Plantas transgénicas sem genes estranhos

Plantas transgénicas sem genes estranhos

8 Junho 2009 – SciDev

Investigadores do Centro para a Engenharia do Genoma da Universidade do Minnesota, nos EUA, descobriram uma forma de alterar a sequência genética de plantas de tabaco com caracteristicas desejadas sem a necessidade de introdução de genes com origem noutros seres vivos. O seu trabalho foi publicado na revista Nature.

A equipa de investigadores utilizou enzimas para alterar o DNA das próprias plantas de tabaco de forma a torná-las resistentes a herbicidas. Essas enzimas – conhecidas como “nucleases dedos de zinco” – podem ser utilizadas em genes específicos e em condições laboratoriais para alterarem o DNA de forma a que as plantas apresentem as características pretendidas.

Os investigadores esperam que esta técnica revolucione a forma como as plantas com interesse agrícola serão alteradas geneticamente no futuro.

Daniel Voytas, líder da equipa, explicou que é necessário testar a tecnologia e compará-la com os métodos de transferência de genes utilizados até agora.

A técnica pode tornar-se menos controversa que a modificação genética convencional, uma vez que não envolve transferência de genes de outras espécies.

Estudo recomenda criação de zonas de produção de culturas GM

Estudo do Projecto Co-Extra
recomenda criação de zonas de produção de culturas GM

4 Junho 2009 – Agrodigital

O projecto de investigação da Comissão Europeia, o Co-Extra, apresentou os resultados de um estudo realizado durante quatro anos sobre a coexistência de culturas geneticamente modificadas e outros modos de produção convencional e tradicional. O estudo recomenda a criação de zonas de produção dedicadas a culturas geneticamente modificadas, devido à pequena dimensão da maior parte das parcelas agrícolas na Europa.

Para criar uma zona de produção é necessário que todos os agricultores dessa zona estejam de acordo, quer produzam culturas GM ou não.

Portugal é actualmente o único país da União Europeia que refere zonas de produção na legislação nacional, estando também estas zonas já em prática.

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Vacina comestível – Cenouras geneticamente modificadas contra a raiva

Vacina comestível
Cenouras geneticamente modificadas contra a raiva

5 Junho 2009 – ArgenBio | ISAAA

Investigadores da Universidade Nacional Autónoma do México desenvolveram cenouras que acumulam elevados teores de uma glicoproteína do vírus da raiva. Os resultados da sua investigação foram publicados na revista científica Transgenic Research.

A raiva continua a ser um grave problema de saúde em todo o mundo, especialmente em países em desenvolvimento, apesar da disponibilidade de vacinas existir. Por isso, a criação de uma vacina comestível pode ser uma alternativa mais barata.

O gene da protéina viral foi introduzido em células embrionárias de cenoura, através da técnica de bombardeamento de partículas. Segundo os investigadores responsáveis pelo estudo, as plantas transformadas apresentaram um fenótipo normal quando comparadas com convencionais (não transformadas) . Para além disso, os ensaios em ratinhos demonstraram a imunização com a proteína produzida nestas cenouras gera anticorpos específicos e protege da infecção com o vírus da raiva.

Investigação em porco – Nova fonte de células estaminais pluripotentes

Investigação em porco
Nova fonte de células estaminais pluripotentes

3 Junho 2009 – SiC | BBC

Investigadores chineses obtiveram células estaminais pluripotentes – capazes de se desenvolver em qualquer tipo de tecido corporal – a partir de células de porcos. O estudo foi publicado na revista científica Journal of Molecular Cell Biology.

O estudo pode ajudar no estabelecimento de modelos para doenças genéticas humanas, na produção de órgãos animais  para transplante em seres humanos e no desenvolvimento de animais resistente a doenças.

Lei Xiao, coordenador do laboratório do Instituto de Bioquímica e Biologia Celular de Xangai, na China, e outros colegas induziram a reprogramação de células pluripotentes da orelha e da medula espinhal de porcos.

