Arquivo de etiquetas: Plantas transgénicas

Vídeo | Os OGM são bons ou maus?

Vídeo | Animação
Os OGM são bons ou maus?
Engenharia Genética e a nossa comida

Com legendas em Português

Video - GMO are Good or Bad

Os Organismos Geneticamente Modificados (conhecidos pela sigla OGM ou por transgénicos) são um dos temas mais controversos da ciência e da tecnologia. Contudo, a controvérsia surge quando são levantadas questões relacionadas com o cultivo de plantas ou produção de alimentos transgénicos. O uso da engenharia genética, ou seja de OGM, para o tratamento da saúde das pessoas, como por exemplo a utilização de insulina transgénica para tratamento da diabetes,  não se caracteriza pelas mesmas controvérsias e debate público.
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Neste vídeo-animação são explorados os motivos que dão origem  às controvérsias e porque razão os OGM já têm e terão uma importância cada vez maior no futuro da agricultura, da alimentação, da sociedade e da protecção do meio ambiente.
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Nota: Caso as legendas em Português não apareçam em Português, clique no botão das definições do vídeo e depois na opção “legendas”.
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Arroz transgénico com uso eficaz de nitrogénio para agricultores Africanos

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Arroz NERICA – New Rice for Africa – Ver fonte da imagem em baixo

Arroz transgénico com uso eficaz de nitrogénio
para agricultores Africanos

Chilibio | Plant Biotecnology – Nov 2016

Uma investigação com base no Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT) e na empresa Arcadia Biosciences desenvolveram linhas de arroz transgénico africano para uso mais eficaz do nitrogénio por parte das plantas. Essas plantas de arroz geneticamente moficado (ou transgénico) sobre-expressam um gene com origem em plantas de cevada e outro com origem em plantas do mesmo arroz convencional. Esta tecnologia pode aumentar os rendimentos agrícolas e ao mesmo tempo reduzir a utilização de fertilizantes nitrogenados, evitar a contaminação pela sua aplicação excessiva, e ainda evitar emissões de gases com efeito de estufa para a atmosfera.

A utilização dos fertilizantes nitrogenados implica elevados custos na produção de arroz e o excesso da sua aplicação provoca importantes contaminações ambientais. Assim, o desenvolvimento de variedades de arroz transgénico com maior eficácia no uso de nitrogénio é essencial para a prática de uma agricultura mais sustentável.

Um estudo de investigação publicado na revista científica “Plant Biotechnology apresenta resultados de ensaios de campo de linhas de arroz geneticamente modificado NERICA4 (Novo Arroz para África 4).

Os ensaios de campo realizados durante três épocas de desenvolvimento, em dois ecossistemas de cultivo de arroz diferentes (em terras altas e em terras baixas), revelaram que, após diferentes aplicações de nitrogénio, o rendimento do grão das linhas transgénicas foi significativamente maior que o das linhas nulas e das linhas de controlo com variedades tradicionais. Os resultados demonstraram que a modificação genética testada pode aumentar significativamente a biomessa seca e a produção de grão.

Esta tecnologia aplicada a estas variedades africanas de arroz tem, assim, o potencial de reduzir significativamente a necessidade de fertilizantes nitrogenados e ao mesmo tempo permite melhorar a qualidade alimentar, aumentar o rendimento dos agricultores e reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa (prejudiciais ao ambiente).

Fontes
– Chilibio
– Artigo original da Plant Biotechnology “Development and field performance of nitrogen use efficient rice lines for Africa
Imagem de arroz NERICA – New Rice for África

 

23 Set | Café de Ciência “GENES NO PRATO”, CCVAlviela

CAFÉ CIÊNCIA GENES NO PRATO

23 de setembro 2016 | 21h

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No dia 23 de setembro de 2016, pelas 21h00, há Café Ciência no Centro Ciência Viva do Alviela e a genética dos alimentos vai dar o mote à conversa – Genes no Prato. O crescimento da população mundial, o aparecimento de novas pragas e doenças, as mudanças climáticas tornam a modificação genética dos alimentos num desafio para a biotecnologia. Já ouviu falar em organismos geneticamente modificados (OGM), transgénicos e em melhoramento genético convencional?

