Estudo | Mercado dos alimentos transgénicos vai crescer 3,2%/ano    

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Um relatório recente da Research Nester, uma consultora britânica especialista em estratégias de mercado, prevê que, até ao final do ano 2021, o mercado dos alimentos que na sua composição contêm organismos geneticamente modificados (OGM) irá registar um crescimento anual de 3,1%.

 

O relatório “Análise do Mercado de Alimentos Geneticamente Modificados (OGM) & Oportunidades e Perspetivas até 2021”, publicado recentemente pela Research Nester dá-nos uma visão geral detalhada do mercado global de alimentos transgénicos, segmentando-o por tipo, característica e região, além de uma análise aprofundada dos agentes que mais têm contribuído para o crescimento do setor, das restrições ao cultivo, dos riscos da oferta e da procura, da competitividade e atratividade do mercado.

Distribuídos por segmentos – legumes, culturas, produtos de origem animal e frutas -, os alimentos que irão dominar o mercado num futuro próximo pertencem aos segmentos dos legumes e culturas. Ainda de acordo com o mesmo documento, o crescimento anual previsto de 3,2% durante os próximos dois anos dever-se-à a fatores como a fertilidade do solo, a alta taxa de produção e o alto valor nutricional dos alimentos.

Em termos de quantidades de produção, os autores do estudo estimam que a produção global de culturas geneticamente modificadas rondará, em 2021, os 130 milhões de toneladas (em 2015 era de 121 milhões de t), sendo na América do Norte que continua a verificar-se a maior área de ocupação. Os números falam por si: nos EUA, 86% do milho, 93% da soja e 90% do algodão são transgénicos. E os países enquadrados na região Ásia-Pacífico têm registado nos últimos anos um forte crescimento no Produto Interno Bruto (PBI), graças em grande medida à produção de culturas GM. Também de acordo com este relatório, a Índia e a China são apontados como os países emergentes no mercado de alimentos geneticamente modificados.

Este estudo permite-nos ainda ter uma noção clara da competição existente neste mercado em crescimento, traçando um perfil das maiores empresas que atuam na fileira dos OGM, nomeadamente a Syngenta (Suiça), Monsanto (EUA, que foi há meses adquirida pela Bayer), Sakata (Japão), Bayer Crop Science (Alemanha), BASF GmbH (Alemanha), DuPont (EUA), Groupe Limagrain (França), Dow Chemical Company (EUA), KWS SAAT SE (Alemanha) e outras.

O acesso ao relatório integral é pago, mas se pretender mais  informações sobre o conteúdo do mesmo clique aqui.

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Vídeo TEDx | Transgénicos: Heróis ou Vilões

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Vídeo TEDx
Transgénicos: Heróis ou Vilões

Podem pensar que a comida é natural, não? Mas a verdade é que um tomate cherry tem mais tecnologia do que um iPhone.

A comunicação TEDx de José Miguel Mulet, em Espanhol, leva o público a descobrir outra perspectiva sobre os organismos geneticamente modificados (OGM) produzidos para a agricultura e alimentação, que tanta controvérsia geram na actualidade. Discute o conceito de alimentos “naturais” e conta a história muito antiga do melhoramento genético de plantas para produção de alimentos presentes nas nossas refeições, dando o exemplo do desenvolvimento da cenoura, do tomate, das batatas, entre outros.

Na sua apresentação refere também produtos geneticamente modificados do nosso dia-a-dia, tais como: notas de euro, roupa, cotonetes, comprimidos, insulina, detergentes de roupa (produzidos com enzimas com origem na engenharia genética). Desmonta abordagens que disseminam desinformação passada pelos movimentos anti-OGM.

O divulgador de ciência explica que a tecnologia dos Organismos Geneticamente Modificados não é a tecnologia mais recente, mas a penúltima. Para descobrir qual é e em que consiste visualize o vídeo. No final, termina, declarando que está muito tranquilo e que come sem medo.

José Miguel Mulet é Investigador e Professor da Universidade Politécnica de Valência (Espanha), na área de química, biologia molecular e biotecnologia. A sua investigação dedica-se ao desenvolvimento de plantas resistentes à seca. É divulgador de ciência em áreas como biotecnologia e alimentação, tendo publicado vários livros como “Transgénicos sin Miedo”, “Comer sin Miedo”, entre outros.

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