Arquivo da categoria: Institutos de Investigação

Carta Aberta – Comunidade Científica pede a UE que condene ataques a cientistas

Carta Aberta ao Presidente do Parlamento UE
Respeito pela independência do aconselhamento científico 
e condenação aos ataques físicos a investigadores

1 Julho 2016 – Actualizada em 11 Julho 2016 | EPSO

Até ao momento, 56 Organizações de Investigação Científica Europeias e Globais e outras entidades subscreverem a carta da Organização Europeia para a Investigação em Plantas (EPSO*), que pede ao Parlamento Europeu que encoraje a sociedade a respeitar a independência do aconselhamento científico e a condenar ataques físicos a cientistas.

O CiB – Centro de Informação de Biotecnologia assinou, dando o seu total apoio a esta iniciativa.

A carta original de 1 de Julho de 2016 foi assinada por 35 Organizações  Científicas Europeias.

CartaAbertaEPSO-updated-11july2016

CARTA ABERTA

Organizações de investigação Europeias
pedem ao Parlamento Europeu  
para encorajar a sociedade a respeitar o aconselhamento científico independente  e a condenar ataques físicos a cientistas

Ao Presidente do Parlamento Europeu, Senhor Martin Schulz

Estimado Senhor Schulz,

No dia 7 de Junho de 2016, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) em Parma, Itália, recebeu uma encomenda que continha material explosivo endereçado a um cientista que fornece aconselhamento científico independente à EFSA. Este incidente aconteceu depois da entrada forçada e da invasão das instalações da EFSA no ano passado. Os signatários desta carta representam relevantes organizações científicas nacionais e internacionais. Estamos profundamente consternados por estes ataques e enviamos esta carta directamente a si para expressar a nossa preocupação. Estes ataques cobardes não são apenas ataques a cientistas individuais que cumprem o seu dever para com uma agência da União Europeia (UE) e que servem assim os cidadãos da UE, mas são também ataques à nossa sociedade aberta e transparente e ao processo científico e intelectual.

Sentimos que os cientistas apoiados com financiamento público estão a lidar com um número cada vez maior de ameaças na Europa e no resto do mundo. No últimos anos, programas científicos experimentais têm sido atacados em vários locais na Europa, muitos deles a realizar investigação financiada pela UE. Incidentes semelhantes ocorreram nos Estados Unidos da América, nas Filipinas e em pelo menos quatro ataques com ameaça à vida foram concretizados contra investigadores e instituições de investigação na América Latina no último ano. Ameaças a cientistas apoiados por financiamento público são ameaças à sociedade que se apoia em evidências produzidas com independência. Vemos estes ataques como resultado de uma tendência hostil contra a ciência que se está a disseminar  e a inspirar actos extremistas. O que está em causa é a independência da ciência e o seu papel essencial no sistema democrático da concretização da decisão.

Não podemos continuar em silêncio. Estes actos violentos demonstram uma intolerância perigosa à expressão aberta de opiniões de especialistas e do desenvolvimento democrático, social e científico. Acreditamos na razão e no diálogo. Através do nosso trabalho estimulamos a inovação, melhoramentos meios de subsistência, minimizamos impactos ambientais e promovemos um futuro melhor. Além disso, o aconselhamento científico independente é crucial para o debate informado e os processos adequados para a tomada de decisão sobre questões complexas. Estamos convencidos que tais actos de agressão não impedem apenas o progresso, mas também desestabilizam a sociedade e corroem a democracia.

Uma vez  que a EFSA fornece aconselhamento científico independente às instituições da UE e aos Estados Membros, existe a necessidade imediata de agir ao nível da União Europeia. Pedimos que o Parlamento Europeu encoraje a sociedade a respeitar o aconselhamento científico independente e que condene de forma unânime e incondicional os recentes ataques à EFSA, reiterando o seu apoio à investigação científica e que proponha medidas para prevenir ataques específicos a cientistas e/ou a instalações científicas. O progresso científico tem importância fundamental para a sociedade. Esperamos que considere a urgência deste assunto e que o Parlamento Europeu mostre apoio ao sector Europeu das ciências da vida.

