Arquivo da categoria: Biotecnologia Geral

Livro Gratuito | Sim aos OGM! Para nós e para o ambiente

Livro - Yes to GMO

Livro Gratuito
Sim aos OGM! Para nós e para o ambiente

O livro “Yes to GMOs! For us and the environment”, dos autores Borut Bohanec & Mišo Alkalaj, aborda as questões relacionadas com os Organismos Geneticamente Modificados e a sua importância para os seres humanos, a agricultura e para o ambiente, tais como:

  • Como os OGM estão distribuídos pelo mundo?
  • Como a genética protege as culturas contra pragas, fungos e doenças provocadas por bactérias e vírus?
  • Como as plantas podem tornar-se resistentes ao frio e necessitar de menos fertilizantes?
  • Como as plantas e os animais podem produzir medicamentos?
  • Como as alergias alimentares podem tornar-se algo do passado?

E ainda:

  • Porquê que estas maravilhosas conquistas são mantidas em segredo?

DOWNLOAD GRATUITO

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VIDEO da TEDxL do autor Borut Bohanec
“GMO controversies – science vs. public fear”

 

 

 

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Opinião – As dez mentiras sobre os OGM

As dez mentiras sobre os OGM - Por Marcel Kuntz 2017

As dez mentiras sobre os OGM

Por Marcel Kuntz*

Os Dicionários Oxford elegeram “pós-verdade” (traduzido do Inglês “post-truth”) como a “Palavra do Ano” de 2016. A expressão “pós-verdade” é definida como “relacionar ou salientar circunstâncias em que os apelos à emoções ou crenças pessoais são mais importantes na formação da opinião pública do que os factos objectivos”. Os Dicionários Oxford comentam que “nesta era de pós-verdades políticas, torna-se fácil escolher os dados que mais convêm e induzir as conclusões pretendidas”. Os autores parecem aludir ao referendo sobre o Brexit e às eleições presidenciais dos Estados Unidos da América e, provavelmente, a outros governos qualificados como “populistas”.

Contudo, esta definição de “pós-verdade” aplica-se também ao que se tem passado nos últimos 20 anos no domínio científico e tecnológico.

Proponho ilustrar a minha tese usando como exemplo os “OGM” e as 10 “melhores” pós-verdades que lhes são, muitas vezes, associadas.

1 – A primeira não é literalmente uma “pós-verdade”, mas sim a demonstração de uma imaginação sem limites da União Europeia, quando se trata de implementar uma legislação tão absurda como contra produtiva. Em 1990, os Estado Membros criaram o conceito de “OGM” [a sigla para Organismos Geneticamente Modificados]. A Directiva enumera todos os métodos que permitem o melhoramento das características de um organismo (por exemplo, uma planta) para responder às necessidades do Homem (por exemplo, necessidades agrícolas), para depois os excluir de todos nos anexos desta mesma Directiva. Todos, excepto uma técnica, a mais recente, sobre a qual passarão a pesar, sem prova de uma qualquer necessidade científica, restrições associadas a avaliações complexas e dispendiosas. Devemos, portanto, ter presente que um OGM é legalmente definido pelo método da sua obtenção e não pelas suas propriedades, o que seria mais relevante e adequado.

2 – Para mim, a melhor demonstração da “pós-verdade” sobre os OGM é a afirmação de que estes são estéreis. Este mito advém de uma extrapolação abusiva: das patentes que descrevem abordagens para a produção de sementes estéreis. No entanto, no terreno, nenhuma cultura é estéril nesta categoria regulamentar de “OGM”.

3 – A “pós-verdade” não necessita de ser coerente: estas alegações de esterilidade estão em manifesta contradição com outras que afirmam que os OGM vão disseminar-se por todo o lado. É, portanto, preciso escolher entre: os OGM são “estéreis” ou são “invasivos”! Na verdade, nenhum dos casos é verdadeiro.

4 – O agricultor deixaria de ter o direito de voltar a semear uma parte da sua colheita por causa das patentes. Este argumento permitiu aos opositores mobilizar uma parte da Sociedade Civil contra os OGM dramatizando a temática da “propriedade” das sementes, e do “controlo da nossa alimentação”. No entanto tudo isto é falso: de facto, a legislação Europeia sobre as patentes associadas a descobertas biotecnológicas permite ao agricultor produzir sementes para uso próprio (ver a Directiva Europeia 98/44/EC e o artigo 14 do regulamento (CE) n° 2100/94).

