Milho GM não afecta a produção de leite

Milho GM não afecta a produção de leite

3 Abril 2009 – CoExtra | ISAAA

Os resultados de dois anos de ensaios de campo organizados pelo Ministério da Agricultura Alemão revelou que o milho geneticamente modificado (GM) não provoca efeitos adeversos na saúde do gado nem na produção do seu leite. O estudo realizado pela Universidade Técnica de Munique, Alemanha, e outras instituições de investigação da Alemanha, incluiu o maior número de animais que alguma vez foi utilizado num estudo deste tipo.

Foram colhidas amostras de sangue, leite e fezes de um grupo de vacas alimentadas com variedades de milho MON 810 geneticamente modificado. Essas amostras foram comparadas com outras de vacas alimentadas com variedades homólogas de milho convencional.

O estudo confirmou os resultados de estudos anteriores, não tendo ocorrido transferência de componentes transgénicos do milho MON810 para o leite.

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Anpromis defende ensaios com milho GM


ANPROMIS defende testes com milho geneticamente modificado

2 Abril 2009 – Agroportal

A Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS) defendeu a realização dos ensaios com milho geneticamente modificado NK 603, pedidos pela multinacional Monsanto para os concelhos de Évora e Salvaterra de Magos.

«A experimentação de novas variedades de milho geneticamente modificado (OGM) em Portugal deve ser apoiada, desde que as regras de coexistência sejam garantidas pelas autoridades competentes», afirmou a ANPROMIS.

Em comunicado a associação diz ser «favorável» à realização dos ensaios com variedades de milho NK 603, resistente a herbicidas à base de glifosato.

A notificação relativamente ao pedido da multinacional da indústria agroquímica Monsanto para a realização dos ensaios, por um período de três anos, encontra-se em consulta pública.

A Monsanto pretende efectuar os ensaios em três locais de libertação, um deles em Salvaterra de Magos (Santarém), no Núcleo de Ensaios e Controlo de Escaroupim, da Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

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Agricultura pode enfrentar aquecimento global: Inactivação de gene PiF4 em plantas

Agricultura pode enfrentar aquecimento global
Inactivação de gene PiF4 em plantas

2 Abril 2009 – Agrodigital

Investigadores da Universidade de Leicester e de Oxford, no Reino Unido, anunciaram uma importante descoberta com potencial para a produção agrícola em regiões com elevadas temperaturas.

A equipa identificou um gene da planta modelo Arabidopis thaliana que codifica para a proteína “PiF4 – Factor 4 de Interacção com o fitocromo” e que está relacionado com o metabolismo da auxina, ou seja um fito-regulador responsável pela resposta da planta a temperaturas elevadas e que consiste no alongamento dos caules, elevação da altura das folhas e redução da massa vegetal, o que provoca a debilitação das plantas e da sua produtividade.

Os investigadores conseguiram produzir plantas com o gene PiF4 inactivo para não reagirem às temperaturas elevadas, o que pode abrir caminho para a obtenção de plantas mais estáveis na sua produtividade quando se desenvolvem em ambientes com elevadas temperaturas. o que terá grandes vantagens na adaptação da agricultura às alterações climáticas.

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BioRemediação – Algas retiram excesso de arsénico da água

BioRemediação
Algas retiram excesso de arsénico da água

1 Abril 2009 – ArgenBio

A alga unicelular Cyanidioschyzon tem a capacidade de se desenvolver em ambientes extremamente tóxicos.

O hidroarsenicismo consiste na presença elevada de níveis de arsénico, elemento tóxico ao seu humano e para os animais, em concentrações superiores às toleráveis na água potável.

Segundo o investigador Tim McDermott, do Departamento de Recursos Terrestres e Ciências Ambientais da Universidade Estatal de Montana, nos EUA, esta alga tem mostrado ser capaz de modificar quimicamente o arsénico em águas vulcânicas, o que pode ser fundamental para se aplicar a sua utilização com o objectivo de desintoxicar resíduos da industria mineira sobrecarregados com esta substância e também na produção de alimentos mais seguros e para limpar águas subterrâneas.

O hidroarsenicismo pode manifestar-se de diferentes formas, como lesões na pele ou doenças oncológicas, sendo a utilização potencial desta alga muito importante para tratar as águas contaminadas.

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Primeiro bovino clonado em Portugal

Primeiro bovino clonado em Portugal

1 Abril 2009 – SiC | Biotec-Zone

“Cloneta” é o nome do primeiro bovino clonado em Portugal. É fêmea, nasceu no dia 24 de Março de 2009 em Angra do Heroísmo, Açores, e, apesar de ter nascido um mês antes do previsto, encontra-se saudável.

O embrião foi produzido in vitro nos laboratórios do “Grupo de Reprodução Animal” no Departamento das Ciências Agrárias – Centro de Investigação e Tecnologia Agrária da Universidade dos Açores (CITA). O processo foi inovador, pois ocorreu a partir de uma célula de um embrião com sete dias produzido in vitro.

