Mapa mundi dos OGM | Onde, quais e quantos se produzem?

 

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O último relatório do ISAAA-Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Agro-Biotecnológicas, mais do que uma radiografia do desenvolvimento das culturas geneticamente modificadas em todo o mundo, fornece um manual de ações que, se postas em prática, permitiriam atender aos grandes desafios atuais: o crescimento global da população e o aumento das temperaturas.

Tornado público a 22 de agosto em Tóquio, no Japão, o relatório A Situação Mundial das Culturas Trangénicas comercializadas em 2018 mostra quais as tendências que têm determinado a evolução do mercado de OGM, que, no ano a que os dados se referem (2018), eram produzidos por dezassete milhões de agricultores e ocupavam uma área de cultivo de 191.7 milhões de hectares em 26 países.

O documento é extenso, mas deixamos-lhe aqui alguns dados que considerámos de importância significativa:

  • EUA, Brasil, Argentina, Canadá e Índia são os maiores produtores de culturas GM. 91% da área global de cultivo localiza-se nestes países;
  • A taxa de adesão dos cinco maiores produtores chegou perto da saturação: 93% nos Estados Unidos (soja, milho, algodão, colza, beterraba, alfafa, mamão, abóbora, batata, maçã), 93% no Brasil (soja, milho, algodão e cana-de-açúcar), 100% na Argentina (soja, milho e algodão), 92,5% no Canadá (colza, milho, soja, beterraba, alfafa e maçã) e 95% na India (algodão). Só estes cinco produzem 91% das culturas GM em todo o mundo;
  • A área de cultivo de OGM é 113 vezes maior do que em 1996 (nesse ano era de 2,5 mil milhões de hectares), o que significa que é a tecnologia agrícola mais rapidamente adotada;
  • As culturas GM estão presentes em 70 países (26 produzem e 44 importam);
  • A soja transgénica ocupa 50% da área global cultivada com variedades GM;
  • Portugal e Espanha continuam a ser os únicos países da União Europeia a produzir culturas GM (121 mil hectares), mas apenas milho para ração animal;
  • Com uma produção de alimentos mais diversificada, a biotecnologia já não se aplica exclusivamente aos produtos mais comercializados, como milho, soja, algodão e colza. Também é usada na produção de alfafa, beterraba, mamão, abóbora, beringela, batata e maça, já no mercado em alguns países;
  • Em termos de investigação, as experiências e estudos conduzidos por instituições públicas abrangem culturas como o arroz, banana, trigo, grão-de-bico, ervilha-de-pombo e mostarda com características nutricionais benéficas, sobretudo para consumidores em países em desenvolvimento.

Em 23 anos de comercialização, o aumento da produção e importação de culturas GM para alimentação, rações animais e produtos processados é um indicador claro da satisfação de mais de consumidores e de dezassete milhões de agricultores, dos quais 95% são pequenos agricultores no que respeita aos benefícios socioeconómicos e ambientais, à segurança alimentar e à mais-valia nutricional das culturas biotecnológicas.

Garantir a manutenção destes benefícios, hoje e no futuro, depende da criação de legislação baseada, não em crenças e receios infundados, mas em factos resultantes de anos e anos de investigação científica. Se a aplicação da biotecnologia na agricultura continuar a crescer, acreditam os investigadores na área que será um forte contributo para ajudar a aliviar os problemas da desnutrição e os efeitos das alterações climáticas.

Saiba como no relatório do ISAAA (file:///C:/Users/cibga/Desktop/A%20partir%20de%2006.11.2018/Imagens%20redimensionadas/ISAAA%20Brief%2054%20Executive%20Summary_August232019.pdf).

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Mapa mundial da produção de culturas geneticamente modificadas. Fonte: ISAAA 2018

Vídeo TEDx | Transgénicos: Heróis ou Vilões

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Vídeo TEDx
Transgénicos: Heróis ou Vilões

Podem pensar que a comida é natural, não? Mas a verdade é que um tomate cherry tem mais tecnologia do que um iPhone.

A comunicação TEDx de José Miguel Mulet, em Espanhol, leva o público a descobrir outra perspectiva sobre os organismos geneticamente modificados (OGM) produzidos para a agricultura e alimentação, que tanta controvérsia geram na actualidade. Discute o conceito de alimentos “naturais” e conta a história muito antiga do melhoramento genético de plantas para produção de alimentos presentes nas nossas refeições, dando o exemplo do desenvolvimento da cenoura, do tomate, das batatas, entre outros.