5 – Uma mentira relacionada com a anterior é a de que um agricultor poderia ser forçado a pagar direitos sempre que um OGM germina, por acaso, na sua propriedade. Na realidade, em nenhum país um agricultor pagou direitos, se vestígios de OGM foram detectados no seu campo, por exemplo, como consequência de uma polinização acidental proveniente de um campo vizinho. Este mito foi construído em torno do agricultor canadiano Percy Schmeiser. Os lobbies anti-OGM exploraram habilmente a narrativa sobre o “pequeno bom agricultor” (David) e a “grande maléfica multinacional” (Golias) no seguimento de um processo judicial da Monsanto contra Scheimer. Na realidade, a justiça canadiana estabeleceu que esse agricultor tentou deliberadamente apropriar-se de sementes sem pagar os direitos devidos, de acordo com a legislação canadiana.

6 – Os OGM seriam uma farsa, pois não aumentariam as produtividades. Convém salientar que estes organismos foram melhorados sobretudo para evitar perdas de produtividade causadas por insectos herbívoros ou por ervas daninhas. A realidade é que cerca de 18 milhões de agricultores de 26 países (incluindo 19 países em desenvolvimento) escolheram livremente utilizar variedades GM (o que não é o caso da maioria dos agricultores dos países europeus).

7 – Existiriam estudos que teriam demonstrado a existência de efeitos tóxicos dos OGM na alimentação. Se fosse o caso e sabendo que numerosos países usam OGM para alimentar o seu gado desde 1996, tal teria sido constatado pelos criadores de gado e veterinários há muitos anos atrás. Para perceber as manipulações efectuadas sobre este assunto, basta examinar as fotografias disseminadas pelo investigador e activista Séralini em Setembro de 2012: todo o mundo viu na internet as fotos de ratos com tumores monstruosos. Serão eles uma prova? Vejamos as fotos com mais detalhe: um rato terá sido alimentado com um OGM, outro com um herbicida e o terceiro terá sido alimentado com OGM e com o herbicida (durante 2 anos, tempo superior à expectativa da sua média de vida). Mas, onde estão os ratos controlo ou testemunhas (sem terem consumido OGM ou sem terem ingerido o herbicida)? Os ratos controlo nunca foram mostrados pelo seguinte motivo: também tinham tumores, simplesmente, porque esta linhagem de ratos desenvolve tumores quando começa a envelhecer.

8 – Outra “pós-verdade”: não se sabe nada sobre os insecticidas produzidos pelos OGM. De facto, algumas culturas (como o milho MON810, que obteve autorização Europeia em 1998) foram melhoradas para produzir internamente uma proteína com efeitos extremamente específicos contra certos insectos herbívoros (as brocas no caso do milho). O mesmo princípio activo combate igualmente as pragas de insectos na agricultura (inclusive na agricultura biológica) e na jardinagem, neste caso através da pulverização. E isto há seis décadas! Sem que se tenha detectado qualquer problema!

9 – Induzirão os OGM o desenvolvimento de “super” ervas daninhas? De facto, se se utilizar o mesmo herbicida (ou qualquer outro produto) ano após ano, serão selecionadas populações tolerantes a esse herbicida nas plantas-alvo. Nada de novo, nem específico quando se utilizam OGM. É o que acontece com todos os herbicidas utilizados. O problema advém de uma má gestão agrícola destes procedimentos e não do facto de se utilizar, ou não, uma variedade considerada dentro da categoria jurídica “OGM”.

10 – Os OGM não seriam suficientemente estudados ou seriam estudados apenas pelas empresas. De facto, as avaliações impostas pela presente legislação Europeia são desproporcionadas e continuam a ser cada vez mais exigentes, sem razão científica. Independentemente das empresas, a investigação pública em muitos países realizou estudos em todos os domínios (nomeadamente nas áreas da saúde e do ambiente). Foram efectuados milhares de estudos. Um dos exemplos são os estudos toxicológicos levados a cabo pelo projecto europeu GRACE, cuja execução foi especificamente solicitada pela Comissão Europeia. Estes estudos demonstram não existir justificação para qualquer tipo de alarmismos.

A “pós-verdade” usa uma estratégia deliberada, infelizmente muitas vezes com sucesso, aplicada em muitos domínios técnicos, desde a Biologia (as biotecnologias verdes como os OGM, mas também as vacinas), à Química (os pesticidas são um grande clássico dos apregoadores do medo) ou ainda à Física (especialmente no domínio da energia). O ponto comum? O desejo de introduzir areia na engrenagem da economia por alguns activistas políticos. Ou explorar temores demagógicos. Ou retirar empresas concorrentes do mercados. Estas três vertentes aparecem muitas vezes associadas. De facto a “pós-verdade” é uma das maiores ameaças actuais à democracia.

