Publicação OCDE – The Bioeconomy to 2030

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The Bioeconomy to 2030
– Designing a policy agenda

OCDE – Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento


A Bioeconomia consiste num conjunto de actividades económicas relacionadas com a inovação, o desenvolvimento, a produção e a utilização de produtos e processos biológicos. Perspectiva-se, por isso, que a bioeconomia possa dar grandes contribuições socio-económicas a todos os países. A OCDE espera que esses benefícios promovam a saúde, a produtividade e a sustentabilidade da agricultura e de processos industriais. O sucesso da bioeconomia não está, no entanto, assegurado. É necessário que os governos dos diferentes países coordenem políticas para usufruírem dos benefícios da revolução biotecnológica actual.

A publicação The Bioeconomy to 2030 – Designing a policy agenda faz uma breve abordagem técnico-científica da biotecnologia, foca as suas aplicações na produção primária, na saúde e na indústria. Apresenta  um ponto de situação com base numa análise quantitativa de dados públicos e privados sobre redes em  investigação e desenvolvimento, estimando o desenvolvimento biotecnológico até 2015. Foca ainda aspectos institucionais, tais como: financiamento, recursos humanos, propriedade intelectual, regulamentação, possíveis desenvolvimentos que poderão influenciar modelos de negócio. A OCDE apresenta possíveis cenários até 2030 com o objectivo de encorajar os leitores reflectirem sobre as escolhas políticas e os avanços tecnológicos que moldam a bioeconomia.

“A um passo” das culturas agrícolas apomicticas

“A um passo” das culturas agrícolas apomicticas

11 Junho 2009 – ISAAA

A agricultura de elevada produtividade, utilizada actualmente, tem como base a utilização de plantas híbridas com as características desejadas para apresentarem elevados rendimentos. Contudo, as sementes produzidas por plantas híbridas dão origem a plantas que não têm as mesmas características dos seus pais e que por isso não apresentam a mesma produtividade elevada).

As sementes produzidas por apomixia (ou seja, por reprodução assexuada ou sem fecundação) são clones da planta mãe e por isso retêm as suas características. A apomixia ocorre naturalmente em mais de 400 espécies de plantas, mas é rara nas culturas importantes como o arroz, o trigo e o milho.

Em todo o mundo, grupos de investigadores têm tentado utilizar a apomixia como ferramenta para criar plantas híbridas. Recentemente, investigadores de grupos de duas instituições francesas e uma austríaca conseguiram grandes avanços no desenvolvimento de culturas apomicticas através da interrupção do processo de meiose das células. A meiose é um meio de divisão de células que produz os gâmetas feminino e masculino. Utilizando a combinação de três mutações genéticas na planta modelo Arabidopsis, a equipa de investigadores criou o genótipo denominado “MiMe” cujo processo de meiose é completamente substituído pelo processo de mitose, ou seja, um processo de divisão assexuada. Contudo, conseguir a apomixia é ainda uma tarefa distante, estando provisto que serão necessários ainda 15 anos até à sua chegada ao mercado.

Este trabalho de investigação foi publicado na revista científica PLoS ONE (Artigo e Resumo). Uma referência ao trabalho pode ser consultado na secção de notícias da revista científica Nature.

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Plantas transgénicas sem genes estranhos

Plantas transgénicas sem genes estranhos

8 Junho 2009 – SciDev

Investigadores do Centro para a Engenharia do Genoma da Universidade do Minnesota, nos EUA, descobriram uma forma de alterar a sequência genética de plantas de tabaco com caracteristicas desejadas sem a necessidade de introdução de genes com origem noutros seres vivos. O seu trabalho foi publicado na revista Nature.

A equipa de investigadores utilizou enzimas para alterar o DNA das próprias plantas de tabaco de forma a torná-las resistentes a herbicidas. Essas enzimas – conhecidas como “nucleases dedos de zinco” – podem ser utilizadas em genes específicos e em condições laboratoriais para alterarem o DNA de forma a que as plantas apresentem as características pretendidas.

Os investigadores esperam que esta técnica revolucione a forma como as plantas com interesse agrícola serão alteradas geneticamente no futuro.

