oxford, no Reino Unido, anunciaram uma importante descoberta com potencial para a produção agrícola em regiões com elevadas temperaturas.

A equipa identificou um gene da planta modelo Arabidopis thaliana que codifica para a proteína “PiF4 – Factor 4 de Interacção com o fitocromo” e que está relacionado com o metabolismo da auxina, ou seja um fito-regulador responsável pela resposta da planta a temperaturas elevadas e que consiste no alongamento dos caules, elevação da altura das folhas e redução da massa vegetal, o que provoca a debilitação das plantas e da sua produtividade.

Os investigadores conseguiram produzir plantas com o gene PiF4 inactivo para não reagirem às temperaturas elevadas, o que pode abrir caminho para a obtenção de plantas mais estáveis na sua produtividade quando se desenvolvem em ambientes com elevadas temperaturas. o que terá grandes vantagens na adaptação da agricultura às alterações climáticas.

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BioRemediação – Algas retiram excesso de arsénico da água

BioRemediação
Algas retiram excesso de arsénico da água

1 Abril 2009 – ArgenBio

A alga unicelular Cyanidioschyzon tem a capacidade de se desenvolver em ambientes extremamente tóxicos.

O hidroarsenicismo consiste na presença elevada de níveis de arsénico, elemento tóxico ao seu humano e para os animais, em concentrações superiores às toleráveis na água potável.

Segundo o investigador Tim McDermott, do Departamento de Recursos Terrestres e Ciências Ambientais da Universidade Estatal de Montana, nos EUA, esta alga tem mostrado ser capaz de modificar quimicamente o arsénico em águas vulcânicas, o que pode ser fundamental para se aplicar a sua utilização com o objectivo de desintoxicar resíduos da industria mineira sobrecarregados com esta substância e também na produção de alimentos mais seguros e para limpar águas subterrâneas.

O hidroarsenicismo pode manifestar-se de diferentes formas, como lesões na pele ou doenças oncológicas, sendo a utilização potencial desta alga muito importante para tratar as águas contaminadas.

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Primeiro bovino clonado em Portugal

Primeiro bovino clonado em Portugal

1 Abril 2009 – SiC | Biotec-Zone

“Cloneta” é o nome do primeiro bovino clonado em Portugal. É fêmea, nasceu no dia 24 de Março de 2009 em Angra do Heroísmo, Açores, e, apesar de ter nascido um mês antes do previsto, encontra-se saudável.

O embrião foi produzido in vitro nos laboratórios do “Grupo de Reprodução Animal” no Departamento das Ciências Agrárias – Centro de Investigação e Tecnologia Agrária da Universidade dos Açores (CITA). O processo foi inovador, pois ocorreu a partir de uma célula de um embrião com sete dias produzido in vitro.

O embrião, constituído pelo conjunto citoplasma e blastómero, demorou duas semanas a ser produzido em laboratório. O trabalho começou a ser realizado no final do mês de Julho do ano passado e o embrião foi transferido para a vaca receptora já no mês de Agosto.

Os cientistas têm expectativa quanto ao período de vida que o clone virá a ter, visto que todos os embriões produzidos in vitro são frágeis, podendo sofrer morte prematura.

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