Venha tomar café com Pedro Fevereiro, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e do Centro de Informação de Biotecnologia (CiB), e Ana Sofia Almeida, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária e converse sobre os avanços da biotecnologia. Conhece o melhoramento genético que está a ser feito no arroz produzido no Ribatejo?

Sirva-se de ciência e descubra Genes no Prato. Participe.

As inscrições são gratuitas, obrigatórias e poderão ser efetuadas através do 249 881 805 ou info@alviela.cienciaviva.pt
Mais info: www.alviela.cienciaviva.pt

Livro gratuito – A Revolução dos OGM

The GMO revolution ebook

Livro gratuito
“The GMO Revolution”

O livro “The GMO Revolution”, dos autores Wim Grunewald e Jo Bury e publicado no final de 2015, ficou disponível online para download gratuito.

As culturas Geneticamente Modificadas  (GM) simbolizam uma evolução importante no melhoramento vegetal. Uma evolução baseada na moderna biotecnologia de plantas, uma nova disciplina científica, originária na Universidade de Ghent, Bélgica, que se dedica ao conhecimento científico sobre a base genética das características das plantas. Esse conhecimento constitui a base de uma série de estratégias de melhoramento de culturas.

“As culturas GM vão banir a fome no mundo?
– Não.

As culturas GM são a única solução adequada?
– Definitivamente não.

As culturas GM têm algo para oferecer?
– O livro é sobre isto mesmo.

Se um tomate é susceptível a determinados fungos aos quais um pimento é resistente, a única forma de um agricultor poder proteger as suas plantas de tomate é aspergir fungicidas. Mas através da tecnologia da engenharia genética (vulgarmente conhecida por tecnologia dos OGM – Organismos Geneticamente Modificados) a resistência do pimento aos fungos pode ser transferida para o tomate sem alterar outras características da cultivar do tomate.

Resultado? A planta do tomate é capaz de se auto-proteger e deixa de ser necessário aplicar o fungicida nas plantas, deixando de ser necessário.

O livro “The GMO Revolution” (A revolução dos OGM – Organismos Geneticamente Modificados) apresenta uma visão equilibrada, baseada em evidências científicas, sobre a forma como as culturas GM podem ser úteis para solucionar desafios e futuras que a agricultura enfrenta nos dias de hoje. Algumas das plantas melhoradas através das tecnologias de engenharia genética de plantas encontram-se batatas melhoradas para se auto-proteger do ataque de fitóftora (fungo) , árvores que podem ser usadas para produção de biocombustíveis, arroz que contém maior conteúdo de vitaminas, trigo adequado para pessoas com intolerância ao glúten, entre outras.

Mais informações sobre o livro e os autores

O livro está em formato epub. Para ser lido em PCs ou em tablets pode usar-se o programa gratuito Calibre.

 

Milho transgénico MON 810 sem efeitos adversos: Estudo de 1 ano sobre toxicidade

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Milho transgénico MON 810 sem efeitos adversos
– Estudo de 1 ano sobre toxicidade –

20 Julho 2016 | Journal “Archives of Toxicology”

Um estudo de investigação científica, de um ano, sobre alimentação de ratos com milho  geneticamente modificado MON810 indicou que não houve efeitos adversos induzidos por aquele milho transgénico naqueles animais. Os resultados foram publicados na revista científica “Archives of Toxicology”.

Este trabalho foi concretizado por uma equipa internacional de investigadores do projecto GRACE – GMO Risk Assessment and Communication of Evidence -, envolveu 19 entidades parceiras de 13 países Europeus e foi financiado pela Comissão Europeia. Os ensaios laboratoriais tiveram em consideração as orientações da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Os resultados obtidos nesta investigação, com duração de um ano, mostraram que para um nível de presença de 33% de milho Mon810 na dieta fornecida aos animais, não houve efeitos adversos induzidos em fêmeas e machos de ratos denominados por “Wistar Han RCC. Este tipo de exposição é considerada como uma exposição crónica àquele milho MON810, o único milho geneticamente modificado cultivado actualmente no espaço da União Europeia.

Foram comparadas dietas que incluíram diferentes tipos de milho (milho  geneticamente modificado MON810, milho convencional seu homólogo ou outras variedades de milho convencional)  e foram estudados diferentes parâmetros relacionados com as rações e com os próprios ratos: análises da composição das rações fornecidas; monitorização do consumo das rações e do peso dos animais; observações  clínicas e oftalmológicas dos ratos; análises histopatológicas e ao peso de órgãos após autópsia.

