Arquivo de etiquetas: Plantas geneticamente modificadas

Vídeo | Os OGM são bons ou maus?

Vídeo | Animação
Os OGM são bons ou maus?
Engenharia Genética e a nossa comida

Com legendas em Português

Video - GMO are Good or Bad

Os Organismos Geneticamente Modificados (conhecidos pela sigla OGM ou por transgénicos) são um dos temas mais controversos da ciência e da tecnologia. Contudo, a controvérsia surge quando são levantadas questões relacionadas com o cultivo de plantas ou produção de alimentos transgénicos. O uso da engenharia genética, ou seja de OGM, para o tratamento da saúde das pessoas, como por exemplo a utilização de insulina transgénica para tratamento da diabetes,  não se caracteriza pelas mesmas controvérsias e debate público.
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Neste vídeo-animação são explorados os motivos que dão origem  às controvérsias e porque razão os OGM já têm e terão uma importância cada vez maior no futuro da agricultura, da alimentação, da sociedade e da protecção do meio ambiente.
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Nota: Caso as legendas em Português não apareçam em Português, clique no botão das definições do vídeo e depois na opção “legendas”.
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Arroz transgénico com uso eficaz de nitrogénio para agricultores Africanos

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Arroz NERICA – New Rice for Africa – Ver fonte da imagem em baixo

Arroz transgénico com uso eficaz de nitrogénio
para agricultores Africanos

Chilibio | Plant Biotecnology – Nov 2016

Uma investigação com base no Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT) e na empresa Arcadia Biosciences desenvolveram linhas de arroz transgénico africano para uso mais eficaz do nitrogénio por parte das plantas. Essas plantas de arroz geneticamente moficado (ou transgénico) sobre-expressam um gene com origem em plantas de cevada e outro com origem em plantas do mesmo arroz convencional. Esta tecnologia pode aumentar os rendimentos agrícolas e ao mesmo tempo reduzir a utilização de fertilizantes nitrogenados, evitar a contaminação pela sua aplicação excessiva, e ainda evitar emissões de gases com efeito de estufa para a atmosfera.

A utilização dos fertilizantes nitrogenados implica elevados custos na produção de arroz e o excesso da sua aplicação provoca importantes contaminações ambientais. Assim, o desenvolvimento de variedades de arroz transgénico com maior eficácia no uso de nitrogénio é essencial para a prática de uma agricultura mais sustentável.

Um estudo de investigação publicado na revista científica “Plant Biotechnology apresenta resultados de ensaios de campo de linhas de arroz geneticamente modificado NERICA4 (Novo Arroz para África 4).

Os ensaios de campo realizados durante três épocas de desenvolvimento, em dois ecossistemas de cultivo de arroz diferentes (em terras altas e em terras baixas), revelaram que, após diferentes aplicações de nitrogénio, o rendimento do grão das linhas transgénicas foi significativamente maior que o das linhas nulas e das linhas de controlo com variedades tradicionais. Os resultados demonstraram que a modificação genética testada pode aumentar significativamente a biomessa seca e a produção de grão.

Esta tecnologia aplicada a estas variedades africanas de arroz tem, assim, o potencial de reduzir significativamente a necessidade de fertilizantes nitrogenados e ao mesmo tempo permite melhorar a qualidade alimentar, aumentar o rendimento dos agricultores e reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa (prejudiciais ao ambiente).

Fontes
– Chilibio
– Artigo original da Plant Biotechnology “Development and field performance of nitrogen use efficient rice lines for Africa
Imagem de arroz NERICA – New Rice for África

 

23 Set | Café de Ciência “GENES NO PRATO”, CCVAlviela

CAFÉ CIÊNCIA GENES NO PRATO

23 de setembro 2016 | 21h

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No dia 23 de setembro de 2016, pelas 21h00, há Café Ciência no Centro Ciência Viva do Alviela e a genética dos alimentos vai dar o mote à conversa – Genes no Prato. O crescimento da população mundial, o aparecimento de novas pragas e doenças, as mudanças climáticas tornam a modificação genética dos alimentos num desafio para a biotecnologia. Já ouviu falar em organismos geneticamente modificados (OGM), transgénicos e em melhoramento genético convencional?

