Q&A|”Desta vez não faltou comida? E da próxima?”

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Créditos da imagem: Rodrigo Cabrita/CiB

Quem não teve oportunidade de ouvir ontem o programa “Que Vida é a Nossa?”, na Antena 1, tem aqui a oportunidade de ouvir a resposta do investigador Pedro Fevereiro à pergunta da jornalista Eduarda Maio: “Desta vez não faltou comida? E da próxima? 

São sete minutos de conversa que nos levam a refletir sobre aquilo que não é mas temos como adquirido – os alimentos. A COVID-19 levou-nos a comportamentos desajustados, impulsionados pelo medo. Medo, talvez, de passar fome? Numa primeira fase crise sanitária esvaziamos os supermercados, açambarcamos enlatados e outros não perecíveis, como se fossemos viver os próximos meses num bunker.

Mas, como a pergunta deste programa alerta, “Desta vez não faltou comida”. E da próxima?”

Num tempo em que se colocam grandes desafios à produção de alimentos – e citando uma parte da resposta de Pedro Fevereiro, nunca é demais “reconhecer o trabalho dos agricultores”. São eles que nos alimentam.

Veja o programa aqui.

Pedro Fevereiro é CEO do InnovPlantProtect, Professor Auxiliar com Agregação do Departamento de Biologia Vegetal na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, diretor do Laboratório de Biotecnologia de Células Vegetais no ITQB NOVA e presidente do CiB-Centro de Informação de Biotecnologia.

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#ANTAMALIVE | “A cadeia alimentar perante uma situação de pandemia”

Realizou-se ontem mais uma transmissão em direto da Fundación Antama, a segunda do ciclo de reuniões virtuais #ANTAMALIVE. Desta vez, foi eleito o tema “A cadeia alimentar perante uma situação de pandemia”.

Os intervenientes, o produtor e presidente da Associação Agrícola Espanhola de Jovens Agricultores  (ASAJA), Pedro Gallardo, e o investigador do Departamento de Farmácia e Alimentação da Faculdade de Farmácia (UCM, AESAN) em Madrid, Montaña Cámara falaram sobre as implicações da COVID-19 na segurança alimentar e explicaram de que forma o setor agrícola está a enfrentar esta situação de crise mundial.

Se não teve oportunidade de assistir, clique no vídeo.

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Covid-19: Como é que agro biotecnologia está a ajudar?

Nicotidiana benthamiana
A Nicotiana benthamiana é uma das plantas que pode ser usada para a produção da vacina para o novo coronavírus.

Investigadores de diversas áreas, desde imunologistas, epidemiologistas, matemáticos, engenheiros, investigadores em plantas e outros estão a desviar o seu foco principal de investigação para encontrar soluções para a pandemia de SARS-CoV-2.  Unem esforços para produzir uma vacina, usando tecnologias disponíveis para a modificação genética de plantas.

Os cientistas María Coca e Juan José López-Moya do Centro de Investigação em Genómica Agrícola (CRAG), em Espanha, estão a oferecer os seus conhecimentos em biotecnologia e virologia de plantas, respetivamente, para produzir antigénios SARS-CoV-2 que possam ser usados ​​como vacinas. Coca e López-Moya propõem experimentar diferentes sistemas de expressão derivados de plantas e até já constituíram uma equipa com colegas de outros centros de investigação, como o CNB, o IBMCP e o CEBAS, incluindo também um especialista em imunologia em coronavírus que realizaria os estudos de validação em camundongos e em culturas celulares.

“Os sistemas de produção que propomos superariam alguns dos problemas associados a outros sistemas de produção de vacinas, como as dificuldades para aumentar a produção ou a necessidade de isolar o antigénio e purificá-lo. Os sistemas vegetais também estão livres de outros patogénicos humanos e a produção seria segura e a um custo muito menor em termos de tempo e dinheiro”, explica María Coca.

Desde os tempos primitivos que os seres humanos usam plantas para curar doenças. A farmacoterapia moderna inclui muitos medicamentos, cujos compostos ativos foram descobertos inicialmente nas plantas, e as plantas selvagens ainda estão sob investigação na esperança de encontrar novos compostos bioativos. Nesse sentido, a capacidade das plantas de sintetizar uma ampla gama de moléculas é já por demais conhecida.

Atualmente, graças às modernas ferramentas biotecnológicas, os cientistas podem desenvolver plantas para produzir outros compostos de interesse, como os antimicrobianos. Em 2019, María Coca, juntamente com o especialista em vírus de plantas do IBMCP José Antonio Darós, já demonstrou que podem produzir compostos antifúngicos ativos em plantas de Nicotiana benthamiana. Para isso, criaram um vírus vegetal para produzir proteínas antifúngicas dentro das folhas da planta. Essa mesma estratégia poderia agora ser usada para produzir antigénios SARS-CoV-2, não apenas na planta Nicotiana benthamiana mas também em plantas de alface.