CARTA ABERTA – VERSÃO ORIGINAL com 35 entidades signatárias – 1 Julho 2016

CARTA ABERTA – VERSÃO ACTUALIZADA com 56 entidades signatárias – 11 Julho 2016

CARTA ABERTA – VERSÃO ACTUALIZADA NOUTRAS LÍNGUAS

* A Organização Europeia para a Investigação em Plantas (EPSO) é uma organização académica independente que representa mais de 226 institutos de investigação, departamentos e universidades de 30 países na Europa e de outras regiões. A Missão da EPSO é melhorar o impacto e visibilidade da investigação em plantas na Europa.

Exposição online – Rabiscos [com Ciência] no Dia Aberto ITQB

Exposição online de Diários Gráficos
RABISCOS [COM CIÊNCIA] NO DIA ABERTO DO ITQB NOVA

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Visitar em:
http://rabiscos.itqb.unl.pt

O Dia Aberto do ITQB NOVA é um dia de portas abertas ao público, que é convidado a vir conversar com investigadores, a fazer experiências, a visitar exposições e laboratórios do Instituto de Tecnologia Química e Biológica, Oeiras.

Agradecemos aos investigadores José Esperança e Pedro Fevereiro, pela disponibilidade de realizarem as visitas guiadas aos seus laboratórios e explicarem brevemente o seu trabalho de investigação científica, acolhendo os Rabiscadores.

Agradecemos a todos os participantes por terem enfrentado o desafio de RABISCAR AO VIVO – em tão pouco tempo! – e pela partilha dos seus desenhos connosco.

Está ainda patente na entrada do bar no piso 2 do ITQB (na antiga Estação Agronómica Nacional, em Oeiras) uma exposição resultante da Actividade de Rabiscos no Dia Internacional do Fascínio das Plantas. Podem visitar!

Organização

. ITQB-NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade de Lisboa

Apoios

. CiB – Centro de Informação de Biotecnologia
. Europea Biotech Week
. Projecto Papiro papirus – Rabiscos e Aguarelas
. Projecto –  De quatro em quatro – Cadernos Artesanais
. Foto&Sketchers 2´´ . Cascais | Sintra Lisboa

FSN – The Farmers Scientist Network | Rede de Agricultores e Cientistas

FSN - Logo - Eng Pt - 800

O CiB – Centro de Informação de Biotecnologia faz parte da FSN – The Farmers Scientist Network | Rede de Agricultores e Cientistas.

A FSN é um grupo que junta INVESTIGADORES CIENTÍFICOS DO SECTOR PÚBLICO – activos na investigação em Agrobiotecnologia ou Biotecnologia Verde para o bem comum – e AGRICULTORES que desejam a livre escolha para seleccionar as culturas que considerarem mais adequadas às suas necessidades, incluindo a utilização de culturas transgénicas – ou culturas geneticamente modificadas – aprovadas legalmente e ainda aquelas que têm pareceres positivos das entidades como a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) ou outras entidades internacionais de avaliação de segurança alimentar.

A FSN não é uma entidade legal, mas uma rede de pessoas e organizações que têm como objectivo fazer ouvir as vozes dos agricultores e dos investigadores científicos na discussão e debate das políticas da União Europeia sobre as variedades vegetais transgénicas (conhecidas também por: Culturas OGM, GMO, GM Crops, Culturas Geneticamente Modificadas, Culturas GM, Culturas Biotecnológicas ou Culturas Transgénicas) e a sua enorme relevância para a concretização futura de uma agricultura sustentável para os agricultores, os consumidores, o ambiente e a economia dos países.

Mais informações sobre a FSN:

FSN - The Farmers Scientist Network | Rede de Agricultores e Cientistas

Milho transgénico seguro para a alimentação: Primeiros resultados de investigação da UE já estão publicados

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Milho transgénico seguro para a alimentação:
  Primeiros resultados de investigação da UE já estão publicados

14 Novembro 2014 – CiB Portugal

O projecto GRACE, financiado pela União Europeia, para a avaliação de risco de OGM (Organismos Geneticamente Modificados), publicou recentemente os primeiros resultados da sua investigação. Duas variedades de milho geneticamente modificado resistente às brocas (MON 810), foram incluídas em doses sub-crónicas, durante 90 dias, na dieta de ratos. As mesmas variedades de milho não transgénicas foram incluídas na dieta de grupos de ratos controlo e nas mesmas proporções. Os resultados destes ensaios mostram que as dietas contendo milho geneticamente modificado não provocaram quaisquer efeitos negativos nos animais.

