Arquivo de etiquetas: Biotecnologia Verde

Já abriu! Exposição | Ciência e Melhoramento de Plantas em Rabiscos

Expo-Rabiscos (1)

Exposição 
Ciência em Rabiscos
Urban Sketching no ITQB NOVA

 27 de Setembro a 17 de Outubro 2017, Oeiras

No contexto da Semana Europeia da Biotecnologia (BiotechWeek) e de actividades de desenho realizadas no Dia Aberto do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier (ITQB NOVA) para celebrar o Dia Internacional do Fascínio das Plantas e do Dia Mundial da Metrologia, o CiB – Centro de Informação de Biotecnologia co-organizou a Exposição “Ciência em Rabiscos: Urban Sketching no ITQB NOVA”.

No dia 27 de Maio de 2017, vinte pessoas desenharam e escreveram em cadernos sobre visitas guiadas relacionadas com biotecnologia de plantas e o melhoramento genético de variedades com utilidade na agricultura e em actividades sobre como medir o mundo. Estas actividades estão incluídas no projecto “Rabiscos no ITQB” que se realiza desde 2015.

Os desenhos concretizados irão ser expostos à comunidade científica do ITQB NOVA, à comunidade de urban sketchers Portugueses, a escolas e a todos os interessados. A exposição é aberta ao público com entrada livre e pode ser visitada junto ao bar do ITQB NOVA, em Oeiras, até 17 de Outubro de 2017.

Os desenhos realizados desde 2015 estão disponíveis em exposição online AQUI.

Agrademos a todos os autores terem disponibilizado os seus trabalhos.

COMO CHEGAR?
Informações sobre como chegar de veículo próprio e de transportes (a 10 minutos a pé da estação de comboio de Oeiras)

ORGANIZAÇÃO
ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade NOVA de Lisboa

APOIOS
CiB – Centro de Informação de Biotecnologia
FS 2´´ – Foto&Sketchers 2 Linhas

Anúncios

Caderno | Culturas GM e Políticas na UE | Quer receber?

GuiaPratico-CulturasGM.PoliticasUE-2017-Europabio

Guia
Culturas GM e Políticas na UE

Europabio 2017

___

Para receber gratuitamente um exemplar impresso por correio,
envie-nos um e-mail para geral @ cibpt.org com a sua morada.

___

No contexto da Semana Europeia da Biotecnologia (BiotechWeek), divulgamos  o Guia “Culturas GM e Políticas na UE” da Europabio – Associação Europeia das BioIndústrias, disponível agora em Português.

É apresentado um ponto de situação sobre as Culturas Geneticamente Modificadas (GM) – conhecidas também por transgénicas –  no mundo e o seu contexto da realidade na União Europeia. São abordados ainda os seguintes temas: funcionamento do comércio e das aprovações; o cultivo das culturas GM e os seus benefícios; e inovação e propriedade intelectual.

Citação da Introdução:

Hoje, provavelmente, está a vestir roupa criada com algodão GM e a comer algo produzido pela biotecnologia. Na Europa, o gado está a ser alimentado com quantidades significativas de rações produzidas com culturas GM, a maioria das quais são cultivadas e colhidas noutros continentes. No entanto, apesar de ter contribuído para a sua criação, a Europa tem feito tudo para expulsar a tecnologia mais rapidamente adotada na história da agricultura.

As culturas GM, também denominadas por vezes como Organismos Geneticamente Modificados (OGM), foram e continuam a ser consideradas seguras, fornecendo múltiplos benefícios. Então, porque é que a União Europeia (UE) e muitos dos seus Estados Membros colocam entraves à utilização desta tecnologia promissora, da qual nós já dependemos?

Este é um guia útil para qualquer pessoa que queira compreender o potencial das culturas geneticamente modificadas para agricultura, para a alimentação, para o ambiente, para a economia e para a sociedade da União Europeia.

O guia com o título original “The Green G-Nome’s Guide to GM crops & policies in the EUestá disponível em Inglês, Espanhol, Francês, Polaco, Italiano, Checo e Português. Em breve este guia estará disponível noutras línguas. Para mais informações consulte o website da Europabio.

___

Para receber gratuitamente um exemplar impresso por correio,
envie-nos um e-mail para geral @ cibpt.org com a sua morada.