Na sua apresentação refere também produtos geneticamente modificados do nosso dia-a-dia, tais como: notas de euro, roupa, cotonetes, comprimidos, insulina, detergentes de roupa (produzidos com enzimas com origem na engenharia genética). Desmonta abordagens que disseminam desinformação passada pelos movimentos anti-OGM.

O divulgador de ciência explica que a tecnologia dos Organismos Geneticamente Modificados não é a tecnologia mais recente, mas a penúltima. Para descobrir qual é e em que consiste visualize o vídeo. No final, termina, declarando que está muito tranquilo e que come sem medo.

José Miguel Mulet é Investigador e Professor da Universidade Politécnica de Valência (Espanha), na área de química, biologia molecular e biotecnologia. A sua investigação dedica-se ao desenvolvimento de plantas resistentes à seca. É divulgador de ciência em áreas como biotecnologia e alimentação, tendo publicado vários livros como “Transgénicos sin Miedo”, “Comer sin Miedo”, entre outros.

MAIS INFORMAÇÃO

 

GMOinfo.eu | Novo website pan-europeu sobre OGM na Agricultura

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GMOinfo.eu
Novo website pan-europeu sobre OGM na Agricultura
em 10 línguas

Março de 2018 – Europabio

O tema dos Organismos Geneticamente Modificados (conhecidos por OGM)  continua a sofrer de desinformação na Internet, dada a constante dissiminação de notícias incorrectas ou falsas que espalham medos e reacções negativas sobre a sua utilização, principalmente quando  é abordado no contexto de produção Agrícola e Alimentar.

O website GMOinfo.eu foi lançado pela Europabio – Associação Europeia das Bioindústrias para divulgar informação credível, baseada em factos científicos, em colaboração com 11 países. O GMOinfo.eu está disponível em 10 línguas, incluindo o Português em GMOinfo.eu.pt. O projecto inclui ainda a divulgação através do Twitter. A versão Portuguesa é @GMOinfoEU_pt.

O website inclui quatro secções principais  – Comércio e Aprovações; Cultivo e Benefícios, Inovação e Propriedade Intelectual; e Ciência e Segurança – e ainda uma secção de notícias. Na secção “Ciência e Segurança” pode ler-se no texto de introdução:

A Biotecnologia Agrícola (ou Agrobiotecnologia) permite aos melhoradores de variedades vegetais introduzir genes, com origem da mesma espécie ou de diferentes espécies, numa planta e/ou editar genes existentes. O objectivo é melhorar essas variedades e promover características específicas nas culturas. Este processo permite aos agricultores contribuírem para a produção de alimentos, têxteis e combustíveis de forma mais eficiente e sustentável e ir de encontro às necessidades dos consumidores.

O melhoramento de culturas através da Biotecnologia permite tornar as culturas mais robustas contra doenças, resistência a determinadas pragas e herbicidas, a tolerarem condições de seca ou a tornarem-se mais nutritivas. Tem também a vantagem de usar técnicas mais específicas e rápidas do que as utilizadas no melhoramento convencional de variedades vegetais, porque apenas um ou alguns genes de interesse são introduzidos no genoma receptor, ultrapassando a necessidade de cruzar plantas múltiplas vezes, tal como é necessário no melhoramento tradicional.

Sendo apenas uma das ferramentas entre todas as que existem à disposição dos agricultores no contexto da agricultura moderna, o uso de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) e de outras técnicas da Agrobiotecnologia tem um vasto potencial para enfrentar muitos desafios ambientais e sociais.

A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA, sigla em Inglês) e a Comissão Europeia, conjuntamente com reguladores em todo o mundo e Academias de Ciência, incluindo o Conselho Consultivo das Academias Europeias de Ciências (EASAC, sigla em Inglês), concordam que as culturas geneticamente modificadas (conhecidas também por culturas GM ou transgénicas) são tão seguras como as culturas convencionais. Desde o início da sua comercialização, em 1996, não houve evidências de efeitos nocivos para a saúde de animais e pessoas ligados ao consumo de quaisquer culturas GM autorizadas.