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* Marcel Kuntz – Formado em Biologia, Director de investigação do CNRS, Professor na Universidade Grenole-Alpes (UGA), especialista em biotecnologias agrícolas. Desenvolve também trabalho sobre as relações entre ciência e sociedade, numa perspectiva histórica.

Artigo disponível em Polaco e em Francês

 

 

Vídeo | Biólogo explica CRISPR a pessoas com 5 níveis diferentes de conhecimento

Biologist explains CRISPR - 5 people

VÍDEO
Biólogo explica CRISPR a pessoas
com 5 níveis diferentes de conhecimento

O Biólogo Neville Sanjana conversa com cinco pessoas com níveis de conhecimento diferente (desde criança com 7 anos a especialista) sobre a técnica de edição de genoma CRISPR.

Neville Sanjana é investigador da Universidade de Nova Iorque e do Centro de Genoma de Nova Iorque.

A Wired divulga informação sobre tecnologia e inovação e de que forma influenciam o dia-a-dia da vida das pessoas, desde a cultura, os negócios, a ciência, a industria e o design.

 

Recomendações EASAC | Edição de Genoma

Genome Editing EASAC - Mar2017

Recomendações
– Edição de Genoma em plantas, animais,
microrganismos e pacientes –

Comunicado CiB – 10 Abril 2017

Um relatório com recomendações sobre a Edição de Genoma foi publicado, no final de Março de 2017, pelo Conselho Consultivo das Academias Europeias de Ciências (EASAC). O relatório Edição de Genoma: Oportunidades Científicas, interesses públicos e opções políticas na UE dirige-se principalmente a decisores políticos da União Europeia (UE) e fornece recomendações sobre a abordagem relativa à aplicação da Edição de Genoma em plantas, animais, microrganismos e pacientes.

 

O QUE É A EDIÇÃO DE GENOMA?
A Edição de Genoma refere-se à modificação intencional de uma sequência de DNA específica, pré-seleccionada, existente num determinado ser vivo. Esta tecnologia está a aumentar o conhecimento sobre as funções biológicas dos seres vivos e a revolucionar a investigação científica. Esta nova e poderosa ferramenta tem potencial para ser utilizada em diferentes áreas de aplicação: saúde humana e animal, agricultura e alimentação e bioeconomia. Contudo, associadas às perspectivas dos benefícios desta tecnologia, têm sido levantadas questões relacionadas com a segurança e a ética, assim como questões relacionadas com a sua regulamentação.

 

Segundo Pedro Fevereiro (presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia, investigador e professor de Biotecnologia Vegetal), “as técnicas de Edição de Genoma possibilitam aos investigadores modificar um sequência precisa do DNA, criando modificações específicas, as quais permitem melhorar as características dos seres vivos sem que seja necessária a integração de DNA estranho. Esta tecnologia vai revolucionar os métodos de melhoramento vegetal e animal e auxiliar a cura e prevenção de doenças em humanos.”

O EASAC destacou que os decisores políticos devem assegurar que a regulamentação para a Edição de Genoma deve ter por base factos científicos, considere os benefícios, assim como os riscos hipotéticos e que seja proporcional, e suficientemente flexível, para abarcar os futuros avanços da ciência e da tecnologia.

O EASAC considera que o aumento da precisão, actualmente possível através da edição de genoma, representa uma grande mudança na investigação e na inovação. Neste contexto, destacam-se algumas das suas recomendações em relação a diferentes áreas:

PLANTAS
Os reguladores devem confirmar que os produtos de edição de genoma, quando não contêm DNA de outros organismos, não sejam considerados na legislação sobre Organismos Geneticamente Modificados (OGM). A regulamentação seja específica para os produtos / características agrícolas, em vez de se focar na tecnologia através da qual se concretiza a sua obtenção.

ANIMAIS
O melhoramento de gado para pecuária deve ser regulamentado tal como é proposto para o caso do melhoramento de plantas, ou seja, a regulamentação deve ser específica para as características e não para a tecnologia.

DIRECCIONAMENTO GENÉTICO
As aplicações genéticas para o controlo de vectores e outras modificações de populações-alvo no meio selvagem (por exemplo, para insectos vectores de doenças) oferecem oportunidades potenciais significativas para ajudar a enfrentar grandes desafios de saúde pública e de conservação.

