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23 Set | Café de Ciência “GENES NO PRATO”, CCVAlviela

CAFÉ CIÊNCIA GENES NO PRATO

23 de setembro 2016 | 21h

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No dia 23 de setembro de 2016, pelas 21h00, há Café Ciência no Centro Ciência Viva do Alviela e a genética dos alimentos vai dar o mote à conversa – Genes no Prato. O crescimento da população mundial, o aparecimento de novas pragas e doenças, as mudanças climáticas tornam a modificação genética dos alimentos num desafio para a biotecnologia. Já ouviu falar em organismos geneticamente modificados (OGM), transgénicos e em melhoramento genético convencional?

Venha tomar café com Pedro Fevereiro, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e do Centro de Informação de Biotecnologia (CiB), e Ana Sofia Almeida, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária e converse sobre os avanços da biotecnologia. Conhece o melhoramento genético que está a ser feito no arroz produzido no Ribatejo?

Sirva-se de ciência e descubra Genes no Prato. Participe.

As inscrições são gratuitas, obrigatórias e poderão ser efetuadas através do 249 881 805 ou info@alviela.cienciaviva.pt
Mais info: www.alviela.cienciaviva.pt

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Milho transgénico MON 810 sem efeitos adversos: Estudo de 1 ano sobre toxicidade

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Milho transgénico MON 810 sem efeitos adversos
– Estudo de 1 ano sobre toxicidade –

20 Julho 2016 | Journal “Archives of Toxicology”

Um estudo de investigação científica, de um ano, sobre alimentação de ratos com milho  geneticamente modificado MON810 indicou que não houve efeitos adversos induzidos por aquele milho transgénico naqueles animais. Os resultados foram publicados na revista científica “Archives of Toxicology”.

Este trabalho foi concretizado por uma equipa internacional de investigadores do projecto GRACE – GMO Risk Assessment and Communication of Evidence -, envolveu 19 entidades parceiras de 13 países Europeus e foi financiado pela Comissão Europeia. Os ensaios laboratoriais tiveram em consideração as orientações da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Os resultados obtidos nesta investigação, com duração de um ano, mostraram que para um nível de presença de 33% de milho Mon810 na dieta fornecida aos animais, não houve efeitos adversos induzidos em fêmeas e machos de ratos denominados por “Wistar Han RCC. Este tipo de exposição é considerada como uma exposição crónica àquele milho MON810, o único milho geneticamente modificado cultivado actualmente no espaço da União Europeia.

Foram comparadas dietas que incluíram diferentes tipos de milho (milho  geneticamente modificado MON810, milho convencional seu homólogo ou outras variedades de milho convencional)  e foram estudados diferentes parâmetros relacionados com as rações e com os próprios ratos: análises da composição das rações fornecidas; monitorização do consumo das rações e do peso dos animais; observações  clínicas e oftalmológicas dos ratos; análises histopatológicas e ao peso de órgãos após autópsia.

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AGROBIOTECNOLOGIA PERMITE REDUZIR IMPACTOS AMBIENTAIS

Agrobiotecnologia permite reduzir impactos ambientais
na actividade agrícola

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Tabela 1 – Impacto da alteração do uso de herbicidas e pesticidas por utilização mundial de variedades biotecnológicas entre 1996 e 2013 – Clique para ver maior
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Tabela 2 – Contexto do impacto da sequestração de carbono em 2013: carro / equivalente – Clique para ver maior

“A utilização da biotecnologia tem permitido aos agricultores reduzir significativamente o impacto da sua atividade no meio ambiente, aumentando a sustentabilidade dos sistemas.
Ao nível mundial é possível verificar, por exemplo, a redução da aplicação de inseticidas e herbicidas, bem como a redução da emissão de gases devido ao uso de variedades melhoradas com recurso à biotecnologia (tabelas 1 e 2). Estes valores dão uma
perspetiva do aumento da sustentabilidade gerado pelo uso das variedades melhoradas com recurso à biotecnologia.”