Venha tomar café com Pedro Fevereiro, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e do Centro de Informação de Biotecnologia (CiB), e Ana Sofia Almeida, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária e converse sobre os avanços da biotecnologia. Conhece o melhoramento genético que está a ser feito no arroz produzido no Ribatejo?

Sirva-se de ciência e descubra Genes no Prato. Participe.

As inscrições são gratuitas, obrigatórias e poderão ser efetuadas através do 249 881 805 ou info@alviela.cienciaviva.pt
Mais info: www.alviela.cienciaviva.pt

Artigo – Biotecnologia e Melhoramento Vegetal por Pedro Fevereiro

Cultivar - 4 - GPP-MAM - Art PeF - Biotec Melhoramento Veg

Artigo de Comunicação e Agricultura
Biotecnologia e Melhoramento Vegetal
Pedro Fevereiro – ITQB, CiB Portugal
Junho 2016 | Revista Cultivar nº 4 GPP – pag.  27-35

 

A biotecnologia tem como programa racionalizar e tornar eficientes os processo que recorrem aos organismos vivos ou seus componentes para a obtenção de produtos e serviços.

Não admira, portanto, que historicamente seja a agricultura – uma atividade que tem como um dos seus objetivos a produção de matéria-prima para a alimentação humana e animal – uma das áreas que mais tende a incorporar a inovação desenvolvida pela biotecnologia.

Dependendo da perspetiva, é possível assumir que a biotecnologia, entendida como atividade humana que recorre aos “serviços” dos seres vivos, sempre esteve presente desde que o homem se sedentarizou. De facto, os processos de seleção artificial que foram sendo impostos por nós a espécies vegetais e animais e que deram origem às atuais variedades vegetais cultivadas e às raças de animais domésticos, bem como os múltiplos usos que delas foram sendo feitos, são considerados por alguns como biotecnologia, embora a componente de racionalização destes processos só nos últimos dois séculos se tenha vindo a impor, devido à compreensão dos fenómenos biológicos subjacentes aos processos utilizados.

Nos últimos cem anos, a acumulação do conhecimento biológico, fruto da aplicação do método científico ao estudo dos seres vivos que nos rodeiam, tem permitido o desenvolvimento de várias tecnologias para otimizar os processos de melhoramento das espécies vegetais. O desiderato final é permitir o desenvolvimento de cultivares, das diferentes espécies vegetais que são utilizadas na agricultura, adequadas às diferentes condições edafoclimáticas, aos diferentes modos de produção e aos diferentes ataques bióticos (doenças e pragas). Estes objetivos são tanto mais relevantes quanto as perdas relativas aos stresses bióticos se estimam entre 30 a 40 porcento atuais (figura 1), podendo as perdas de produtividade potencial resultantes dos impactos abióticos ultrapassar os 60%.

LER ARTIGO COMPLETO nas pág. 27-35

Pedro Fevereiro (2016) “Biotecnologia e Melhoramento Vegetal”. Revista Cultivar. 4. GPP (*) – Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral. pp. 27-35. Url: http://www.gpp.pt/pbl/Period/Cultivar_4_digital.pdf. 

Apres.Cultivar4-GPP-MAM-5jul2016-FotoGPP
Sessão de Apresentação da Revista Cultiva nº 4

O GPP (*) organizou no Ministério da Agricultura e Mar uma sessão de reflexão, com intervenções sobre o tema, na sessão de apresentação desta publicação.