MICRORGANISMOS
A Edição de Genoma em microrganismos não levanta novas questões para o quadro regulamentar e está actualmente sujeita a regras estabelecidas para utilização confinada e para libertação deliberada de OGM. Dado o potencial da sua aplicação, incluindo em produtos farmacêuticos, biocombustíveis, biosensores, bioremediação e cadeia alimentar, é importante considerar a sua aplicação no contexto da estratégia da União Europeia para a Inovação e Bioeconomia.

CÉLULAS HUMANAS
Investigação básica e clínica é necessária na edição de genoma em células humanas e deverá ser sujeita a regulamentação legal e ética e a práticas padronizadas. A aplicação clínica deverá ser rigorosamente avaliada dentro dos quadros regulamentares e considerar o consenso societal em relação a questões de relevância científica e ética, de segurança e de eficácia.

 

O Conselho Consultivo das Academias Europeias de Ciências chamou também a atenção para um aspecto que considera crucial, a “Justiça Global”, uma vez que existe o risco de aumento de desigualdade e tensão entre aqueles que têm acesso aos benefícios das aplicações da Edição de Genoma e aqueles que não têm. Segundo o EASAC, existem evidências de que decisões políticas têm criado dificuldades acrescidas a cientistas, agricultores e políticos de países em desenvolvimento, por exemplo, no caso das culturas geneticamente modificadas. Neste contexto, o EASAC considera vital que os decisores políticos avaliem as consequências de decisões tomadas em países externos à União Europeia. Reformular o actual quadro regulamentar na UE e criar a coerência necessária entre os objectivos internos da UE e a agenda para o desenvolvimento, com base em parcerias e na inovação, são importantes tanto para os países em desenvolvimento como para a Europa.

 

MAIS INFORMAÇÃO

 

 

VÍDEO – Como a CRISPR permite a edição de DNA

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VIDEO Ted
Como a CRISPR permite a edição de DNA

Jennifer Doudna foi uma das inventoras da nova tecnologia CRISPR-Cas9 que permite a modificação de DNA com o objectivo de, por exemplo, ser utilizada no tratamento de doenças com base genética.

Neste vídeo a investigadora explica como descobriu este sistema durante um dos seus projectos de investigação. Parte da CRISPR é a proteína Cas9, que consegue procurar e cortar uma parte do DNA de forma muito específica e com enorme precisão.

A investigadora explica como funciona a CRISPR-Cas9 e aborda as questões éticas que a utilização desta tecnologia pode originar.

Visione o vídeo com legendas em Português.

 

VIDEO | CRISPR – O que precisamos de saber

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VIDEO TED
CRISPR – O que precisamos de saber

 

É possível criar um mamute da pré-história? Ou editar o genoma de um bebé? Ou fazer desaparecer um espécie do planeta que é considerada prejudicial?

Ellen Jorgensen, investigadora, desmonta mitos e explica a realidade sobre a mais conhecida técnica de melhoramento genético da actualidade, a CRISPR.

Para que serve? Como funciona? Porquê é controversa? Quais as implicações da sua utilização?

Visione o vídeo com legendas em Português.

História da Biotecnologia | Novo website

História da Biotecnologia
– Novo website –
Setembro 2016 | Biotech Week

Na Semana Europeia da Biotecnologia / Biotech Week 2016 foi lançado um website ilustrado sobre a a evolução da Biotecnologia ao longo do tempo e desde há 8000 anos: The Evolution of the Revolution – Biotechnology Timeline Celebrating Innovation in Biotechnology

historybiotechnology

 

Carta Aberta – Comunidade Científica pede a UE que condene ataques a cientistas

Carta Aberta ao Presidente do Parlamento UE
Respeito pela independência do aconselhamento científico 
e condenação aos ataques físicos a investigadores

1 Julho 2016 – Actualizada em 11 Julho 2016 | EPSO

Até ao momento, 56 Organizações de Investigação Científica Europeias e Globais e outras entidades subscreverem a carta da Organização Europeia para a Investigação em Plantas (EPSO*), que pede ao Parlamento Europeu que encoraje a sociedade a respeitar a independência do aconselhamento científico e a condenar ataques físicos a cientistas.

O CiB – Centro de Informação de Biotecnologia assinou, dando o seu total apoio a esta iniciativa.

A carta original de 1 de Julho de 2016 foi assinada por 35 Organizações  Científicas Europeias.