“Uma vez desenvolvido e validado o sistema, seria muito fácil implementá-lo para a produção de antigénios”, explica López-Moya. “Com a sua adaptação à alface, podemos até testar a imunização oral”, acrescenta Coca.

Entre muitas outras vantagens, de ressaltar que as plantas podem ser cultivadas facilmente em países em desenvolvimento que não dispõem de métodos sofisticados de produção de proteínas, contribuindo, portanto, com soluções em larga escala para a crise global.

Os investigadores do Centro de Investigação em Genómica Agrícola também têm experiência na adaptação de tecnologias baseadas em plantas e outras plataformas que podem ser adaptadas para a produção de antigénios SARS-CoV-2, como culturas de leveduras de crescimento rápido, onde produziram compostos antifúngicos com sucesso. Com essas abordagens, os antigénios SARS-CoV-2 podem ser produzidos em questão de dias em escalas industriais.

Mais: em colaboração com a empresa de biotecnologia Vytrus biotech, os investigadores do CRAG afirmam estar empenhados em impulsionar os limites da tecnologia para adaptar as propriedades naturais das plantas e, com isso, melhorar a resposta imunológica e facilitar a estabilidade e entrega do antigénio.

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COVID-19 | Vacina com plantas geneticamente modificadas estará disponível em novembro de 2021

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A empresa canadiana Medicago está a desenvolver uma tecnologia exclusiva para a produção de uma vacina para a COVID-19, usando plantas geneticamente modificadas em vez de ovos. A vacina poderá estar pronta em novembro de 2021, depois da aprovação da FDA-Food & Drug Administration.

Apenas vinte dias depois de receber a sequência do genoma do coronavírus, a empresa farmacêutica Medicago, com sede no Canadá, afirma estar a produzir uma vacina para a COVID-19 com uma tecnologia única, usando plantas geneticamente modificadas, esperando enviá-la em breve para a FDA-Food & Drug Administration para aprovação.

Garante o CEO da empresa, Bruce Clark, que a Medicago poderá produzir até dez milhões de doses por mês e, se forem ultrapassados os obstáculos de regulamentação, a vacina poderá estar disponível em novembro do próximo ano.

A produção tradicional de vacinas requer o uso de uma grande quantidade de ovos. O processo funciona basicamente assim: o vírus é injetado nos ovos, onde se propaga. O problema é que o uso de ovos, além de dispendioso, leva muito tempo e está longe da perfeição. Por estas razões, em vez de ovos de galinha, os investigadores da Medicago estão a expressar em plantas um antigénio específico que induz a expressão de anticorpos contra o novo coronavírus nos seres humanos – é uma abordagem relativamente nova que conquistou muitos e importantes avanços na última década, consistindo na inserção de uma sequência de genes numa bactéria do solo (agrobacteruim) que é absorvida pelas plantas (neste caso, da família da planta do tabaco). A planta começa então a produzir a proteína que pode ser usada como vacina.

Se o vírus começar a sofrer mutações, como se espera, os investigadores poderão usar novas plantas para a produção e vacinas.

Leia o post na Defense one.

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COVID-19 |Cientistas estão a desenvolver teste de diagnóstico de baixo custo com tecnologia CRISPR

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Créditos da imagem: Getty Images

Investigadores do Departamento de Engenharia Biomédica da Universidade de Connecticut, nos EUA, estão a usar uma ferramenta de edição do genoma – o CRISPR – no desenvolvimento de um novo teste de diagnóstico simples e de baixo custo para detetar doenças infeciosas, incluindo o novo corona vírus SARS-CoV-2, o agente causador da COVID-19.  

O investigador e Professor Associado da Universidade de Connecticut, Changchun Liu, desenvolveu o método “CRISPR-Cas12a duplo tudo-em-um” (AIOD-CRISPR) para permitir testes simples e deteção visual rápida e ultrassensível dos vírus SARS-CoV-2 e HIV, destinados a uso doméstico ou em pequenas clínicas. “O recente surto de novos coronavírus espalhou-se rapidamente por todo o mundo”, pelo que “a deteção rápida e precoce do vírus SARS-CoV-2 facilitará uma intervenção atempada e reduzirá o risco de transmissão de doenças. O nosso método tem um grande potencial para desenvolver a próxima geração de diagnóstico molecular nos pontos de atendimento”.

Embora o método da reação em cadeia da polimerase (PCR) seja atualmente considerado o “padrão de ouro” para o diagnóstico de doenças, apresenta um senão: depende de equipamentos caros e de pessoal bem treinado. Mas o método de Changchun Liu, ao contrário do PCR, é isotérmico (~ 37 ° C) e, também ao contrário de outras tecnologias de amplificação isotérmica, possui melhor sensibilidade e especificidade.

