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Milho transgénico MON 810 sem efeitos adversos: Estudo de 1 ano sobre toxicidade

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Milho transgénico MON 810 sem efeitos adversos
– Estudo de 1 ano sobre toxicidade –

20 Julho 2016 | Journal “Archives of Toxicology”

Um estudo de investigação científica, de um ano, sobre alimentação de ratos com milho  geneticamente modificado MON810 indicou que não houve efeitos adversos induzidos por aquele milho transgénico naqueles animais. Os resultados foram publicados na revista científica “Archives of Toxicology”.

Este trabalho foi concretizado por uma equipa internacional de investigadores do projecto GRACE – GMO Risk Assessment and Communication of Evidence -, envolveu 19 entidades parceiras de 13 países Europeus e foi financiado pela Comissão Europeia. Os ensaios laboratoriais tiveram em consideração as orientações da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Os resultados obtidos nesta investigação, com duração de um ano, mostraram que para um nível de presença de 33% de milho Mon810 na dieta fornecida aos animais, não houve efeitos adversos induzidos em fêmeas e machos de ratos denominados por “Wistar Han RCC. Este tipo de exposição é considerada como uma exposição crónica àquele milho MON810, o único milho geneticamente modificado cultivado actualmente no espaço da União Europeia.

Foram comparadas dietas que incluíram diferentes tipos de milho (milho  geneticamente modificado MON810, milho convencional seu homólogo ou outras variedades de milho convencional)  e foram estudados diferentes parâmetros relacionados com as rações e com os próprios ratos: análises da composição das rações fornecidas; monitorização do consumo das rações e do peso dos animais; observações  clínicas e oftalmológicas dos ratos; análises histopatológicas e ao peso de órgãos após autópsia.

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Vídeo TedX – Ser ou não ser OGM, heis a questão

Vídeo TedX
Ser ou não ser OGM, heis a questão
por Stefan Jansson

A engenharia genética de plantas (culturas geneticamente modificadas – GM ou transgénicas) é um tema controverso para o público em geral, apesar de os dados científicos disponíveis e acumulados desde há décadas indicarem que não existem motivos para a sua utilização ser considerada um risco maior para a saúde ou para o ambiente do que as culturas convencionais – ler mais aqui. Mas a legislação existente em muitos países Europeus proíbe o seu cultivo e a sua utilização (em Portugal é permitido o cultivo de milho bt geneticamente modificado para resistir ao ataque de pragas de insectos da broca). Se existem leis que as proíbem, então é importante definir o que são. Este vídeo explica a evolução da investigação biológica e a forma como a fronteira entre plantas GM e não-GM está a desaparecer.

O autor desta conferência TedX é Stefan Jansson, investigador e professor de biologia de células vegetais e molecular do Centre/Umeå University. A sua investigação inclui estudos sobre como as plantas usam a luz solar na fotossíntese. Utiliza ainda a genética e a genómica para estudar as variações naturais em árvores, em particular para saber como as árvores sabem quando chega o Outono. Jansson pertence à Academia Real das Ciências da Suécia e participa em inúmeros debates públicos sobre utilização de organismos geneticamente modificados (OGM) ou transgénicos.

Transgénicos | OGM na UE: Proibido cultivar, Permitido importar

OGM-Agrotec-Out 2015

Transgénicos | OGM na UE:
proibido cultivar, permitido importar

AGROTEC, Revista Técnico-Científica Agrícola | Outubro 2015

Cerca de 15% da área arável no mundo está ocupada com culturas melhoradas através da engenharia genética, estimando-se que esta área registe um crescimento de 10% ao ano. 76% dos benefícios económicos da aplicação da biotecnologia são canalizados para os agricultores. Estes foram alguns dos dados apresentados no “V Encontro de Biotecnologia na Agricultura“, realizado no passado dia 16 de outubro em Coimbra.

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Milho transgénico seguro para a alimentação: Primeiros resultados de investigação da UE já estão publicados

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Milho transgénico seguro para a alimentação:
  Primeiros resultados de investigação da UE já estão publicados

14 Novembro 2014 – CiB Portugal

O projecto GRACE, financiado pela União Europeia, para a avaliação de risco de OGM (Organismos Geneticamente Modificados), publicou recentemente os primeiros resultados da sua investigação. Duas variedades de milho geneticamente modificado resistente às brocas (MON 810), foram incluídas em doses sub-crónicas, durante 90 dias, na dieta de ratos. As mesmas variedades de milho não transgénicas foram incluídas na dieta de grupos de ratos controlo e nas mesmas proporções. Os resultados destes ensaios mostram que as dietas contendo milho geneticamente modificado não provocaram quaisquer efeitos negativos nos animais.