CartaAbertaEPSO-updated-11july2016

CARTA ABERTA

Organizações de investigação Europeias
pedem ao Parlamento Europeu  
para encorajar a sociedade a respeitar o aconselhamento científico independente  e a condenar ataques físicos a cientistas

Ao Presidente do Parlamento Europeu, Senhor Martin Schulz

Estimado Senhor Schulz,

No dia 7 de Junho de 2016, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) em Parma, Itália, recebeu uma encomenda que continha material explosivo endereçado a um cientista que fornece aconselhamento científico independente à EFSA. Este incidente aconteceu depois da entrada forçada e da invasão das instalações da EFSA no ano passado. Os signatários desta carta representam relevantes organizações científicas nacionais e internacionais. Estamos profundamente consternados por estes ataques e enviamos esta carta directamente a si para expressar a nossa preocupação. Estes ataques cobardes não são apenas ataques a cientistas individuais que cumprem o seu dever para com uma agência da União Europeia (UE) e que servem assim os cidadãos da UE, mas são também ataques à nossa sociedade aberta e transparente e ao processo científico e intelectual.

Sentimos que os cientistas apoiados com financiamento público estão a lidar com um número cada vez maior de ameaças na Europa e no resto do mundo. No últimos anos, programas científicos experimentais têm sido atacados em vários locais na Europa, muitos deles a realizar investigação financiada pela UE. Incidentes semelhantes ocorreram nos Estados Unidos da América, nas Filipinas e em pelo menos quatro ataques com ameaça à vida foram concretizados contra investigadores e instituições de investigação na América Latina no último ano. Ameaças a cientistas apoiados por financiamento público são ameaças à sociedade que se apoia em evidências produzidas com independência. Vemos estes ataques como resultado de uma tendência hostil contra a ciência que se está a disseminar  e a inspirar actos extremistas. O que está em causa é a independência da ciência e o seu papel essencial no sistema democrático da concretização da decisão.

Não podemos continuar em silêncio. Estes actos violentos demonstram uma intolerância perigosa à expressão aberta de opiniões de especialistas e do desenvolvimento democrático, social e científico. Acreditamos na razão e no diálogo. Através do nosso trabalho estimulamos a inovação, melhoramentos meios de subsistência, minimizamos impactos ambientais e promovemos um futuro melhor. Além disso, o aconselhamento científico independente é crucial para o debate informado e os processos adequados para a tomada de decisão sobre questões complexas. Estamos convencidos que tais actos de agressão não impedem apenas o progresso, mas também desestabilizam a sociedade e corroem a democracia.

Uma vez  que a EFSA fornece aconselhamento científico independente às instituições da UE e aos Estados Membros, existe a necessidade imediata de agir ao nível da União Europeia. Pedimos que o Parlamento Europeu encoraje a sociedade a respeitar o aconselhamento científico independente e que condene de forma unânime e incondicional os recentes ataques à EFSA, reiterando o seu apoio à investigação científica e que proponha medidas para prevenir ataques específicos a cientistas e/ou a instalações científicas. O progresso científico tem importância fundamental para a sociedade. Esperamos que considere a urgência deste assunto e que o Parlamento Europeu mostre apoio ao sector Europeu das ciências da vida.

CARTA ABERTA – VERSÃO ORIGINAL com 35 entidades signatárias – 1 Julho 2016

CARTA ABERTA – VERSÃO ACTUALIZADA com 56 entidades signatárias – 11 Julho 2016

CARTA ABERTA – VERSÃO ACTUALIZADA NOUTRAS LÍNGUAS

* A Organização Europeia para a Investigação em Plantas (EPSO) é uma organização académica independente que representa mais de 226 institutos de investigação, departamentos e universidades de 30 países na Europa e de outras regiões. A Missão da EPSO é melhorar o impacto e visibilidade da investigação em plantas na Europa.

Vídeo TedX – Ser ou não ser OGM, heis a questão

Vídeo TedX
Ser ou não ser OGM, heis a questão
por Stefan Jansson

A engenharia genética de plantas (culturas geneticamente modificadas – GM ou transgénicas) é um tema controverso para o público em geral, apesar de os dados científicos disponíveis e acumulados desde há décadas indicarem que não existem motivos para a sua utilização ser considerada um risco maior para a saúde ou para o ambiente do que as culturas convencionais – ler mais aqui. Mas a legislação existente em muitos países Europeus proíbe o seu cultivo e a sua utilização (em Portugal é permitido o cultivo de milho bt geneticamente modificado para resistir ao ataque de pragas de insectos da broca). Se existem leis que as proíbem, então é importante definir o que são. Este vídeo explica a evolução da investigação biológica e a forma como a fronteira entre plantas GM e não-GM está a desaparecer.

