Relatório |Os desafios da agricultura e da investigação em plantas na UE


O ambiente político dominante na União Europeia impede os agricultores de enfrentar adequadamente os desafios que o setor agrícola enfrenta atualmente e enfrentará no futuro. Mas as soluções para esses desafios existem, como garante John McDougall, autor do Relatório The challenges facing agriculture and the plant science industry in the EU. É preciso é que a legislação que regulamenta o uso da biotecnologia seja mais aberta.

Os agricultores da União Europeia enfrentam enormes desafios para aumentar a produção de forma sustentável. Mas, de acordo com John McDougall, autor do Relatório The challenges facing agriculture and the plant science industry in the EU, “o ambiente político que se vive atualmente na EU e a legislação que regulamenta o uso da biotecnologia no setor fazem com que os agricultores tenham um acesso mais limitado a ferramentas agrícolas modernas, estagnando a produtividade e o desenvolvimento agrícola na Europa.”

McDougall, que tem mais de 30 anos de experiência em análise de mercados e empresas de importação, garante num artigo de opinião publicado na rEvolution (newsletter da Europabio) que “se o ambiente político imprevisível permanecer na Europa surgirão novas reduções na disponibilidade de produtos fitofarmacêuticos e de sementes transgénicas”, reduções essas que serão impulsionadas por uma regulamentação nada sustentada em riscos reais.

E enquanto a Europa está impedida de utilizar a tecnologia já disponível, à força de leis demasiado restritivas, a produção agrícola em muitos países, como Estados Unidos, Brasil e China, está a aumentar devido à adoção de novas tecnologias que melhoram, potenciam e protegem as culturas.

Uma vez a EU depende de importações de produtos agrícolas, o afastamento das normas por parte da EU e dos seus parceiros comerciais, prevê McDougall, “poderia ter um impacto significativo no comércio”, “com implicações negativas para os consumidores e agricultores da UE.”

Mas McDougall, no seu relatório, não aponta só constrangimentos, também apresenta soluções para os desafios que a agricultura atual enfrenta. Uma dessa soluções é a adoção de novas tecnologias com potencial para melhorar e aumentar de forma sustentável a produção de alimentos.

Leia AQUI o relatório The challenges facing agriculture and the plant science industry in the EU , que John McDougall fez em co-autoria com Matthew Phillips, ambos da Agbioinvestor, e AQUI o artigo de opinião assinado por J. McDougall na Green Biotech rEvolutions Newsletter, da EuropaBio.

Guia | Milho em África

Front-cover-maize-300x188

Caderno / Guia
“Milho em África”
ViB 2017

O caderno educativo “Maize in Africa”, produzido pelo International Plant Biotechnology Outreach (IPBO-ViB, Bélgica), aborda diferentes temas relacionados com: a diversidade do milho; a sua relevância para a África Sub-Sahariana; os inimigos desta cultura; as técnicas convencionais da moderna biotecnologia para o melhoramento de variedades que façam face a esses inimigos (pragas, doenças, seca e alterações climáticas); e formas de produção de milho rico em diferentes micronutrientes e vitaminas, ou seja, mais saudável para pessoas e animais.

O milho é o cereal mais produzido em todo o mundo. Só em África mais de 300 milhões de pessoas dependem do milho como principal alimento da sua dieta. Para além disso, é muito importante para as rações dos animais. Actualmente, aproximadamente mil milhões de toneladas de milho estão a ser produzidas em mais de 170 países, em cerca de 180 milhões de hectares de terra. Ao nível mundial, 90% do total produzido é milho amarelo, mas em África 90% do total é milho branco.

Em África, as culturas do milho sofrem severa e continuamente muitas ameaças, tais como: ervas daninhas, pragas de insectos, bactérias, vírus, nematodes, fungos, baixa qualidade das sementes, baixos níveis de mecanização, gestão pós-colheita subóptima, seca e alterações climáticas.

A produção de milho em África é assim muito baixa. Enquanto a média de produtividade mundial é aproximadamente de 5,5 T/ha/ano, em África é cerca de 2 T/ha/ano.

Para garantir a segurança alimentar a pessoas e animais em África é necessário implementar: boas práticas agrícolas; “intercropping”; novos híbridos obtidos com técnicas convencionais, engenharia genética e com outras técnicas de melhoramento vegetal para produzir variedades com maiores produtividade, maior resistência a pragas, a doenças, a ervas daninhas e à secura.

