Evento | Cientista por uma noite

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Marie Curie, investigadora polaca com nacionalidade francesa, conduziu pesquisas pioneiras no ramo da radioatividade, tendo sido a primeira mulher a ser laureada com um Prémio Nobel e a primeira pessoa e única mulher a ganhar o prémio duas vezes.

Já escolheu as atividades em que vai participar amanhã, na Noite Europeia dos Investigadores? Serão horas muito especiais para quem é curioso e gosta de Ciência. Estão programadas diversas iniciativas em Braga, Porto, Coimbra, Monsaraz, Évora e Lisboa. O difícil é escolher.

Promovida pela Comissão Europeia desde 2005 com o objetivo de celebrar a ciência e de a aproximar dos cidadãos, a Noite Europeia dos Investigadores (NEI) enquadra-se nas Ações Marie Curie, ocorrendo em simultâneo em mais de 30 países e 300 cidades por toda a Europa. 

Em Portugal, o programa de atividades é vasto e abrange diversas áreas, como a física, química, matemática, biologia, ambiente, alimentação, astronomia e, claro está, a biotecnologia, entre outras. Mesmo que não resida em nenhuma das cidades onde a NEI, vale a pena fazer-se à estrada com a família e amigos. Para os adultos será uma experiência nova, para os mais novos será seguramente inesquecível.

Haverá workshops, concursos, palestras, exposições, tertúlias, performances, experiências e muita diversão. Só a título de exemplo, e no que toca à biotecnologia, irá realizar-se em Braga, no Altice Forum, entre as três da tarde e a meia-noite, uma palestra que tem como título uma pergunta: “O que será melhor, a evolução das espécies ou as alterações genéticas?”

Veja o programa das atividades em Portugal aqui. As entradas são gratuitas.

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Agricultura| A edição de genoma tim-tim por tim-tim 

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Créditos da imagem: ZazzIRT/Science Picture Co/Getty/ Jackson Ryan

Segundo um documento elaborado pelo Conselho de Ciência e Tecnologia Agrícola dos Estados Unidos, a edição de genoma pode aumentar substancialmente os impactos positivos da criação de plantas e de animais no bem-estar humano e na sustentabilidade alimentar e ambiental.

No documento “Genome Editing in Agriculture: Methods, Applications and Governance”, o Conselho de Ciência e Tecnologia Agrícola dos Estados Unidos esclarece como a edição de genoma pode contribuir para o desenvolvimento exponencial da agricultura e de que modo influencia as práticas agrícolas.

O texto não é novo, mas permanece atual, explicando muito claramente o que é a edição de genoma, como se realiza, que tipos de edição se podem fazer, o que distingue esta tecnologia da reprodução convencional e de outros métodos de modificação genética.

Leia o documento integral aqui.

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Edição de genoma | Investigadores dizem que Europa tem de mudar de atitude

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A aplicação da biotecnologia na agricultura pode ser uma opção viável para aliviar a escassez que se tem vindo a registar na produção de alimentos em certas regiões do mundo, como resultado das alterações climáticas. Além de permitir uma redução do uso de pesticidas, pode tornar as culturas mais resilientes e férteis. E não serão só os agricultores que ficam a ganhar, seremos todos nós, como garante uma equipa de investigadores da Universidade de Göttingen, na Alemanha.

Num artigo publicado na revista Science, uma equipa internacional de investigadores da Universidade alemã de Göttingen defendeu que a Europa deve tomar uma posição progressista sobre as novas tecnologias de melhoramento de plantas (NPBTs), especialmente a edição de genoma, e criticam a legislação rígida que regulamenta e limita a aplicação dessas práticas.
“As culturas agrícolas submetidas à editação de genoma com mutações pontuais simples não contêm DNA estranho. Os riscos ambientais destas culturas não são de forma alguma diferentes das culturas produzidas de modo convencional”, explica o investigador do Departamento de Economia Agrícola e Desenvolvimento Rural da Universidade de Göttingen, Matin Qaim. “As posições negativas em relação aos OGM (Organismos Geneticamente Modificados) estão profundamente enraizadas na Europa, mas é importante esclarecer que as culturas editadas pelo genoma com mutações pontuais não contêm genes estranhos e são tão seguras quanto as culturas convencionais”, ressalta Matin Qaim.