O autor desta conferência TedX é Stefan Jansson, investigador e professor de biologia de células vegetais e molecular do Centre/Umeå University. A sua investigação inclui estudos sobre como as plantas usam a luz solar na fotossíntese. Utiliza ainda a genética e a genómica para estudar as variações naturais em árvores, em particular para saber como as árvores sabem quando chega o Outono. Jansson pertence à Academia Real das Ciências da Suécia e participa em inúmeros debates públicos sobre utilização de organismos geneticamente modificados (OGM) ou transgénicos.

Revista Science: Descoberta do ano 2015 é CRISPR, poderosa técnica de edição de genoma

Revista Science:
Descoberta do ano 2015 é CRISPR,
poderosa técnica de edição de genoma

Science Magazine

A conceituada revista Science Magazine anunciou que a DESCOBERTA DO ANO 2015 foi a CRISPR, uma poderosa técnica de edição de genoma.

Apesar de a CRISPR já ser investigada há vários anos, em 2015, a Revista Science considerou que esta técnica revolucionária, pois transformou a forma de produzir ciência e despoletou o debate público sobre a sua utilização. A CRISPR permite a elevada precisão na edição do DNA e que os investigadores criem uma nova forma de inserirem um gene em várias populações de seres vivos, como insectos ou outros. Permite também a modificação do DNA de embriões humanos que eleva as esperanças e perspectivas de eliminação de algumas doenças genéticas. Contudo como todas as novas tecnologias revolucionárias, despoleta questões bioéticas relacionadas com a forma como esta tecnologia pode e deve ser utilizada no futuro.

Para saber mais sobre a CRISPR e conhecer as restantes escolhas da Science para o ano 2015 e ver o VIDEO visite o LINK.

 

 

PRRI – Public Research & Regulation Initiative | Iniciativa Pública de Investigação e Regulamentação

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O CiB – Centro de Informação de Biotecnologia é parceiro da PRRI – Public Research and Regulation Initiative | Iniciativa Pública de Investigação e Regulamentação é uma iniciativa organizada desde 2004, ao nível global, por investigadores científicos do sector público que investigam a moderna biotecnologia para o bem comum.

O objectivo do PRRI é promover um fórum de cientistas do sector público para partilharem informações e envolverem-se na regulamentação internacional e nas políticas relacionadas com a moderna biotecnologia.

As principais actividades do PRRI são aumentar a consciência para a necessidade de haver progressos na investigação pública nesta área e promover mais discussão e debate científico biotecnológico ao nível internacional.

10 Out 2015 – Rabiscos com Ciência no Dia Aberto do ITQB – Encontro de Diários Gráficos

Rabiscos Dia Aberto ITQB 2015Rabiscos no Dia Aberto do ITQB – Encontro de Diários Gráficos
10 Outubro 2015 (SÁBADO), Oeiras
Actividade gratuita de inscrição obrigatória!

 

No dia 10 de Outubro de 2015, o Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade Nova de Lisboa (ITQB) abre as suas portas ao público, celebrando o  Ano Internacional da Luz, em mais um Dia Aberto do ITQB, um dia de actividades para todas as idades e visitas aos laboratórios.

Para além daquilo que conseguimos ver, a luz tem aplicações na saúde, na comunicação, na economia, no ambiente e na sociedade. Por outro lado, a ciência é ela própria luz que ilumina a escuridão do desconhecido. Durante este dia, fique a saber um pouco mais sobre os projectos de investigação, converse com os investigadores, experimente ser um cientista. Ajude-nos a mostrar como a ciência é uma luz tem um papel vital nas nossas vidas.

O Dia Aberto é também dia de Rabiscos! Todos os interessados são convidados a DESENHAR durante as actividades disponíveis entre as 10 e as 17h, mas existirão momentos exclusivos para rabiscadores, que necessitam de inscrição prévia até 8 de Outubro:

  1. 13h30  às 14h30 – Visita rabiscada a Laboratório 
  2. 15h às 16h – Visita rabiscada a Laboratório

Não é preciso saber desenhar, basta gostar de o fazer. Iremos oferecer um caderno A6 apropriado para aguarela e uma caneta preta a cada participante. Sugerimos que tragam materiais portáteis para pintar (kit de aguarela, lápis-de-cor, lápis-de-cera ou canetas-de-feltro/marcadores). Os desenhos produzidos no Dia Aberto do ITQB 2015 serão reunidos depois numa exposição online em http://rabiscos.itqb.unl.pt

INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA
Envie um e-mail para cib.gabcomunicacao@gmail.com indicando o NOME, E-MAIL e em qual das visitas rabiscadas prefere participar – 1 ou 2 – NOTA: Nestas actividades específicas poderão participar todas as pessoas com idade superior a 12 anos.