 

Website ilustrado | História da Biotecnologia desde há 10.000 anos

HistoryBiotechPT-Partida
Website  | A Evolução da Revolução: Cronologia da Inovação na Biotecnologia

Website Ilustrado
História da Biotecnologia desde há 10.000 anos

– Novo website em Português

No início da Semana Europeia da Biotecnologia (BiotechWeek) divulgamos um website ilustrado sobre a a Evolução da Biotecnologia desde há 10.000 anos, com a prática agrícola, até aos dias de hoje.

HistoryBiotechPT8000bc
A Biotecnologia teve início há 10.000 anos, quando o Homem cultivava batatas
HistoryBiotechPT4000bc
Há cerca de 6.000 mil anos (4000 AC), os Egípcios contribuiram para a evolução do conhecimento da Biotecnologia enquanto desenvolviam a produção de vinho
HistoryBiotechPT1919-Biotecnologia
Em 1919, utilizou-se a palavra “Biotecnologia” pela primeira vez.
HistoryBiotechPT1953DNA
Em 1953, a revista científica Nature publica a descrição da estrutura do ADN. Este evento marcou o início da era moderna da Genética e foi um momento fulcral para a História da Humanidade, pois originou importantes descobertas até hoje nas seguintes áreas: saúde, agricultura, energia, tratamento de águas residuais,  processos bioquímicos, entre outros.

Visite o Website  “A Evolução da Revolução:
Cronologia da Inovação na Biotecnologia

e todos os eventos mais importantes desta incrível História.

Conte aos seus amigos, partilhe com a sua família!
Ajude-nos a divulgar entre professores e estudantes!

25 Set a 1 Out | Celebrar na Biotech Week

 

BiotechWeek

A Celebrar a Inovação
na Semana Europeia da Biotecnologia

25 Setembro a 1 Outubro 2017 | BiotechWeek

De 25 de Setembro a 1 de Outubro de 2017, o CiB – Centro de Informação de Biotecnologia celebra a Semana Europeia da Biotecnologia com dezenas de instituições europeias e os seus públicos. Durante a Biotech Week serão organizadas inúmeras actividades de divulgação das diferentes áreas biotecnológicas.

A Semana Europeia da Biotecnologia celebra um sector vibrante e inovador que evoluiu extraordinariamente desde a descoberta da molécula do DNA, em 1953. A primeira “Biotech Week” foi organizada em 2013 com o objectivo de celebrar os 60 anos deste momento fulcral para a História da Humanidade. Este evento à escala Europeia tem por objectivo promover a maior compreensão da Biotecnologia no mundo em que vivemos, tanto por cientistas como pela a sociedade.

O caminho percorrido pela comunidade científica para compreender o DNA, os mecanismos no qual está envolvido e as suas funções, originou importantes descobertas ao longo das últimas décadas. Empreendedores, públicos e privados, têm sido capazes de traduzir e aplicar esse conhecimento em muitos sectores diferentes, tais como: a saúde, a agricultura, a energia, o tratamento de águas residuais,  os processos bioquímicos, entre outros. São aplicações utilizadas para melhorar a qualidade de vida das pessoas e melhorar o mundo em que vivemos.

Para seguir as actividades do CiB, visite as nossas ferramentas de divulgação: o

Para seguir as actividades organizadas por toda a Europa, visite o website da Semana Europeia da Biotecnlogia e utilize a hashtag #BiotechWeek no Twitter.

JoinConversationBiotechWeek2017

Exposição | Ciência em Rabiscos: Urban Sketching no ITQB NOVA

rabiscos_logo_banner_web2017

Exposição
Ciência em Rabiscos
Urban Sketching no ITQB NOVA

27 Setembro a 17 Outubro 2017, Oeiras

No dia 27 de Maio de 2017, vinte pessoas desenharam e escreveram em cadernos sobre visitas guiadas relacionadas com biotecnologia de plantas e em actividades sobre como medir o mundo. O projecto “Rabiscos no ITQB” foi incluído no Dia Aberto 2017 do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier (ITQB NOVA) que celebrou o Dia Internacional do Fascínio das Plantas e o Dia Mundial da Metrologia.

Os desenhos concretizados irão ser expostos à comunidade científica do ITQB NOVA, à comunidade de urban sketchers Portugueses, a escolas e a todos os interessados. A exposição “Ciência em Rabiscos: Urban Sketching no ITQB NOVA” estará patente junto ao bar do instituto, a partir de 27 de Setembro e até 17 de Outubro de 2017.