De lembrar que em julho de 2018, o Tribunal de Justiça Europeu emitiu uma decisão no sentido de regulamentar as culturas editadas pelo genoma da mesma forma que os OGMs, o que limita bastante a aplicação das práticas biotecnológicas emergentes no melhoramento das culturas.

Os investigadores observam que as novas ferramentas atualmente à disposição dos melhoradores de plantas estão a expandir-se rapidamente e de várias maneiras e que a Europa não está a aproveitar os seus benefícios ao aprovar legislação que limita a aplicação de práticas de melhoramento agrícola.

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Ao tornar as culturas mais resistentes a pragas e doenças, a edição de genoma reduz substancialmente a necessidade de aplicação de agro-químicos

Qaim e a sua equipa entendem que a Europa, ao regulamentar as práticas, devia distinguir uma (edição de genoma) da outra (modificação genética de organismos), uma vez que na edição de genoma nunca ocorreria o que foi dito das culturas geneticamente modificadas: que estariam contaminados por genes estranhos. “Nunca ocorreria, porque a edição genética altera ou “desliga” certas sequências de DNA de uma forma tão precisa que permite que a planta se torne mais resistente a pragas e doenças e mais tolerante à seca e ao calor, não havendo necessidade de introduzir genes estranhos ao organismo”, esclarece M. Qaim.

De resto, os investigadores enfatizam que é justamente a ausência de transgenes em culturas editadas pelo genoma que poderia acelerar a inovação das aplicações agrícolas, aumentar a concorrência na indústria de sementes e tornar as sementes melhoradas mais acessíveis aos países em desenvolvimento.

China, Índia, Paquistão, Bangladesh e África do Sul estão entre as poucas economias emergentes que estão a explorar o potencial das culturas geneticamente modificadas no aumento da produtividade agrícola.

Leia na Science o artigo original.

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Biotecnologia | Estamos rodeados dela e não sabemos


Créditos da imagem: Shutterstock

Há quem acredite que a alimentação do futuro é a biotecnologia alimentar. Que a carne que iremos comer não será de animais, que o leite que iremos beber não será das vacas, que as claras de ovos serão produzidas sem galinhas. A verdade é que já há empresas a trabalhar para que isso seja possível. O que é uma realidade velha é o uso da biotecnologia na produção de medicamentos e de alimentos e, mais recentemente, na engenharia genética, permitindo editar, corrigir e alterar o genoma de qualquer célula. A biotecnologia está praticamente em tudo o que comemos, vestimos e usamos no dia-a-dia.

Há muito que se fala em biotecnologia, mas quantos de nós sabem realmente o que significa? Como o próprio nome indica, é a tecnologia ao serviço da biologia. E isso diz-nos o quê? Muito pouco, em especial para quem está fora desta área de investigação que envolve várias especialidades.

A biotecnologia é uma ciência multidisciplinar e consiste em qualquer aplicação tecnológica que utilize organismos vivos ou parte deles para fabricar ou modificar produtos ou processos é que ajudem a melhorar a nossa vida.

As áreas da biotecnologia com maior impacto em Portugal são as da biotecnologia farmacêutica e industrial. A farmacêutica está ligada principalmente ao desenvolvimento e comercialização de biofármacos, vacinas recombinantes e métodos de diagnóstico, permitindo oferecer tratamento para um alargado leque de doenças (incluindo certos tipos de cancro ou vacinas inovadoras) e detetar rapidamente agentes patogénicos. A industrial engloba as aplicações da biotecnologia em diferentes indústrias como a têxtil, pasta de papel, alimentar (nomeadamente no processamento de lacticínios, açúcar e produção de ingredientes), plásticos, químicos e biocombustíveis (essencialmente bio-etanol). Uma parte importante deste setor é a produção de enzimas (usadas, por exemplo, nos detergentes).