COMO CHEGAR AO ITQB?
Informações sobre como chegar de veículo próprio e de transportes (a 10 minutos a pé da estação de comboio de Oeiras)

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O DIA ABERTO NO ITQB EM:
Website
| Facebook 

ORGANIZAÇÃO
ITQB-UNL
– Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade de Lisboa

Dia Aberto ITQB 2015APOIOS
. CiB – Centro de Informação de Biotecnologia
. European Biotech Week
. Projecto Papiro papirus – Rabiscos e Aguarelas
. Projecto – De quatro em quatro – Cadernos Artesanais
. Foto&Sketchers 2´´. Cascais | Sintra <-> Lisboa

3 Dez 2014 – 3º Encontro Internacional de Genómica de Florestas, Oeiras – Portugal

Forest Genomics Meeting

3º Encontro Internacional de Genómica de Florestas

INSCRIÇÃO é gratuita e OBRIGATÓRIA

3rd Forest Genomics Meeting:
Regulation of genome expression dynamics in forest trees
3 Dezembro 2014 – ITQB/IBET, Oeiras, Portugal

A terceira edição do encontro internacional “Forest Genomics Meeting” (FGM) será realizada em Oeiras, Portugal, no dia 3 de Dezembro de 2014, no auditório do ITQB/IBET, em Oeiras, Portugal.

Este evento é mais uma oportunidade para discutir o estado da arte da floresta e da regulação da expressão génica nas árvores de floresta, cuja investigação é desafiada por alterações contínuas nas condições ontogénicas e ambientais, pois a expressão génica é controlada por redes transcricionais e pós-transcricionais complexas com subsequentes variações fenótipicas.

A 3ª edição do FGM será dedicada ao progresso do conhecimento sobre a regulação da expressão génica, em particular o papel dos factores de transcrição, small RNAs, metilação do DNA e modificações das histonas nas árvores de floresta.

PRAZOS:

Registo online OBRIGATÓRIO – 27 Novembro 2014

Submissão de Abstrats de Comunicações em Poster – 31 Outubro 2014

Mais informações
 Programa, Inscrição e Submissão de Comunicações

http://forestgenomicsmeeting2014.wordpress.com

Novo tecido feito com seda de aranha transgénica

Novo tecido feito com seda de aranha transgénica
EuroNews – 7 Oct 2014

Cientistas japoneses conseguiram criar tecido feito a partir de seda de aranha transgénica. Ou seja, o material foi tecido por bichos-da-seda que receberam um gene de aranha. Os investigadores misturaram proteínas de aranha e de bicho-da-seda. O resultado é um material híbrido muito mais resistente que a seda normal. A investigação está a ser desenvolvida por cientistas do Instituto Nacional de Ciências Agroecológicas, em Tóquio.

Yoshihiko Kuwana é um dos investigadores envolvidos no projeto. “Implantámos o gene da aranha tecedeira em espécies comuns de bicho-da-seda. O objetivo é produzir um novo tipo de seda 1,5 vezes mais resistente do que o fio de seda comum”, disse Yoshihiko Kuwana, investigador da do Instituto Nacional de Ciências Agroecológicas. Resta domesticar as aranhas, o que não é tarefa fácil.

Enquanto os bichos-da-seda estão domesticados há milhares de anos, produzem grandes casulos de seda e são fáceis de criar em ambientes fechados, as aranhas exibem um comportamento mais selvagem. O primeiro problema reside nos hábitos alimentares da espécie, como explica o investigador japonês. “Contrariamente aos bichos-da-seda, as aranhas podem ser canibais, ou seja comem-se umas às outras, por isso é difícil criar grandes quantidades de aranhas. Tentámos colocar duas aranhas na mesma caixa mas no dia seguinte só lá estava uma”, acrescentou o cientista japonês.

O objetivo final da investigação é produzir seda transgénica em larga escala já que o material tem várias vantagens. O fio natural produzido pelas aranhas para traçar as teias é cinco vezes mais forte que um fio de aço do mesmo tamanho. Na área biomédica, esse material poderá ser usado para para fabricar fio de sutura e para reparar tendões e ligamentos. No domínio militar, a seda de aranha pode ser útil para fazer coletes à prova de balas.

Manifesto para a Biotecnologia 2014-2019

BiotechManifesto2014-19

Manifesto para a Biotecnologia 2014-2019

A EuropaBio – Associação Europeia de BioIndustrias publicou um manifesto em defesa dos interesses da biotecnologia na União Europeia para 2014-2019 que se destina aos novos Membros do Parlamento Europeu e aos novos Comissários Europeus. O manifesto exige uma tomada de atenção e uma aposta firme para este sector no qual a Europa está a ficar para trás no panorama internacional.