No trabalho de laboratório, o sistema AIOD-CRISPR detetou com sucesso o DNA e o RNA do SARS-CoV-2 e do HIV. Além disso, o método foi avaliado pela deteção do RNA do HIV-1 extraído de amostras de plasma humano, tendo alcançado resultados comparáveis ​​ao método de PCR.

A UConn entrou recentemente com um pedido de patente sobre esta tecnologia.

De salientar que esta não é a primeira vez que Changchun Liu responde a um surto com tecnologia inovadora de diagnóstico. Em 2015-2016, durante o surto do vírus Zika, o laboratório deste investigador na Universidade da Pensilvânia desenvolveu uma plataforma de diagnóstico molecular para a deteção do Zika, para ser usada em pontos de atendimento livres, sem necessidade de assistência médica.

Para mais informações sobre o teste de diagnóstico para deteção do novo coronavírus, com tecnologia CRISPR, leia o manuscrito, disponível na BioRxiv preprint platform.

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COVID-19 |Impactos no mundo pela voz dos agricultores

Covid no mundo

A COVID-19 é um problema transversal a todos os países e a todos os setores de atividade. A Global Farmer Network convidou os agricultores de todo o mundo e partilharem entre si, nas redes sociais, os impactos locais do novo coronavírus, não apenas na produção agrícola como também noutras áreas de atividade.

Não há uma história igual a outra, embora todas revelem um denominador comum: a preocupação e a incerteza do que trazem os próximos tempos.

Veja aqui o ponto de vista de agricultores da Índia, Filipinas, Reino Unido, Colômbia, Nicarágua, Argentina, Estados Unidos, Nigéria e Zimbabué.

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COVID-19| O que tem a sociedade a aprender com os agricultores?

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Créditos da imagem: Vida Rural

Por António Lopes Dias, engenheiro agrónomo e director executivo da ANIPLA

Numa altura em que uma pandemia assolou os nossos dias e tomou conta de todas as nossas preocupações, a alimentação é uma das questões que mais nos inquieta: conseguiremos alimentar-nos devidamente? Haverá o que comer para todos? Teremos acesso aos alimentos desejados? Mais do que isso: o que comemos, é seguro?

Mas em tempos de COVID-19, em que todos, sob múltiplas formas, somos afectados, terá a sociedade consciência que esta é uma realidade constante para os agricultores? O que pode a sociedade aprender com uma das profissões que nunca pára? Segurança, protecção, ciência, investigação e tecnologia são conceitos base na produção alimentar com os quais os agricultores convivem 365 dias por ano. Declarado o Estado de Emergência a sociedade obriga-se a uma pausa, a um desacelerar forçado, mas a natureza não. A natureza está lá e nunca pára. A mesma que todos os anos confronta os agricultores com pragas, doenças e infestantes com efeitos potencialmente devastadores para a generalidade das culturas, e que se não forem tratadas, põem em causa a existência de alimentos à nossa mesa.

Porque quando olhamos para o fenómeno de propagação de um vírus na população e para a velocidade de destruição de culturas, provocada pela entrada inusitada de pragas e doenças no sistema agrícola, não falamos de universos assim tão distantes. Da mesma forma que não falamos línguas distintas quando percebemos que a única forma de combater este flagelo é através do recurso à ciência. Quando falamos de segurança alimentar, falamos da quantidade de movimentos globais que são feitos todos os dias e que nos fazem chegar, de todas as partes do mundo, infestações que só a ciência consegue prevenir ou combater.

As pragas com maior impacto nas culturas agrícolas, como a Xylella Fastidiosa, por exemplo, num cenário de propagação por toda a EU, podem causar perdas anuais de produção no valor de 5,5 mil milhões de euros, afectando 70% do valor da produção de árvores de fruto e, por isso, à semelhança dos tempos que vivemos, só podemos contar com a ciência para nos proteger.

Da mesma forma que, perante o momento que estamos a viver, só a ciência nos ajudará a proteger a saúde, a economia e sustentabilidade dos países, o mesmo acontece quando de Janeiro a Dezembro, de todos os anos, o sector agrícola trabalha para combater pragas, doenças e infestantes que chegam de todos os cantos do mundo, assegurando-nos que o que comemos é seguro.

Nesta altura em que o medo tomou conta das cidades, que a pouco e pouco, e bem, foram ficando vazias, alguém permaneceu nas estradas, como no campo: os agricultores. Que vieram pôr ao serviço deste combate as mesmas armas com que todos os dias lutam para manter um acesso a alimentos seguros – as suas. Em GrândolaMonforte um pouco por todo o país, agricultores saíram à rua, com as suas proteções e pulverizadores, desta vez não para proteger as culturas, mas para proteger as pessoas. Porque em nenhum momento como neste se esbateram tanto as diferenças e fomos tanto uns sectores pelos outros, numa luta que, de repente, é de todos e em que nos tornámos tão iguais. Tão dependentes da ciência para nos ajudar a ficar bem, na expectativa de tão rápido quanto possível, estarmos de volta.