Nos países mais desenvolvidos, a biotecnologia é um dos setores com uma maior previsão de crescimento a médio prazo, pois é considerada a ciência chave do século XXI e promete progressos revolucionários e novas terapias. A biotecnologia aplicada à medicina é uma das áreas de maior crescimento do conhecimento humano e está relacionada com o desenvolvimento de sistemas terapêuticos emergentes como a terapia genética, a terapia celular ou a medicina regenerativa.  

Informações mais detalhadas aqui.

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Livro | Genética para todos

Chega esta semana às livrarias portuguesas o livro que retrata e explica, de uma forma que todos entendem, os avanços científicos desde a descodificação do genoma humano, em 2003, até aos nossos dias. Genética para Todos”(Gradiva) foi escrito pela geneticista Heloísa G. Santos e pelo jurista André Dias Pereira. Publicamos aqui um curto excerto.

“… A edição do genoma é uma nova técnica de manipulação programada do genoma, através do sistema CRISPR/Cas9, que pode ser utilizada em vários domínios da ciência, incluindo a terapia génica de doenças monogénicas. Em 2012, Jennifer Doudna e Emanuelle Charpentier, duas investigadoras da Universidade de Berkeley (Califórnia), verificaram e informaram a comunidade científica de que se podia utilizar em células eucariotas (com núcleo, como as nossas) um mecanismo imunológico identificado em bactérias pelo qual estas se tornam capazes de se libertar dos vírus quando estes se introduzem no seu genoma.

Este novo instrumento é constituído por uma enzima bacteriana (Cas9) que corta as duas cadeias da molécula de ADN como uma tesoura e por um segmento de ARN (CRISPR) que actua como guia, identificando o local onde é necessário que o genoma seja alterado e onde será colocada a nova sequência do ADN. O ARN é obtido através de firmas comerciais. A forma como esta cirurgia molecular é realizada (não utilizando um vírus como vector) torna-a menos arriscada do que as tentativas anteriores de manipulação do genoma… ”

Para estimular o interesse pela leitura, leia um longo excerto de Genética para Todos que o jornal Público, em jeito de pré-publicação, traz na sua edição de hoje.

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2018 em revista | Segunda geração de OGM chegou e movimento anti transgénicos perdeu força

Créditos da imagem: Illinois Farm Bureau

No início de 2018, num artigo publicado na Genetic Literacy Project, o jornalista Marc Brazeou escreveu um conjunto de acontecimentos que esperava acontecerem nos Estados Unidos no decurso desse ano. O jornalista antevia que o movimento anti-OGM seria cada vez mais irrelevante, 2018 seria um marco para a segunda geração de culturas geneticamente modificadas, os novos substitutos de carne animal que dependem da biotecnologia para serem produzidos serão uma tendência.

Um ano depois, na mesma revista, Brazeou faz uma avaliação do que aconteceu em 2018 e conclui que as suas previsões estavam certas. Sobre o movimento anti-OGM, diz que enquanto na Europa o ativismo contra as culturas geneticamente modificadas continua em força – dando como exemplos terem conseguido fazer com que a edição de genoma fosse regulamentada da mesma forma que a engenharia genética recombinante -, nos Estados Unidos foram perdendo voz e influência sobre a opinião pública à medida que uma segunda geração de OGM começou a entrar no mercado.