O GRACE – GMO Risk Assessment and Communication of Evidence – investiga quais os métodos que melhor se adequam na avaliação de risco das plantas geneticamente modificadas (conhecidas também por culturas transgénicas). A inocuidade destas plantas tem sido motivo de controvérsia desde há mais de duas décadas. A questão chave que se coloca neste projecto é reconhecer quais os métodos que podem identificar, de forma consistente, os impactos de longo prazo para a saúde das consequências de uma alimentação baseada nestas culturas. Foi requerido pela Comissão Europeia ao GRACE o teste de vários métodos que possam ser utilizados para cumprir este objectivo e que incluem ensaios alimentares com roedores em laboratório – com a duração de 90 dias e de um ano – e também métodos in vitro para testar os efeitos em culturas de células.

Estes primeiros resultados foram publicados recentemente na revista científica “Arquives of Toxicology” e tiveram como base os métodos exigidos pela EFSA – Autoridade Europeia de Segurança Alimentar e pela OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. Os autores demonstraram que não existem diferenças na saúde dos animais, independentemente de serem alimentados com uma dieta contendo transgénicos ou não. Concluíram assim que, as experiências de alimentação realizados com as duas variedades de milho MON810 no âmbito do projecto GRACE mostram que o milho MON810 incluído na dieta até 33% não produz efeitos toxicológicos relevantes, quer nos ratos masculinos como nos femininos.

Em 2013, a Comissão Europeia implementou uma regulamentação que faz dos ensaios alimentares de 90 dias com ratos uma exigência para a aprovação de variedades vegetais geneticamente modificadas para comercialização e para cultivo no espaço europeu. Ao mesmo tempo, foi pedido pela Comissão Europeia ao projecto GRACE que verificasse se de facto este tipo de estudos pode realmente fornecer informação adicional na avaliação do risco das plantas transgénicas a longo prazo. O estudo agora publicado ainda não fornece todas as respostas a esta questão, que será respondida no final de mais dois estudos a decorrer: um ensaio alimentar de um ano e após a análise dos respectivos resultados; e dos testes realizados com métodos in vitro.

Mais informações:

Projecto da UE “GRACE – GMO Risk Assessment and Communication of Evidence”

Artigo publicado na Revista científica científica “Arquives of Toxicology”:
“Ninety day oral toxicity studies on two genetically modified maize MON810 varieties in Wistar Han RCC rats (EU 7th Framework Programme project GRACE”

3 Dez 2014 – 3º Encontro Internacional de Genómica de Florestas, Oeiras – Portugal

Forest Genomics Meeting

3º Encontro Internacional de Genómica de Florestas

INSCRIÇÃO é gratuita e OBRIGATÓRIA

3rd Forest Genomics Meeting:
Regulation of genome expression dynamics in forest trees
3 Dezembro 2014 – ITQB/IBET, Oeiras, Portugal

A terceira edição do encontro internacional “Forest Genomics Meeting” (FGM) será realizada em Oeiras, Portugal, no dia 3 de Dezembro de 2014, no auditório do ITQB/IBET, em Oeiras, Portugal.

Este evento é mais uma oportunidade para discutir o estado da arte da floresta e da regulação da expressão génica nas árvores de floresta, cuja investigação é desafiada por alterações contínuas nas condições ontogénicas e ambientais, pois a expressão génica é controlada por redes transcricionais e pós-transcricionais complexas com subsequentes variações fenótipicas.

A 3ª edição do FGM será dedicada ao progresso do conhecimento sobre a regulação da expressão génica, em particular o papel dos factores de transcrição, small RNAs, metilação do DNA e modificações das histonas nas árvores de floresta.

PRAZOS:

Registo online OBRIGATÓRIO – 27 Novembro 2014

Submissão de Abstrats de Comunicações em Poster – 31 Outubro 2014

Mais informações
 Programa, Inscrição e Submissão de Comunicações

http://forestgenomicsmeeting2014.wordpress.com

CiB subscreve carta aberta de Investigadores e org. de agricultores precupados com política sobre OGM

logo-Prri

 CiB – Centro de Informação de Biotecnologia (Portugal) subscreve a carta aberta de Professor Marc Van Montagu, dos membros da Public Research & Regulation Initiative (PRRI), dos Investigadores do sector público e das organizações de agricultores que a subscrevem – e apoia os seus autores.