Visite-nos!

____

COMO CHEGAR AO ITQB NOVA?
Informações sobre como chegar de veículo próprio e de transportes (a 10 minutos a pé da estação de comboio de Oeiras):

ORGANIZAÇÃO
ITQB NOVA 
– Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade NOVA de Lisboa

APOIOS
CiB – Centro de Informação de Biotecnologia
FS 2´´ – Foto&Sketchers 2 Linhas

 

 

Livro Gratuito | Sim aos OGM! Para nós e para o ambiente

Livro - Yes to GMO

Livro Gratuito
Sim aos OGM! Para nós e para o ambiente

O livro “Yes to GMOs! For us and the environment”, dos autores Borut Bohanec & Mišo Alkalaj, aborda as questões relacionadas com os Organismos Geneticamente Modificados e a sua importância para os seres humanos, a agricultura e para o ambiente, tais como:

  • Como os OGM estão distribuídos pelo mundo?
  • Como a genética protege as culturas contra pragas, fungos e doenças provocadas por bactérias e vírus?
  • Como as plantas podem tornar-se resistentes ao frio e necessitar de menos fertilizantes?
  • Como as plantas e os animais podem produzir medicamentos?
  • Como as alergias alimentares podem tornar-se algo do passado?

E ainda:

  • Porquê que estas maravilhosas conquistas são mantidas em segredo?

DOWNLOAD GRATUITO

___

VIDEO da TEDxL do autor Borut Bohanec
“GMO controversies – science vs. public fear”

 

 

 

Opinião – As dez mentiras sobre os OGM

As dez mentiras sobre os OGM - Por Marcel Kuntz 2017

As dez mentiras sobre os OGM

Por Marcel Kuntz*

Os Dicionários Oxford elegeram “pós-verdade” (traduzido do Inglês “post-truth”) como a “Palavra do Ano” de 2016. A expressão “pós-verdade” é definida como “relacionar ou salientar circunstâncias em que os apelos à emoções ou crenças pessoais são mais importantes na formação da opinião pública do que os factos objectivos”. Os Dicionários Oxford comentam que “nesta era de pós-verdades políticas, torna-se fácil escolher os dados que mais convêm e induzir as conclusões pretendidas”. Os autores parecem aludir ao referendo sobre o Brexit e às eleições presidenciais dos Estados Unidos da América e, provavelmente, a outros governos qualificados como “populistas”.

Contudo, esta definição de “pós-verdade” aplica-se também ao que se tem passado nos últimos 20 anos no domínio científico e tecnológico.

Proponho ilustrar a minha tese usando como exemplo os “OGM” e as 10 “melhores” pós-verdades que lhes são, muitas vezes, associadas.

1 – A primeira não é literalmente uma “pós-verdade”, mas sim a demonstração de uma imaginação sem limites da União Europeia, quando se trata de implementar uma legislação tão absurda como contra produtiva. Em 1990, os Estado Membros criaram o conceito de “OGM” [a sigla para Organismos Geneticamente Modificados]. A Directiva enumera todos os métodos que permitem o melhoramento das características de um organismo (por exemplo, uma planta) para responder às necessidades do Homem (por exemplo, necessidades agrícolas), para depois os excluir de todos nos anexos desta mesma Directiva. Todos, excepto uma técnica, a mais recente, sobre a qual passarão a pesar, sem prova de uma qualquer necessidade científica, restrições associadas a avaliações complexas e dispendiosas. Devemos, portanto, ter presente que um OGM é legalmente definido pelo método da sua obtenção e não pelas suas propriedades, o que seria mais relevante e adequado.

2 – Para mim, a melhor demonstração da “pós-verdade” sobre os OGM é a afirmação de que estes são estéreis. Este mito advém de uma extrapolação abusiva: das patentes que descrevem abordagens para a produção de sementes estéreis. No entanto, no terreno, nenhuma cultura é estéril nesta categoria regulamentar de “OGM”.

3 – A “pós-verdade” não necessita de ser coerente: estas alegações de esterilidade estão em manifesta contradição com outras que afirmam que os OGM vão disseminar-se por todo o lado. É, portanto, preciso escolher entre: os OGM são “estéreis” ou são “invasivos”! Na verdade, nenhum dos casos é verdadeiro.