Brazeou sublinha que não se refere ao CRISPR e outras tecnologias de edição genética, mas sim a “uma nova geração de alimentos transgénicos que, finalmente, está a ser comercializada”, como por exemplo salmão AquaAdvantage, maçã Artic Golden e beringela Bt. Mas não foi só nos Estados Unidos que novas culturas GM foram introduzidas. O salmão AquaAdvantage chegou também às mercearias do Canadá, a produção de Beringela Bt aumentou significativamente no Bangladesh em 2018 e na Costa Rica o abacaxi rosa Del Monte Fresh Produce começaram a aparecer na primavera (os abacaxis foram geneticamente modificados para produzir níveis mais baixos de enzimas que convertem o licopeno cor-de-rosa (material que dá ao tomate o vermelho e à melancia o rosa) ao beta-caroteno de pigmento amarelo.

Relativamente à ‘carne’ de plantas, Brazeou diz mesmo que a realidade superou as suas previsões. Como casos paradigmáticos aponta os nuguets de frango feitos à base de plantas, da Just Foods, e os hambúrgueres vegetarianos Impossible e Beyond, disponíveis em centenas de locais nos Estados Unidos e Canadá.

Leia o artigo integral sobre as previsões de Brazeou na revista Genetic Literacy Project.

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Edição de genoma | Doenças até hoje incuráveis poderão ser tratadas com CRISPR

Bruno Silva-Santos, imunologista,
professor de medicina na Faculdade de Medicina de Lisboa e vice-presidente do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa.
Créditos da imagem: Ana Baião / jornal Expresso

Numa entrevista esclarecedora à SIC sobre o CRISPR, o imunologista Bruno Silva-Santos fala das potencialidades desta técnica de edição de genomas na correção de doenças genéticas.

O CRISPR é uma das técnicas de edição de genomas que promete revolucionar a medicina, tal como a conhecemos, nomeadamente no tratamento do cancro.

O imunologista Bruno Silva-Santos, numa entrevista à jornalista Miriam Alves, para o programa Admirável Mundo Novo, da SIC, afirma que a edição de genoma, em particular a técnica CRISPR, é um dos avanços científicos espectáveis na sua área de investigação para 2019 que mais o entusiasma, porque perante uma alteração ou uma anormalidade genética, o CRISPR permite corrigi-la: “Há doenças provocadas pela alteração de um gene que são tratáveis com a correção desse mesmo gene.”

Com um trabalho de investigação totalmente dedicado à imunoterapia, procurando novas formas de combate ao cancro por via do sistema imunitário, Bruno Silva-Santos, que também é professor de medicina na Faculdade de Medicina de Lisboa e vice-presidente do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa, acredita no potencial do CRISPR para evitar e tratar doenças que hoje são incuráveis.

Assista à entrevista ao investigador Bruno Silva-Santos, no programa Admirável Mundo Novo, da SIC.

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CRISPR | A tecnologia de edição de genoma que está a conquistar cada vez mais pessoas

O título tem origem numa afirmação do CEO e co-fundador da Synthego, uma empresa norte-americana que produz software e kits de RNA que abrem caminho a novas descobertas científicas na área da edição de genoma e aceleram a sua aplicação terapêutica. Diz Paul Dabrowski que as pessoas estão a transitar da fase em que querem aprender sobre o CRISPR-Cas9 para a fase em que querem usá-lo.” Saiba porquê.

Há um ano e meio, Paul Dabrowski, CEO e co-fundador da Synthego, estimava que 33% das pessoas que poderiam utilizar o CRISPR-Cas9 estavam a usá-lo. Atualmente, pensa, esse valor estará “mais perto dos 40%, graças a uma mudança de mentalidade.”

Sendo uma das mais recentes e inovadores tecnologias de edição de genoma, o CRISPR-Cas9 está a tornar-se uma ferramenta regular para um universo de utilizadores cada vez mais amplo, de diferentes áreas de atividade, e está a começar a ser aplicada no desenvolvimento de terapias, o que é uma boa notícia para a Synthego, já que parte desta mudança de mentalidade, acredita, foi “impulsionada pela empresa”.

Mas Dabrowski não se contenta com o recurso cada vez mais significativo e abrangente do CRISPR. A sua maior ambição é que a tecnologia não se fique pela medicina genética avançada e transite o mais rapidamente possível para a área clínica, para que a edição de genoma possa, realmente, curar doenças de origem genética.