Mais informação

  • Grandes destaques da página principal do GMOinfo.eu (em 20 de Março de 2018):
. Artigo Científico – Dados de 40 anos quantificam beneficios de milho GM em culturas biológicas e convencionais
. Artigo Cientifico – Milho Transgénico: 21 anos de dados confirmam segurança e benefícios para saúde e ambiente
. Guia Prático: Culturas GM e Políticas na UE
. Vídeo – O melhoramento genético de plantas no nosso dia-a-dia

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Convite | 29 Nov – Apresentação do Guia “Culturas GM e Políticas na UE”

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Convite
Sessão de Apresentação
do Guia “Culturas GM e Políticas na UE”

29 Novembro, 16h, FCUL, Lisboa
Entrada Livre

 

A Associação Europeia das Bioindústrias (Europabio) publicou um caderno sobre culturas geneticamente modificadas (GM) – Guia Prático – Culturas GM e Políticas na UE -, com tradução em Português.

Convidam-se todos os interessados a participarem na sessão de apresentação do guia, a realizar em 29 de Novembro de 2017, pelas 16h, na Faculdade de Ciências – Universidade de Lisboa  (sala 2.2.14, no edifício C2, Campo Grande).

 

  • Apresentação do Guia “Culturas GM e Políticas na UE” 
    por Pedro Narro Sanchez
    Gestor de relações públicas para a área de Biotecnologia Verde da Europabio
  • Opinião
    por José Diogo Albuquerque 

    Director executivo do Agroportal e Consultor
  • Moderação por Pedro Fevereiro
    Presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia

 

O guia “Culturas GM e Políticas na UE” apresenta um ponto de situação sobre as Culturas Geneticamente Modificadas (GM) – conhecidas também por transgénicas – no mundo e o seu contexto na realidade da União Europeia. São abordados ainda os seguintes temas: funcionamento do comércio e das aprovações; o cultivo das culturas GM e os seus benefícios; e inovação e propriedade intelectual. Este é um guia útil para quem quiser compreender o potencial das culturas GM para a agricultura, para a alimentação, para o ambiente, para a economia e para a sociedade.

Durante a sessão, o caderno será distribuído gratuitamente. Também é possível fazer download da versão digital.

ISAAA 2016 – Área de culturas transgénicas cresce para 185,1 milhões ha

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Destaques do Relatório do ISAAA 2016 sobre Culturas Geneticamente Modificadas ao nível global (clicar para ver maior)

Relatório
Área de culturas transgénicas cresce em 2016
atingindo um novo pico de 185,1 milhões ha

4 Maio 2017 – ISAAA

 

Em 2016, a área global de culturas geneticamente modificadas (conhecidas também por GM, culturas biotecnológicas ou transgénicas) aumentou para o total de 185,1 milhões ha, diz o ISAAA – The International Service for the Acquisition of Agri-biotech Applications -, no seu relatório anual sobre a produção e comercialização de culturas GM. Neste relatório são abordados os benefícios a longo prazo da utilização das culturas GM na agricultura de países industrializados e em desenvolvimento, para além dos benefícios para os consumidores e para o ambiente.

 

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Relatório ISAAA 2016 – Área global de culturas GM entre 1996 e 2016

 

 

Segundo o ISAAA, após as aprovações de cultivo e comercialização de variedades de maçãs e batatas GM, os consumidores começaram a desfrutar dos benefícios directos da agrobiotecnologia, uma vez que estas culturas foram geneticamente modificadas para não se deteriorarem tão rapidamente, o que beneficia directamente os consumidores e evita o desperdício alimentar.

 

Outros benefícios da utilização de culturas GM na produção agrícola estão relacionados com benefícios para o ambiente, pois permitiram:

  1. a redução de emissões de dióxido de carbono (CO2) que equivale à retirada de 12 milhões de carros das estradas nos últimos anos;
  2. a preservação da biodiversidade ao remover 19,4 milhões ha de terras da agricultura em 2015;
  3. a redução do impacto ambiental ao diminuir em 19% o consumo de herbicidas e insecticidas.

 

Além destes benefícios, o ISAAA destaca ainda que nos países em desenvolvimento a plantação de culturas GM ajudou a reduzir a fome das populações ao aumentar o rendimento de 18 milhões de pequenos agricultores e das suas famílias, trazendo maior estabilidade financeira para mais de 65 milhões de pessoas.

 

“A biotecnologia é uma das ferramentas necessárias para ajudar os agricultores a produzir mais alimentos usando menos terras”, explicou Randy Hautea, coordenador global do ISAAA. “No entanto, as promessas de culturas biotecnológicas só serão materializadas se os agricultores forem capazes de comprar e plantar estas culturas, seguindo uma abordagem científica quanto às aprovações e análises regulamentares”.