4 – O agricultor deixaria de ter o direito de voltar a semear uma parte da sua colheita por causa das patentes. Este argumento permitiu aos opositores mobilizar uma parte da Sociedade Civil contra os OGM dramatizando a temática da “propriedade” das sementes, e do “controlo da nossa alimentação”. No entanto tudo isto é falso: de facto, a legislação Europeia sobre as patentes associadas a descobertas biotecnológicas permite ao agricultor produzir sementes para uso próprio (ver a Directiva Europeia 98/44/EC e o artigo 14 do regulamento (CE) n° 2100/94).

5 – Uma mentira relacionada com a anterior é a de que um agricultor poderia ser forçado a pagar direitos sempre que um OGM germina, por acaso, na sua propriedade. Na realidade, em nenhum país um agricultor pagou direitos, se vestígios de OGM foram detectados no seu campo, por exemplo, como consequência de uma polinização acidental proveniente de um campo vizinho. Este mito foi construído em torno do agricultor canadiano Percy Schmeiser. Os lobbies anti-OGM exploraram habilmente a narrativa sobre o “pequeno bom agricultor” (David) e a “grande maléfica multinacional” (Golias) no seguimento de um processo judicial da Monsanto contra Scheimer. Na realidade, a justiça canadiana estabeleceu que esse agricultor tentou deliberadamente apropriar-se de sementes sem pagar os direitos devidos, de acordo com a legislação canadiana.

6 – Os OGM seriam uma farsa, pois não aumentariam as produtividades. Convém salientar que estes organismos foram melhorados sobretudo para evitar perdas de produtividade causadas por insectos herbívoros ou por ervas daninhas. A realidade é que cerca de 18 milhões de agricultores de 26 países (incluindo 19 países em desenvolvimento) escolheram livremente utilizar variedades GM (o que não é o caso da maioria dos agricultores dos países europeus).

7 – Existiriam estudos que teriam demonstrado a existência de efeitos tóxicos dos OGM na alimentação. Se fosse o caso e sabendo que numerosos países usam OGM para alimentar o seu gado desde 1996, tal teria sido constatado pelos criadores de gado e veterinários há muitos anos atrás. Para perceber as manipulações efectuadas sobre este assunto, basta examinar as fotografias disseminadas pelo investigador e activista Séralini em Setembro de 2012: todo o mundo viu na internet as fotos de ratos com tumores monstruosos. Serão eles uma prova? Vejamos as fotos com mais detalhe: um rato terá sido alimentado com um OGM, outro com um herbicida e o terceiro terá sido alimentado com OGM e com o herbicida (durante 2 anos, tempo superior à expectativa da sua média de vida). Mas, onde estão os ratos controlo ou testemunhas (sem terem consumido OGM ou sem terem ingerido o herbicida)? Os ratos controlo nunca foram mostrados pelo seguinte motivo: também tinham tumores, simplesmente, porque esta linhagem de ratos desenvolve tumores quando começa a envelhecer.

8 – Outra “pós-verdade”: não se sabe nada sobre os insecticidas produzidos pelos OGM. De facto, algumas culturas (como o milho MON810, que obteve autorização Europeia em 1998) foram melhoradas para produzir internamente uma proteína com efeitos extremamente específicos contra certos insectos herbívoros (as brocas no caso do milho). O mesmo princípio activo combate igualmente as pragas de insectos na agricultura (inclusive na agricultura biológica) e na jardinagem, neste caso através da pulverização. E isto há seis décadas! Sem que se tenha detectado qualquer problema!

9 – Induzirão os OGM o desenvolvimento de “super” ervas daninhas? De facto, se se utilizar o mesmo herbicida (ou qualquer outro produto) ano após ano, serão selecionadas populações tolerantes a esse herbicida nas plantas-alvo. Nada de novo, nem específico quando se utilizam OGM. É o que acontece com todos os herbicidas utilizados. O problema advém de uma má gestão agrícola destes procedimentos e não do facto de se utilizar, ou não, uma variedade considerada dentro da categoria jurídica “OGM”.

