Evento |Venha ver a ciência que se faz no ITQB

itqb dia aberto

Este é o Ano Internacional da Tabela Periódica e o ITQB NOVA-Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade NOVA de Lisboa, tal como sucede de dois em dois anos, volta a abrir as suas portas a toda a população que queira “juntar-se aos elementos” para descobrir como é que a química está presente em tudo o que existe. 

É já este sábado, dia 26 de outubro, que os investigadores do ITQB NOVA convidam, uma vez mais, as pessoas de todas as idades a participarem nas atividades do Dia Aberto 2019, Ano Internacional da Tabela Periódica.

Durante um dia, entre as 10h00 e as 17h00, os mais novos poderão construir moléculas com gomas, jogar os jogos da fotossíntese e da tabela periódica e descobrir as experiências do Professor Carlos Romão. Para os jovens e adultos estão previstos speed dating com cientistas e visitas aos laboratórios, aos instrumentos científicos utilizados no dia a dia do instituto e às estufas. Haverá bancas sobre a utilização do iodo para ver as impressões digitais ou as experiências sensoriais numa pipoca, e sessões sobre a arquitetura da vida e a tabela periódica. Todos ficarão a saber porque temos uma pirâmide no jardim e irão perceber que não pode haver expressão mais enganadora do que “não contém químicos.” Afinal a química está em tudo o que existe, em cada objeto do nosso dia a dia e até mesmo em nós!

O Dia Aberto do ITQB NOVA é organizado a cada dois anos pelos investigadores do instituto, com o objetivo de darem a conhecer os projetos de investigação que desenvolvem. É uma oportunidade única para descobrir a instituição por dentro, saber um pouco mais sobre uma carreira científica e perceber a ciência por trás dos diversos momentos das nossas vidas.

Veja o programa de atividades.

Siga o CiB no Twitter, Facebook LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

 

Anúncios

Agricultura | Auto suficiência em risco na UE

Agricultura na UE

Se não adotar rapidamente as novas biotecnologias de precisão, a União Europeia (UE) coloca em risco a sua produção agrícola, ficando totalmente dependente da importação de alimentos. O alerta é da Associação Francesa de Biotecnologia Vegetal (AFBV).

Proteger as culturas contra doenças e pragas é um dos principais desafios que todos os tipos de agricultura enfrentam para reduzir as perdas. Acresce que com as alterações climáticas e a globalização do comércio, a agricultura na Europa será, cada vez mais, confrontada com novas pragas, o que para a Associação Francesa de Biotecnologia Vegetal (AFBV) é uma séria ameaça à competitividade da produção agrícola europeia.

Numa nota de imprensa, esta ONG independente, que   agrupa pessoas de diversas áreas que consideram a biotecnologia uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento de uma agricultura sustentável em França, lamenta que a UE coloque em risco a sua auto-suficiência na produção de alimentos por falta de medidas adequadas de proteção contra pragas e doenças.

Uma dessas medidas, defende a AFBV, é a adoção das novas tecnologias que permitem a redução na aplicação de produtos químicos. Para a associação, a biotecnologia tem um papel crucial naquilo a que chama transição agroecológica, na medida em que facilita e acelera a produção de plantas geneticamente modificadas para serem resistentes a doenças e insetos.

A AFBV reforça que a Europa não pode passar ao lado das novas biotecnologias de precisão, como a edição de genomas, se quiser que os consumidores europeus continuem a beneficiar de produtos de qualidade made in UE. Considerando urgente a procura de uma solução, a associação uniu-se a outras associações europeias para propor ao Parlamento Europeu alterações à Diretiva que regulamenta os OGM. « Se a UE não adotar rapidamente uma regulamentação adequada às novas biotecnologias de precisão, as nossas culturas estão em risco, a segurança alimentar da UE será comprometida e a competitividade agrícola europeia estará em desvantagem », afirmou George Freyssinet, presidente da AFBV, num workshop realizado em Paris, em 17 de outubro, com o tema «Biotecnologias vegetais enfrentam novos desafios na proteção de culturas ».

Siga o CiB no Twitter, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

Opinião | Não faz sentido ignorar a ciência: OGM e o dilema do PE*

shutterstock_1007277487
Crédito da imagem: MJ Graphics / Shutterstock 

“A Europa parece cada vez mais preparada para enfrentar os desafios do século XXI e liderar o caminho para um futuro “mais verde” e mais sustentável. Em lado nenhum isso é mais visível do que nas aspirações da nova Comissão Europeia de delinear um “Acordo Verde” e uma estratégia “Farm to Fork” com o objetivo de garantir o acesso da Europa a alimentos seguros, nutritivos e sustentáveis ​​num futuro próximo. Mas que papel o Parlamento Europeu (PE) pode desempenhar perante as recentes “objeções” sem fundamento contra os OGM (Organismos Geneticamente Modificados)?

As universidades europeias de Ciência afirmaram: “Há evidências convincentes de que as variedades agrícolas geneticamente modificadas (GM) podem contribuir alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável, com benefícios para agricultores, consumidores, economia e meio ambiente”. [1] Além disso, um relatório da Organização para a Agricultura e a Alimentação de 2016 [2] confirma que as biotecnologias agrícolas podem ajudar os pequenos produtores a serem mais resilientes e adaptarem-se às mudanças climáticas. Mas os europeus, incluindo alguns membros do PE, estão, no entanto, confusos. Desconfiam dos OGM, desconfiam dos organismos da UE encarregados da sua avaliação e desconfiam da ciência em geral.

A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), a Comissão Europeia e mais de 280 instituições científicas e técnicas em todo o mundo [3] declararam que os OGM são pelo menos tão seguros quanto as variedades agrícolas convencionais. Além disso, em quase 25 anos de comercialização, mostraram que os OGM oferecem uma infinidade de benefícios: permitem, por exemplo, que os agricultores cultivem mais alimentos usando menos recursos, como água, terra e energia, do que as culturas convencionais ou até biológicas. Significa que os agricultores que escolhem cultivar variedades GM – onde, face às características do solo e do clima, é conveniente usá-las – estão a preservar a biodiversidade em redor e a mitigar alguns dos efeitos das mudanças climáticas. Os benefícios da utilização de variedades agrícolas transgénicas estão bem documentados, mesmo na Europa, apesar do cultivo de OGM ser muito limitado neste território. Em Espanha, nos últimos 21 anos, o milho GM provou aumentou os rendimentos dos agricultores [4], tornando o País menos dependente das importações de milho. Resultados semelhantes foram observadas na Roménia entre 1999 e 2006, antes da proibição da soja GM neste País como resultado da sua adesão à UE. [5]

O recém-eleito Parlamento Europeu (PE) deverá trazer consigo um raio de esperança. Espero que a Europa tome medidas adequadas ao conhecimento científico atual para enfrentar os desafios globais, entre os quais as alterações climáticas e a insegurança alimentar. E os OGM – e a biotecnologia em geral – podem e devem fazer parte da solução. Infelizmente, após uma alteração de mais de 60% dos deputados europeus, as objeções do PE aos OGM, que começaram há vários anos, continuaram, com alguns deputados atribuindo as culpas aos OGM por muitos dos desafios globais que enfrentamos hoje.

As evidências mostram que o cultivo de OGM levou a uma redução de 37% na aplicação de produtos químicos agrícolas e mostram muito mais quando se trata de culturas GM resistentes a insetos. [6] O seu uso aumentou muito a segurança agrícola e ambiental: por exemplo, nos países em desenvolvimento, reduziu significativamente as taxas de suicídio e de intoxicação por pesticidas em pequenas propriedades agrícolas [7].

Acresce que o aumento da produção por hectare associado aos OGM poupa a pressão nas terras vizinhas, incluindo as florestas tropicais. Seja para alimentação animal ou para consumo humano direto, faz sentido fazer um cultivo eficiente para evitar a conversão adicional da terra. Um relatório recente do ISAAA [8] mostra que, entre 1996 e 2016, as culturas biotecnológicas pouparam 183 milhões de hectares de terra (22,5 milhões de hectares de terra apenas em 2016), conservando a biodiversidade e reduzindo as emissões de CO2. Em 2016, a poupança nas emissões de dióxido de carbono foi de 27,1 bilhões de kg, o equivalente a retirar 16,7 milhões de veículos das estradas a cada ano.

Hoje em dia, a realidade na Europa é que a maioria das pessoas usa algodão GM e come uma variedade de produtos alimentares produzidos com a ajuda da biotecnologia, incluindo OGM. Além dos muitos benefícios que os consumidores europeus usufruem todos os dias, os agricultores de outros continentes (da América, África e Ásia) estão a ser empoderados pela biotecnologia, entre os quais milhões de pequenos agricultores asiáticos que cultivam transgénicos. Embora, historicamente, os OGM tenham sido usados ​​para produzir soja, milho e colza para alimentação animal, atualmente os OGM também são usados ​​para consumo humano, melhorando a saúde e a nutrição das pessoas, evitando o desperdício de alimentos e tornando as culturas mais resistentes à seca e às doenças.

Então, por que ninguém fala dos benefícios dos OGM?

O facto é que, embora o Parlamento Eropeu esteja parcialmente implicado nas campanhas de desinformação de alguns ativistas anti-OGM, aceitando-as, os estados membros da UE também estão aquém das suas responsabilidades. Apesar de já beneficiarem das vantagens económicas dos OGM, países como Alemanha, França, Itália e Polónia não votaram a favor da aprovação de produtos OGM seguros, nem para importação. Este comportamento eleitoral, a que se soma a falta de apoio do PE e o fracasso geral das instituições da UE em combater a desinformação sobre os OGM, é a principal razão pela qual a Europa expulsou efetivamente a inovação agrícola nesse campo, o que prejudica e mina a confiança nos procedimentos de avaliação de segurança alimentar da UE. Uma decisão do Tribunal de Justiça da UE de julho de 2018, em que equipara os OGM aos produtos em que foi aplicada a edição de genoma, torna esta situação ainda mais insustentável.

Embora a Europa possa, em certa medida, permitir-se – temporariamente – ignorar a ciência e a tecnologia, é irresponsável e injusto demonizar os OGM e impedir que o mundo em desenvolvimento faça uso desses produtos. Em tempos como estes, é necessário que os líderes políticos defendam a ciência e apoiem os factos científicos divulgados pelas agências da UE responsáveis ​​por avaliar a segurança dos OGM. O Parlamento Europeu deve agora definir uma nova direção para a inovação na agricultura, apoiando, inclusive, a aprovação de produtos GM seguros, de acordo com evidências e procedimentos democraticamente adotados.

Chegou a hora de uma nova geração de decisores políticos europeus aproveitar todo o potencial dos OGM em benefício das pessoas e do planeta. A EuropaBio, representando a indústria de biotecnologia, está comprometida em comunicar esses benefícios. Instamos todos os decisores políticos, que pensam que a ciência pode e deve desempenhar um papel positivo na sociedade, a ler o nosso manifesto de biotecnologia agrícola e a juntarem-se a nós nessa missão.”

*Este texto é uma tradução integral de um artigo (em inglês) escrito por Beat Späth, diretor de biotecnologia agrícola da EuropaBio, e publicado no Euroactiv.

Mais informações em:

An antidote to fear-based politics?

GMOs: Time to stand up for EU law and innovation

EU nations should overcome GMO hypocrisy

[1] http://www.easac.eu/home/reports-and-statements/detail-view/article/planting-the.html

[2] http://www.fao.org/3/a-i6030e.pdf

[3] http://www.siquierotransgenicos.cl/2015/06/13/more-than-240-organizations-and-scientific-institutions-support-the-safety-of-gm-crops/

[4] https://gmoinfo.eu/eu/articles.php?article=Insect-resistant-GM-maize-has-benefited-farmers-and-the-environment-in-Iberia-

[5] https://www.europabio.org/sites/default/files/EU_protein_GAP_WCover.pdf (p.17)

[6] https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0111629https://www.e-elgar.com/shop/handbook-on-agriculture-biotechnology-and-development and https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0921800911002400

[7] https://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1111/pbi.13261

[8] http://isaaa.org/resources/publications/briefs/54/executivesummary/default.asp

Amamentação|Desenvolvida planta que produz moléculas de gordura semelhantes ao leite materno  

SI Exif
Os investigadores introduziram uma mutação na planta Arabidopsis thaliana (na foto).

O leite em pó para bebés contém gorduras de leite das plantas, mas a sua estrutura molecular dificulta a digestão dos bebés. Este problema motivou uma equipa de investigadores do Reino Unido a encontrar um substituto do leite materno, através do melhoramento do metabolismo de uma planta oleaginosa. 

 Investigadores da Rothamsted Research, no Reino Unido, melhoraram o metabolismo de uma oleaginosa e conseguiram imitar a estrutura molecular do leite humano. A tecnologia que utilizaram fez com que a planta acumulasse triacilglicerol (um lipídio simples) com a maior parte do ácido graxo no meio da sua estrutura molecular em vez de nas partes externas.

Este trabalho pode significar a descoberta de uma fonte vegetal substituta da gordura do leite materno e de fácil digestão para os bebés. O leite em pó para nutrição infantil contém gorduras de leite das plantas, o problema é que a estrutura molecular da gordura proveniente de plantas dificulta a digestão dos lactentes.
A equipa de investigadores da Rothamsted Research introduziu uma mutação na planta Arabidopsis thaliana, um tipo de planta oleaginosa semelhante à mostarda. A mutação permitiu-lhes mudar a localização de uma enzima responsável pelo processamento de gordura, o que resultou na acumulação de palmitato de ácidos graxos saturados na parte média da estrutura estereoisomérica, que é semelhante ao leite humano. Com esta técnica, os investigadotres provaram que é possível produzir, em massa, moléculas de gordura semelhantes às do leite materno, usando plantas ricas em óleo, como o girassol e a colza, sem tornar o processo de síntese extremamente caro.

Leia o artigo completo no jornal científico norte-americano PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences).

Siga o CiB no Twitter, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

Biotecnologia |Edição de genoma e RNAi usados na produção de biocombustível de algas

-algas-2-1024x768

Em 2015, o consumo global médio de petróleo foi de 93 milhões de barris por dia. Mas os investigadores descobriram uma forma de substituir essa fonte fóssil de energia por uma mais limpa e sustentável: as algas. Através de ferramentas biotecnológicas, como a edição de genomas e o RNA de interferência (Ri), elas podem ser usadas para a produção de biocombustível e dessa forma contribuir para alcançar o sétimo dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

A tentativa não é nova. Há muitos anos que os investigadores procuram produzir combustíveis a partir de algas, para fins comerciais, mas esse propósito revelou-se sempre inviável graças a um fator: as algas são capazes de atingir um crescimento rápido ou de produzir um alto teor de lipídios, mas não ambos. Ou seja, era possível produzir biocombustível em larga escala, mas não de uma forma competitiva.

Foi justamente esse problema que os investigadores da empresa multinacional americana Synthetic Genomics e ExxonMobil conseguiram resolver, alterando um gene específico das algas através de tecnologias como a edição de genoma (CRISPR-Cas) o RNA de interferência (RNAi).

Com este trabalho, os cientistas provaram que as algas podem ser uma matéria-prima sustentável para a produção de biocombustíveis e um contributo importante para a redução do consumo de petróleo. Saiba como, aqui.

E aqui conheça os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Siga o CiB no Twitter, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

Utopias| Os “ambientalistas simplórios” e os seus paradoxos

Já aqui partilhámos o artigo de opinião oportuno e provocador do jornalista Luís Ribeiro, publicado na revista Visão no dia 5 de junho de 2019. O mesmo artigo foi recentemente lido na íntegra pelo  jornalista da SIC José Gomes Ferreira, no programa “Negócios da Semana”, a pretexto da proibição da carne de vaca no refeitório da Universidade de Coimbra. Vale a pena assistir ao programa.

Siga o CiB no Twitter, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

Campanha | “Modified” comemora uso da biotecnologia na produção de alimentos

modified-illusrtration

Há vários dias que a campanha “Modified” anda nas ruas de São Francisco, nos EUA, a celebrar a aplicação de tecnologias inovadoras na produção de alimentos. A iniciativa é da Cornell Alliance for Science, que, através de uma carrinha colorida, quer que os alimentos geneticamente modificados passem a ser tema de conversa.

Tendo como meio uma carrinha às cores a circular nas ruas de São Francisco, no Estado norte-americano da Califórnia, a Cornell Alliance for Science lançou, no dia 1 de outubro, a campanha “Modified” (em português, modificado) para colocar na “boca” do mundo os OGM-Organismos Geneticamente Modificados. O objetivo é envolver os consumidores no tema, fazer com que conversem sobre alimentos GE e procurem saber mais sobre eles, tendo por base o conhecimento científico e não medos e mitos infundados.

Como explicou a diretora executiva da Alliance, Sara Evanega, “à medida que as novas ferramentas de biotecnologia sintética e de edição de genomas vão evoluindo, veremos chegar ao mercado mais produtos alimentares geneticamente modificados, em parte como resposta à necessidade de mitigar os impactos das alterações climáticas.”

Na carrinha “Modified”, as pessoas podem recolher informação científica sobre alimentos GM e também prová-los, porque, acredita Sara Evanega, “comer é acreditar”.

A carrinha começou a circular no primeiro dia da conferência SynBioBeta, que decorreu entre 1 e 3 de outubro, em São Francisco. Neste encontro, que reuniu centenas de investigadores em inovação e empresas tecnológicas para estarem a par dos mais recentes desenvolvimentos em áreas como a biologia sintética e a edição de genomas e as suas aplicações em alimentos, na agricultura, na medicina e na indústria, foram distribuídos dois alimentos GM: a maçã ártica resistente ao escurecimento depois de cortada e a papaia havaiana Rainbow resistente ao vírus.

“Ao combinar amostras de alimentos geneticamente modificados com conversas informadas, podemos ajudar os consumidores a perceber melhor a utilização da biotecnologia na alimentação e na agricultura”, acrescentou Sara Evanega, convicta que os consumidores muitas vezes desconhecem o papel que as variedades modificadas podem desempenhar para tornar a agricultura mais sustentável.

A redução da aplicação de pesticidas, do desperdício de alimentos e das emissões de carbono são apenas alguns dos benefícios dos produtos geneticamente modificados atualmente no mercado norte-americano.

Siga o CiB no Twitter, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

Evento | Cientista por uma noite

Marie Curie 2.jpg
Marie Curie, investigadora polaca com nacionalidade francesa, conduziu pesquisas pioneiras no ramo da radioatividade, tendo sido a primeira mulher a ser laureada com um Prémio Nobel e a primeira pessoa e única mulher a ganhar o prémio duas vezes.

Já escolheu as atividades em que vai participar amanhã, na Noite Europeia dos Investigadores? Serão horas muito especiais para quem é curioso e gosta de Ciência. Estão programadas diversas iniciativas em Braga, Porto, Coimbra, Monsaraz, Évora e Lisboa. O difícil é escolher.

Promovida pela Comissão Europeia desde 2005 com o objetivo de celebrar a ciência e de a aproximar dos cidadãos, a Noite Europeia dos Investigadores (NEI) enquadra-se nas Ações Marie Curie, ocorrendo em simultâneo em mais de 30 países e 300 cidades por toda a Europa. 

Em Portugal, o programa de atividades é vasto e abrange diversas áreas, como a física, química, matemática, biologia, ambiente, alimentação, astronomia e, claro está, a biotecnologia, entre outras. Mesmo que não resida em nenhuma das cidades onde a NEI, vale a pena fazer-se à estrada com a família e amigos. Para os adultos será uma experiência nova, para os mais novos será seguramente inesquecível.

Haverá workshops, concursos, palestras, exposições, tertúlias, performances, experiências e muita diversão. Só a título de exemplo, e no que toca à biotecnologia, irá realizar-se em Braga, no Altice Forum, entre as três da tarde e a meia-noite, uma palestra que tem como título uma pergunta: “O que será melhor, a evolução das espécies ou as alterações genéticas?”

Veja o programa das atividades em Portugal aqui. As entradas são gratuitas.

Siga o CiB no Twitter, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

Nigéria | A importância da biotecnologia na segurança alimentar

Ogbonnaya Onu - Nigéria
Ogbonnaya Onu, ministro da Ciência e Tecnologia da Nigéria 

Segurança alimentar, aumento da produção de alimentos e redução das importações de bens alimentares são algumas das mais-valias da biotecnologia. São também os fatores que levam o governo federal da Nigéria, o País mais populoso de África, a investir fortemente nas novas tecnologias de melhoramento.  

A Nigéria anunciou que está a investir fortemente em biotecnologia e engenharia genética. Em declaração oficial, o ministro da Ciência e Tecnologia do País mais populoso de África, Ogbonnaya Onu, enfatizou a importância das novas tecnologias de melhoramento para garantir a segurança alimentar no País e a melhoria do bem-estar socioeconómico da população.

Reconhecendo o papel crucial destas ferramentas no aumento da produção local de alimentos e na redução da necessidade de importação de produtos alimentares, o anúncio foi feito na presença de vinte e um cientistas de vários países, durante um ensaio de laboratório para deteção e identificação de OGM (Organismos Geneticamente Modificados), em Abuja, na Nigéria.

Onu afirmou que o Ministério da Ciência e Tecnologia continuará a apoiar a Agência Nacional de Desenvolvimento da Biotecnologia (ANDB), que tem por missão promover, desenvolver e coordenar investigações na área da biotecnologia de ponta. “A aplicação de ambas as tecnologias na agropecuária e um melhor conhecimento das mesmas por parte da população terá um impacto positivo no crescimento socioeconómico da Nigéria”, acredita o governante nigeriano.

Em agosto passado, a Nigéria anunciou a intenção de dotar a Agência de Biotecnologia de poderes para regulamentar várias novas tecnologias, entre as quais a edição de genomas, drives genéticos e biologia sintética. Desde a sua criação, em 2015, a ANDB permitiu aos investigadores desenvolverem novas culturas transgénicas, incluindo duas variedades de algodão e uma de feijão-frade resistentes a pragas, que já estão a ser utilizadas pelos agricultores do País.

Leia a declaração oficial do Ministério da Ciência e Tecnologia da Nigéria aqui.

Siga o CiB no Twitter, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.

 

Evento | Europa celebra Semana da Biotecnologia

biotecnologia-1012x640

Com mais de 140 ações em dezoito países europeus, incluindo Portugal, a sétima edição da Semana Europeia da Biotecnologia começou ontem e prolonga-se até 29 de setembro, prometendo ser a mais popular de todas. Pela primeira vez, este ano é celebrada também na Letônia e em Malta, com eventos sobre biotecnologia marinha.

São várias as entidades envolvidas na celebração da Semana Europeia da Biotecnologia (SEB). Além da EuropaBio, também comunidades locais, empresas, instituições académicas e governamentais de dezoito países europeus estão a promover iniciativas para comemorar os inúmeros benefícios da biotecnologia em áreas tão cruciais como a saúde e a agricultura e para explorar o seu potencial no desenvolvimento de soluções para os atuais desafios alimentares (com o aumento estimado da população) e ambientais (por efeito das alterações climáticas).

As iniciativas são muito variadas, desde conferências científicas, atividades recreativas, exposições e laboratórios abertos ao público para mostrar às

pessoas como é que se faz ciência. De destacar, o novo concurso de vídeo/ filmes (#BiotechFan), lançado este ano pela EuropaBio com o intuito de permitir a todos os estudantes europeus fanáticos por biotecnologia criarem um filme que retrate essa sua paixão.

Ontem, na abertura da SEB, a Secretária Geral da EuropaBio, Joanna Dupont-Inglis, comentou: “No que se refere a biotecnologia, temos muitos progressos para comemorar. Uma vez por ano, a Semana Europeia de Biotecnologia oferece a oportunidade perfeita para refletir sobre até onde chegamos e discutir como a biotecnologia pode ajudar-nos a garantir vidas mais longas, saudáveis ​​e sustentáveis ​​para as gerações futuras. ”

Para saber mais sobre as atividades previstas no decorrer da SEB, clique aqui.

Siga o CiB no Twitter, no Facebook e no LinkedIn. No CiB, comunicamos biotecnologia.