Carta Aberta

Investigadores do sector público e organizações
de agricultores expressam preocupação sobre políticas
e regulamentação dos OGM

 

De:

Professor Marc Van Montagu (Prémio Mundial da Alimentação 2013), dos membros da Public Research & Regulation Initiative (PRRI), de Investigadores do sector público e de organizações de agricultores

 

Para:

Presidente da Comissão Europeia,
Presidente do Conselho Europeu,
Presidente do Parlamento Europeu

 

16 de Outubro de 2013

 

Ex.mos Sr. Presidente Durão-Barroso, Sr. Presidente Van Rompuy e Sr. Presidente Schulz,

 

Escrevo-vos em nome da Public Research and Regulation Initiative (PRRI) e das organizações Europeias de agricultores referidas em baixo. A PRRI é uma organizaçao mundial de cientistas do sector público que desenvolvema biotecnologia moderna para o bem comum. As associações de agricultores referidas em baixo apoiam a liberdade de escolha das variedades agrícolas mais adequadas para enfrentarem os desafios actuais da agricultura, incluindo a adopção de variedades geneticamente modificadas aprovadas.

Hoje, no dia Mundial da Alimentação, escrevemos-vos para expressar a nossa profunda preocupação sobre os efeitos que a política e a regulamentação da União Europeia (UE) relativa aos Organismos Geneticamente Modificados (OGM) têm no potencial da biotecnologia moderna para impulsionar a produção mais sustentável de alimentos. 

Se a UE quiser tornar a produção agrícola mais sustentável e menos dependente da importação de produtos agrícolas, então os agricultores da UE têm que ter acesso à possibilidade de cultivar variedades agrícolas menos dependentes de pesticidas, mais produtivas, que necessitem de menos tratamento mecânico do solo, que resistam mais eficientemente aos efeitos climáticos, etc. 

O desenvolvimento destas variedades agrícolas não pode ser feito apenas através de melhoramento vegetal convencional. A biotecnologia moderna pode contribuir muito para se atingirem estes objectivos, e em alguns casos é a única solução disponível. Estes factos encontram-se reflectidos na Agenda 21 e na Convenção sobre Biodiversidade Biológica, bem como nas centenas de milhões de euros que a UE investiu ao longo dos anos na investigação em biotecnologia moderna. A inovação biotecnológica é a chave para se atingir a sustentabilidade da agricultura intensiva. 

Em 1990, a UE estabeleceu um sistema regulador para os OGM cujo ponto chave era a avaliação do risco cientificamente sólida como base para a tomada de decisões informadas. Durante vários anos o sistema regulador funcionou tal como foi inicialmente estruturado: as decisões eram tomadas dentro dos prazos legais e tinham como base factos científicos sólidos. 

Contudo, desde da segunda metade dos anos de 1990, alguns Estados Membros e instituições da UE iniciaram, como reacção à preocupação do público em diversas áreas alimentares, políticas contraproducentes em relação aos OGM. É a essas políticas que nos referiremos de seguida. 

1. Aumento contínuo das exigências do sistema regulador, contra o aumento constante de evidências científicas sobre segurança.

A vasta Investigação em biossegurança dentro e fora da UE, e o cultivo de variedades GM em centenas de milhões de hectares em muitos ambientes em todo o mundo, confirmam que as variedades GM cultivadas hoje em dia são tão seguras – e em alguns casos mais seguras – para a saúde humana e para o ambiente que as variedades convencionais equivalentes (não geneticamente modificadas). Contudo, mais do que alterar as regulamentações com base nas evidências, a UE move-se no sentido oposto, aumentando continuamente os requisitos regulamentares.

Um exemplo recente desta tendência é a transformação de uma orientação da EFSA na implementação de regulamentação que faz com que dados e os testes sejam obrigatórios, sem qualquer justificação científica. Para dar um exemplo específico: apesar das evidências científicas e das opiniões da EFSA de que apenas em casos específicos os ensaios alimentares de 90 dias fornecem informação adicional útil, estes testes são agora obrigatórios.

A consequência é a utilização desnecessária de animais para ensaios, o que viola a Directiva 2010/63, o aumento substancial e desnecessário de custos e o atraso na submissão de novos eventos. Outro exemplo é a eliminação progressiva dos genes de resistência a antibióticos, que são ferramentas do processo de modificação genética. Tal como as evidências científicas e as opiniões da EFSA demonstram, não existe nenhuma base científica para esta eliminação. Além disto, esta exigência condiciona a investigação científica do sector público, em particular nos países em desenvolvimento. 