Fonte: Pedro Fevereiro (2016) “Biotecnologia e Melhoramento Vegetal”. Revista Cultivar. 4. GPP – Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral. pp. 27-35.

Ler Artigo Completo AQUI

 

Vídeo TedX – Ser ou não ser OGM, heis a questão

Vídeo TedX
Ser ou não ser OGM, heis a questão
por Stefan Jansson

A engenharia genética de plantas (culturas geneticamente modificadas – GM ou transgénicas) é um tema controverso para o público em geral, apesar de os dados científicos disponíveis e acumulados desde há décadas indicarem que não existem motivos para a sua utilização ser considerada um risco maior para a saúde ou para o ambiente do que as culturas convencionais – ler mais aqui. Mas a legislação existente em muitos países Europeus proíbe o seu cultivo e a sua utilização (em Portugal é permitido o cultivo de milho bt geneticamente modificado para resistir ao ataque de pragas de insectos da broca). Se existem leis que as proíbem, então é importante definir o que são. Este vídeo explica a evolução da investigação biológica e a forma como a fronteira entre plantas GM e não-GM está a desaparecer.

O autor desta conferência TedX é Stefan Jansson, investigador e professor de biologia de células vegetais e molecular do Centre/Umeå University. A sua investigação inclui estudos sobre como as plantas usam a luz solar na fotossíntese. Utiliza ainda a genética e a genómica para estudar as variações naturais em árvores, em particular para saber como as árvores sabem quando chega o Outono. Jansson pertence à Academia Real das Ciências da Suécia e participa em inúmeros debates públicos sobre utilização de organismos geneticamente modificados (OGM) ou transgénicos.

ESCLARECIMENTO – Como evitar ser manipulado à custa dos OGM

ESCLARECIMENTO

Como evitar ser manipulado à custa dos OGM

26 Fevereiro 2013 – Comunicado do CiB Portugal

[click to read this press release in English]

Ontem a intitulada “Plataforma Transgénicos Fora” emitiu um comunicado onde diz ter analisado a presença de OGM – Organismos Geneticamente Modificados – em hipermercados portugueses. Este comunicado é um exercício de desinformação e mais uma peça de manipulação, infelizmente com eco em alguns meios de comunicação social.

É também uma forma de tentar aterrorizar os consumidores e fazer os distribuidores e vendedores questionarem-se sobre a qualidade dos produtos que fornecem aos seus clientes. Na verdade nada há a temer. Estes produtos são tão seguros e inócuos como os produzidos com plantas convencionais.

Não existe qualquer risco no consumo de óleos alimentares produzidos a partir de soja geneticamente modificada. Não só estes alimentos foram profusamente testados antes de serem utilizados para consumo, como são aprovados pela EFSA – Agência Europeia de Segurança Alimentar. Finalmente, estão há mais de 15 anos no mercado, sem que qualquer questão de saúde pública se tenha levantado resultante do seu uso como alimento.

É extraordinário que os meios de comunicação social aceitem publicitar um estudo equívoco, feito sem qualquer controlo, por um grupo completamente conotado, sem sequer procurarem outras fontes ou contraditarem o que lhes é apresentado.

Este comunicado é emitido num momento em que mais uma vez se verifica o aumento da produção mundial de variedades vegetais geneticamente modificadas (aumento de 6% em relação a 2012, 170 milhões de hectares, 17,3 milhões de agricultores), em que variedades transgénicas de arroz e feijão foram aprovadas para ser produzidas e em que em todo o mundo se verifica as vantagens ambientais do uso das variedades geneticamente modificadas. De facto esta tecnologia tem repetidamente comprovado a excelente qualidade dos seus produtos e a redução dos impactes ambientais devido à sua utilização na produção agrícola.

Os consumidores, os vendedores e os distribuidores podem ficar descansados: nada há de prejudicial nestes produtos. E há fontes fidedignas e idóneas que podem – e devem – ser consultadas que permitem confirmá-lo.

