OGM | Não, não é verdade

plant-tube-sq

Uma breve consulta ao site GMO Answers revela que o desconhecimento dos consumidores sobre tudo o que respeita aos alimentos transgénicos ainda é grande. Desde a tecnologia utilizada aos produtos realmente disponíveis no mercado, as crenças, os mitos e as inverdades sobre as culturas geneticamente modificadas continuam a “dar mais cartas” do que a ciência. Não acredita? Veja estes quatro exemplos.

 

Arroz dourado não está à venda

A maioria das pessoas já deverá ter ouvido falar do  arroz dourado (golden rice, em inglês), desenvolvido pela primeira vez na passagem de milénio, causando um enorme impacto nas notícias. Talvez por isso muitas pessoas pensem que este produto biofortificado já é comercializado, mas não. Estamos em 2019 e ainda não está disponível. As razões são várias, mas a principal é a oposição “cega” e infundada de grupos ativistas.

De salientar que o arroz dourado foi apresentado no ano 2000 por Ingo Potrykus, Professor do Institute of Plant Sciences do Swiss Federal Institute of Technology (ETH), de Zurique, como “um excelente exemplo de engenharia genética de plantas” e como uma solução para um problema nutricional (carência de vitamina A), que afeta milhares de crianças nos países menos desenvolvidos. Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde, cerca de 670 mil crianças com menos de cinco anos morrem anualmente por não ingerirem vitamina A suficiente e entre 250 mil e meio milhão ficam cegas devido a esta deficiência.

Não existe trigo nem tomate transgénico

Contrariamente ao que muitas pessoas pensam, não existe trigo geneticamente modificado em mercado nenhum do mundo.  E também não há hoje tomate transgénico à venda; já houve, na década de 90, mas apenas por três anos. O tomate Flavr Savr, criado para ser menos perecível, acabou por ser retirado do mercado por causa do seu insucesso junto dos consumidores.

Uvas e melancia sem sementes não são OGM

Estávamos tão habituados a encontrar apenas frutas com sementes que quando as frutas sem sementes invadiram o mercado, muitas pessoas começaram logo a pensar que só poderiam ser resultado da modificação genética. Não é verdade. Embora toda a nossa comida seja geneticamente modificada (através da seleção natural, mas esta já seria outra conversa), as melancias sem sementes e as uvas sem grainha que encontramos atualmente à venda não são modificadas da mesma maneira que um OGM.

De resto, passada a desconfiança inicial, parece haver agora uma maior adesão dos consumidores às frutas sem sementes.

Os transgénicos não estão proibidos na Europa

Ao contrário da crença popular, os transgénicos não estão banidos em toda a Europa. Não só são cultivados em alguns países e com bastante sucesso –  veja-se neste relatório de Graham Brookes os casos de Portugal e Espanha -, como o seu cultivo está a ser seriamente considerado por agricultores de outros países europeus.

De referir que, apesar de haver grandes entraves à produção de OGM, a verdade é que a Europa importa vastas quantidades de culturas GM, como soja para ração animal.

Siga o CiB no Twitter, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

 

 

 

Anúncios

Manifesto |Para uma Europa mais “biotecnológica”

EuropaBio Manifesto
Este conteúdo é parte do “Manifesto da Indústria de Biotecnologia 2019”, da EuropaBio

No dia 2 de julho, quando o “novo” Parlamento Europeu se reuniu para a sessão inaugural, em Estrasburgo, a EuropaBio publicou o seu Manifesto da Indústria de Biotecnologia 2019, convidando os decisores políticos da UE a abraçarem a ambição de construir uma Europa mais saudável. mais eficiente em termos de recursos e mais aberta à aplicação da biotecnologia, em especial na agricultura.

O documento apela também à promoção da ciência e inovação, através da tomada de decisões políticas baseadas na ciência e não em mitos e medos infundados.

Siga o CiB no Twitter, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

Relatório | Soluções para enfrentar os três maiores desafios atuais

July 2019 6

Alimentar 10 mil milhões de pessoas de maneira sustentável até 2050 exige a aplicação de medidas urgentes para solucionar três grandes problemas: aumentar a produção de alimentos (em 56%), ocupar mais área de terra com culturas agrícolas (são necessários mais 593 milhões de hectares) e reduzir a emissão de gases com efeito de estufa (cerca de 12 toneladas).

O novo relatório do World Resources Institute (WRI) diz como. Uma das soluções apresentadas é o investimento nas novas técnicas de melhoramento de plantas, como a edição de genomas.

Siga o CiB no Twitter, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

Bangladesh | Beringela Bt permite produção seis vezes maior do que a variedade convencional

beringela

No Bangladesh, a beringela é das culturas mais importantes para a agricultura de subsistência, mas antes da aprovação, no País, do cultivo da Beringela Bt, uma variedade geneticamente modificada, os agricultores perdiam uma boa parte da produção por causa de uma larva de inseto que pode destruir 45% de uma colheita. Com a beringela geneticamente modificada, a produtividade aumentou seis vezes.

Os agricultores de subsistência no Bangladesh ganham a vida produzindo e vendendo beringela. A maior ameaça à sua produção é uma larva de inseto que tem a capacidade de destruir metade de uma plantação.

Para combater a praga, os agricultores necessitavam de aplicar brandes quantidades de inseticidas, fazendo entre 80 a 100 pulverizações por estação, o que equivale a uma aplicação a cada dois dias durante três meses.

Mas desde que, em 2014, os decisores políticos alteraram a legislação, permitindo a produção da Beringela Bt – uma variedade geneticamente modificada que produz uma proteína natural tóxica unicamente para a praga-, esse cenário começou a mudar para melhor. Os agricultores não só reduziram substancialmente a utilização de agroquímicos como viram aumentar os seus ganhos seis vezes mais, o que deitou totalmente por terra as alegações de que no Bangladesh a beringela Bt foi um fracasso.

Ouça o testemunho do agricultor e líder da organização Farming Future Bangladesh, Arif Hossein, em mais um podcast do investigador Kevin Folta, da Universidade da Flórida, EUA.

Siga o CiB no Twitter, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

Transgénicos | Ativistas anti-OGM comprometem segurança alimentar em África com mentiras sobre culturas GM

 

agricultura em áfrica
Créditos da imagem: Pablo García Saldaña

Grupos de ativistas contra as culturas geneticamente modificadas, como a Greenpeace e outros, têm vindo a disseminar falsidades sobre os alimentos transgénicos. O alerta foi feito pela bióloga molecular sul-africana Jennifer Thomson, investigadora na Universidade da Cidade do Cabo.

 

Num episódio da série de podcasts chamada Talking Biotech, da autoria do cientista Kevin Folta, da Universidade da Flórida, EUA, a investigadora e bióloga molecular sul-africana da Universidade do Cabo Jennifer Thomson afirma que África tem o máximo a ganhar com a biotecnologia na agricultura, no entanto, alerta, os agricultores e os consumidores desse continente estão a ser altamente prejudicados por não terem acesso a grande parte das culturas geneticamente modificadas (GM).

Segundo a especialista, é essencialmente por razões políticas que se está a negar aos produtores agrícolas africanos esse acesso. Não são questões científicas e como prova disso apresenta o exemplo do que está a acontecer em muitos laboratórios africanos, onde se desenvolvem variedades de culturas GM resistentes a pragas e outras com mais vitaminas dos que as variedades convencionais. O problema, diz, é que essas experiências estão exclusivamente confinadas aos laboratórios onde se faz investigação, não sabendo prever quando ou se virão algum dia a ser cultivadas em plantações não experimentais e comercializadas.

Para Jennifer Thomsom, a resistência à biotecnologia reside, em boa medida, às “mensagens falsas” transmitidas por grupos norte-americanos e europeus anti-OGM, como a Greenpeace e outras influentes. Mensagens como “os alimentos transgénicos provocam cancro e infertilidade”, lamenta a investigadora, além de mentirosas, prejudicam as pessoas que mais poderiam beneficiar das vantagens da implementação da biotecnologia na agricultura.

jennifer Thomson
Jennifer Thomsom

De recordar que não é a primeira vez que os grupos ativistas anti-OGM são desmentidos por cientistas. Em 2016, por exemplo, 110 investigadores galardoados com o Prémio Nobel acusaram a Greenpeace e outras de cometer um crime contra a humanidade. Numa carta tornada pública, os subscritores afirmaram que estas organizações “apresentaram os transgénicos de forma incorreta, incluindo seus riscos, benefícios e impactos, e apoiaram a destruição criminosa de plantações aprovadas para testes e pesquisas.”

O texto pedia à Greenpeace que “reconhecesse as conclusões das instituições científicas competentes” e “abandonasse a sua campanha contra os organismos geneticamente modificados em geral e o arroz dourado em particular.” Os investigadores mencionaram vários estudos publicados nos últimos anos que mostram que as plantações de alimentos transgénicos são seguras e não muito diferentes das plantações normais.

Ouça aqui o podcast com a entrevista de Kevin Folta a Jennifer Thomsome siga o CiB no Twitter, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

Alimentação |Uma reportagem onde a ciência é quem fala mais alto

revista Visão

“Numa altura em que a Humanidade enfrenta alguns dos maiores desafios à sua subsistência, como as alterações climáticas, a poluição dos solos e a escassez de água, só a tecnologia alimentar poderá garantir a sobrevivência dos dez mil milhões de seres humanos que habitarão a Terra em 2050”.

O lead é um excerto da reportagem da jornalista Sara Sá, A sustentável comida do laboratório, tema de capa da última edição da revista Visão.  No panorama da imprensa nacional, é exemplo raro este trabalho, que faz valer a abordagem científica em detrimento de mitos e fakenews sobre as “velhas” tecnologias de melhoramento de plantas e animais (como os OGM) e as “novas” tecnologias (como a edição de genoma). Mitos e fakenews repetidamente  propagados, apesar de sustentados em medos infundados e interesses que não são tão “verdes” quanto querem parecer.

O que este trabalho reporta não é uma premonição catastrófica do futuro da alimentação. Reporta o presente em alguns países que têm uma legislação favorável ao uso da biotecnologia nos alimentos e reporta um futuro alimentar otimista, justamente graças a tecnologias de edição de genoma o CRISPR-Cas 9, que a União Europeia decidiu equiparar aos Organismos Geneticamente Modificados, sujeitando-as à mesma legislação restritiva de 2001.

De errado, apenas as imagens que acompanham a reportagem: as seringas e ferramentas afins utilizadas no peixe e no tomate não ilustram a realidade. É que não têm mesmo nada a ver. Fora as imagens, esta é uma reportagem para ler, reler e difundir nas redes sociais.

Vídeo | Novas Técnicas de Melhoramento na Feira de Agricultura

PF na TV FNA2019 

FNA2019 TV   via

Pedro Fevereiro, Presidente do CiB, fala das Novas Técnicas de Melhoramento das Plantas e como podem elas beneficiar a agricultura portuguesa, tema de um seminário  promovido pelo CiB, em parceria com a CAP e a Embaixada dos EUA em Portugal, no dia 11 de junho, na Feira Nacional de Agricultura.

Descoberta | Fungo geneticamente modificado mata 99% dos mosquitos da malária

fungo malária

Num estudo feito no Burkina Faso, os investigadores garantem que um fungo geneticamente modificado pode matar 99% dos mosquitos transmissores da malária.

Investigadores da Universidade de Maryland, nos Estado Unidos da América, e do Instituto de Investigação em Ciências da Saúde, no Burkina Faso, identificaram pela primeira vez um fungo, designado Metarhizium Pingshaense, que infeta o mosquito Anopheles, o principal transmissor da malária em África.

O fungo foi geneticamente modificado para produzir a toxina encontrada no veneno de uma espécie de aranha-funil da Austrália e os resultados dos testes mostraram que 99% dos mosquitos morreram em 45 dias. Citado pela BBC News, Raymond Leger, um dos cientistas da Universidade de Maryland envolvidos no estudo, afirmou que os fungos Metarhizium Pingshaense “são muito maleáveis, sendo possível manipulá-los geneticamente com muita facilidade.”

As instruções genéticas para fabricar a toxina da aranha foram adicionadas ao código genético do fungo, de modo a produzir a toxina para o mosquito. Como explicou o investigador, “uma aranha usa as suas presas para perfurar a pele e injetar as toxinas. Substituímos as presas de aranha pelo fungo metarhizium”.

Os resultados da investigação e dos testes laboratoriais, publicados na revista Science, mostraram que o número de mosquitos aumentou quando não foi usado o fungo modificado. Contudo, recorrendo ao fungo da toxina de aranha, dos iniciais 1.500 mosquitos, no final dos testes, após 45 dias, existiam apenas 13. Mas, afiançam os investigadores, “o objetivo do estudo não é provocar a extinção do mosquito da malária”, é, sim, “ajudar a controlar a propagação da doença”.

A malária é uma doença infeciosa causada pelo parasita do género plasmodium que mata mais de 400 mil pessoas por ano. Transmite-se às pessoas pela picada do mosquito do género anófheles e os sintomas mais comuns são febre, fadiga, vómitos e dores de cabeça.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertou que os casos de malária estão a aumentar nos dez países africanos mais afetados, porque os mosquitos estão a tornar-se resistentes a inseticidas.

Mais detalhes no estudo original, em inglês.

Siga o CiB no Twitter, no Facebook e no LinkedIn

Edição de genoma | 15 ministros da Agricultura europeus defendem alteração legislativa

 

foto seminário santarém

Os signatários da Declaração de Posicionamento “Regulamentar a edição do genoma como OGM tem consequências negativas para a agricultura, sociedade e economia” obtiveram um resultado positivo do Conselho AgriFish. Um passo em frente significativo, se comparado com os resultados de reuniões anteriores de regulamentação dos Organismos geneticamente modificados a nível da UE.

No âmbito de uma campanha para salvaguardar a edição de genoma para uma agricultura e produção de alimentos sustentável, alguns países da União Europeia assinaram a Declaração de Posicionamento “Regulamentar a edição do genoma como OGM tem consequências negativas para a agricultura, sociedade e economia”, a qual foi levada a discussão na última reunião do Conselho AgriFish.

O Conselho reúne mensalmente os ministros que tutelam a agricultura e pescas de cada Estado-Membro da União Europeia e, na reunião de 14 de maio, um grande número de países recebeu positivamente a proposta holandesa do Conselho AgriFish de apelar à nova Comissão para abordar a adequação do quadro legislativo europeu para os OGMs no contexto de novas técnicas de reprodução, como a edição de genes.

A proposta holandesa afirmava que todos os Estados membros beneficiariam de uma abordagem conjunta e compartilhada. Quinze ministros da agricultura defenderam um novo quadro legislativo. O documento holandês não contém propostas concretas de mudanças na legislação, mas tem como principal objetivo a inclusão da questão no programa de trabalho da Comissão.

O ministro francês da Agricultura declarou que estava à espera de uma decisão do seu próprio Conselho de Estado, que ainda precisa de implementar a decisão do Tribunal de Justiça Europeu no caso iniciado no Conselho de Estado por uma coalizão de ONGs.

A proposta colheu também o apoio de Portugal, Espanha, Itália, Finlândia, Estónia e Eslovénia.

Este resultado representa um progresso significativo, se comparado com os resultados de reuniões anteriores de regulamentação dos OGM a nível da UE.

 

Siga o CiB no Twitter, no Facebook e no LinkedIn

 

Seminário | Edição de genoma em debate na Feira Nacional de Agricultura

foto seminário santarém 2

As Novas Técnicas de Melhoramento de plantas, como a edição de genoma, vão marcar a manhã do dia 11 de junho na Feira Nacional de Agricultura, em Santarém. Para além de investigadores e agricultores portugueses e espanhóis, o seminário “Poderá a agricultura portuguesa usufruir das Novas Técnicas de Melhoramento?”, promovido pelo CiB em parceria com a CAP, contará com a presença do reputado economista agrícola britânico, Graham Brookes, para apresentar e comentar o relatório da sua autoria “Vinte e um anos de milho resistente a insetos (GM) em Espanha e Portugal – contribuições agrícolas, económicas e ambientais.”

 

Pela primeira vez na história da Feira Nacional de Agricultura, as Novas Técnicas de Melhoramento de plantas, entre as quais a edição de genoma, vão ser tema em discussão na 56ª edição do evento, que decorre entre 8 e 16 de junho.

Na manhã do dia 11 de junho, a sala Scalabis do Centro Nacional de Exposições, em Santarém, vai acolher dezenas de investigadores e agricultores nacionais e espanhóis para discutirem os aspetos científicos, técnicos e regulatórios da edição de genoma e das suas aplicações na agricultura no Seminário “Poderá a agricultura portuguesa usufruir das Novas Técnicas de Melhoramento?”, promovido pelo CiB-Centro de Informação de Biotecnologia em parceria com a CAP-Confederação dos Agricultores de Portugal.

A intervenção da investigadora espanhola Pilar Cubas sobre os aspetos científicos da edição do genoma e a ciência por trás das Novas Técnicas de Melhoramento irá abrir este encontro, que contará também com as intervenções da adida para a agricultura da Embaixada dos Estados Unidos em Espanha e Andorra, para falar dos aspetos regulatórios da edição de genoma.