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AGROBIOTECNOLOGIA PERMITE REDUZIR IMPACTOS AMBIENTAIS

Agrobiotecnologia permite reduzir impactos ambientais
na actividade agrícola

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Tabela 1 – Impacto da alteração do uso de herbicidas e pesticidas por utilização mundial de variedades biotecnológicas entre 1996 e 2013 – Clique para ver maior
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Tabela 2 – Contexto do impacto da sequestração de carbono em 2013: carro / equivalente – Clique para ver maior

“A utilização da biotecnologia tem permitido aos agricultores reduzir significativamente o impacto da sua atividade no meio ambiente, aumentando a sustentabilidade dos sistemas.
Ao nível mundial é possível verificar, por exemplo, a redução da aplicação de inseticidas e herbicidas, bem como a redução da emissão de gases devido ao uso de variedades melhoradas com recurso à biotecnologia (tabelas 1 e 2). Estes valores dão uma
perspetiva do aumento da sustentabilidade gerado pelo uso das variedades melhoradas com recurso à biotecnologia.”

Fonte: Pedro Fevereiro (2016) “Biotecnologia e Melhoramento Vegetal”. Revista Cultivar. 4. GPP – Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral. pp. 27-35.

Ler Artigo Completo AQUI

 

Artigo – Biotecnologia e Melhoramento Vegetal por Pedro Fevereiro

Cultivar - 4 - GPP-MAM - Art PeF - Biotec Melhoramento Veg

Artigo de Comunicação e Agricultura
Biotecnologia e Melhoramento Vegetal
Pedro Fevereiro – ITQB, CiB Portugal
Junho 2016 | Revista Cultivar nº 4 GPP – pag.  27-35

 

A biotecnologia tem como programa racionalizar e tornar eficientes os processo que recorrem aos organismos vivos ou seus componentes para a obtenção de produtos e serviços.

Não admira, portanto, que historicamente seja a agricultura – uma atividade que tem como um dos seus objetivos a produção de matéria-prima para a alimentação humana e animal – uma das áreas que mais tende a incorporar a inovação desenvolvida pela biotecnologia.

Dependendo da perspetiva, é possível assumir que a biotecnologia, entendida como atividade humana que recorre aos “serviços” dos seres vivos, sempre esteve presente desde que o homem se sedentarizou. De facto, os processos de seleção artificial que foram sendo impostos por nós a espécies vegetais e animais e que deram origem às atuais variedades vegetais cultivadas e às raças de animais domésticos, bem como os múltiplos usos que delas foram sendo feitos, são considerados por alguns como biotecnologia, embora a componente de racionalização destes processos só nos últimos dois séculos se tenha vindo a impor, devido à compreensão dos fenómenos biológicos subjacentes aos processos utilizados.

Nos últimos cem anos, a acumulação do conhecimento biológico, fruto da aplicação do método científico ao estudo dos seres vivos que nos rodeiam, tem permitido o desenvolvimento de várias tecnologias para otimizar os processos de melhoramento das espécies vegetais. O desiderato final é permitir o desenvolvimento de cultivares, das diferentes espécies vegetais que são utilizadas na agricultura, adequadas às diferentes condições edafoclimáticas, aos diferentes modos de produção e aos diferentes ataques bióticos (doenças e pragas). Estes objetivos são tanto mais relevantes quanto as perdas relativas aos stresses bióticos se estimam entre 30 a 40 porcento atuais (figura 1), podendo as perdas de produtividade potencial resultantes dos impactos abióticos ultrapassar os 60%.

LER ARTIGO COMPLETO nas pág. 27-35

Pedro Fevereiro (2016) “Biotecnologia e Melhoramento Vegetal”. Revista Cultivar. 4. GPP (*) – Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral. pp. 27-35. Url: http://www.gpp.pt/pbl/Period/Cultivar_4_digital.pdf. 

Apres.Cultivar4-GPP-MAM-5jul2016-FotoGPP
Sessão de Apresentação da Revista Cultiva nº 4

O GPP (*) organizou no Ministério da Agricultura e Mar uma sessão de reflexão, com intervenções sobre o tema, na sessão de apresentação desta publicação.

