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Arroz transgénico com uso eficaz de nitrogénio para agricultores Africanos

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Arroz NERICA – New Rice for Africa – Ver fonte da imagem em baixo

Arroz transgénico com uso eficaz de nitrogénio
para agricultores Africanos

Chilibio | Plant Biotecnology – Nov 2016

Uma investigação com base no Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT) e na empresa Arcadia Biosciences desenvolveram linhas de arroz transgénico africano para uso mais eficaz do nitrogénio por parte das plantas. Essas plantas de arroz geneticamente moficado (ou transgénico) sobre-expressam um gene com origem em plantas de cevada e outro com origem em plantas do mesmo arroz convencional. Esta tecnologia pode aumentar os rendimentos agrícolas e ao mesmo tempo reduzir a utilização de fertilizantes nitrogenados, evitar a contaminação pela sua aplicação excessiva, e ainda evitar emissões de gases com efeito de estufa para a atmosfera.

A utilização dos fertilizantes nitrogenados implica elevados custos na produção de arroz e o excesso da sua aplicação provoca importantes contaminações ambientais. Assim, o desenvolvimento de variedades de arroz transgénico com maior eficácia no uso de nitrogénio é essencial para a prática de uma agricultura mais sustentável.

Um estudo de investigação publicado na revista científica “Plant Biotechnology apresenta resultados de ensaios de campo de linhas de arroz geneticamente modificado NERICA4 (Novo Arroz para África 4).

Os ensaios de campo realizados durante três épocas de desenvolvimento, em dois ecossistemas de cultivo de arroz diferentes (em terras altas e em terras baixas), revelaram que, após diferentes aplicações de nitrogénio, o rendimento do grão das linhas transgénicas foi significativamente maior que o das linhas nulas e das linhas de controlo com variedades tradicionais. Os resultados demonstraram que a modificação genética testada pode aumentar significativamente a biomessa seca e a produção de grão.

Esta tecnologia aplicada a estas variedades africanas de arroz tem, assim, o potencial de reduzir significativamente a necessidade de fertilizantes nitrogenados e ao mesmo tempo permite melhorar a qualidade alimentar, aumentar o rendimento dos agricultores e reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa (prejudiciais ao ambiente).

Fontes
– Chilibio
– Artigo original da Plant Biotechnology “Development and field performance of nitrogen use efficient rice lines for Africa
Imagem de arroz NERICA – New Rice for África

 

Arroz Dourado contra a cegueira: Finalmente?

Arroz e  Arroz Dourado
Arroz convencional e Arroz Dourado

Arroz Dourado contra a cegueira:
Finalmente?

2 Fevereiro 2013 – The Observer-The Guardian

Em breve o arroz dourado será aprovado para cultivo e consumo nas Filipinas.  O arroz geneticamente modificado para produzir pró-vitamina A, conhecido por “arroz dourado”, terá um forte impacto na redução da cegueira nas crianças dos países em desenvolvimento. Este tipo de arroz transgénico será aprovado para alimentação nas Filipinas e é considerado por muitos como um campo de batalha da agricultura.

Trinta anos depois dos cientistas terem revelado a produção da primeira planta geneticamente modificada, ou transgénica,  podem ser concretizadas as esperanças no potencial deste arroz geneticamente modificado para aliviar problemas globais de malnutrição. O Bangladesh, a Indonésia, a Índia,  entre outros países,   deram indicações de aceitarem o arroz dourado no caso das Filipinas decidirem a sua autorização.

A falta de pró-vitamina A é mortal, afecta o sistema imunitário e provoca a morte de cerca de dois milhões de crianças por ano nos países em desenvolvimento. É também a maior causa de cegueira no mundo sub-desenvolvido. O aumento do teor de pró-vitamina A no arroz é uma forma simples e directa de resolver este problema.

Este tipo de arroz foi desenvolvido em 1999, mas o seu cultivo tem sofrido constantemente com a oposição dos movimentos anti-transgénicos, que recusaram a aceitar que poderia produzir pró-vitamina A em quantidades suficientes e argumentaram sempre que a sua introdução nos países em desenvolvimento tornariam os agricultores dependentes da industria ocidental. Os investigadores desta planta rejeitam estes pontos de vista. Primeiro, porque estudos recentes revelaram que uma quantidade substancial de pró-vitamina A pode ser obtida através da alimentação de apenas 60 gramas de arroz dourado. E segundo, porque o desenvolvimento do arroz dourado foi feito com o apoio de organizações sem fins lucrativos, como a Fundação de Bill e Melinda Gates, e com o objectivo de aliviar um dos maiores problemas de saúde pública dos países em desenvolvimento.

O arroz dourado foi criado por Peter Beyes da Universidade de Freiburg, Alemanha, e por Ingo Potrykus do Institute of Plant Sciences, Suíça, no final dos anos de 1990. Através da introdução de genes no DNA de plantas de arroz, cuja acção promove a produção do pigmento Beta-Caroteno de cor alaranjada ou dourada que é percursos da pró-vitamina A.

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