12 Dez – Seminário- Novas Técnicas de Melhoramento

cartaz-a4-seminar-nbts-12-dez-2016-pt

PROGRAMA em PORTUGUÊS – download pdf

PROGRAMA em INGLÊS – download pdf

SEMINÁRIO

Novas Técnicas de Melhoramento:
Aspectos Científicos, Técnicos, Sociais e Legais

12 Dezembro 2016 . Oeiras

Auditorium | ITQB NOVA
Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier

Em Português e em Inglês | Tradução simultânea disponível

OBJECTIVO

Para lançar e aprofundar o debate sobre o uso de Novas Tecnologias de Melhoramento Vegetal (NBTs) em Portugal, o que irá, sem dúvida, ser muito importante para o melhoramento das culturas agrícolas e que já está a ser implementado por empresas e centros de investigação.

Para dar visibilidade à posição de Portugal em relação à adopção das NBTs como ferramentas para o desenvolvimento de variedades vegetais agrícolas.

PROGRAMA

9h45 – Registo
10h00 – Sessão de Abertura
10h10 – O que são NBTs? (em Português)
– Pedro Fevereiro – Presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia
10h50 – Aspectos científicos e aplicação das NBTs (em Inglês)
– Wendy Harwood – Investigadora Senior do Crop Genetics Department (Crop Transformation Group) do John Innes Centre, Norwich, Inglaterra.
11h30 – Coffee-break
11h45 – Enquadramento legal e social das NBTs(em Inglês)
– Joachim Schiemann – Director do Instituto de Biossegurança em Biotecnologia de Plantas do Julius Kuehn Institute (JKI), Federal Research Centre for Cultivated Plants, Alemanha.
12h25 – O Caso Português (a confirmar)
13h10 – Almoço
15h00 – Mesa Redonda com Parceiros | Uso ou não uso de NBTs: como reage Portugal
– Europabio – The European Association for Bioindustries, representada por Beat Späth
– ANSEME – Associação Nacional dos Produtores e Comerciantes de Sementes, representada por Joana Aleixo
– FIPA – Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares, representada por Jaime Piçarra
– IACA  – Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais por Jaime Piçarra
– ANPROMIS – Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo, representada por Tiago Silva Pinto
– ANPOC – Associação Nacional dos Produtores de Cereais, representada por Bernardo Albino
17h30 – Declarações finais

 

NOVAS TÉCNICAS DE MELHORAMENTO

As “New Breeding Techniques” (NBTs – Novas Técnicas deMmelhoramento Vegetal) são um conjunto de metodologias que permitem alterar as características das variedades agrícolas de uma forma molecularmente precisa, para aumentar a sua produtividade e tolerância a factores ambientais.

As NBT são oito e incluem: nucleases dirigidas para um local específico; RNA de interferência (RNAi); mutagénese dirigida para oligonucleótidos específicos; agro-infiltração; cisgénese; enxertia em porta-enxerto modificado; melhoramento reverso; e metilação do DNA dirigida por RNA.

Este conjunto de técnicas tem vindo a ser desenvolvidas para afinar características das variedades agrícolas. Por exemplo, a técnica de RNAi tem permitido obter variedades resistentes a diferentes vírus, como a introdução da resistência ao vírus do mosaico dourado em feijão, e a Cisgénese permitiu em poucos anos obter uma resistência durável à requeima (late blight) em batata.

A Comunidade Europeia discute atualmente a adopção destas tecnologias e em que quadro jurídico devem ser avaliados os seus produtos.

 

INSCRIÇÃO

A inscrição é gratuita, mas obrigatória por e-mail para: geral@cibpt.org

Enviar, por favor, as seguintes informações: Nome, E-mail, Nº Telemóvel e Institutição.

LOCALIZAÇÃO e MAPAS

 Morada:  ITQB NOVA –  Av. da República – 2780-157 Oeiras – Portugal

GPS: 38° 41′ 38″ (38.694 N) | 9° 19′ 7″ (-9.318 W)

Instruções:  http://www.itqb.unl.pt/diaaberto2015/como-chegar

 

ORGANIZAÇÃO

logo-cib

CiB – Centro de Informação de Biotecnologia

www.cibpt.org |  E – geral@cibpt.org  |   T – 913 159 291

 

APOIO

 logo-itqb-nova

ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica