Biotecnologia | bê-à-bá da edição e modificação genéticas

Live da entrevista ao Professor Pedro Fevereiro, CEO do Laboratoório Colaborativo InnovPlantProtect

Em entrevista ao jornalista Hugo Séneca, da Exame Informática, o biólogo Pedro Fevereiro, presidente da Direção do CiB-Centro de Informação de Biotecnologia, CEO do novo Laboratório Colaborativo InnovPlantoProtec e investigador do ITQB NOVA, explica, de forma simples e acessível a leigos nesta área, como é que as novas tecnologias genómicas de melhoramento de plantas, entre as quais a edição de genomas, e a já “velhinha” tecnologia dos OGM podem dar um contributo decisivo para eliminar algumas das maiores pragas que afetam culturas importantes em Portugal como o milho, a pera rocha e o olival.

Assista aqui à entrevista.

Siga o CiB no Twitter, no Instagram, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

Farm to Fork| CE apresenta estratégia para tornar cadeia alimentar mais sustentável

A Comissão Europeia (CE) apresentou, na semana passada, a Estratégia Farm to Fork ,(Do Prado ao Prato) que pretende tornar mais sustentável toda a cadeia alimentar na União Europeia. A investigação e inovação é um tema com uma abordagem geral em todo o documento , mas há uma parte que faz uma referência específica à biotecnologia.

”As alterações climáticas trazem novas ameaças à saúde das plantas. O desafio da sustentabilidade exige medidas para proteger melhor as plantas contra pragas e doenças emergentes e inovação. Novas técnicas inovadoras, incluindo biotecnologia e desenvolvimento de produtos de base biológica, podem desempenhar um papel no aumento da sustentabilidade, desde que sejam seguras para os consumidores e para o meio ambiente, trazendo benefícios para a sociedade como um todo. Também podem acelerar o processo de redução da dependência de pesticidas”, lê-se no documento.

Em resposta ao pedido dos Estados-Membros, o comunicado de imprensa da CE refere que a Comissão está a realizar um estudo que analisará o potencial das novas técnicas genómicas para melhorar a sustentabilidade ao longo da cadeia de abastecimento alimentar.

A estratégia dá importância à Investigação e inovação (I&I) como fatores-chave para acelerar a transição para sistemas alimentares sustentáveis, saudáveis ​​e inclusivos, da produção primária ao consumo, salientando que “A I&I pode ajudar a desenvolver e testar soluções, superar barreiras e descobrir novas oportunidades de mercado.”

Na Seção 1 da estratégia Farm to Fork , é explicada a necessidade urgente da implementação das medidas propostas. Na Seção 2 são dadas indicações de como se deve construir uma cadeia alimentar funcional quer para os consumidores, quer para os produtores, e mais sustentável do ponto de vista ambiental, com menos impactos no clima global. O modo como essa transição deve ser feita está especificado na Seção 3.

Para além da estratégia “Do Prado ao Prato” (A Farm to Fork Strategy for a fair, healthy and environmentally-friendly food system), a CE apresentou também, no mesmo dia, a estratégia para a Biodiversidade 2030 ( EU Biodiversity Strategy for 2030 Bringing nature back into our lives), que define metas vinculativas para regenerar rios e ecossistemas degradados, melhorar a saúde de espécies e habitats protegidos na UE, devolver polinizadores às terras agrícolas, reduzir a poluição, tornar as cidades mais verdes, aumentar a produção agrícola “biológica” e outras práticas agrícolas que respeitem a biodiversidade e melhorem a saúde das florestas europeias.

A estratégia para a biodiversidade apresenta medidas concretas para empreender a regeneração da biodiversidade da Europa até 2030, incluindo:

– A transformação de pelo menos 30% das terras e mares da Europa em áreas protegidas e efetivamente geridas;

– A transformação de 10% (no mínimo) da área agrícola na Europa em cenários paisagísticos com caraterísticas diversificadas.

Segundo o comunicado de imprensa da Comissão Europeia, ambas as Estratégias estão em consonância com o Pacto Verde da UE, propondo “ações e compromissos ambiciosos para acabar com a perda de biodiversidade, na Europa e no mundo, e transformar os sistemas alimentares europeus numa referência e exemplo a nível global”.  

Diz ainda o comunicado da CE que a Estratégia para a Biodiversidade 2030 “funcionará em conjunto com a nova Estratégia Farm to Fork e a nova Política Agrícola Comum (PAC)”. A CE “ garantirá que os planos estratégicos da PAC sejam avaliados com base em critérios climáticos e ambientais robustos e que os Estados-Membros estabeleçam valores nacionais explícitos para os objetivos relevantes estabelecidos na Estratégia para a Biodiversidade, bem como na Estratégia Farm to Fork. Esses planos devem levar a práticas sustentáveis, como agricultura de precisão, agricultura biológica, agroecologia, agro-silvicultura, pastagens permanentes pouco intensivas e padrões mais rigorosos de bem-estar animal”.

O CiB está a preparar uma reação à estratégia  Farm to Fork , que publicaremos aqui.

Siga o CiB no Twitter, no Instagram, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

Pragas e doenças|”Temos três anos para conseguir pelo menos duas soluções capazes de funcionar em condições reais”

“Há novas pragas e doenças para as quais não existe atualmente nenhuma planta resistente e nenhum pesticida que as consiga controlar”. – Parte de um excerto da entrevista de Pedro Fevereiro, diretor-geral executivo do Laboratório Colaborativo InnovPlantProtect (InPP), na edição de maio da Voz do Campo.  

Leia o excerto completo, publicado na edição online da revista a 12 de maio.

Siga o CiB no Twitter, no Instagram, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

 

Tele Escola | Carta aberta aos ministros da Educação e da Ciência

slide tele escola editado

Em reação às “informações” proferidas numa aula de Ciências Naturais, transmitida num canal público de televisão no âmbito do programa “Estudo em Casa”, o biólogo e presidente do CiB-Centro de Informação de Biotecnologia, Pedro Fevereiro, escreveu uma Carta aberta ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e ao ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

 

Carta Aberta

 

Ao Senhor ministro da Educação, Doutor Tiago Brandão Rodrigues

Ao Senhor ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Professor Manuel Heitor

Exmos Senhores ministros,

Ontem, 13 de maio, foi apresentado no programa “Estudo em casa”, no canal público de televisão dedicado à Tele Escola, na aula 4 de Ciências Naturais dos 7º e 8º anos, um slide com o título “Impactes da exploração dos recursos agropecuários” (vide anexo).

A informação – ou melhor – a doutrinação veiculada é não só errada do ponto de vista científico – está cientificamente provado que os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) não constituem risco, quer para a saúde humana, quer para o ambiente -, como é deturpada, pois os impactes referidos não provêm da exploração dos recursos agropecuários, mas sim de eventuais práticas agrícolas antiquadas.

De facto, a informação transmitida constitui um aviltamento da produção agropecuária e dos produtores portugueses em particular, que se esforçam todos os dias para garantir a sustentabilidade das suas produções e a segurança alimentar. Contrariamente ao que foi dito na referida aula, a agricultura intensiva moderna não utiliza excesso de fertilizantes, pesticidas e herbicidas, tendo exigências semelhantes ao modo de produção integrada. E, também ao invés do que foi proferido, são proibidos os antibióticos e as hormonas de crescimento nas fileiras de produção animal no espaço europeu.

Em vez de comunicar factos corretos e de os explicar com fundamentos científicos, esta forma de doutrinar é vergonhosa para o ensino das ciências em Portugal. Na realidade, os conteúdos das Ciências da Natureza para os 2º e 3º ciclos, mas também, em parte, para o Ensino Secundário, enfermam da perspetiva de que a ciência é uma disciplina para decorar (vulgo “marrar”) e que os alunos devem ser apascentados, sobretudo no que respeita às ciências naturais e do ambiente. Esta realidade é facilmente verificável em vários manuais escolares.

Peço encarecidamente a Vossas Excelências, como cientistas que são, que atendam a esta questão e que atuem no sentido de mudar este paradigma, que envergonha a Educação e a Ciência portuguesas.

Com os melhores cumprimentos,

 

Pedro Fevereiro

Biólogo

Presidente do CiB-Centro de Informação de Biotecnologia

1º Bastonário da Ordem dos Biólogos

Ex-membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida

Professor Auxiliar com Agregação

Pragas e doenças | InnovPlantProtect criado para desenvolver soluções biológicas inovadoras

Entrv PF Voz do Campo maio papel

Leia a Grande Entrevista ao Professor Pedro Fevereiro sobre o novo Laboratório Colaborativo InnovPlantProtect, em Elvas, construído para dar resposta ao grande desafio da produção agrícola: o controlo de pragas e doenças, responsáveis pela perda global de 40% a 60% das culturas.