Por isso, o que tem a sociedade a aprender com os agricultores? De que forma é a ciência o único aliado em quem temos de confiar quando falamos de proteger a nossa saúde e a saúde do que comemos? De que forma poderemos ser, cada vez mais, preventivos na segurança individual e global? Tantas questões que pairam e uma só resposta que ecoa: precisamos de confiar na ciência. Perante um vírus que nos colocou a todos em suspenso e perante outros que surgem, a cada dia com um maior potencial de devastar o que comemos. Se no primeiro caso falamos de salvar vidas humanas, no segundo falamos de salvar alimentos, os mesmos que nos mantêm vivos e com saúde. Ciência, ciência, ciência: a palavra de ordem quando falamos de proteger pessoas, plantas, economias, o mundo.

António Lopes Dias

Engenheiro Agrónomo e Director Executivo da ANIPLA

Artigo escrito segundo o antigo acordo ortográfico (e originalmente publicado no Agroportal, em 1 de abril de 2020)

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Coronavírus | Sequenciamento de genes, CRISPR e biologia genética usados no combate ao surto

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Chineses fabricam o agente de deteção de ácido nucleico para o novo coronavírus na fábrica da Jiangsu Bioperfectus Technologies Co., Ltd. na cidade de Taizhou. Créditos: PA

Pela primeira vez na história do coronavírus, os investigadores estão a tentar combater o vírus com um conjunto de ferramentas que inclui a tecnologia de edição do genoma CRISPR e a biologia sintética.

O coronavírus não é uma novidade, já é conhecido há quase 60 anos, mas, por causar sintomas comuns como uma vulgar constipação, atraiu pouca atenção. Mas tudo mudou em 2003 quando o SARS-COV – uma estirpe mortal da família do coronavírus – alcançou 29 países e provocando a morte a quase 800 pessoas. De repente, um vírus anteriormente encontrado em animais conseguiu passar para seres humanos, matando quase 10% dos infetados. Seguiu-se, em 2012, o MERS-COV, que surgiu na Arábia Saudita, onde foi transmitido de camelos para humanos, e chegou a 27 países, registando uma taxa de mortalidade de 35% (858 mortas).

Em 2019, na cidade chinesa de Whuan, surgiram os primeiros casos de infeção pelo novo coronavírus que provoca uma doença chamada COVID 19, que já se estendeu a 97 países e matou quase quatro mil pessoas (até 9 de março de 2020).

Nenhum dos surtos anteriores do coronavírus resultou na descoberta de uma vacina. Mas a rápida disseminação da COVID 19 (veja o vídeo da Nature) ver um vídeo que explica tudo ) está a desencadear nos governos, nas indústrias e nos investigadores de todo o mundo uma batalha para melhorar a capacidade de diagnosticar, tratar e conter um vírus que já se tornou uma pandemia (veja o vídeo da The Verge).

Várias empresas de biotecnologia estão a fornecer kits e recursos para a deteção precoce e confiável do novo coronavírus. E a Mammoth Bioscience, uma startup sediada em São Francisco, já está a trabalhar num teste de deteção usando a tecnologia CRISPR. Também as empresas de tecnologia de DNA IDT e Genscript já estão a distribuir kits baseados em PCR para fins de deteção e investigação e as empresas chinesas BGI e Liferiver Biotech usam a mesma tecnologia de PCR para os kits que estão a fornecer às autoridades de saúde do seus países. [PCR é uma técnica de laboratório baseada no princípio da reação em cadeia da polimerase (PCR) para multiplicar ácidos nucleicos e quantificar o DNA ].

Na mesma linha de esforço, a empresa de biotecnologia franco-britânica Novacyt anunciou o lançamento de um kit de diagnóstico para uso clínico em meados de fevereiro. O kit também utilizará PCR quantitativo, desenvolvido pela empresa irmã Primerdesign. Com uma alta especificidade, permitirá reduzirá o tempo de análise para menos de duas horas.

Embora algumas terapias antivirais estejam a ser testadas e uma vacina experimental esteja pronta para testes em humanos, ainda não existe cura para o COVID 19. A única maneira de controlar e até eliminar efetivamente o surto é desenvolver uma vacina e, apesar da emergência, uma vacina pode demorar vários anos a estar disponível.

Leia aqui o artigo completo na GLP, assinado pelo investigador Kostas Vavitsas da Universidade de Atenas, Grécia.

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