Daniel Voytas, líder da equipa, explicou que é necessário testar a tecnologia e compará-la com os métodos de transferência de genes utilizados até agora.

A técnica pode tornar-se menos controversa que a modificação genética convencional, uma vez que não envolve transferência de genes de outras espécies.

Estudo recomenda criação de zonas de produção de culturas GM

Estudo do Projecto Co-Extra
recomenda criação de zonas de produção de culturas GM

4 Junho 2009 – Agrodigital

O projecto de investigação da Comissão Europeia, o Co-Extra, apresentou os resultados de um estudo realizado durante quatro anos sobre a coexistência de culturas geneticamente modificadas e outros modos de produção convencional e tradicional. O estudo recomenda a criação de zonas de produção dedicadas a culturas geneticamente modificadas, devido à pequena dimensão da maior parte das parcelas agrícolas na Europa.

Para criar uma zona de produção é necessário que todos os agricultores dessa zona estejam de acordo, quer produzam culturas GM ou não.

Portugal é actualmente o único país da União Europeia que refere zonas de produção na legislação nacional, estando também estas zonas já em prática.

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Vacina comestível – Cenouras geneticamente modificadas contra a raiva

Vacina comestível
Cenouras geneticamente modificadas contra a raiva

5 Junho 2009 – ArgenBio | ISAAA

Investigadores da Universidade Nacional Autónoma do México desenvolveram cenouras que acumulam elevados teores de uma glicoproteína do vírus da raiva. Os resultados da sua investigação foram publicados na revista científica Transgenic Research.

A raiva continua a ser um grave problema de saúde em todo o mundo, especialmente em países em desenvolvimento, apesar da disponibilidade de vacinas existir. Por isso, a criação de uma vacina comestível pode ser uma alternativa mais barata.

O gene da protéina viral foi introduzido em células embrionárias de cenoura, através da técnica de bombardeamento de partículas. Segundo os investigadores responsáveis pelo estudo, as plantas transformadas apresentaram um fenótipo normal quando comparadas com convencionais (não transformadas) . Para além disso, os ensaios em ratinhos demonstraram a imunização com a proteína produzida nestas cenouras gera anticorpos específicos e protege da infecção com o vírus da raiva.

Investigação em porco – Nova fonte de células estaminais pluripotentes

Investigação em porco
Nova fonte de células estaminais pluripotentes

3 Junho 2009 – SiC | BBC

Investigadores chineses obtiveram células estaminais pluripotentes – capazes de se desenvolver em qualquer tipo de tecido corporal – a partir de células de porcos. O estudo foi publicado na revista científica Journal of Molecular Cell Biology.

O estudo pode ajudar no estabelecimento de modelos para doenças genéticas humanas, na produção de órgãos animais  para transplante em seres humanos e no desenvolvimento de animais resistente a doenças.

Lei Xiao, coordenador do laboratório do Instituto de Bioquímica e Biologia Celular de Xangai, na China, e outros colegas induziram a reprogramação de células pluripotentes da orelha e da medula espinhal de porcos.

A partir da indução de células pluripotentes será mais fácil o desenvolvimento de células estaminais embrionárias originárias de porcos ou de embriões de outros ungulados.

O porco é uma espécie semelhante ao homem na sua estrutura e função, sendo as dimensões dos orgãos muito semelhantes. As células estaminais pluripotentes de porcos serão por isso muito úteis, como por exemplo na produção de exemplares geneticamente modificados para transplantes de órgãos para humanos.

Microbicida contra HiV produzido em plantas GM

Microbicida contra HiV produzido em plantas

29 Maio 2009 – ISAAA

Uma equipa de investigadores da Universidade de Londres, Reino Unido, conseguir desenvolver uma proteína que aniquila o vírus HiV, que provoca a Sida, e que é utilizada como microbicida. Esta proteína é produzida por plantas e em grandes quantidades, o que é suficiente para disponibilizar tratamento aos países em desenvolvimento.

Este trabalho foi publicado na revista FASEB Journal da Federation of American Societies for Experimental Biology.

Os investigadores responsáveis pela descoberta combinaram duas proteínas conhecidas pelas suas capacidades microbicidas, o anticorpo monoclonal B12 e a cianovirina-N, numa única molécula e demonstraram que essa molécula tem grande potencial anti-HiV, quando comparado com outros componentes. As formas biologicamente activas dessa molécula combinada foram produzidas por plantas geneticamente modificadas.

O editor-chefe da revista científica FASEB Journal declarou que este estudo é uma importante descoberta, não apenas pela apresentação de uma nova droga para combater a disseminação do HiV/Sida, como também demonstra a forma de produção desse fármaco em larga escala, permitindo  a sua distribuição pelos que mais necessitam dela nos países em desenvolvimento.

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Nature – 1ª linhagem de macacos geneticamente modificados

Macacos transgénicos
“Primeiro caso documentado de um gene transmitido
com sucesso à geração seguinte de macacos”

28 Maio 2009 – Ciência Hoje | Antena 1

Investigadores criaram a primeira linhagem de macacos geneticamente modificados com a proteína verde fluorescente (GFP), abrindo novas perspectivas à investigação médica. O estudo foi publicado na revista científica Nature.

Uma equipa de investigação do Instituto Central de Experimentação Animal da Universidade Keio, no Japão, manipulou embriões de macacos com um gene da GFP, originalmente extraído de uma medusa.

Os embriões foram, depois, reintroduzidos em sete fêmeas, das quais quatro deram à luz cinco crias. O gene da GFP estava presente nas células reprodutivas de duas das cinco crias, tendo sido transmitido à geração seguinte. Segundo os investigadores este é o “primeiro caso documentado de um gene transmitido com sucesso à geração seguinte de macacos”.

A experiência com macacos abre novas perspectivas para a introdução de outros genes em símios com o objectivo de estudar patalogias nos seres humanos. A próxima etapa dos investigadores japoneses será testar nos macacos geneticamente modificados doenças neurodegenerativas como a de Parkinson ou a Esclerose Lateral Amiotrófica.

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Culturas mais eficientes com redução da sobreactividade do sistema imunitário

Culturas mais eficientes com redução
da sobreactividade do sistema imunitário

29 Maio 2009 – ISAAA

As plantas têm a sua própria versão de sistema imunitário. Tal como acontece nos seres humanos, esse sistema é muito propenso a exagerar a sua actividade. Caso ocorram exageros, o desenvolvimento da planta pode ficar afectado assim como a sua produção de sementes.

Investigadores da Universidade do Minnesota, EUA, identificaram supressores que regulam negativamente a resposta do sistema imunitário da planta modelo Arabidopsis thaliana. A melhor compreensão do sistema imunitário das plantas permitirá aos melhoradores de plantas criarem culturas com reforços mais eficientes contra agentes patogénicos.

Foram analisadas mutações genéticas que  resultaram no aumento da imunidade das plantas sob estudo e os investigadores identificaram os componentes genéticos que podem regular negativamente o sistema imunitário e contribuir para a resposta imunológica adequada.

Os resultados desta investigação foram publicados na revista científica The Plant Journal and Plant Signaling and Behavior.

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Guia sobre transgénicos

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Icone, Biotecnologia, Modificação Genética, DNA, ADN, Engenharia Genética, OGM, TransgénicosIcone, Alimentação, e Biotecnologia, Alimentação e AgroBiotecnologia, OGM, Transgénicos

Guia
O que você precisa saber sobre transgênicos


CiB Brasil

O CIB Brasil – Conselho de Informações sobre Biotecnologia – publicou o guia “O que você precisa saber sobre transgênicos” (ed. 2009). Esta publicação inclui dados sobre os organismos geneticamente modificados e informação didáctica sobre o tema.

O objectivo deste guia é clarificar os avanços da agrobiotecnologia e a utilização da biotecnologia na alimentação, principalmente junto dos consumidores.

 

+ Informações actualizadas sobre OGM e Transgénicos

 

Infografia, Benefícios, OGM, Transgénicos, Agricultura, Económicos, Pessoas, Ambientais, PG Economics 2017, Relatório, CiB Brasil,
Infografia | Benefícios dos OGM para a Agricultura, Sociedade, a Economia e o Ambiente | Relatório PG Economics 2017 (adap. CiB Brasil)