APRESENTAÇÃO “Biotecnologia e Agricultura” de Pedro Fevereiro

Programa do evento

* O GPP – Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral tem por missão apoiar a definição das linhas estratégicas, das prioridades e dos objetivos das políticas do Ministério da Agricultura e do Mar (MAM) e coordenar, acompanhar e avaliar a sua aplicação, bem como assegurar a sua representação no âmbito comunitário e internacional e prestar o apoio técnico e administrativo aos gabinetes dos membros do governo e aos demais órgãos e serviços integrados no MAM.

Vídeo TedX – Ser ou não ser OGM, heis a questão

Vídeo TedX
Ser ou não ser OGM, heis a questão
por Stefan Jansson

A engenharia genética de plantas (culturas geneticamente modificadas – GM ou transgénicas) é um tema controverso para o público em geral, apesar de os dados científicos disponíveis e acumulados desde há décadas indicarem que não existem motivos para a sua utilização ser considerada um risco maior para a saúde ou para o ambiente do que as culturas convencionais – ler mais aqui. Mas a legislação existente em muitos países Europeus proíbe o seu cultivo e a sua utilização (em Portugal é permitido o cultivo de milho bt geneticamente modificado para resistir ao ataque de pragas de insectos da broca). Se existem leis que as proíbem, então é importante definir o que são. Este vídeo explica a evolução da investigação biológica e a forma como a fronteira entre plantas GM e não-GM está a desaparecer.

O autor desta conferência TedX é Stefan Jansson, investigador e professor de biologia de células vegetais e molecular do Centre/Umeå University. A sua investigação inclui estudos sobre como as plantas usam a luz solar na fotossíntese. Utiliza ainda a genética e a genómica para estudar as variações naturais em árvores, em particular para saber como as árvores sabem quando chega o Outono. Jansson pertence à Academia Real das Ciências da Suécia e participa em inúmeros debates públicos sobre utilização de organismos geneticamente modificados (OGM) ou transgénicos.

Vídeo e FAQ – O que são culturas geneticamente modificadas?

Vídeo e Perguntas Frequentes (FAQ)
O que é a modificação genética
e o que são as culturas geneticamente modificadas (transgénicas)?

Maio 2016 – Royal Society (UK)

Download das Perguntas Frequentes

Culturas e alimentos transgénicos são seguros diz Academia de Ciências dos EUA

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“Culturas GM são seguras”
Nova Avaliação da Academia Nacional de Ciências,
Engenharia e Medicina dos EUA

17 Maio 2016 | Acad. Nac. Ciências EUA e CiB Brasil

A Academia Nacional das Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos da América (EUA) declarou que o uso de culturas agrícolas e alimentos geneticamente modificados (conhecidos por culturas GM ou transgénicos) é seguro. 

Foi realizada uma nova e extensa avaliação por 20 peritos em diferentes áreas do conhecimento científico e publicado o  relatório “Genetically Engineered Crops: Experiences and Prospects”, com mais de 400 páginas que inclui extensa informação compilada dos últimos 30 anos de investigação, pareceres e recomendações.

No website de divulgação deste estudo estão também disponíveis outros relatórios científicos, respostas a perguntas frequentes (FAQ) sobre as culturas GM, sobre este estudo de avaliação e ainda material de divulgação geral na secção de comunicação pública (com apresentação de slides e vídeos).

A Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos reúne cientistas reconhecidos pela comunidade científica e, desde 1863, funciona como conselheira para as decisões do governo norte-americano. A produção deste relatório de avaliação das culturas e alimentos GM foi realizada a partir da avaliação de cerca de 1000 publicações científicas, foram ouvidas mais de 80 opiniões em audiências públicas e em seminários e foram analisados mais de 700 comentários enviados pela população.

A CONCLUSÃO é de que não foram encontradas diferenças para a segurança do ambiente entre as culturas e os alimentos geneticamente modificados quando comparados com os seus homólogos convencionais. O relatório aborda também as implicações para a saúde e conclui que não há evidências de que os alimentos transgénicos causem obesidade, doenças gastrointestinais, diabetes, doenças renais, autismo, alergias ou cancro.