O resultado desta situação é que o quadro regulamentar mudou de uma ferramenta para a tomada de decisões informadas para um obstáculo desnecessário e intransponível para as instituições de investigação científica públicas. De facto, ao longo dos últimos anos, o quadro regulador descarrilou de tal forma na UE que até as grandes empresas de biotecnologia estão a deslocar as suas actividades para outras partes do mundo. Neste contexto, estamos também a referir o relatório de Junho de 2013, produzido por 25 academias científicas dos Estados Membros associadas no “European Academies Science Advisory Council” (EASAC), no qual expressam preocupação sobre “… o consumo de tempo e o excesso de despesas gastos com o sistema regulador da UE, agravada pela politização da tomada de decisão pelos Estados-Membros e outras inconsistências da política … “. 

O EASAC está correcto na conclusão de que uma principais causas desta situação tem como base  a tendência para a decisão política baseada em motivações políticas de curto prazo, em vez de ter como base as evidências científicas e uma visão holística de longo prazo.

Para além disto, e talvez como consequência, destacamos que a implementação da avaliação de risco está gradualmente a sair do principio de “base científica sólida”, tal como está estipulado na Directiva. Alguns Estados Membros, e algumas vezes a EFSA também, continuam a pedir mais e mais dados e testes científicos, sem existir um cenário científico de risco que o justifique, mas apenas com o argumento de “incertezas” indefinidas. O facto de algumas autoridades continuarem a pedir por mais e mais dados científicos sem justificação científica parece ter por base o que é vulgarmente conhecido como “o equívoco genómico”, isto é, a ideia de que a engenharia genética causa mais mudanças não intencionais nos genomas do que os cruzamentos naturais. Dados científicos sólidos demostram que esta concepção é um equívoco. 

Neste contexto instamos portanto as Instituições Europeias e aos Estados Membros da União Europeia ao: 1) retorno à tomada de decisão com base nas evidências científicas; 2) regresso a uma avaliação de risco ao domínio da ciência bem fundamentada; 3) reconhecimento de que a acumulação de evidências científicas permite a redução de requisitos técnicos e/ou processuais para algumas categorias de OGM.

 

2. Atrasos nas tomadas de decisão, apesar das opiniões positivas da EFSA.

Apesar das opiniões positivas da EFSA, existem muitos processos que a Comissão Europeia não submeteu a votação pelos Estados Membros tal como requerido pelas regras estabelecidas. Actualmente, existem muitos processos que estão seriamente atrasados, em alguns casos, por muitos anos.

Esta prática de não submissão de processos para votação por parte da Comissão é antes de mais uma violação às regras da União Europeia, tal como o Tribunal Europeu de Justiça recentemente esclareceu. Além disso as decisões da Comissão de não submeter os processos a votação significam que os agricultores europeus são à priori privados de liberdade de escolha. Esta prática de atrasar o funcionamento do sistema fomenta a suposição de que deve existir algo de errado com as variedades agrícolas geneticamente modificadas. 

Apelamos ao Presidente da Comissão Europeia que assegure que a Comissão Europeia se submeta à legislação e que acelere a votação dos processos assim que forem recebidas as opiniões da EFSA.

 

3. Invocação de moratórias sem justificação científica.

Desde a década de 1990 que alguns estados membros têm repetidamente feito uso da “cláusula de salvaguarda” nas regulamentações que permitem a proibição provisória de OGM, caso existam novas informações científicas que sugerem a existência de risco. Como demonstrado pelas opiniões da EFSA nenhuma das moratórias teve por base qualquer justificação científica válida. As razões destas moratórias foram políticas. Por exemplo, numa entrevista, o ex-primeiro ministro francês François Fillon confirmou que houve um acordo entre o Presidente Sarkozy e os ecologistas no qual a tecnologia GM foi “trocada” pela energia nuclear.

Para piorar a situação, o Conselho Europeu não apoiou as tentativas da Comissão Europeia de obrigar os Estados Membros a aceitarem a lei quando invocaram inapropriadamente a cláusula de salvaguarda. Para aumentar a confusão, a Comissão apresentou uma proposta de “nacionalização” que premiaria efectivamente os Estados Membros que têm ignorado a existência de um sistema regulador.

Apelamos aos Estados Membros e às Instituições da União Europeia que se submetam às regras que eles próprios criaram.