As primeiras terapias genéticas e celulares estão a chegar só agora ao mercado americano, mas a preços impossíveis de pagar, quer pelos pacientes, quer pelos contribuintes: “A maioria custa entre 800 mil dólares [cerca de 700 mil euros] e 1,5 milhões de dólares [um milhão e 315 mil euros]. Dabrowski acredita que seria possível curar doenças genéticas por 10 mil dólares [8.700 euros] por paciente, desde que se procedesse a alterações radicais no modus operandi em áreas como a I&D, a indústria e a comercialização. Nos Estados Unidos e no resto do mundo, acrescentaríamos nós.

Mais informação neste artigo, em inglês, da Genetic Engineering & Biotecnology News.

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PBi | Melhoradores de plantas precisam-se

Créditos: Genetic Literacy Project

O melhoramento vegetal está em alta nas frentes industrial e académica. Mas para fazer face à crescente demanda por alimentos, o mundo precisa de mais investigadores a trabalhar nesta área.

Nos últimos anos, e mais recentemente em Portugal, as novas tecnologias de melhoramento vegetal saíram de ambientes exclusivos e confinados à investigação e à produção e começaram a entrar no ouvido da população em geral.

Embora subsistam muitas incertezas, dúvidas e confusões sobre as “mil e uma” novas técnicas utilizadas no melhoramento genético de plantas, a verdade é que os termos já são familiares para a maioria das pessoas, estando mesmo debaixo dos holofotes da comunicação social em alguns países.

No entanto, merecidas atenções deviam ser dadas igualmente ao melhoramento de plantas. É que antes da aplicação de qualquer dessas novas ferramentas – entre as quais a edição de genoma e, entre esta, o sistema CRISPR-Cas9 -, há que ter acesso a uma grande variedade de plantas de altíssima qualidade (ou seja, melhoradas).

O problema é que para as necessidades atuais e futuras de alimentos, existem poucos melhoradores de plantas. Essa é a convicção dos jovens investigadores latino americanos Patricio Muñoz e Marcio Resende. Patricio trabalha com mirtilos e Marcio com milho doce e em ambas as culturas os jovens investigadores em início de carreira implementam as abordagens mais modernas de melhoramento e seleção de genoma, com o objetivo de acelerar a produção de novas variedades. Como recém-formados, garantem que encontraram na área do melhoramento de plantas uma carreira promissora e gratificante.

AQUI, além da notícia original, em inglês, publicada na Genetic Literacy Project, poderão também ouvir um podcast com uma entrevista a Patrício Muñoz e Marcio Resende.
 
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Edição de genoma | Sabe qual é a diferença entre OGM e CRISPR?


O que é a edição de genoma, como funciona, o que distingue o CRISPR-Cas e o CRISPR-Cas9, quais as suas aplicações atuais e potenciais e o que distingue esta tecnologia dos OGM?   

Desde a sua descoberta pelo cientista espanhol Francisco Mojica, investigador microbiologista da Universidade de Alicante, em Espanha, a tecnologia CRISPR tornou-se uma verdadeira revolução no campo da edição genética, permitindo editar ou corrigir, com uma enorme precisão e exatidão, uma área do genoma de qualquer célula.

Aplicada pela primeira vez em 2012, desde então as novas aplicações desta tecnologia não pararam de crescer. E apesar de ser uma tecnologia diferente dos OGM – Organismos Geneticamente Modificados, também conhecidos como transgénicos, permanecem na população em geral muitas dúvidas quanto a esta dissociação.

Para facilitar sua compreensão, a Fundação Antama lançou um vídeo, que pode visualizar em cima, e um guia, no quais explica os conceitos básicos sobre a tecnologia CRISPR: o que é, como funciona, o que distingue o CRISPR-Cas e o CRISPR-Cas9, quais as suas aplicações atuais e potenciais e o que a distingue dos OGM?  

Leia o guia AQUI