10 – Os OGM não seriam suficientemente estudados ou seriam estudados apenas pelas empresas. De facto, as avaliações impostas pela presente legislação Europeia são desproporcionadas e continuam a ser cada vez mais exigentes, sem razão científica. Independentemente das empresas, a investigação pública em muitos países realizou estudos em todos os domínios (nomeadamente nas áreas da saúde e do ambiente). Foram efectuados milhares de estudos. Um dos exemplos são os estudos toxicológicos levados a cabo pelo projecto europeu GRACE, cuja execução foi especificamente solicitada pela Comissão Europeia. Estes estudos demonstram não existir justificação para qualquer tipo de alarmismos.

A “pós-verdade” usa uma estratégia deliberada, infelizmente muitas vezes com sucesso, aplicada em muitos domínios técnicos, desde a Biologia (as biotecnologias verdes como os OGM, mas também as vacinas), à Química (os pesticidas são um grande clássico dos apregoadores do medo) ou ainda à Física (especialmente no domínio da energia). O ponto comum? O desejo de introduzir areia na engrenagem da economia por alguns activistas políticos. Ou explorar temores demagógicos. Ou retirar empresas concorrentes do mercados. Estas três vertentes aparecem muitas vezes associadas. De facto a “pós-verdade” é uma das maiores ameaças actuais à democracia.

___

* Marcel Kuntz – Formado em Biologia, Director de investigação do CNRS, Professor na Universidade Grenole-Alpes (UGA), especialista em biotecnologias agrícolas. Desenvolve também trabalho sobre as relações entre ciência e sociedade, numa perspectiva histórica.

Artigo disponível em Polaco e em Francês

 

 

Recomendações EASAC | Edição de Genoma

Genome Editing EASAC - Mar2017

Recomendações
– Edição de Genoma em plantas, animais,
microrganismos e pacientes –

Comunicado CiB – 10 Abril 2017

Um relatório com recomendações sobre a Edição de Genoma foi publicado, no final de Março de 2017, pelo Conselho Consultivo das Academias Europeias de Ciências (EASAC). O relatório Edição de Genoma: Oportunidades Científicas, interesses públicos e opções políticas na UE dirige-se principalmente a decisores políticos da União Europeia (UE) e fornece recomendações sobre a abordagem relativa à aplicação da Edição de Genoma em plantas, animais, microrganismos e pacientes.

 

O QUE É A EDIÇÃO DE GENOMA?
A Edição de Genoma refere-se à modificação intencional de uma sequência de DNA específica, pré-seleccionada, existente num determinado ser vivo. Esta tecnologia está a aumentar o conhecimento sobre as funções biológicas dos seres vivos e a revolucionar a investigação científica. Esta nova e poderosa ferramenta tem potencial para ser utilizada em diferentes áreas de aplicação: saúde humana e animal, agricultura e alimentação e bioeconomia. Contudo, associadas às perspectivas dos benefícios desta tecnologia, têm sido levantadas questões relacionadas com a segurança e a ética, assim como questões relacionadas com a sua regulamentação.

 

Segundo Pedro Fevereiro (presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia, investigador e professor de Biotecnologia Vegetal), “as técnicas de Edição de Genoma possibilitam aos investigadores modificar um sequência precisa do DNA, criando modificações específicas, as quais permitem melhorar as características dos seres vivos sem que seja necessária a integração de DNA estranho. Esta tecnologia vai revolucionar os métodos de melhoramento vegetal e animal e auxiliar a cura e prevenção de doenças em humanos.”

O EASAC destacou que os decisores políticos devem assegurar que a regulamentação para a Edição de Genoma deve ter por base factos científicos, considere os benefícios, assim como os riscos hipotéticos e que seja proporcional, e suficientemente flexível, para abarcar os futuros avanços da ciência e da tecnologia.

O EASAC considera que o aumento da precisão, actualmente possível através da edição de genoma, representa uma grande mudança na investigação e na inovação. Neste contexto, destacam-se algumas das suas recomendações em relação a diferentes áreas:

PLANTAS
Os reguladores devem confirmar que os produtos de edição de genoma, quando não contêm DNA de outros organismos, não sejam considerados na legislação sobre Organismos Geneticamente Modificados (OGM). A regulamentação seja específica para os produtos / características agrícolas, em vez de se focar na tecnologia através da qual se concretiza a sua obtenção.

ANIMAIS
O melhoramento de gado para pecuária deve ser regulamentado tal como é proposto para o caso do melhoramento de plantas, ou seja, a regulamentação deve ser específica para as características e não para a tecnologia.