 

 

 

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Relatório ISAAA 2016 – Número de países em desenvolvimento e industrializados que cultivam GM (total de 26)

 

 

O número de culturas GM aprovadas e comercializadas para benefício directo dos agricultores está a aumentar, incluindo nos países em desenvolvimento, nomeadamente em países de África, onde até agora os processos de regulamentação têm criado barreiras à sua adopção. Contudo, a África do Sul e o Sudão aumentaram a plantação de milho, soja e algodão GM de 2,29 milhões ha (2015) para 2,66 milhões ha (2016). Existe actualmente maior aceitação por parte do Quénia, Malauí, Nigéria, Etiópia, Gana, Nigéria, Suazilândia e Uganda, países que estão a demonstrar evolução e revisão da regulamentação e aumento das aprovações de culturas geneticamente modificadas. “Mesmo com uma longa tradição de barreiras na regulamentação, os agricultores africanos continuam a adoptar culturas biotecnológicas devido ao valor que conseguem agregar com base na estabilidade e produtividade das variedades biotecnológicas”, declarou Randy Hautea.  “À medida que mais países avançam nas revisões da regulamentação para culturas como bananas, ervilhas-de-vaca e sorgo, achamos que a plantação de culturas GM continuará a crescer em África e noutras regiões”.

 

O Brasil também aumentou a área de milho, soja, algodão e colza GM em 11%, mantendo-se como o segundo maior produtor de culturas transgénicas, ao nível global, a seguir aos EUA.  No Brasil, a soja GM corresponde a 32,7 milhões ha num total de 91,4 milhões ha cultivados em todo o mundo.

 

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Relatório ISAAA 2016 – Taxa de adopção global (%) das culturas GM mais importantes (soja, algodão, milho e colza) em 2016

 

DESTAQUES DO RELATÓRIO ISAAA 2016

  • A área global de culturas GM voltou a crescer em 2016 para o total de 185,1 milhões ha.
  • 26 países produziram culturas GM, dos quais 7 são industrializados (46% do total cultivado) e 19 são países em desenvolvimento (54% do total cultivado).
  • Na Ásia e no Pacífico foram oito os países que produziram 18,6 milhões ha de culturas GM.
  • Na América do Sul foram 10 os países produziram 80 milhões ha de culturas GM.
  • Os principais países que produziram culturas GM foram: EUA, Brasil, Argentina, Canadá e Índia. Em conjunto cultivaram 91% da área global de culturas geneticamente modificadas.
  • Na União Europeia (UE) quatro países – Espanha, Portugal, República Checa e Eslováquia – produziram cerca de 136 mil ha milho Bt, um aumento de 17% em relação a 2015, reflectindo a necessidade de milho resistente a insectos em países da UE.
  • A área de culturas com múltiplos eventos GM acumulados correspondeu a 41% do total global.
  • Com base na área global para cada cultura, 78% da soja, 64% do algodão, 26% do milho e 24% da colza cultivados ao nível global foram variedades GM. Os países com mais 90% de adopção de soja GM foram: EUA, Brasil, Argentina, Canadá, África do Sul e Uruguai. Os países com cerca de 90% de adopção de milho GM são: EUA, Brasil, Argentina, Canadá, África do Sul e Uruguai. Os países com mais de 90% de adopção algodão GM são: EUA, Argentina, Índia, China, Paquistão, África do Sul, México, Austrália e Mianmar. Os países com cerca de 90% de adopção de colza GM são: EUA e Canadá.

 

INFORMAÇÕES SOBRE O RELATÓRIO

  • Sumário Executivo em ENGPT
  • Comunicado de Imprensa em ENGPT
  • Infografia em ENG
  • Apresentação em Power Ponint e Tabelas em ENG 

 

NBTs – É essencial «dissociar as Novas Técnicas de Melhoramento genético dos OGM»

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Oradores convidados e participantes no debate do seminário sobre NBTs, org. pelo CiB Portugal

NBTs
É essencial «dissociar as Novas Técnicas
de Melhoramento genético dos OGM»

14 Dez 2016 | Revista “Frutas, Legumes e Flores”

As novas técnicas de melhoramento vegetal (ou NBT, na sigla inglesa) não são o mesmo que organismos geneticamente modificados (OGM). Esta foi a principal mensagem transmitida durante o seminário subordinado ao tema “Novas técnicas de melhoramento vegetal – aspectos científicos, técnicos, sociais e legais», [organizado pelo CiB – Centro de Informação de Biotecnologia], no Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier, a 12 de Dezembro.