Estas conclusões confirmam mais uma vez o que tem vindo a ser reconfirmado desde há mais de vinte anos. Estes produtos foram rigorosamente e extensamente testados e analisados pela comunidade científica e pelas autoridades internacionais. A agricultura e os agricultores, as fileiras alimentares, a sociedade em geral e o ambiente têm benefícios da utilização destes produtos biotecnológicos.

LINKS PARA INFORMAÇÕES

  • Relatório – “Genetically Engineered Crops: Experiences and Prospects” -, Resumo do Relatório e Recomendações
  • Website de divulgação do estudo com relatório e documentos complementares

 

Culturas Transgenicas no Mundo 2015 - NAS-EUA
Distribuição das culturas GM (transgénicas) comercializadas no mundo em 2015. Foram cultivados 180 milhões ha  – 12% do total cultivado – por cerca de 18 milhões de agricultores – 90% dos quais estão em países em desenvolvimento – (pág. 47 do relatório completo).

 

5 DESTAQUES SOBRE O ESTUDO
“Genetically Engineered Crops: Experiences and Prospects”

18 Maio 2016 | Vox Energy and Environment

1 – A evidência + importante sugere que as culturas GM são tão seguras como as culturas convencionais.
2 – As Culturas GM usadas até agora provaram que têm elevado valor para muitos agricultores, mas o contexto da sua utilização é importante.
3 – É necessário cuidado com argumentos simplistas sobre as culturas GM poderem “alimentar o mundo”.
4 – Algumas Culturas GM têm efeitos ambientais positivos, mas há que ter cuidado com a gestão da resistência das “super ervas-daninhas”.
5 – A Engenharia Genética de plantas está a mudar radicalmente e é necessário ajustar as regulamentações de acordo com a realidade dos avanços do conhecimento, como em qualquer outra área da inovação tecnológica.
LER MAIS

Uso Insecticidas Culturas Transgenicas 2015 - NAS-EUA
Redução nas taxas de aplicação de pesticidas em Algodão e Milho entre 1995-2010 nos EUA (pág. 75 do relatório completo)

Genes

COMENTÁRIOS DE 15 ESPECIALISTAS AO ESTUDO
“Genetically Engineered Crops: Experiences and Prospects”

17 Maio 2016 | GENeS – Genetic Expert News Service

A GENes divulga os comentários de 15 especialistas sobre este estudo da Academia Nacional das Ciências, Engenharia e Medicina dos EUA sobre o conhecimento acumulado ao longo dos últimos 30 anos de investigação científica.  Esses especialistas são académicos de diferentes áreas das ciências da vida e medicina (plantas,  insectos, genética e engenharia genética, saúde das plantas, toxicologia em seres humanas e animais, alergias humanas e animais), da gestão ambiental e agrícola e da gestão económica.

 

Guia | Segurança alimentar das culturas GM / transgénicas

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Guia do Instituto ViB

Segurança alimentar das culturas GM (transgénicas)

February 2016 | Por ViB Institute

O Instituto ViB  –  Life Sciences Research Institute da Flanders-Bélgica produziu o guia “Food safety of genetically modified crops”, onde apresenta informações actualizadas sobre a segurança alimentar das culturas agrícolas geneticamente modificadas GM, ou transgénicas. Tal como existem cientistas que negam a existência do aquecimento global ou que descartam as vantagens efectivas das vacinas, haverá sempre pessoas mesmo dentro da comunidade científica que declaram que a tecnologia da engenharia genética para produzir plantas GM coloca riscos à saúde humana. Contudo, não existe nenhum argumento científico encontrado até agora para duvidar da segurança desta tecnologia e do seu uso na agricultura. As instituições que se dedicam à segurança alimentar, as empresas, os institutos de investigação científica e as universidades têm realizado testes em larga escala e estudos sobre as plantas transgénicas há mais de trinta anos. Existe um consenso científico significativo sobre a sua segurança em consequência do conhecimento acumulado.