DIRECCIONAMENTO GENÉTICO
As aplicações genéticas para o controlo de vectores e outras modificações de populações-alvo no meio selvagem (por exemplo, para insectos vectores de doenças) oferecem oportunidades potenciais significativas para ajudar a enfrentar grandes desafios de saúde pública e de conservação.

MICRORGANISMOS
A Edição de Genoma em microrganismos não levanta novas questões para o quadro regulamentar e está actualmente sujeita a regras estabelecidas para utilização confinada e para libertação deliberada de OGM. Dado o potencial da sua aplicação, incluindo em produtos farmacêuticos, biocombustíveis, biosensores, bioremediação e cadeia alimentar, é importante considerar a sua aplicação no contexto da estratégia da União Europeia para a Inovação e Bioeconomia.

CÉLULAS HUMANAS
Investigação básica e clínica é necessária na edição de genoma em células humanas e deverá ser sujeita a regulamentação legal e ética e a práticas padronizadas. A aplicação clínica deverá ser rigorosamente avaliada dentro dos quadros regulamentares e considerar o consenso societal em relação a questões de relevância científica e ética, de segurança e de eficácia.

 

O Conselho Consultivo das Academias Europeias de Ciências chamou também a atenção para um aspecto que considera crucial, a “Justiça Global”, uma vez que existe o risco de aumento de desigualdade e tensão entre aqueles que têm acesso aos benefícios das aplicações da Edição de Genoma e aqueles que não têm. Segundo o EASAC, existem evidências de que decisões políticas têm criado dificuldades acrescidas a cientistas, agricultores e políticos de países em desenvolvimento, por exemplo, no caso das culturas geneticamente modificadas. Neste contexto, o EASAC considera vital que os decisores políticos avaliem as consequências de decisões tomadas em países externos à União Europeia. Reformular o actual quadro regulamentar na UE e criar a coerência necessária entre os objectivos internos da UE e a agenda para o desenvolvimento, com base em parcerias e na inovação, são importantes tanto para os países em desenvolvimento como para a Europa.

 

MAIS INFORMAÇÃO

 

 

12 Dez – Seminário- Novas Técnicas de Melhoramento

cartaz-a4-seminar-nbts-12-dez-2016-pt

PROGRAMA em PORTUGUÊS – download pdf

PROGRAMA em INGLÊS – download pdf

SEMINÁRIO

Novas Técnicas de Melhoramento:
Aspectos Científicos, Técnicos, Sociais e Legais

12 Dezembro 2016 . Oeiras

Auditorium | ITQB NOVA
Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier

Em Português e em Inglês | Tradução simultânea disponível

OBJECTIVO

Para lançar e aprofundar o debate sobre o uso de Novas Tecnologias de Melhoramento Vegetal (NBTs) em Portugal, o que irá, sem dúvida, ser muito importante para o melhoramento das culturas agrícolas e que já está a ser implementado por empresas e centros de investigação.

Para dar visibilidade à posição de Portugal em relação à adopção das NBTs como ferramentas para o desenvolvimento de variedades vegetais agrícolas.

PROGRAMA

9h45 – Registo
10h00 – Sessão de Abertura
10h10 – O que são NBTs? (em Português)
– Pedro Fevereiro – Presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia
10h50 – Aspectos científicos e aplicação das NBTs (em Inglês)
– Wendy Harwood – Investigadora Senior do Crop Genetics Department (Crop Transformation Group) do John Innes Centre, Norwich, Inglaterra.
11h30 – Coffee-break
11h45 – Enquadramento legal e social das NBTs(em Inglês)
– Joachim Schiemann – Director do Instituto de Biossegurança em Biotecnologia de Plantas do Julius Kuehn Institute (JKI), Federal Research Centre for Cultivated Plants, Alemanha.
12h25 – O Caso Português (a confirmar)
13h10 – Almoço
15h00 – Mesa Redonda com Parceiros | Uso ou não uso de NBTs: como reage Portugal
– Europabio – The European Association for Bioindustries, representada por Beat Späth
– ANSEME – Associação Nacional dos Produtores e Comerciantes de Sementes, representada por Joana Aleixo
– FIPA – Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares, representada por Jaime Piçarra
– IACA  – Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais por Jaime Piçarra
– ANPROMIS – Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo, representada por Tiago Silva Pinto
– ANPOC – Associação Nacional dos Produtores de Cereais, representada por Bernardo Albino
17h30 – Declarações finais

 

NOVAS TÉCNICAS DE MELHORAMENTO

As “New Breeding Techniques” (NBTs – Novas Técnicas deMmelhoramento Vegetal) são um conjunto de metodologias que permitem alterar as características das variedades agrícolas de uma forma molecularmente precisa, para aumentar a sua produtividade e tolerância a factores ambientais.