APRESENTAÇÃO “Biotecnologia e Agricultura” de Pedro Fevereiro

Programa do evento

* O GPP – Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral tem por missão apoiar a definição das linhas estratégicas, das prioridades e dos objetivos das políticas do Ministério da Agricultura e do Mar (MAM) e coordenar, acompanhar e avaliar a sua aplicação, bem como assegurar a sua representação no âmbito comunitário e internacional e prestar o apoio técnico e administrativo aos gabinetes dos membros do governo e aos demais órgãos e serviços integrados no MAM.

Mais de 100 Prémios Nobel apoiam Agricultura de Precisão com OGMs

Arroz Dourado - Fonte - Golden Rice Project
Arroz convencional e Arroz dourado geneticamente modificado

Carta
Mais de 100 Prémios Nobel
apoiam Agricultura de Precisão com OGMs

1 Julho 2016 | Campanha “Support Precision Agriculture”

Mais de 100 galardoados com o Prémio Nobel assinaram uma carta enviada aos líderes da Greenpeace, das Nações Unidas e aos Governos de todo o mundo, apoiando a Agricultura de Precisão com utilização de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs).

O Programa das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura fez notar que será necessário duplicar a produção global de alimentos, rações e têxteis até 2050, para colmatar as necessidades de uma população global em crescimento. Várias organizações se opõem à utilização de tecnologia moderna no melhoramento de plantas. A Greenpeace  lidera essa oposição, nega repetidamente estes factos e opõe-se à inovação biotecnológica na agricultura. Essas organizações deturpam a informação sobre os riscos, os benefícios e os impactos e apoiam a destruição criminosa de campos de ensaios  e projectos de investigação.

Os signatários da carta instam a Greenpeace e os seus apoiantes a reexaminarem a experiência com culturas e alimentos melhorados através da biotecnologia, de agricultores e consumidores em todo o mundo, a reconhecerem as evidências das autoridades científicas e de regulamentação,e a abandonarem as suas campanhas contras os OGMs em geral e o Arroz Dourado em particular.

As autoridades científicas e de regulamentação em todo o mundo têm mostrado repetida e consistentemente evidências de que as culturas e os alimentos melhorados através da biotecnologia são tão seguros, ou mais seguros, do que os derivados de outros métodos de produção. Não existe um único caso confirmado de consequências para a saúde humana ou animal do consumo de produtos com OGMs.

Tem-se mostrado também repetidamente que os impactos ambientais do uso de culturas geneticamente modificadas é menos danoso para o ambiente e para a biodiversidade global.

A Greenpeace tem liderado a oposição ao Arroz Dourado, com potencial para reduzir ou eliminar muitas das mortes e doenças causadas pela Deficiência em Vitamina A (sigla em Inglês VAD). A VAD tem um grande impacto nas populações mais pobres de África e do Sudeste Asiático.

A Organização Mundial de Saúde estima que 250 milhões de pessoas sofrem de Deficiência em Vitamina A, incluindo 40 por cento de crianças com menos de cinco anos no mundo em desenvolvimento. Com base em estatísticas da UNICEF, um total de um a dois milhões de mortes desnecessárias ocorrem anualmente como consequência de VAD, uma vez que a doença compromete o sistema imunitário, colocando bebés e crianças em grande risco. A VAD provoca directamente a cegueira afectando 250 mil a 500 mil crianças em cada ano. Metade das quais morre após 12 meses depois de perder a visão.

Os signatários desta carta pedem à Greenpeace que cesse e desista das suas campanhas contra o Arroz Dourado e contra as culturas e os alimentos melhorados através da biotecnologia;

Pedem aos Governos de todo o mundo para rejeitarem as campanhas da Greenpeace contra o arroz dourado e contra as culturas e alimentos melhorados através da biotecnologia; e que façam tudo o que estiver ao seu alcance para se oporem às acções da Greenpeace e para acelerarem o acesso dos agricultores a todas as ferramentas da biologia moderna, principalmente às sementes melhoradas através da biotecnologia. A oposição com base nas emoções e nos dogmas contrários às evidências têm que parar.

Quantas pessoas pobres no mundo têm que morrer antes que este seja considerado um “crime contra a humanidade”?

