OGM | Sorgo com altos níveis de vitamina A ajuda a combater a cegueira infantil

Todos os anos, cerca de 250 milhões de crianças em todo o mundo perdem a visão devido à falta de vitamina A na sua alimentação. O problema afeta os países mais pobres, sobretudo em África e no sudeste asiático. Para resolver o problema na África Oriental, os investigadores em plantas estão a fazer modificação genética numa das culturas mais comuns na região, o sorgo, para lhe acrescentar nutrientes.   

A deficiência de vitamina A é a principal causa de cegueira infantil evitável e aumenta o risco de doenças e morte por infeções graves. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, são 250 milhões as crianças que ficam cegas, todos os anos, em todo o mundo, por falta desse nutriente.

A situação é tão grave que se tornou num problema de saúde pública em mais da metade dos países no mundo, especialmente em África e no Sudeste Asiático, tendo como principais vítimas as crianças e as mulheres grávidas mais pobres.

Mas no Quénia, os investigadores em plantas já estão a trabalhar para resolver o problema. Como? Através da modificação genética de uma cultura muito comum no país – o sorgo – com o objetivo de produzir sorgo com caraterísticas nutricionais mais elevadas, nomeadamente níveis mais altos de vitamina A, ferro e zinco do que as variedades convencionais.  

O melhoramento do sorgo no Quénia faz parte do projeto África Biofortified Sorghum (ABS), uma parceria público-privada estabelecida para combater a deficiência crónica de vitamina A em crianças, bem como melhorar os níveis de zinco e ferro. Se obtiver aprovação comercial, será o primeiro sorgo biotecnológico do mercado.  

Mais informação aqui  e aqui .

Siga o CiB no Twitter, Facebook e no Linkedin
Anúncios

PBi | Genes de gramíneas utilizados para produzir melhores colheitas de milho e sorgo


Os genes de mais de 700 espécies de gramíneas Andropogoneae estão a ser estudados com o objetivo de produzir milho e sorgo mais resistentes às alterações climáticas.

Com o objetivo de tornar as culturas de milho e de sorgo mais produtivas e mais resilientes às condições climáticas extremas provocadas pelas alterações globais da temperatura, investigadores estão a estudar as informações genéticas encontradas em mais de 700 espécies de plantas gramíneas.  

Investigadores da universidade norte-americana de Cornell e do departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)estão a estudar a família de plantas Andropogonae, que inclui milho, sorgo e cana-de-açúcar, culturas bastante comuns em todo o mundo e que movimentam a economia agrícola dos países produtores e consumidores destes produtos.

Ao estudar a genética de espécies de gramíneas tão intimamente relacionadas com o milho, o sorgo e a cana-de-açucar, os investigadores serão capazes de extrair genes que abrangem cerca de 1,5 mil milhões de anos de história evolutiva. Com este trabalho, pretendem identificar pares de bases funcionalmente importantes nos genomas que podem sofrer mutação no milho e no sorgo.

“Na natureza, cada geração de plantas enfrenta várias condições climáticas, pelo que, as que sobrevivem a essas variações ambientais extremas, passam os seus genes de resistência às gerações seguintes. Por isso é tão importante estudarmos as gramídeas Andropogonae”, afirmou Ed Buckler, investigador principal do projeto e geneticista do USDA.   

“À medida que tentamos criar culturas mais adaptadas às mudanças climáticas [através de técnicas de PBi-Plant Breeding Innovation], poderemos aproveitar essa enorme quantidade de tempo evolutivo e história genética que não conseguimos identificar apenas analisando uma espécie”, acrescentou.

Estas informações genéticas, garantem os investigadores, ao permitirem a criação de culturas de milho e de sorgo mais resistentes às alterações climáticas, permitem também que os agricultores aumentem os seus ganhos e tenham menos perdas.

Veja AQUI a versão integral (em inglês) desta notícia no Cornel Chronicle, o jornal diário da Universidade de Cornell.