 

4. Apoio à investigação dúbia em biossegurança

O ano passado um grupo de investigação francês publicou um artigo sugerindo que ratos desenvolveram cancro devido ao consumo de variedades agrícolas GM. O artigo foi devidamente referido pela EFSA e por muitas autoridades e agências nacionais como sendo lixo sem sentido, concluindo-se que a metodologia do estudo foi fundamentalmente inconsistente, que os dados foram incorrectamente interpretados e que as conclusões foram infundadas.

Contudo, alguns Membros do Parlamento Europeu continuaram a propagar estas falsas conclusões científicas como argumento e a Comissão Europeia disponibilizou recentemente fundos de valor considerável para uma investigação que é uma repetição deste mesmo estudo. Esta situação é não só um desperdício de fundos para a investigação mas ainda – novamente – uma utilização inapropriada de animais de laboratório, fomentando ainda o equívoco de que as sugestões do artigo francês possam ser verdadeiras.

 

Conclusão

Em resumo, as consequências das políticas acima mencionadas são:

  • Ao contrário dos seus competidores fora da UE, os agricultores na UE não têm acesso às variedades agrícolas GM que podem ajudar a aumentar a produtividade enquanto provocam menos impactos no ambiente. Não ter estas opções disponíveis significa para os agricultores a perda de rendimento e oportunidades perdidas para, por exemplo, reduzir a utilização de pesticidas.
  • Existe uma continuada “fuga de cérebros” de investigadores do sector público e um abrandamento da investigação publica em áreas que são essenciais para o futuro da agricultura sustentável e para a auto-suficiência na Europa. Como consequência, uma importante base da inovação na EU está constantemente a ser reduzida e pode vir a desaparecer.
  • A Europa continua a ser o maior importador de alimentos e rações, continuando desse modo a provocar o aumento dos preços dos alimentos e das rações no mercado global, com consequências para as pessoas nos países desenvolvidos que muitas vezes despendem metade dos seus rendimentos em alimentação.
  • A credibilidade do objectivo da UE de ter um mercado interno com liberdade de escolha e a credibilidade num sistema regulatório europeu estão seriamente afectadas.

 

Assim, apelamos às instituições da UE e aos Estados Membros para terem uma visão mais alargada, holística e de longo prazo, sobre a produção agrícola de alimentos, rações e de biomassa, e que ajustem as políticas e a regulamentação dos OGM de acordo com essa visão.

 

As organizações abaixo assinadas estão disponíveis para quaisquer questões que V. Exas. possam ter e oferecem-se para reunir convosco de forma a fornecer mais informações e detalhes sobre os pontos mencionados nesta carta.

Uma cópia desta carta será enviada para aos Comissários envolvidos nestes assuntos, ao Assessor Científico Chefe do Presidente da Comissão Europeia, a EFSA, e outros serviços do Parlamento, ao Conselho e à Comissão, assim como aos Estados Membros. Esta carta será também publicada nos websites das organizações signatárias.

Com os melhores cumprimentos,

Professor Marc baron Van Montagu,
Laureado com o Prémio Mundial da Alimentação 2013
Presidente do Public Research and Regulation Initiative (PRRI)

 

Em nome de:

Association Française des Biotechnologies Végétales (AFBV, France), AgroBiotechRom (Romania), Conservation Agriculture Association (APOSOLO, Portugal), Asociación Agraria Jóvenes Agricultores (ASAJA, Spain), ASOPROVAC (Spain), FuturAgra (Italy) , InnoPlanta (Germany), Ligii Asociatiilor Producatorilor Agricoli din Romania (LAPAR, Romania), The UK Farming Unions NFU, UFU, NFUS and NFU Cymru, Société des Agriculteurs de France (SAF), and the Public Research and Regulation Initiative (PRRI).

 

Nota: A carta aberta está disponível na versão original no website da PRRI

 

Arroz Dourado [transgénico para ser rico em pró-vitamina A]: Salva-vidas?

Arroz e  Arroz Dourado
Arroz convencional e Arroz Dourado

PETIÇÃO da Comunidade Científica contra ensaios de campo

Arroz Dourado: Salva-vidas?

Não sendo propriedade de qualquer empresa, o arroz dourado é geneticamente modificado para ser rico em pró-vitamina A e está a ser desenvolvido por uma instituição sem fins lucrativos, o Instituto Internacional de Investigação em Arroz (IRRI) com o propósito de fornecer uma nova fonte de pró-vitamina A à população das Filipinas e a outras populações asiáticas – que obtêm a maior parte das suas calorias de uma alimentação feita quase exclusivamente de arroz. A falta de pró-vitamina A causa cegueira em cerca de 250 mil a 500 mil crianças em cada ano que passa. Afecta milhões de pessoas na Ásia e em África e causam a morte indirecta a dois milhões de pessoas todos os anos.