 

Vídeo TedX – Ser ou não ser OGM, heis a questão

Vídeo TedX
Ser ou não ser OGM, heis a questão
por Stefan Jansson

A engenharia genética de plantas (culturas geneticamente modificadas – GM ou transgénicas) é um tema controverso para o público em geral, apesar de os dados científicos disponíveis e acumulados desde há décadas indicarem que não existem motivos para a sua utilização ser considerada um risco maior para a saúde ou para o ambiente do que as culturas convencionais – ler mais aqui. Mas a legislação existente em muitos países Europeus proíbe o seu cultivo e a sua utilização (em Portugal é permitido o cultivo de milho bt geneticamente modificado para resistir ao ataque de pragas de insectos da broca). Se existem leis que as proíbem, então é importante definir o que são. Este vídeo explica a evolução da investigação biológica e a forma como a fronteira entre plantas GM e não-GM está a desaparecer.

O autor desta conferência TedX é Stefan Jansson, investigador e professor de biologia de células vegetais e molecular do Centre/Umeå University. A sua investigação inclui estudos sobre como as plantas usam a luz solar na fotossíntese. Utiliza ainda a genética e a genómica para estudar as variações naturais em árvores, em particular para saber como as árvores sabem quando chega o Outono. Jansson pertence à Academia Real das Ciências da Suécia e participa em inúmeros debates públicos sobre utilização de organismos geneticamente modificados (OGM) ou transgénicos.

Vídeo e FAQ – O que são culturas geneticamente modificadas?

Vídeo e Perguntas Frequentes (FAQ)
O que é a modificação genética
e o que são as culturas geneticamente modificadas (transgénicas)?

Maio 2016 – Royal Society (UK)

Download das Perguntas Frequentes

Guia | Segurança alimentar das culturas GM / transgénicas

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Guia do Instituto ViB

Segurança alimentar das culturas GM (transgénicas)

February 2016 | Por ViB Institute

O Instituto ViB  –  Life Sciences Research Institute da Flanders-Bélgica produziu o guia “Food safety of genetically modified crops”, onde apresenta informações actualizadas sobre a segurança alimentar das culturas agrícolas geneticamente modificadas GM, ou transgénicas. Tal como existem cientistas que negam a existência do aquecimento global ou que descartam as vantagens efectivas das vacinas, haverá sempre pessoas mesmo dentro da comunidade científica que declaram que a tecnologia da engenharia genética para produzir plantas GM coloca riscos à saúde humana. Contudo, não existe nenhum argumento científico encontrado até agora para duvidar da segurança desta tecnologia e do seu uso na agricultura. As instituições que se dedicam à segurança alimentar, as empresas, os institutos de investigação científica e as universidades têm realizado testes em larga escala e estudos sobre as plantas transgénicas há mais de trinta anos. Existe um consenso científico significativo sobre a sua segurança em consequência do conhecimento acumulado.

O ViB esclarece que as aplicações desta tecnologia devem ser avaliadas caso a caso antes de ser autorizado o cultivo de plantas geneticamente modificadas e a sua utilização em alimentos e rações.

Mais guias do ViB sobre plantas geneticamente modificadas e o seu uso na agricultura e na alimentação humana e animal AQUI

VÍDEO | Seminário “Plant Sciences: Discover, Innovate, Communicate with Society”

VÍDEO
Seminário de Marc Van Montagu
“Plant Sciences: Discover, Innovate, Communicate with Society”

O CiB – Centro de Informação de Biotecnologia considera que este seminário de Marc Van Montagu foi muito interessante e relevante, pois para além de abordar a inovação na investigação de plantas, focou também a enorme importância da comunicação com os públicos por parte dos investigadores.

Marc Van Montagu é considerado o mais importante investigador de plantas da actualidade. Recebeu o Prémio World Food Prize 2013 (considerado um equivalente a um “Nobel” das áreas da investigação de plantas e da agricultura) e foi um dos primeiros investigadores a apresentar provas de que seria possível modificar plantas geneticamente. É considerado o “pai” da primeira planta transgénica.

Este seminário foi organizado no âmbito da abertura do 2º ano do Programa de Doutoramento “Plants for Life” do ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade Nova de Lisboa.