Com a crescente pressão do aumento da população mundial e dos efeitos das alterações climáticas, agora como nunca é crucial proteger as culturas agrícolas das pragas e doenças. O InnovPlantProtect, o primeiro Laboratório Colaborativo em Portugal nesta área, está a trabalhar para desenvolver soluções biológicas inovadoras (biopesticidas) e novas variedades resistentes a pragas e doenças.

Esta entrevista foi publicada em primeira mão na edição impressa de maio e na edição online da revista Voz do Campo.

Siga o CiB no Twitter, no Instagram, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

Webinar | A ciência que usamos todos os dias sem sabermos

Assista ao último webinar do ciclo #AntamaLIVE, desta vez sobre “A Ciência Invisível: Usámo-la todos os  dias sem sabermos”. Oradores: José Manuel López Nicolás, Catedrático de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidad de Murcia (SCIENTIA) e Rosa Porcel, do Instituto de Conservación y Mejora de la Agrodiversidad Valenciana, UPV (BIOAMARA).

Siga o CiB no Twitter, no Instagram, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

 

OGM | Cientistas defendem impacto positivo das culturas geneticamente modificadas

ogm impacto positivo
Fonte: gmo answers

Um estudo publicado na Nature Biotechnology conclui que as culturas geneticamente modificadas (GM) têm um impacto positivo para os agricultores, principalmente nos países em desenvolvimento. Partindo de investigações realizadas em diferentes países, a autora, Janet E. Carpenter, analisou a base do sucesso global crescente de culturas GM.

Para o artigo intitulado ‘Peer-reviewed indicate positive impact of commercialized GM crops, publicado na revista Nature Biotechnology, a especialista em Economia Agrícola e de Recursos, Janet E. Carpenter, analisou 49 artigos científicos publicados nas principais revistas. A análise realizada sustenta que a principal razão pela qual mais e mais agricultores estão a adotar culturas GM é o aumento da produção.

Segundo a investigadora, que trabalha com questões relacionadas com a agricultura há mais de dez anos, “74% dos estudos analisados ​​corroboram que os rendimentos são maiores entre os agricultores que optaram por culturas transgénicas em comparação com aqueles que não o fizeram.” Janet E. Carpenter salienta que esta percentagem é impulsionada principalmente pelos países em desenvolvimento.

O artigo também apresenta evidências sobre os benefícios económicos das culturas GM, demonstrando que os produtores veem nas culturas GM uma possibilidade de economizar tempo e dinheiro, na medida em que permitem aumentar a produtividade de maneira eficiente e sustentável.

Relativamente à diferença no preço das sementes transgénicas, a autora do estudo afirma que, na maioria dos casos analisados, foi compensada pela alta redução nos custos dos inseticidas. Para se desenvolverem e permanecerem saudáveis desde até à colheira, as culturas GM não precisam da mesma quantidade de inseticidas e/ou de pesticidas como as culturas não GM.

Ler artigo original.

Siga o CiB no Twitter, no Instagram, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

OGM| De que lado está a ciência?

 

No debate sobre OGM, a ciência está do lado de quem? Dos que são a favor ou dos que são contra? Ambos reclamam sustentação científica para a defesa dos seus argumentos.

A rapidez com que a desinformação circula e a facilidade com que a confusão e o medo se instalam tornam ainda mais complicado fazer uma análise subjetiva do tema. É sobre isto que trata o filme “A EVOLUÇÃO ALIMENTAR”, pela voz de Neil Tyson.

Siga o CiB no Twitter, no Instagram, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

OGM | De que lado está a ciência?

No debate sobre Organismos Geneticamente modificados, a ciência está do lado de quem? Dos que são a favor ou dos que são contra? Ambos reclamam sustentação científica para a defesa dos seus argumentos.

A rapidez com a desinformação circula e a facilidade com que a confusão e o medo se instala tornam ainda complicado fazer uma análise subjetiva do tema. É sobre isto que trata o filme “A EVOLUÇÃO ALIMENTAR”, pela voz de Neil Tyson.

Siga o CiB no Twitter, no Instagram, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

Webinar|Fake news sobre biotecnologia

Mais um esclarecedor webinar da Fundación Antama. Este, com o investigador Daniel García, da SoyBiotec, e o Professor e investigador José Pío Beltrán, do CSIC-Conselho Superior de Investigação Científica, em Espanha, sobre as notícias falsas sobre biotecnologia, divulgadas nas redes sociais e nos media.

Siga o CiB no Twitter, no Instagram, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.