«Os agricultores devem ter acesso a todas as tecnologias», defendeu Tiago Silva Pinto, secretário-geral da Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo (Anpromis). Além disso, é essencial «dissociar as novas técnicas de melhoramento genético dos OGM».

Por seu turno, Jaime Piçarra, secretário-geral da Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais (IACA), salientou que as NBT «são essenciais para ir ao encontro dos objectivos de sustentabilidade e eficiência dos recursos. Por isso, não devem estar integrados na legislação dos OGM».

Da parte da Associação Nacional dos Produtores de Cereais (Anpoc), Bernardo Albino advogou que «os temas de cariz científico devem ser decididos com base na ciência». O sector dos cereais «tem beneficiado pouco de evoluções tecnológicas ao nível na produção, verificando-se um aumento residual de produtividade».

As NBT são técnicas que permitem o desenvolvimento de novas variedades de plantas de forma mais rápida e precisa do que os métodos convencionais. A Comissão Europeia ainda não decidiu se estas técnicas devem ser inseridas no mesmo quadro legal que os OGM.

LER NOTICIA

PROGRAMA DO SEMINÁRIO – “Novas Técnicas de Melhoramento: Aspectos Científicos, Técnicos, Sociais e Legais”

23 Set | Café de Ciência “GENES NO PRATO”, CCVAlviela

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23 de setembro 2016 | 21h

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No dia 23 de setembro de 2016, pelas 21h00, há Café Ciência no Centro Ciência Viva do Alviela e a genética dos alimentos vai dar o mote à conversa – Genes no Prato. O crescimento da população mundial, o aparecimento de novas pragas e doenças, as mudanças climáticas tornam a modificação genética dos alimentos num desafio para a biotecnologia. Já ouviu falar em organismos geneticamente modificados (OGM), transgénicos e em melhoramento genético convencional?

Venha tomar café com Pedro Fevereiro, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e do Centro de Informação de Biotecnologia (CiB), e Ana Sofia Almeida, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária e converse sobre os avanços da biotecnologia. Conhece o melhoramento genético que está a ser feito no arroz produzido no Ribatejo?

Sirva-se de ciência e descubra Genes no Prato. Participe.

As inscrições são gratuitas, obrigatórias e poderão ser efetuadas através do 249 881 805 ou info@alviela.cienciaviva.pt
Mais info: www.alviela.cienciaviva.pt

Milho transgénico MON 810 sem efeitos adversos: Estudo de 1 ano sobre toxicidade

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Milho transgénico MON 810 sem efeitos adversos
– Estudo de 1 ano sobre toxicidade –

20 Julho 2016 | Journal “Archives of Toxicology”

Um estudo de investigação científica, de um ano, sobre alimentação de ratos com milho  geneticamente modificado MON810 indicou que não houve efeitos adversos induzidos por aquele milho transgénico naqueles animais. Os resultados foram publicados na revista científica “Archives of Toxicology”.

Este trabalho foi concretizado por uma equipa internacional de investigadores do projecto GRACE – GMO Risk Assessment and Communication of Evidence -, envolveu 19 entidades parceiras de 13 países Europeus e foi financiado pela Comissão Europeia. Os ensaios laboratoriais tiveram em consideração as orientações da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

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Os resultados obtidos nesta investigação, com duração de um ano, mostraram que para um nível de presença de 33% de milho Mon810 na dieta fornecida aos animais, não houve efeitos adversos induzidos em fêmeas e machos de ratos denominados por “Wistar Han RCC. Este tipo de exposição é considerada como uma exposição crónica àquele milho MON810, o único milho geneticamente modificado cultivado actualmente no espaço da União Europeia.

Foram comparadas dietas que incluíram diferentes tipos de milho (milho  geneticamente modificado MON810, milho convencional seu homólogo ou outras variedades de milho convencional)  e foram estudados diferentes parâmetros relacionados com as rações e com os próprios ratos: análises da composição das rações fornecidas; monitorização do consumo das rações e do peso dos animais; observações  clínicas e oftalmológicas dos ratos; análises histopatológicas e ao peso de órgãos após autópsia.