7 Mar | Prof. Montagu | “Pai” da 1º Planta Transgénica no ITQB, Oeiras

Marc Van Montagu
Marc Van Montagu | Por ViB

Seminário 
Plant Sciences: Discover, Innovate, communicate with Society
7 Março 2016 – 11h30 | Marc Van Montagu

O Professor Doutor Marc Van Montagu, considerado o “Pai” da primeira planta transgénica, estará em Portugal no próximo dia 7 de Março de 2016, pelas 11h30, para apresentar o seminário Plant Sciences: Discover, Innovate, communicate with Society, no ITQB NOVA, em Oeiras (na antiga Estação Agronómica Nacional).

Montagu e o seu colega Jeff Schell descobriram o mecanismo de transferência de genes entre a bactéria Agrobaterium e plantas, do que resultou o desenvolvimento da primeira planta transgénica. Essa descoberta abriu caminho para a tremenda evolução da investigação em Plantas durante as últimas três décadas. Em 2013, Marc Van Montagu recebeu o World Food Prize 2013, considerado um prémio equivalente a um “Nobel” na área da Alimentação e da Agricultura. O Professor Montagu é o mais reconhecido cientista vivo na área das Plantas.

Este seminário realiza-se no âmbito da Cerimónia de Abertura do 2º ano do Programa de Doutoramento “Plants for Life” do ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa.

A entrada é livre. Instruções para chegar ao ITQB AQUI

 

MAIS INFORMAÇÕES

Montagu-e-a-equipa-ha-30-anos-sofiafrazoa-2013
Fotografia de uma antiga foto de Marc Van Montagu e equipa de investigadores há mais de 30 anos | Por Sofia Frazoa, 2013

 

Transgénicos: Resposta do CiB a deputado do PAN

Maçaroca de Milho convencional com broca - CiB
Exemplo de Maçaroca de Milho Transgénico (geneticamente modificado) versus Maçaroca de Milho Convencional atacada por broca e fungos (pragas).

Resposta do Presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia e investigador de Biotecnologia de Plantas (FCUL e ITQB NOVA), Professor Doutor Pedro Fevereiro, ao artigo de opinião do deputado André Silva do PAN (publicado no jornal Público.pt):

O Centro de Informação de Biotecnologia (CiB) foi ouvido pela Comissão de Agricultura da Assembleia da República, onde em 10 minutos (não mais) teve que responder a cerca de 40 perguntas de 5 deputados diferentes, entre os quais o senhor André Silva. Deputado que apesar de solicitado, se recusou a receber o CiB para discutir o tema em questão. Grotesco é, portanto, a queixa de que não lhe foi dada resposta. Quando a pergunta mais relevante era se o presidente do CiB era pago pela “Monsanto”. Grotesca é a perspectiva de que apenas os OGM são sujeitos ao uso de pesticidas. Grotesca é a continua desinformação que é veiculada por arautos do “ambientalismo purificador” enquanto usam plataformas informáticas que permitem lucros milionários. Grotesca é a forma trauliteira com que se dirigem a terceiros, porque alcandorados a deputados, sem respeito pelo trabalho e opinião dos outros. Grotesco é o facto de transmitir mensagens falsas, sem qualquer suporte científico e técnico. Grotesco é não saber e não querer saber nada de agricultura e de alimentação e poder estar sentado numa comissão sobre o tema. Grotesco é deturpar informações e dizer que na Argentina há problemas com o glifosato, quando em Portugal 70% de todos os herbicidas utilizados são à base de glifosato, por este ser o menos tóxico de todos os disponíveis no mercado. E que é utilizado em jardins públicos e privados, sem qualquer prejuízo para a saúde humana e animal quando devidamente utilizado. Grotesco é pensar que pode falar pelos agricultores, sem os ouvir e sem saber da sua experiência do uso das variedades geneticamente modificadas. Claro: da sua poltrona citadina e confortável, é bem simples divulgar balelas e esperar retorno, na forma de votos, na expectativa que a demagogia funcione.

