Evento | Europa celebra Semana da Biotecnologia

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Com mais de 140 ações em dezoito países europeus, incluindo Portugal, a sétima edição da Semana Europeia da Biotecnologia começou ontem e prolonga-se até 29 de setembro, prometendo ser a mais popular de todas. Pela primeira vez, este ano é celebrada também na Letônia e em Malta, com eventos sobre biotecnologia marinha.

São várias as entidades envolvidas na celebração da Semana Europeia da Biotecnologia (SEB). Além da EuropaBio, também comunidades locais, empresas, instituições académicas e governamentais de dezoito países europeus estão a promover iniciativas para comemorar os inúmeros benefícios da biotecnologia em áreas tão cruciais como a saúde e a agricultura e para explorar o seu potencial no desenvolvimento de soluções para os atuais desafios alimentares (com o aumento estimado da população) e ambientais (por efeito das alterações climáticas).

As iniciativas são muito variadas, desde conferências científicas, atividades recreativas, exposições e laboratórios abertos ao público para mostrar às

pessoas como é que se faz ciência. De destacar, o novo concurso de vídeo/ filmes (#BiotechFan), lançado este ano pela EuropaBio com o intuito de permitir a todos os estudantes europeus fanáticos por biotecnologia criarem um filme que retrate essa sua paixão.

Ontem, na abertura da SEB, a Secretária Geral da EuropaBio, Joanna Dupont-Inglis, comentou: “No que se refere a biotecnologia, temos muitos progressos para comemorar. Uma vez por ano, a Semana Europeia de Biotecnologia oferece a oportunidade perfeita para refletir sobre até onde chegamos e discutir como a biotecnologia pode ajudar-nos a garantir vidas mais longas, saudáveis ​​e sustentáveis ​​para as gerações futuras. ”

Para saber mais sobre as atividades previstas no decorrer da SEB, clique aqui.

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Manifesto |Para uma Europa mais “biotecnológica”

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Este conteúdo é parte do “Manifesto da Indústria de Biotecnologia 2019”, da EuropaBio

No dia 2 de julho, quando o “novo” Parlamento Europeu se reuniu para a sessão inaugural, em Estrasburgo, a EuropaBio publicou o seu Manifesto da Indústria de Biotecnologia 2019, convidando os decisores políticos da UE a abraçarem a ambição de construir uma Europa mais saudável. mais eficiente em termos de recursos e mais aberta à aplicação da biotecnologia, em especial na agricultura.

O documento apela também à promoção da ciência e inovação, através da tomada de decisões políticas baseadas na ciência e não em mitos e medos infundados.

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Debate | 20 anos de biotecnologia e medicamentos órfãos em Portugal

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Especialistas de vários países vão falar sobre 20 anos de biotecnologia e de medicamentos órfãos em Portugal. O encontro será esta terça-feira, 7 de maio, na Nova School of Business and Economics (NOVA SBE), em Carcavelos, e é promovido pela P-BIO, Associação Portuguesa de Bioindústria no âmbito do Biomeet.

Os medicamentos órfãos em Portugal é o tema que vai preencher a manhã do Biomeet, esta terça-feira, 7 de maio, nas instalações da Nova School of Business and Economics (NOVA SBE), em Carcavelos. Promovido pela P-Bio, Associação Portuguesa de Bioindústria, que comemora 20 anos de atividade, este encontro anual será dividido em duas sessões de discussão.

A primeira contará com a intervenção de Luís Brito Avô, do Centro Hospitalar Lisboa Norte, José Aranda da Silva, ex-presidente do Infarmed e Joaquim Brites, presidente da Associação Portuguesa de Neuromusculares. Esta sessão irá ainda contar com a apresentação do “Livro Branco dos Medicamentos Órfãos”, por Francisco Batel Marques, da AIBILI e com uma apresentação sobre terapia genética, por Ian Winburn, Global Medical Affairs Lead da Pfizer.

A segunda sessão terá lugar na parte da tarde e contará com a presença de Eurico Brilhante Dias, Secretário de Estado da Internacionalização, Daniel Traça, diretor da NOVA SBE e Filipe Assoreira, presidente da P-Bio, e será dedicado aos 20 anos da associação e da biotecnologia em Portugal.