O embrião, constituído pelo conjunto citoplasma e blastómero, demorou duas semanas a ser produzido em laboratório. O trabalho começou a ser realizado no final do mês de Julho do ano passado e o embrião foi transferido para a vaca receptora já no mês de Agosto.

Os cientistas têm expectativa quanto ao período de vida que o clone virá a ter, visto que todos os embriões produzidos in vitro são frágeis, podendo sofrer morte prematura.

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Projecto Transgénesis


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Transgénesis – Organismos Geneticamente Modificados foi um trabalho realizado por Ana Robalo e Vanessa Passeiro, alunas da Escola Secundária de Sampaio ao longo do ano lectivo 2007/2008.

O CiB – Centro de Informação de Biotecnologia decidiu disponibilizá-lo neste blogue, dada a elevada qualidade que apresentou no contexto de projectos semelhantes realizados por estudantes do ensino secundário durante o ano lectivo 2007/08.

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Concurso – PLANTAS TRANSGÉNICAS NO DIA-A-DIA

Concurso

PLANTAS TRANSGÉNICAS NO DIA-A-DIA

10º ao 12º Ano | Envio até 30 de Abril de 2009

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No ano em que se comemora o 25º aniversário da comprovação da transformação genética de plantas, o CiB – Centro de Informação de Biotecnologia está a promover o concurso “Plantas Transgénicas no Dia-a-Dia” destinado aos alunos do Ensino Secundário ou equivalente, durante o ano lectivo 2008/2009.

Serão seleccionados os três melhores trabalhos (em texto, áudio ou vídeo) enviados até 30 de Abril de 2009. Os premiados terão os seus trabalhos publicados e divulgados pelo CiB. Os prémios incluem leitores MP4 e vales-cheque destinados à aquisição de livros e material informático. Todos os alunos e professores premiados receberão um exemplar do livro “Biotechnology for Beginners” e um diploma.

O CiB pretende desta forma contribuir para a promoção do conhecimento científico sobre plantas geneticamente modificadas (conhecidas também como plantas transgénicas) e para o estímulo pela cultura científica e tecnológica, nomeadamente na área da biotecnologia vegetal e engenharia genética de plantas.

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Regulamento do Concurso e Ficha de Inscrição

Cartaz de Divulgação A4 – Formato JPG

OGM e Engenharia Genética

OGM e Engenharia Genética

Outubro 2008 – CiB Portugal


  • O que é um Organismo Geneticamente Modificado (OGM)?

Um organismo geneticamente modificado é uma bactéria, um animal ou uma planta, na qual foi introduzida, pelo homem, uma alteração no genoma (informação hereditária de um organismo que está codificada no seu DNA). Essa alteração consiste, regra geral, na adição de um ou mais genes, os quais codificam a síntese de proteínas que não existem originalmente no organismo e que lhe conferem novas características (por exemplo a resistência a doenças, a insectos ou nemátodos, a herbicidas, ao sal, à seca, etc.).

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Genoma – Do DNA às Células
  • Em que consiste a tecnologia da Engenharia Genética?

A Engenharia Genética consiste na utilização de tecnologias que permitem alterar o genoma de organismos, inserindo um ou mais genes no DNA, ou silenciando a expressão de um gene já existente. O objectivo da engenharia genética é adicionar ou retirar características de seres vivos para benefício do homem.

As técnicas utilizadas incluem a selecção de um gene de um organismo X, o seu isolamento, a sua manipulação, a sua reintrodução no genoma de um organismo Y e finalmente a expressão desse gene na produção de uma nova proteína e consequentemente de uma nova característica no organismo Y que foi genética modificado.

Um dos exemplos mais conhecidos é a modificação genética de bactérias, com a introdução de um gene que permite que essas bactérias produzam insulina humana, uma hormona para tratamento da doença diabetes.

Outro exemplo muito conhecido é a introdução de genes em plantas para que estas adquiram resistência ao ataque de pragas. Algumas plantas podem sofrer graves ataques de pragas quando são cultivadas em regiões propícias para a propagação intensa de alguns insectos. A engenharia genética pode ser utilizada neste caso para introduzir nas plantas um gene de uma bactéria que permite à própria planta produzir toxinas Bt para combater insectos específicos, como as brocas do milho. A única planta geneticamente modificada permitida para cultivo em Portugal e na Europa, o milho Bt MON810, é um desses exemplos.

Clique AQUI para Download do Esquema (em PDF)

Exemplo de uma Técnica de Engenharia Genética de Plantas

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Fontes das Imagens
1. Human Genome Project Information – U.S. Department of Energy and the National Institutes of Health
2 . Adaptado por CiB de Dean Madden, 1997 in Transgenic Plants – Unit9 – European Iniciative for Biotechnology Education

Grandes Áreas Biotecnológicas


Grandes Áreas Biotecnológicas

Outubro 2008 – CiB Portugal

  • Quatro Grandes Áreas Biotecnológicas – Quatro Cores

Actualmente, é usual classificar com cores as grandes áreas da Biotecnologia.