DA SEGURANÇA DOS OGM – Uma década de financiamento de investigação na UE (2001-2010)

DA SEGURANÇA DOS OGM
Uma década de financiamento de investigação na UE (2001-2010)

28 Dezembro 2010 – CiB Portugal

A comissão europeia publicou recentemente o relatório “A decade of EU-funded GMO research (2001 – 2010)” que conclui a elevada qualidade e segurança do uso de Organismos Geneticamente Modificados (OGM). O relatório tem como base a investigação realizada em consórcio nos últimos dez anos e co-financiado pela União Europeia (UE) em 200 milhões de euros, sumarizando os resultados de 50 projectos.

Estes projectos tiveram como objectivo avaliar a segurança dos OGM para o ambiente e para a saúde humana e animal e fazem parte de um enorme esforço de investigação já com 25 anos.

Este relatório segue-se a um outro publicado em finais de 2000 onde se relatavam os financiamentos e os resultados obtidos nesta área. Desde há mais de duas décadas que se investiga na UE os aspectos chave do melhoramento vegetal, como a resistência a doenças provocadas por fungos, nemátodes e vírus, e o uso eficiente do azoto. Foram também abordadas questões relacionadas com o fluxo de genes, quer vertical, quer horizontal, bem como os efeitos em organismos não-alvo e na ecologia do solo.

Depois de 25 anos de pesquisas, de um total de 300 milhões de euros investidos e o envolvimento de mais de 400 grupos de investigação europeus, o que sobressai é a conclusão de que a utilização das variedades vegetais transgénicas (obtidas com recurso à tecnologia do DNA recombinante) não constitui um risco acrescido, quer para a saúde humana e animal, quer para o ambiente, quando comparado com o uso de variedades vegetais obtidas com outras técnicas de melhoramento. Estas conclusões podem ser observadas em centenas de artigos científicos explicitando os resultados da investigação efectuada.

Segundo Pedro Fevereiro, presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia, professor e investigador de biotecnologia vegetal, esta conclusão contrasta claramente com toda a parafrenália de manifestações de grupos “anti-transgénicos”, com o cepticismo de muitos políticos e com a hesitação da Comissão Europeia em agilizar os processos de aprovação de novos eventos e variedades obtidas com esta tecnologia.

Esta conclusão contrasta também com as notícias de que os OGM produzem cancros, malformações congénitas, disrupções dos ecossistemas e perdas de biodiversidade. Pedro Fevereiro declara ainda que nenhuma destas notícias tem fundamento científico, embora alguns orgãos de comunicação se empenhem em as divulgar.

As variedades vegetais transgénicas são actualmente produzidas em cerca de 10% do solo arável disponível no mundo. Permitem ganhos de produtividade de cerca de 15-20%, com redução de 10-15% do uso de fitofármacos. Permitem ainda a redução da mobilização de solos, contribuindo para a preservação de milhões de toneladas de solo arável em todo o mundo. A estas vantagens acresce a redução do uso de máquinas agrícolas e a consequente redução de uso de combustível e de emissões de carbono. Curiosamente, em contraste com o referido normalmente, 80% dos utilizadores são pequenos agricultores, que vêem os seus lucros acrescidos devido à utilização destas sementes.

Pedro fevereiro questiona por que razão na Europa, e em particular em Portugal, se continua a desconfiar desta tecnologia, 17 anos após as primeiras colheitas com estas variedades sem que existam relatos de quaisquer problemas de saúde animal ou humano, resultante do consumo destes produtos e sem que nenhum problema ecológico relevante tenha sido encontrado? Quem está efectivamente a beneficiar com esta tensão e com a indisponibilização desta tecnologia aos agricultores portugueses?

MAIS INFORMAÇÕES (nota – links foram actualizados em Dezembro de 2015)

Informação da Comissão Europeia 25 anos de investigação na UE em culturas transgénicas / GM (1985-2000 e 2001-2010)

Relatório (2001-2010) – A decade of EU-funded GMO research (2001-2010

Relatório (1985 – 2000) – EC-sponsored research on Safety of Genetically Modified Organisms (1985-2000)

 • Ler Comunicado do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia (Links do comunicado estão desactualizados) – Consultar os mencionados neste post por favor).