É destacado o objectivo da biotecnologia como ferramenta utilizada para melhorar a qualidade de vida das pessoas e para resposta aos grandes desafios da sociedade do século XXI: aumentar a eficiência da utilização dos recursos disponíveis, melhorar a segurança alimentar, fazer face às alterações climáticas e enfrentar a necessidade de crescimento económico da Europa.

A biotecnologia está presente na vida do dia-a-dia: na roupa que vestimos, nos produtos para a lavar, nos alimentos, nos medicamentos e no combustível. Tem sido uma área fundamental para a competitividade europeia em inovação e investigação, assim como aumento de crescimento económico, aumento do número de postos de trabalho e criação de empresas.

Actualmente, a Europa corre o risco de ser o centro de investigação mundial que depois não beneficia das vantagens das tecnologias que inventa e disponibiliza ao mundo. A EuropaBio chama desta forma a atenção para que se crie e execute uma acção inteligente para a bioindustria europeia que envolva  todas as fases desde a investigação até ao comércio dos produtos.

Download do Manifesto

 

Livro “Introdução ao Melhoramento Genético Vegetal

jose-ignacio-cubero

Livro
“Introdução ao Melhoramento Genético Vegetal”

O livro em Espanhol “Introducción al a mejora genética vegetal” já na 3ª Edição. José Ignacio Cubero aborda o tema do melhoramento vegetal.
Um comentário da Fundação Antama indica que o texto é de leitura fácil apesar de incluir explicações técnicas sobre a biologia. Aborda os fundamentos da prática do melhoramento vegetal e os métodos que podem ser utilizados, as questões relacionadas com a discussão ligada à utilização da engenharia genética de plantas para produzir culturas transgénicas, às patentes de organismos vivos e os impactos (positivos e negativos) da utilização de tipo de culturas no meio ambiente e a conservação de sementes tradicionais.

LER MAIS

 

 

Lançamento de Observatório de BioEconomia da UE

 

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Comissão lança Observatório da Bioeconomia

14 Fevereiro 2013 – Comissão Europeia

Foi criado pela Comissão Europeia um observatório destinado a efetuar um levantamento dos progressos e avaliar o impacto do desenvolvimento da bioeconomia na União Europeia.

O observatório reunirá dados destinados a acompanhar a evolução dos mercados e a efetuar um levantamento das políticas bioeconómicas da UE, nacionais e regionais, das capacidades de investigação e inovação e da escala dos investimentos públicos e privados conexos. Será coordenado pelo Centro Comum de Investigação, o serviço científico interno da Comissão.

A Comissária Máire Geoghegan-Quinn declarou: «Faz agora um ano que lançámos a nossa estratégia bioeconómica. Actualmente, constatamos que os Estados-Membros aproveitam a oportunidade oferecida pela transição para uma economia pós-petróleo, que se baseia numa utilização inteligente dos recursos provenientes da terra e do mar. É essencial que o façam atendendo às vantagens que daí advirão para o ambiente, a produção alimentar e a segurança energética na Europa, bem como para a sua competitividade futura. Este observatório contribuirá para manter essa dinâmica.»

O observatório, que é um projeto trienal, terá início em março de 2013 com o objetivo de, em 2014, disponibilizar ao público, por intermédio de um portal Web dedicado, os dados por si recolhidos. O observatório apoiará, deste modo, as estratégias bioeconómicas regionais e nacionais que estão a ser desenvolvidas por Estados-Membros da UE.

Para além de proporcionar dados sobre a dimensão da bioeconomia e dos setores que a constituem, o observatório deverá acompanhar diversas medidas relacionadas com o desempenho, designadamente indicadores económicos, de emprego e de inovação, bem como medidas respeitantes à produtividade, ao bem-estar social e à qualidade do ambiente. Além disso, funcionará como «sentinela tecnológica» e «sentinela política», acompanhando o desenvolvimento científico e tecnológico, bem como as políticas relacionadas com a bioeconomia.

A bioeconomia na Europa já representa 2 biliões de euros e 22 milhões de postos de trabalho. A Comissão está a ponderar uma nova parceria público-privada no domínio das bioindústrias para acelerar o desenvolvimento do setor. Espera-se uma decisão em junho de 2013.

O anúncio foi feito pela Comissária numa conferência sobre bioeconomia organizada pela Presidência Irlandesa do Conselho da União Europeia e realizada em Dublin.

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