A Biotecnologia Branca diz respeito às aplicações industriais e ambientais. Inclui os processos industriais que utilizam enzimas e organismos para processar e produzir químicos, materiais e energia. Esta área inclui também a biorremediação através de microrganismos que retiram produtos tóxicos do ambiente, por exemplo no tratamento de águas residuais ou no combate a marés negras.

A Biotecnologia Vermelha inclui as aplicações relativas à saúde. Esta área inclui a utilização de processos relacionados com a medicina e a farmacologia e que se baseiam na manipulação genética de organismos. Antibióticos, técnicas de diagnóstico, vacinas, terapia génica, testes genéticos, farmogenómica, células estaminais, entre outros, são exemplos das aplicações desta área.

A Biotecnologia Verde dedica-se às aplicações agrícolas e alimentares. As aplicações biotecnológicas desta área incluem métodos de melhoramento de variedades vegetais através da micropropagação, da selecção com marcadores moleculares e da utilização de tecnologia de DNA recombinante. As tecnologias desta área permitem ainda utilizar organismos e células vegetais para produzir ou transformar alimentos, biomateriais e energia.

As soluções utilizadas nesta área pretendem produzir plantas resistentes a doenças, a pragas, a pesticidas e condições ambientais adversas (por exemplo, a salinidade, as temperaturas extremas), ou plantas com teor nutritivo de maior qualidade.

A Biotecnologia Azul dedica-se a aplicações com origem em organismos aquáticos. Esta área envolve a aplicação de métodos moleculares com base em organismos marinhos e de água doce, ou nos seus tecidos, células ou componentes celulares. O objectivo é aumentar as reservas de alimentos e a sua segurança, proteger espécies ameaçadas e ainda desenvolver novos fármacos.

  • Biotecnologia Multicolor – Interdisciplinaridade

A Biotecnologia é interdisciplinar e por isso muitas aplicações são classificadas com mais de uma cor. Por exemplo, a produção de energia a partir de plantas ou de resíduos pode ser considerada biotecnologia branca ou verde.

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Fontes
  1. Biology online
  2. Bio Entrepreneur
  3. What is Biotechnology – UMBI
  4. Europabio
  5. ¿Qué es la Biotecnología? – Biopositivízate

Biotecnologia

Biotecnologia

Outubro 2008 – CiB Portugal

  • O que é a Biotecnologia?

Biotecnologia pode definir-se como a integração das ciências naturais e da engenharia para a utilização de organismos vivos, células, componentes celulares ou metabolitos com o objectivo de produzir, de forma sustentada, bens e serviços úteis ao homem.

O pão, o vinho, a cerveja e o iogurte são exemplos de produtos milenares obtidos através da Biotecnologia, embora só recentemente o homem tenha sido capaz de compreender e de controlar os processo biológicos, mediados por microorganismos, que permitem a sua fabricação. Desde que estes produtos foram pela primeira vez produzidos o homem utiliza estes processos para seu benefício, embora de uma forma empírica até há cerca de um século e meio atrás.

Compreendem-se hoje os processos biológicos subjacentes à obtenção destes produtos, sendo também possível copiá-los ou modificá-los para obter produtos novos ou melhorados. Para além disso, os organismos vivos produzem compostos químicos-chave para as indústrias, tais como: ácidos orgânicos e alcoóis. E ainda enzimas, utilizadas no fabrico de detergentes, papel e produtos farmacêuticos.

A finalidade da Biotecnologia pode também ser vista como a utilização racional do potencial dos mecanismos biológicos para o desenvolvimento da espécie humana. A racionalização da utilização dos processos biológicos implica: a precisão, a previsibilidade dos resultados obtidos e da qualidade dos produtos; a garantia da sua inocuidade (para o homem, para os animais e para ambiente em geral); a redução de custos de produção; e a redução dos impactos ambientais com utilização sustentada dos recursos.

A Biotecnologia pretende ser uma actividade sustentável, porque os componentes vivos dos processos utilizados se podem reproduzir e porque os processos biotecnológicos se desenvolvem à temperatura e a valores de acidez semelhantes aos que existem no ambiente, o que reduz a necessidade de utilização de energias não renováveis para catalizar as reacções químicas que dão origem aos diferentes produtos.

  • Exemplos de Produtos Biotecnológicos

Farmacêutica – antibióticos, insulina, vacinas.

Indústria Alimentar – iogurtes, queijos, leite fermentado, adoçantes, ácidos orgânicos (ácido cítrico, entre outros), bebidas alcoólicas, enzimas para o fabrico de pão.

Têxteis e do Papel – enzimas para branqueamento, produção de tintas e modificação de fibras.

Detergentes – enzimas para remover nódoas

Combustíveis – alcoóis

Plásticos – plásticos biodegradáveis a partir do amido ou bactérias

Biorremediação – limpeza de solos e águas contaminadas

Agricultura – fertilizante, pesticidas, variedades vegetais melhoradas por engenharia genética