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AGROBIOTECNOLOGIA PERMITE REDUZIR IMPACTOS AMBIENTAIS

Agrobiotecnologia permite reduzir impactos ambientais
na actividade agrícola

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Tabela 1 – Impacto da alteração do uso de herbicidas e pesticidas por utilização mundial de variedades biotecnológicas entre 1996 e 2013 – Clique para ver maior
Tab2-Artigo-PFevereiro-Cultivar4-2016 - 1
Tabela 2 – Contexto do impacto da sequestração de carbono em 2013: carro / equivalente – Clique para ver maior

“A utilização da biotecnologia tem permitido aos agricultores reduzir significativamente o impacto da sua atividade no meio ambiente, aumentando a sustentabilidade dos sistemas.
Ao nível mundial é possível verificar, por exemplo, a redução da aplicação de inseticidas e herbicidas, bem como a redução da emissão de gases devido ao uso de variedades melhoradas com recurso à biotecnologia (tabelas 1 e 2). Estes valores dão uma
perspetiva do aumento da sustentabilidade gerado pelo uso das variedades melhoradas com recurso à biotecnologia.”

Fonte: Pedro Fevereiro (2016) “Biotecnologia e Melhoramento Vegetal”. Revista Cultivar. 4. GPP – Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral. pp. 27-35.

Ler Artigo Completo AQUI

 

Artigo – Biotecnologia e Melhoramento Vegetal por Pedro Fevereiro

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Artigo de Comunicação e Agricultura
Biotecnologia e Melhoramento Vegetal

Pedro Fevereiro – ITQB NOVA, CiB Portugal

Junho 2016 | Revista Cultivar (GPP)

 

A biotecnologia tem como programa racionalizar e tornar eficientes os processo que recorrem aos organismos vivos ou seus componentes para a obtenção de produtos e serviços.

Não admira, portanto, que historicamente seja a agricultura – uma atividade que tem como um dos seus objetivos a produção de matéria-prima para a alimentação humana e animal – uma das áreas que mais tende a incorporar a inovação desenvolvida pela biotecnologia.

Dependendo da perspetiva, é possível assumir que a biotecnologia, entendida como atividade humana que recorre aos “serviços” dos seres vivos, sempre esteve presente desde que o homem se sedentarizou. De facto, os processos de seleção artificial que foram sendo impostos por nós a espécies vegetais e animais e que deram origem às atuais variedades vegetais cultivadas e às raças de animais domésticos, bem como os múltiplos usos que delas foram sendo feitos, são considerados por alguns como biotecnologia, embora a componente de racionalização destes processos só nos últimos dois séculos se tenha vindo a impor, devido à compreensão dos fenómenos biológicos subjacentes aos processos utilizados.

Nos últimos cem anos, a acumulação do conhecimento biológico, fruto da aplicação do método científico ao estudo dos seres vivos que nos rodeiam, tem permitido o desenvolvimento de várias tecnologias para otimizar os processos de melhoramento das espécies vegetais. O desiderato final é permitir o desenvolvimento de cultivares, das diferentes espécies vegetais que são utilizadas na agricultura, adequadas às diferentes condições edafoclimáticas, aos diferentes modos de produção e aos diferentes ataques bióticos (doenças e pragas). Estes objetivos são tanto mais relevantes quanto as perdas relativas aos stresses bióticos se estimam entre 30 a 40 porcento atuais (figura 1), podendo as perdas de produtividade potencial resultantes dos impactos abióticos ultrapassar os 60%.

LER ARTIGO COMPLETO nas pág. 27-35

Pedro Fevereiro (2016) “Biotecnologia e Melhoramento Vegetal”. Revista Cultivar. 4. GPP (*) – Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral. pp. 27-35. Url: http://www.gpp.pt/pbl/Period/Cultivar_4_digital.pdf. 

Apres.Cultivar4-GPP-MAM-5jul2016-FotoGPP
Sessão de Apresentação da Revista Cultiva nº 4

O GPP (*) organizou no Ministério da Agricultura e Mar uma sessão de reflexão, com intervenções sobre o tema, na sessão de apresentação desta publicação.

APRESENTAÇÃO “Biotecnologia e Agricultura” de Pedro Fevereiro

Programa do evento

* O GPP – Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral tem por missão apoiar a definição das linhas estratégicas, das prioridades e dos objetivos das políticas do Ministério da Agricultura e do Mar (MAM) e coordenar, acompanhar e avaliar a sua aplicação, bem como assegurar a sua representação no âmbito comunitário e internacional e prestar o apoio técnico e administrativo aos gabinetes dos membros do governo e aos demais órgãos e serviços integrados no MAM.