O ViB esclarece que as aplicações desta tecnologia devem ser avaliadas caso a caso antes de ser autorizado o cultivo de plantas geneticamente modificadas e a sua utilização em alimentos e rações.

Mais guias do ViB sobre plantas geneticamente modificadas e o seu uso na agricultura e na alimentação humana e animal AQUI

VÍDEO | Seminário “Plant Sciences: Discover, Innovate, Communicate with Society”

VÍDEO
Seminário de Marc Van Montagu
“Plant Sciences: Discover, Innovate, Communicate with Society”

O CiB – Centro de Informação de Biotecnologia considera que este seminário de Marc Van Montagu foi muito interessante e relevante, pois para além de abordar a inovação na investigação de plantas, focou também a enorme importância da comunicação com os públicos por parte dos investigadores.

Marc Van Montagu é considerado o mais importante investigador de plantas da actualidade. Recebeu o Prémio World Food Prize 2013 (considerado um equivalente a um “Nobel” das áreas da investigação de plantas e da agricultura) e foi um dos primeiros investigadores a apresentar provas de que seria possível modificar plantas geneticamente. É considerado o “pai” da primeira planta transgénica.

Este seminário foi organizado no âmbito da abertura do 2º ano do Programa de Doutoramento “Plants for Life” do ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade Nova de Lisboa.

Transgénicos: Resposta do CiB a deputado do PAN

Maçaroca de Milho convencional com broca - CiB
Exemplo de Maçaroca de Milho Transgénico (geneticamente modificado) versus Maçaroca de Milho Convencional atacada por broca e fungos (pragas).

Resposta do Presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia e investigador de Biotecnologia de Plantas (FCUL e ITQB NOVA), Professor Doutor Pedro Fevereiro, ao artigo de opinião do deputado André Silva do PAN (publicado no jornal Público.pt):

O Centro de Informação de Biotecnologia (CiB) foi ouvido pela Comissão de Agricultura da Assembleia da República, onde em 10 minutos (não mais) teve que responder a cerca de 40 perguntas de 5 deputados diferentes, entre os quais o senhor André Silva. Deputado que apesar de solicitado, se recusou a receber o CiB para discutir o tema em questão. Grotesco é, portanto, a queixa de que não lhe foi dada resposta. Quando a pergunta mais relevante era se o presidente do CiB era pago pela “Monsanto”. Grotesca é a perspectiva de que apenas os OGM são sujeitos ao uso de pesticidas. Grotesca é a continua desinformação que é veiculada por arautos do “ambientalismo purificador” enquanto usam plataformas informáticas que permitem lucros milionários. Grotesca é a forma trauliteira com que se dirigem a terceiros, porque alcandorados a deputados, sem respeito pelo trabalho e opinião dos outros. Grotesco é o facto de transmitir mensagens falsas, sem qualquer suporte científico e técnico. Grotesco é não saber e não querer saber nada de agricultura e de alimentação e poder estar sentado numa comissão sobre o tema. Grotesco é deturpar informações e dizer que na Argentina há problemas com o glifosato, quando em Portugal 70% de todos os herbicidas utilizados são à base de glifosato, por este ser o menos tóxico de todos os disponíveis no mercado. E que é utilizado em jardins públicos e privados, sem qualquer prejuízo para a saúde humana e animal quando devidamente utilizado. Grotesco é pensar que pode falar pelos agricultores, sem os ouvir e sem saber da sua experiência do uso das variedades geneticamente modificadas. Claro: da sua poltrona citadina e confortável, é bem simples divulgar balelas e esperar retorno, na forma de votos, na expectativa que a demagogia funcione.