A partir da indução de células pluripotentes será mais fácil o desenvolvimento de células estaminais embrionárias originárias de porcos ou de embriões de outros ungulados.

O porco é uma espécie semelhante ao homem na sua estrutura e função, sendo as dimensões dos orgãos muito semelhantes. As células estaminais pluripotentes de porcos serão por isso muito úteis, como por exemplo na produção de exemplares geneticamente modificados para transplantes de órgãos para humanos.

Microbicida contra HiV produzido em plantas GM

Microbicida contra HiV produzido em plantas

29 Maio 2009 – ISAAA

Uma equipa de investigadores da Universidade de Londres, Reino Unido, conseguir desenvolver uma proteína que aniquila o vírus HiV, que provoca a Sida, e que é utilizada como microbicida. Esta proteína é produzida por plantas e em grandes quantidades, o que é suficiente para disponibilizar tratamento aos países em desenvolvimento.

Este trabalho foi publicado na revista FASEB Journal da Federation of American Societies for Experimental Biology.

Os investigadores responsáveis pela descoberta combinaram duas proteínas conhecidas pelas suas capacidades microbicidas, o anticorpo monoclonal B12 e a cianovirina-N, numa única molécula e demonstraram que essa molécula tem grande potencial anti-HiV, quando comparado com outros componentes. As formas biologicamente activas dessa molécula combinada foram produzidas por plantas geneticamente modificadas.

O editor-chefe da revista científica FASEB Journal declarou que este estudo é uma importante descoberta, não apenas pela apresentação de uma nova droga para combater a disseminação do HiV/Sida, como também demonstra a forma de produção desse fármaco em larga escala, permitindo  a sua distribuição pelos que mais necessitam dela nos países em desenvolvimento.

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Nature – 1ª linhagem de macacos geneticamente modificados

Macacos transgénicos
“Primeiro caso documentado de um gene transmitido
com sucesso à geração seguinte de macacos”

28 Maio 2009 – Ciência Hoje | Antena 1

Investigadores criaram a primeira linhagem de macacos geneticamente modificados com a proteína verde fluorescente (GFP), abrindo novas perspectivas à investigação médica. O estudo foi publicado na revista científica Nature.

Uma equipa de investigação do Instituto Central de Experimentação Animal da Universidade Keio, no Japão, manipulou embriões de macacos com um gene da GFP, originalmente extraído de uma medusa.

Os embriões foram, depois, reintroduzidos em sete fêmeas, das quais quatro deram à luz cinco crias. O gene da GFP estava presente nas células reprodutivas de duas das cinco crias, tendo sido transmitido à geração seguinte. Segundo os investigadores este é o “primeiro caso documentado de um gene transmitido com sucesso à geração seguinte de macacos”.

A experiência com macacos abre novas perspectivas para a introdução de outros genes em símios com o objectivo de estudar patalogias nos seres humanos. A próxima etapa dos investigadores japoneses será testar nos macacos geneticamente modificados doenças neurodegenerativas como a de Parkinson ou a Esclerose Lateral Amiotrófica.

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Culturas mais eficientes com redução da sobreactividade do sistema imunitário

Culturas mais eficientes com redução
da sobreactividade do sistema imunitário

29 Maio 2009 – ISAAA

As plantas têm a sua própria versão de sistema imunitário. Tal como acontece nos seres humanos, esse sistema é muito propenso a exagerar a sua actividade. Caso ocorram exageros, o desenvolvimento da planta pode ficar afectado assim como a sua produção de sementes.

Investigadores da Universidade do Minnesota, EUA, identificaram supressores que regulam negativamente a resposta do sistema imunitário da planta modelo Arabidopsis thaliana. A melhor compreensão do sistema imunitário das plantas permitirá aos melhoradores de plantas criarem culturas com reforços mais eficientes contra agentes patogénicos.

Foram analisadas mutações genéticas que  resultaram no aumento da imunidade das plantas sob estudo e os investigadores identificaram os componentes genéticos que podem regular negativamente o sistema imunitário e contribuir para a resposta imunológica adequada.

Os resultados desta investigação foram publicados na revista científica The Plant Journal and Plant Signaling and Behavior.

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Guia sobre transgénicos

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Icone, Biotecnologia, Modificação Genética, DNA, ADN, Engenharia Genética, OGM, TransgénicosIcone, Alimentação, e Biotecnologia, Alimentação e AgroBiotecnologia, OGM, Transgénicos

Guia
O que você precisa saber sobre transgênicos


CiB Brasil

O CIB Brasil – Conselho de Informações sobre Biotecnologia – publicou o guia “O que você precisa saber sobre transgênicos” (ed. 2009). Esta publicação inclui dados sobre os organismos geneticamente modificados e informação didáctica sobre o tema.

O objectivo deste guia é clarificar os avanços da agrobiotecnologia e a utilização da biotecnologia na alimentação, principalmente junto dos consumidores.

 

+ Informações actualizadas sobre OGM e Transgénicos

 

Infografia, Benefícios, OGM, Transgénicos, Agricultura, Económicos, Pessoas, Ambientais, PG Economics 2017, Relatório, CiB Brasil,
Infografia | Benefícios dos OGM para a Agricultura, Sociedade, a Economia e o Ambiente | Relatório PG Economics 2017 (adap. CiB Brasil)

Resultados do Concurso – Plantas Transgénicas no Dia-a-Dia

Comunicado

O CiB – Centro de Informação de Biotecnologia informa todos os interessados que, após rigorosa avaliação dos projectos participantes no Concurso “Plantas Transgénicas no Dia-a-Dia”, o júri reuniu ontem, 27 de Maio de 2009, tendo decidido atribuir um único prémio, correspondente ao 2º lugar, ao projecto “Plantas Transgénicas no Dia-a-dia” enviado por alunos da Escola Secundária c/ 3º ciclo do Ensino Básico de Moura.

O júri do concurso foi composto por quatro elementos:

– Pedro Fevereiro (investigador especialista em engenharia genética de plantas e representante do CiB)

– Susana Araújo (investigadora especialista em engenharia genética de plantas)

– Mafalda Lapa (professora de biologia do ensino básico e secundário)

– Rita Caré (especialista em comunicação e educação em ciência)

Segundo o ponto 10.4. do regulamento estipulado, das decisões do júri não haverá recurso.

28 de Maio de 2009

Pedro Fevereiro (Presidente da Direcção do CiB)

Genoma do ratinho totalmente sequenciado

Ao fim de 10 anos
Genoma do ratinho totalmente sequenciado


27 Maio 2009  – Público.PT

O genoma do ratinho, o animal mais utilizado nos laboratórios do mundo inteiro para estudar doenças humanas, foi lido na sua totalidade. Já existiam “rascunhos” do genoma do cão, do gato, do rato, etc. Mas o único genoma completo de mamífero – o único sequenciado sem “buracos” –, era até aqui o genoma humano.

Tudo começou há dez anos, com o ADN de uma única estirpe de ratinhos de laboratório (Mus musculus). A sequenciação, que exige a clonagem de inúmeros fragmentos da gigantesca molécula, seguida da sua montagem na ordem certa – é sempre uma façanha técnica –, foi realizada pela equipa de Deanna Church, dos National Institutes of Health, nos EUA. Entretanto, o novo genoma já começou a revelar os seus segredos.

O ratinho é globalmente (goste-se ou não) um excelente modelo para o estudo das doenças humanas e o teste de potenciais tratamentos. Mas o seu genoma não é idêntico ao nosso, visto terem evoluído separadamente durante os últimos 90 milhões de anos. Por isso, a extrapolação para o ser humano de resultados obtidos no ratinho pode ser arriscada e é essencial saber quais são os genes comuns aos dois genomas e quais os específicos de cada um. “Uma melhor compreensão do genoma do ratinho, e portanto da biologia do ratinho, permitirá aumentar a utilidade do ratinho enquanto modelo para as doenças humanas”, escrevem os autores na revista online PLoS Biology.

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