Também à tarde, secretária geral da EuropaBio, falará da perspetiva europeia da Biotecnologia, a que se seguirá a apresentação do estudo de caracterização do setor da biotecnologia em Portugal, por João Carlos Cerejeira, da Universidade do Minho.

O BIOMEET 2019 terminará com um debate de balanço dos últimos 20 anos de biotecnologia em Portugal e com a discussão das perspetivas futuras.

Em antecipação a este evento, a P-BIO, em parceria com o BioData.pt, organiza ainda no dia 6 de maio, no Instituto Gulbenkian da Ciência, em Oeiras, o Fórum BioData.pt Empresas, um fórum de gestão avançada de dados para a criação valor, que vai juntar quatro empresas nacionais com atividade ligada ao sector da saúde, do mar, da agricultura e da bioindústria, para partilharem a sua experiência e necessidades na curadoria, gestão e utilização de biodados. Haverá ainda uma discussão aberta com a audiência sobre as potencialidades de utilização de ferramentas de bioinformática para maximizar o potencial dos biodados, com vista à criação de valor.

Veja programa do Biomeet e faça a sua inscrição aqui.

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OGM | Os factos devem ultrapassar o medo

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Foi adotada hoje a revisão da lei que visa melhorar a transparência e a sustentabilidade do sistema da União Europeia para a avaliação dos riscos na cadeia alimentar. Em comunicado de imprensa, a EuropaBio responde à votação do Parlamento Europeu, lamentando que a desinformação e o medo estejam a sobrepôr-se ao conhecimento científico.

“A ciência e os fatos devem prevalecer sobre o medo e a desinformação”, disse Joanna Dupont-Inglis, Secretária-geral da EuropaBio, respondendo à alteração do Regulamento (CE) n.º 178/2002, relativo à Lei Geral de Alimentação e adotado hoje pelo Parlamento Europeu. “Esperamos que as novas regras ajudem a construir a confiança necessária na nossa cadeia alimentar, inclusive nos produtos avaliados como os transgénicos”, acrescentou.

Os procedimentos de avaliação de risco seguidos nos países da União Europeia são dos mais rigorosos e “apertados” do mundo, mas o atual sistema de avaliação dos OGMs é extremamente demorado e caro em comparação com avaliações semelhantes de outras agências, quer dentro da Europa, quer fora.

Joanna Dupont-Inglis saudou os esforços para melhorar a transparência do regulamento, desde que as informações comerciais confidenciais legítimas permaneçam protegidas. Para a Secretária-geral da EuropaBio, o processo de avaliação de riscos deve ser mais claro e simplificado, mas também deve haver mais transparência por parte da EFSA-Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar no que diz respeito, por exemplo, às comunicações de risco, as quais, defende, devem aumentar: “É lamentável que uma maior transparência não tenha sido proposta para todas as partes envolvidas na avaliação de risco, incluindo as próprias regras de procedimento da EFSA. O enfoque agora deve ser a entrega de um processo de avaliação de risco sustentável e eficiente e a informação ao público em geral sobre os riscos de saúde reais, o que significa combater alarmismos e perceções erradas. Para que o sistema seja confiável, é crucial que a ciência e os fatos sejam comunicados adequadamente. Os consumidores devem poder ter certeza de que a sua comida é segura”.

A EuropaBio acredita que a UE deve fazer muito mais para melhorar a eficiência do sistema e comunicaçar mais. Muito pode ser aprendido de outras partes do mundo que empregam uma abordagem baseada na ciência para avaliações de produtos.

Joanna concluiu o seu comentário com críticas à “recusa de alguns Estados Membros e decisores políticos em apoiar a aprovação de plantas geneticamente modificadas, que são comprovadamente tão seguras quanto as plantas convencionais”, garantido que essa posição “corrói enormemente a confiança dos consumidores na ciência e avaliação de risco”.

Da mesma forma, continuou, “quaisquer requisitos legislativos que sejam baseados em campanhas de medo e não no conhecimento científico sólido danificam e minam mais a confiança”. Joanna referia-se à obrigatoriedade de se efetuar estudos de alimentação animal de 90 dias. A Lei Geral da Alimentação revista contém agora uma ligação explícita à legislação da UE para proteger os animais utilizados para fins científicos, pelo que a Comissão deve abolir rapidamente este requisito obrigatório totalmente desnecessário no caso dos OGM.”