O artigo original de André Silva no Público.pt está disponível AQUI

 

Transgénicos | OGM na UE: Proibido cultivar, Permitido importar

OGM-Agrotec-Out 2015

Transgénicos | OGM na UE:
proibido cultivar, permitido importar

AGROTEC, Revista Técnico-Científica Agrícola | Outubro 2015

Cerca de 15% da área arável no mundo está ocupada com culturas melhoradas através da engenharia genética, estimando-se que esta área registe um crescimento de 10% ao ano. 76% dos benefícios económicos da aplicação da biotecnologia são canalizados para os agricultores. Estes foram alguns dos dados apresentados no “V Encontro de Biotecnologia na Agricultura“, realizado no passado dia 16 de outubro em Coimbra.

Ler Artigo Completo

Milho transgénico seguro para a alimentação: Primeiros resultados de investigação da UE já estão publicados

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Milho transgénico seguro para a alimentação:
  Primeiros resultados de investigação da UE já estão publicados

14 Novembro 2014 – CiB Portugal

O projecto GRACE, financiado pela União Europeia, para a avaliação de risco de OGM (Organismos Geneticamente Modificados), publicou recentemente os primeiros resultados da sua investigação. Duas variedades de milho geneticamente modificado resistente às brocas (MON 810), foram incluídas em doses sub-crónicas, durante 90 dias, na dieta de ratos. As mesmas variedades de milho não transgénicas foram incluídas na dieta de grupos de ratos controlo e nas mesmas proporções. Os resultados destes ensaios mostram que as dietas contendo milho geneticamente modificado não provocaram quaisquer efeitos negativos nos animais.

O GRACE – GMO Risk Assessment and Communication of Evidence – investiga quais os métodos que melhor se adequam na avaliação de risco das plantas geneticamente modificadas (conhecidas também por culturas transgénicas). A inocuidade destas plantas tem sido motivo de controvérsia desde há mais de duas décadas. A questão chave que se coloca neste projecto é reconhecer quais os métodos que podem identificar, de forma consistente, os impactos de longo prazo para a saúde das consequências de uma alimentação baseada nestas culturas. Foi requerido pela Comissão Europeia ao GRACE o teste de vários métodos que possam ser utilizados para cumprir este objectivo e que incluem ensaios alimentares com roedores em laboratório – com a duração de 90 dias e de um ano – e também métodos in vitro para testar os efeitos em culturas de células.

Estes primeiros resultados foram publicados recentemente na revista científica “Arquives of Toxicology” e tiveram como base os métodos exigidos pela EFSA – Autoridade Europeia de Segurança Alimentar e pela OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. Os autores demonstraram que não existem diferenças na saúde dos animais, independentemente de serem alimentados com uma dieta contendo transgénicos ou não. Concluíram assim que, as experiências de alimentação realizados com as duas variedades de milho MON810 no âmbito do projecto GRACE mostram que o milho MON810 incluído na dieta até 33% não produz efeitos toxicológicos relevantes, quer nos ratos masculinos como nos femininos.

Em 2013, a Comissão Europeia implementou uma regulamentação que faz dos ensaios alimentares de 90 dias com ratos uma exigência para a aprovação de variedades vegetais geneticamente modificadas para comercialização e para cultivo no espaço europeu. Ao mesmo tempo, foi pedido pela Comissão Europeia ao projecto GRACE que verificasse se de facto este tipo de estudos pode realmente fornecer informação adicional na avaliação do risco das plantas transgénicas a longo prazo. O estudo agora publicado ainda não fornece todas as respostas a esta questão, que será respondida no final de mais dois estudos a decorrer: um ensaio alimentar de um ano e após a análise dos respectivos resultados; e dos testes realizados com métodos in vitro.

Mais informações:

Projecto da UE “GRACE – GMO Risk Assessment and Communication of Evidence”

Artigo publicado na Revista científica científica “Arquives of Toxicology”:
“Ninety day oral toxicity studies on two genetically modified maize MON810 varieties in Wistar Han RCC rats (EU 7th Framework Programme project GRACE”