As NBT são oito e incluem: nucleases dirigidas para um local específico; RNA de interferência (RNAi); mutagénese dirigida para oligonucleótidos específicos; agro-infiltração; cisgénese; enxertia em porta-enxerto modificado; melhoramento reverso; e metilação do DNA dirigida por RNA.

Este conjunto de técnicas tem vindo a ser desenvolvidas para afinar características das variedades agrícolas. Por exemplo, a técnica de RNAi tem permitido obter variedades resistentes a diferentes vírus, como a introdução da resistência ao vírus do mosaico dourado em feijão, e a Cisgénese permitiu em poucos anos obter uma resistência durável à requeima (late blight) em batata.

A Comunidade Europeia discute atualmente a adopção destas tecnologias e em que quadro jurídico devem ser avaliados os seus produtos.

 

INSCRIÇÃO

A inscrição é gratuita, mas obrigatória por e-mail para: geral@cibpt.org

Enviar, por favor, as seguintes informações: Nome, E-mail, Nº Telemóvel e Institutição.

LOCALIZAÇÃO e MAPAS

 Morada:  ITQB NOVA –  Av. da República – 2780-157 Oeiras – Portugal

GPS: 38° 41′ 38″ (38.694 N) | 9° 19′ 7″ (-9.318 W)

Instruções:  http://www.itqb.unl.pt/diaaberto2015/como-chegar

 

ORGANIZAÇÃO

logo-cib

CiB – Centro de Informação de Biotecnologia

www.cibpt.org |  E – geral@cibpt.org  |   T – 913 159 291

 

APOIO

 logo-itqb-nova

ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica

 

 

23 Set | Café de Ciência “GENES NO PRATO”, CCVAlviela

CAFÉ CIÊNCIA GENES NO PRATO

23 de setembro 2016 | 21h

2016_cafe_ciencia_genes_final-02

No dia 23 de setembro de 2016, pelas 21h00, há Café Ciência no Centro Ciência Viva do Alviela e a genética dos alimentos vai dar o mote à conversa – Genes no Prato. O crescimento da população mundial, o aparecimento de novas pragas e doenças, as mudanças climáticas tornam a modificação genética dos alimentos num desafio para a biotecnologia. Já ouviu falar em organismos geneticamente modificados (OGM), transgénicos e em melhoramento genético convencional?

Venha tomar café com Pedro Fevereiro, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e do Centro de Informação de Biotecnologia (CiB), e Ana Sofia Almeida, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária e converse sobre os avanços da biotecnologia. Conhece o melhoramento genético que está a ser feito no arroz produzido no Ribatejo?

Sirva-se de ciência e descubra Genes no Prato. Participe.

As inscrições são gratuitas, obrigatórias e poderão ser efetuadas através do 249 881 805 ou info@alviela.cienciaviva.pt
Mais info: www.alviela.cienciaviva.pt

Livro gratuito – A Revolução dos OGM

The GMO revolution ebook

Livro gratuito
“The GMO Revolution”

O livro “The GMO Revolution”, dos autores Wim Grunewald e Jo Bury e publicado no final de 2015, ficou disponível online para download gratuito.

As culturas Geneticamente Modificadas  (GM) simbolizam uma evolução importante no melhoramento vegetal. Uma evolução baseada na moderna biotecnologia de plantas, uma nova disciplina científica, originária na Universidade de Ghent, Bélgica, que se dedica ao conhecimento científico sobre a base genética das características das plantas. Esse conhecimento constitui a base de uma série de estratégias de melhoramento de culturas.

“As culturas GM vão banir a fome no mundo?
– Não.

As culturas GM são a única solução adequada?
– Definitivamente não.

As culturas GM têm algo para oferecer?
– O livro é sobre isto mesmo.

Se um tomate é susceptível a determinados fungos aos quais um pimento é resistente, a única forma de um agricultor poder proteger as suas plantas de tomate é aspergir fungicidas. Mas através da tecnologia da engenharia genética (vulgarmente conhecida por tecnologia dos OGM – Organismos Geneticamente Modificados) a resistência do pimento aos fungos pode ser transferida para o tomate sem alterar outras características da cultivar do tomate.