O artigo original de André Silva no Público.pt está disponível AQUI

 

Transgénicos | OGM na UE: Proibido cultivar, Permitido importar

OGM-Agrotec-Out 2015

Transgénicos | OGM na UE:
proibido cultivar, permitido importar

AGROTEC, Revista Técnico-Científica Agrícola | Outubro 2015

Cerca de 15% da área arável no mundo está ocupada com culturas melhoradas através da engenharia genética, estimando-se que esta área registe um crescimento de 10% ao ano. 76% dos benefícios económicos da aplicação da biotecnologia são canalizados para os agricultores. Estes foram alguns dos dados apresentados no “V Encontro de Biotecnologia na Agricultura“, realizado no passado dia 16 de outubro em Coimbra.

Ler Artigo Completo

DOCUMENTAÇÃO do V Encontro – Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora

Biblioteca - Trangénicos | OGM - Não diga não antes de Conhecer

Toda a DOCUMENTAÇÃO (apresentações, fotos, noticias, etc.) do V Encontro – Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora, realizado no dia 16 de Outubro de 2015, pelo CiB – Centro de Informação de Biotecnologia e  Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, está disponível para DOWNLOAD AQUI e ainda:

Documentação do V Encontro – Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora

Trangénicos | OGM – Não diga não antes de Conhecer

Milho transgénico seguro para a alimentação: Primeiros resultados de investigação da UE já estão publicados

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Milho transgénico seguro para a alimentação:
  Primeiros resultados de investigação da UE já estão publicados

14 Novembro 2014 – CiB Portugal

O projecto GRACE, financiado pela União Europeia, para a avaliação de risco de OGM (Organismos Geneticamente Modificados), publicou recentemente os primeiros resultados da sua investigação. Duas variedades de milho geneticamente modificado resistente às brocas (MON 810), foram incluídas em doses sub-crónicas, durante 90 dias, na dieta de ratos. As mesmas variedades de milho não transgénicas foram incluídas na dieta de grupos de ratos controlo e nas mesmas proporções. Os resultados destes ensaios mostram que as dietas contendo milho geneticamente modificado não provocaram quaisquer efeitos negativos nos animais.

O GRACE – GMO Risk Assessment and Communication of Evidence – investiga quais os métodos que melhor se adequam na avaliação de risco das plantas geneticamente modificadas (conhecidas também por culturas transgénicas). A inocuidade destas plantas tem sido motivo de controvérsia desde há mais de duas décadas. A questão chave que se coloca neste projecto é reconhecer quais os métodos que podem identificar, de forma consistente, os impactos de longo prazo para a saúde das consequências de uma alimentação baseada nestas culturas. Foi requerido pela Comissão Europeia ao GRACE o teste de vários métodos que possam ser utilizados para cumprir este objectivo e que incluem ensaios alimentares com roedores em laboratório – com a duração de 90 dias e de um ano – e também métodos in vitro para testar os efeitos em culturas de células.

Estes primeiros resultados foram publicados recentemente na revista científica “Arquives of Toxicology” e tiveram como base os métodos exigidos pela EFSA – Autoridade Europeia de Segurança Alimentar e pela OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. Os autores demonstraram que não existem diferenças na saúde dos animais, independentemente de serem alimentados com uma dieta contendo transgénicos ou não. Concluíram assim que, as experiências de alimentação realizados com as duas variedades de milho MON810 no âmbito do projecto GRACE mostram que o milho MON810 incluído na dieta até 33% não produz efeitos toxicológicos relevantes, quer nos ratos masculinos como nos femininos.

Em 2013, a Comissão Europeia implementou uma regulamentação que faz dos ensaios alimentares de 90 dias com ratos uma exigência para a aprovação de variedades vegetais geneticamente modificadas para comercialização e para cultivo no espaço europeu. Ao mesmo tempo, foi pedido pela Comissão Europeia ao projecto GRACE que verificasse se de facto este tipo de estudos pode realmente fornecer informação adicional na avaliação do risco das plantas transgénicas a longo prazo. O estudo agora publicado ainda não fornece todas as respostas a esta questão, que será respondida no final de mais dois estudos a decorrer: um ensaio alimentar de um ano e após a análise dos respectivos resultados; e dos testes realizados com métodos in vitro.

Mais informações:

Projecto da UE “GRACE – GMO Risk Assessment and Communication of Evidence”

Artigo publicado na Revista científica científica “Arquives of Toxicology”:
“Ninety day oral toxicity studies on two genetically modified maize MON810 varieties in Wistar Han RCC rats (EU 7th Framework Programme project GRACE”