Para perspectivar o impacto que poderá ter o uso das novas tecnologias de melhoramento na agricultura em Espanha e em Portugal, estarão presentes como oradores o agricultor espanhol Pedro Gallardo, presidente da ALAS-Aliança para uma Agricultura Sustentável e vice-presidente da ASAJA- Associação Agrária de Jovens Agricultores, e o agricultor português José Palha, presidente da ANPOC-Associação Nacional de Produtores de Cereais e Diretor da CAP-Confederação dos Agricultores de Portugal.

Um dos momentos mais esperados deste evento será a intervenção do economista agrícola britânico Graham Brookes, que irá apresentar e comentar as conclusões do relatório da sua autoria “Vinte e um anos de milho resistente a insetos (GM) em Espanha e Portugal – contribuições agrícolas, económicas e ambientais.”

Este estudo inovador avalia os impactos económicos e ambientais do milho Bt, geneticamente modificado (GM) resistente a insetos, na Península Ibérica, desde 1998, altura em que foi semeado pela primeira vez em Espanha. Desde então, cerca de 1,65 milhão de hectares foram semeados com milho com esta caraterística, o que resultou num aumento acumulado no rendimento dos agricultores de mais de 285,4 milhões de euros. Segundo os cálculos de Graham Brookes, “por cada euro extra gasto com as sementes GM em relação às sementes convencionais, os agricultores ganharam um adicional de 4,95 € em rendimento extra.”

dryland-ag-day-tribune-photo

No relatório pode ler-se que a tecnologia utilizada reduziu a pulverização de inseticidas em 678.000 kg de ingrediente ativo (−37%) e, como resultado, diminuiu o impacto ambiental associado ao uso de inseticidas nessas culturas (em 21%, medido pelo indicador, o Quociente de Impacto Ambiental-EIQ).

Ainda segundo o economista agrícola britânico, a tecnologia também permitiu reduzir o consumo de combustível, o que também resultou na redução da libertação de emissões de gases de efeito estufa da área de cultivo de milho transgénico e contribuiu para a economia de recursos hídricos escassos.

A participação neste evento é sujeita a inscrição prévia ou a confirmação de presença por telefone ou email (abaixo indicados).

Programa

9h00 – Abertura

09h15 – 11h00: 1ª Sessão – Aspetos científicos, regulatórios e económicos

09h15 – 09h55: Aspetos científicos da edição de genoma e a ciência por trás das Novas Técnicas de Melhoramento – Pilar Cubas, investigadora do CNB – Centro Nacional de Biotecnologia | Genética Molecular Vegetal (Madrid)

09:55 – 10:35: Apresentação e discussão do relatório “Twenty one years of using resistant (GM) maize in Spain and Portugal: farm level, economic and environmental contributions of GM crops food” (“Vinte e um anos de utilização de milho resistente a insetos (GM) em Espanha e Portugal:  contribuições agrícolas, económicas e ambientais das culturas e alimentos GM” – Graham Brookes, economista agrícola, diretor da PG Economics (UK)

10:35 – 10:55: Aspetos regulatórios da edição de genoma – Jennifer Clever, adida para a agricultura da Embaixada dos Estados Unidos em Espanha e Andorra

10:55 ­- 11:10: Discussão

11:10 – 11:40: Pausa para café

11h20 – 13h00: 2ª sessão – As aplicações das Novas Técnicas de Melhoramento na perspetiva dos agricultores

11:40 – 12:10: A realidade em Espanha – Pedro Gallardo, agricultor e Presidente da ALAS-Aliança para uma Agricultura Sustentável, vice-Presidente da ASAJA- Associação Agrária de Jovens Agricultores (Espanha)

12:10 – 12:40: A realidade em Portugal – José Palha, Agricultor, Presidente da ANPOC-Associação Nacional de Produtores de Cereais e Diretor da CAP-Confederação dos Agricultores de Portugal

12:40 – 13:00: Discussão

13:00 – 13:10: Encerramento

 

Local do seminário:

CNEMA-Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas

Quinta das Cegonhas

2001-904 Santarém

 

Para informações adicionais e confirmação de presença, por favor contactar:

Carla Amaro

Gabinete de Comunicação | Communication Office

CiB – Centro de Informação de Biotecnologia, Portugal
E-mail – gabcom@cibpt.org

Tel. +351 21 446 9768 // +351 91 266 3482

Website || Blog || Twitter || Facebook