Em 2002, o regulamento relativo à legislação alimentar geral (n.º 178/2002) introduziu o princípio da análise dos riscos na legislação alimentar da UE e criou a EFSA como órgão independente responsável pela avaliação dos riscos na cadeia alimentar, ficando as instituições europeias responsáveis pela gestão dos riscos.

csm_eb_online_joannadupont_e3eda9500dNa sequência das controvérsias públicas e preocupações relacionadas com o glifosato, os organismos geneticamente modificados (OGM) e os desreguladores endócrinos, a Comissão propôs, em abril de 2018, uma revisão da legislação alimentar geral e a alteração de oito atos legislativos relativos a setores específicos da cadeia alimentar, nomeadamente, OGM, aditivos na alimentação animal, aromatizantes de fumo, materiais em contacto com géneros alimentícios, aditivos alimentares, enzimas alimentares e aromas alimentares, produtos fitofarmacêuticos e novos alimentos.

Informações adicionais:

EU Commission webpage,

EU Parliament vote highlights need to build trust in risk assessment

Position Paper “Transparency and sustainability of the EU risk assessment process”, March 2018

Food safety: more transparency, better risk prevention

Mission Possible: Removing double standards in EU safety assessment.

Pricing Innovation Out of the EU.

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Caderno | Culturas GM e Políticas na UE | Quer receber?

Convite 
Sessão de Apresentação do Guia “Culturas GM e Políticas na EU”
29 Novembro, 16h, FCUL, Lisboa
+ Informações

 

GuiaPratico-CulturasGM.PoliticasUE-2017-Europabio

Guia
Culturas GM e Políticas na UE

Europabio 2017

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OS EXEMPLARES EM PAPEL ESTÃO ESGOTADOS

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No contexto da Semana Europeia da Biotecnologia (BiotechWeek), divulgamos  o Guia “Culturas GM e Políticas na UE” da Europabio – Associação Europeia das BioIndústrias, disponível agora em Português.

É apresentado um ponto de situação sobre as Culturas Geneticamente Modificadas (GM) – conhecidas também por transgénicas –  no mundo e o seu contexto da realidade na União Europeia. São abordados ainda os seguintes temas: funcionamento do comércio e das aprovações; o cultivo das culturas GM e os seus benefícios; e inovação e propriedade intelectual.

Citação da Introdução:

Hoje, provavelmente, está a vestir roupa criada com algodão GM e a comer algo produzido pela biotecnologia. Na Europa, o gado está a ser alimentado com quantidades significativas de rações produzidas com culturas GM, a maioria das quais são cultivadas e colhidas noutros continentes. No entanto, apesar de ter contribuído para a sua criação, a Europa tem feito tudo para expulsar a tecnologia mais rapidamente adotada na história da agricultura.

As culturas GM, também denominadas por vezes como Organismos Geneticamente Modificados (OGM), foram e continuam a ser consideradas seguras, fornecendo múltiplos benefícios. Então, porque é que a União Europeia (UE) e muitos dos seus Estados Membros colocam entraves à utilização desta tecnologia promissora, da qual nós já dependemos?

Este é um guia útil para qualquer pessoa que queira compreender o potencial das culturas geneticamente modificadas para agricultura, para a alimentação, para o ambiente, para a economia e para a sociedade da União Europeia.

O guia com o título original “The Green G-Nome’s Guide to GM crops & policies in the EUestá disponível em Inglês, Espanhol, Francês, Polaco, Italiano, Checo e Português. Em breve este guia estará disponível noutras línguas. Para mais informações consulte o website da Europabio.

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OS EXEMPLARES EM PAPEL ESTÃO ESGOTADOS

Transgénicos | OGM na UE: Proibido cultivar, Permitido importar

OGM-Agrotec-Out 2015

Transgénicos | OGM na UE:
proibido cultivar, permitido importar

AGROTEC, Revista Técnico-Científica Agrícola | Outubro 2015

Cerca de 15% da área arável no mundo está ocupada com culturas melhoradas através da engenharia genética, estimando-se que esta área registe um crescimento de 10% ao ano. 76% dos benefícios económicos da aplicação da biotecnologia são canalizados para os agricultores. Estes foram alguns dos dados apresentados no “V Encontro de Biotecnologia na Agricultura“, realizado no passado dia 16 de outubro em Coimbra.

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