Alterações climáticas|Como é que a biotecnologia pode salvar o arroz?

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Mais de metade da população mundial consome arroz todos os dias. Mas, apesar de poder ser cultivado em todos os continentes, precisa de muita água para crescer. Reside aqui o problema do arroz – com o agravamento das alterações climáticas, fenómenos extremos como secas e enchentes estão a tornar-se mais frequentes. A biotecnologia pode ajudar.

Para garantir a segurança alimentar a longo prazo, em todo o mundo, é urgente produzir alimentos básicos como o arroz, que possam sobreviver a estas condições extremas e descobrir formas de tornar o uso da água na agricultura mas preciso e eficiente.

Por outras palavras, em vez de despender esforços na procura por variedades que já são resistentes à seca, pode-se usar ferramentas biotecnológicas para produzir arroz que requere muito menos água ao longo de todo o processo de cultivo. De resto, é com este objetivo que Julie Gray, professora de sinalização de células vegetais na Universidade de Sheffield, trabalha.

A sala de cultivo onde Gray desenvolve a sua investigação permite a realização de experiências com arroz cujos estômatos – estruturas constituídas por um conjunto de células localizadas especialmente na epiderme inferior das folhas, e, em menor número em caules jovens – os tornam mais resistentes à seca.

Leia o artigo completo, em inglês, aqui.

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Vinho | Edição genética das uvas é uma das soluções para enfrentar as alterações climáticas

Na conferência que trouxe Al Gore à cidade do Porto falou-se de alterações climáticas e dos seus efeitos na produção vinícola. Uma das muitas soluções apresentadas é a edição de genoma das uvas para as tornar mais resistentes ao aumento da temperatura e adaptar o seu ciclo de amadurecimento.

Na conferência Climate Change Leadership – Porto Soluções para a Indústria do Vinho, que termina hoje na Alfândega do Porto, uma preocupação comum em todas as palestras foi a forma como as alterações climáticas afetam a indústria do vinho: o aumento da temperatura tem condicionado as etapas de amadurecimento das uvas, a seca tem-se tornado mais preocupante e isso reflete-se até nos incêndios, que se têm acentuado com o aumento da temperatura global e têm destruído vinhas. Ainda assim, acredita o director de viticultura da Organização Internacional da Vinha e do Vinho, Alejandro Fuentes Espinoza, “as alterações climáticas são tanto uma ameaça como uma oportunidade para o sector vitivinicultural. É necessário fazer adaptações” com recurso a várias soluções, entre as quais a edição de genomas.

Além do antigo vice-Presidente norte-americano e ativista ambiental, Al Gore, e de dezenas de especialistas nacionais e internacionais, está também presente na conferência Climate Change Leadership o investigador suíço José Voullamoz, para quem “a edição genética pode ajudar a salvar certas castas de uva”, como a Pinot Noir. Mas, para isso, defende o especialista, “é preciso reduzir o estigma” em relação à aplicação desta tecnologia na agricultura.

Mais detalhes sobre o que foi debatido na conferência Climate Change Leadershipneste artigo do jornal Público.

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