Resultado? A planta do tomate é capaz de se auto-proteger e deixa de ser necessário aplicar o fungicida nas plantas, deixando de ser necessário.

O livro “The GMO Revolution” (A revolução dos OGM – Organismos Geneticamente Modificados) apresenta uma visão equilibrada, baseada em evidências científicas, sobre a forma como as culturas GM podem ser úteis para solucionar desafios e futuras que a agricultura enfrenta nos dias de hoje. Algumas das plantas melhoradas através das tecnologias de engenharia genética de plantas encontram-se batatas melhoradas para se auto-proteger do ataque de fitóftora (fungo) , árvores que podem ser usadas para produção de biocombustíveis, arroz que contém maior conteúdo de vitaminas, trigo adequado para pessoas com intolerância ao glúten, entre outras.

Mais informações sobre o livro e os autores

O livro está em formato epub. Para ser lido em PCs ou em tablets pode usar-se o programa gratuito Calibre.

 

Vídeo TedX – Ser ou não ser OGM, heis a questão

Vídeo TedX
Ser ou não ser OGM, heis a questão
por Stefan Jansson

A engenharia genética de plantas (culturas geneticamente modificadas – GM ou transgénicas) é um tema controverso para o público em geral, apesar de os dados científicos disponíveis e acumulados desde há décadas indicarem que não existem motivos para a sua utilização ser considerada um risco maior para a saúde ou para o ambiente do que as culturas convencionais – ler mais aqui. Mas a legislação existente em muitos países Europeus proíbe o seu cultivo e a sua utilização (em Portugal é permitido o cultivo de milho bt geneticamente modificado para resistir ao ataque de pragas de insectos da broca). Se existem leis que as proíbem, então é importante definir o que são. Este vídeo explica a evolução da investigação biológica e a forma como a fronteira entre plantas GM e não-GM está a desaparecer.

O autor desta conferência TedX é Stefan Jansson, investigador e professor de biologia de células vegetais e molecular do Centre/Umeå University. A sua investigação inclui estudos sobre como as plantas usam a luz solar na fotossíntese. Utiliza ainda a genética e a genómica para estudar as variações naturais em árvores, em particular para saber como as árvores sabem quando chega o Outono. Jansson pertence à Academia Real das Ciências da Suécia e participa em inúmeros debates públicos sobre utilização de organismos geneticamente modificados (OGM) ou transgénicos.

Vídeo e FAQ – O que são culturas geneticamente modificadas?

Vídeo e Perguntas Frequentes (FAQ)
O que é a modificação genética
e o que são as culturas geneticamente modificadas (transgénicas)?

Maio 2016 – Royal Society (UK)

Download das Perguntas Frequentes

A lenda negra dos Transgénicos: desmontando mitos que rodeiam as culturas geneticamente modificadas

Maçaroca de Milho Transgénico resistente à broca versus Maraçorca de Milho convencional atacado por branco e já infestado com fungos tóxicos nas feridas provocadas pelas brocas - Qual das maçarocas acha que e mais saudável na alimentação? E mais rentável ao agricultor?

A lenda negra dos Transgénicos:
Desmontando mitos que rodeiam as culturas geneticamente modificadas”

Fundação Antama | Actualizado em 2015

Os produtos transgénicos são os alimentos mais avaliados de toda a história da agricultura e são-no através das entidades científicas públicas competentes criadas com essa funçã. A União Europeia conta com a EFSA – Autoridade Europeia de Segurança Alimenta, uma entidade independente formada por um comité de cientistas internacionais e altamente qualificados (em nutrição, toxicologia, alergologia e meio ambiente) para realizar as avaliações de risco desses produtos.

LER MAIS AQUI

11 Junho 2014 – IV Encontro “Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora”

IV Encontro Internacional - Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora

11 de Junho de 2014
IV Encontro Internacional
“Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora”
51º Feira Nacional de Agricultura
Sala de conferências do Cnema – Santarém, Portugal
Mais informações em Breve!

June, 11 2014
IV International Meeting
“Biotecnology and Agriculture: The Future is Now”
51º National Fair of Agriculture
Cnema Conference Room, Santarém- Portugal
More information will be provided as soon as possible!