O GRACE – GMO Risk Assessment and Communication of Evidence – investiga quais os métodos que melhor se adequam na avaliação de risco das plantas geneticamente modificadas (conhecidas também por culturas transgénicas). A inocuidade destas plantas tem sido motivo de controvérsia desde há mais de duas décadas. A questão chave que se coloca neste projecto é reconhecer quais os métodos que podem identificar, de forma consistente, os impactos de longo prazo para a saúde das consequências de uma alimentação baseada nestas culturas. Foi requerido pela Comissão Europeia ao GRACE o teste de vários métodos que possam ser utilizados para cumprir este objectivo e que incluem ensaios alimentares com roedores em laboratório – com a duração de 90 dias e de um ano – e também métodos in vitro para testar os efeitos em culturas de células.

Estes primeiros resultados foram publicados recentemente na revista científica “Arquives of Toxicology” e tiveram como base os métodos exigidos pela EFSA – Autoridade Europeia de Segurança Alimentar e pela OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. Os autores demonstraram que não existem diferenças na saúde dos animais, independentemente de serem alimentados com uma dieta contendo transgénicos ou não. Concluíram assim que, as experiências de alimentação realizados com as duas variedades de milho MON810 no âmbito do projecto GRACE mostram que o milho MON810 incluído na dieta até 33% não produz efeitos toxicológicos relevantes, quer nos ratos masculinos como nos femininos.

Em 2013, a Comissão Europeia implementou uma regulamentação que faz dos ensaios alimentares de 90 dias com ratos uma exigência para a aprovação de variedades vegetais geneticamente modificadas para comercialização e para cultivo no espaço europeu. Ao mesmo tempo, foi pedido pela Comissão Europeia ao projecto GRACE que verificasse se de facto este tipo de estudos pode realmente fornecer informação adicional na avaliação do risco das plantas transgénicas a longo prazo. O estudo agora publicado ainda não fornece todas as respostas a esta questão, que será respondida no final de mais dois estudos a decorrer: um ensaio alimentar de um ano e após a análise dos respectivos resultados; e dos testes realizados com métodos in vitro.

Mais informações:

Projecto da UE “GRACE – GMO Risk Assessment and Communication of Evidence”

Artigo publicado na Revista científica científica “Arquives of Toxicology”:
“Ninety day oral toxicity studies on two genetically modified maize MON810 varieties in Wistar Han RCC rats (EU 7th Framework Programme project GRACE”

Perguntas e Respostas: cultivo de OGM na UE

Perguntas e Respostas:
Cultivo de organismos geneticamente modificados na UE

2 Setembro 2014 – Parlamento Europeu

Maçarocas - Milho GM Bt e milho convencional com fungos e broca

Foto (CiB Portugal) – Maçaroca de transgénico (à esquerda)
e maçaroca de milho convencional  (à direita) com ataque de broca e fungos

A UE tem uma das legislações alimentares mais rigorosas do mundo e as culturas geneticamente modificadas (GM) só são permitidas após uma avaliação profunda dos riscos. A Comissão Europeia propôs alterações às regras atuais da UE como resposta aos apelos de Estados-Membros que pretendem mais liberdade para restringir ainda mais o cultivo de OGM no seu território. Os eurodeputados da Comissão do Ambiente discutem, a 3 de setembro, a posição do Conselho sobre esta questão. Leia para saber mais.

  • É permitido cultivar culturas geneticamente modificadas na UE?

Sim, mas só depois de terem sido autorizadas a nível da UE, na sequência de uma avaliação rigorosa dos riscos realizada pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA). Após a autorização, os países da UE só podem proibir a utilização do produto geneticamente modificado no seu território através da utilização da chamada “cláusula de salvaguarda”. Têm que justificar esta decisão, provando que os organismos geneticamente modificados podem causar danos aos seres humanos ou o meio ambiente.

  • Já existem OMG cultivados na UE e há algum Estado-Membro que o proíba?

Atualmente, apenas é cultivado na UE o milho MON 810 da Monsanto, uma variedade resistente a insetos. No entanto, alguns países (Áustria, Bulgária, Grécia, Alemanha, Hungria, Itália, Luxemburgo e Polónia) adotaram cláusulas de salvaguarda para proibir o seu cultivo nos seus territórios.

  • Porque é que a UE quer alterar o atual sistema de autorização de produtos geneticamente modificados?

Alguns Estados-Membros pediram mais liberdade e flexibilidade para restringir ou proibir o cultivo de OGM no seu território. Em resposta, a Comissão propôs alterações às regras atuais que se encontram agora a ser discutidas pelo Parlamento e pelo Conselho.

  • Quando é que as novas regras entram em vigor?

Os eurodeputados adotaram em 2011 uma opinião favorável com alterações em primeira leitura e após vários anos, o Conselho alcançou, a 12 junho de 2014, um acordo político que permitirá que os colegisladores conitinuem as negociações em segunda leitura para chegar a acordo sobre um texto comum. A adoção do texto final está prevista para 2015.

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