A destruição dos campos de ensaio nas Filipinas no inicio de Agosto deste ano e os motivos dos responsáveis por tal acção enervaram a comunidade científica em todo o mundo, dando origem à assinatura de uma PETIÇÃO já assinada por alguns milhares de pessoas, demonstrando a sua indignação por acções como esta desencadeadas por organizações como a Greenpeace e outras.

LER MAIS no New York Times

Através da assinatura e divulgação desta petição, a comunidade científica demonstra a sua indignação perante a destruição de estudos de campo que estão a decorrer no Instituto Internacional de Investigação do Arroz e a condenar a disseminação de falsas informações junto do público com o objectivo de aterrorizar as populações e incentivar actos de destruição.

LER MAIS e assinar a PETIÇÃO

O arroz dourado foi criado por Peter Beyes da Universidade de Freiburg, Alemanha, e por Ingo Potrykus do Institute of Plant Sciences, Suíça, no final dos anos de 1990. Através da introdução de genes no DNA de plantas de arroz, cuja acção promove a produção do pigmento Beta-Caroteno de cor alaranjada ou dourada que é percursos da pró-vitamina A.

LER MAIS  no The Guardian

VÍDEO do PRRI sobre a destruição dos campos de ensaio de investigação em arroz dourado
Golden Rice research continues

Comunicado do IRRI sobre a destruição dos campos de ensaio de investigação em arroz dourado
Malnutrition fight not over, Golden Rice research continues

EFSA dá total acesso público a dados sobre milho transgénico NK603

 

Comunicado

 EFSA dá total acesso público
a dados sobre milho transgénico NK603

17 Janeiro 2012 – CiB Portugal

 

Numa acção inédita (1), a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) disponibilizou todos os dados relativos à avaliação de risco do milho geneticamente modificado NK603, tolerante a herbicidas.

O debate sobre a segurança alimentar do milho NK603 tem estado em cima da mesa nos últimos meses após a publicação, em Setembro de 2012, de um estudo sem credibilidade científica que sugere o desenvolvimento de cancro em ratos depois destes terem sido alimentados com esse tipo de milho transgénico – Ver notas em baixo sobre este artigo.

A EFSA informou que os dados das avaliações de risco de passarão a ser totalmente disponibilizados e que permitirá também a presença de observadores externos nas reuniões dos comités e painéis científicos. O objectivo é promover a melhor compreensão das avaliações científicas de risco e a transparência dos processos.

Com a disponibilização destes dados, a EFSA tem a expectativa de ajudar os cientistas de diferentes áreas a desenvolverem investigação que possa vir a enriquecer o conhecimento científico a ser incluído nas avaliações de risco.

Desta forma, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar considera que as conclusões das avaliações de risco tornar-se-ão fortalecidas e a protecção da saúde pública sairá reforçada.


1 – Comunicado da EFSA – EFSA promotes public access to data in transparency initiative

Notas sobre o artigo de Séralini e colaboradores “Long term toxicity of a Roundup herbicide and a Roundup-tolerant genetically modified maize” – publicado na revista “Food and Chemical Toxicology” em Setembro de 2012

  • O estudo de Serálini e colaboradores – que sugere o desenvolvimento de cancro em ratos depois destes terem sido alimentados com milho Geneticamente Modificado (GM) NK603 tolerante a herbicida – tem como base uma investigação com muitas incorrecções de fundo que invalidam as conclusões dos autores e retiram credibilidade científica ao artigo. Mais informações AQUI
  • A Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) publicou a sua OPINIÃO sobre este artigo de Séralini, concluindo que foi “desenhado, analisado e reportado inadequadamente”. Muitas autoridades publicaram  REVISÕES que chegam a conclusões semelhantes às divulgadas pela EFSA.
  • Apesar das falhas nesta investigação, Séralini e colaboradores divulgaram e publicitaram profusamente as suas conclusões não fundamentadas cientificamente, numa campanha com grupos e políticos anti-biotecnológicos,o que é um formato muito invulgar no seio da comunidade científica. Para além disso, os grupos activistas contra experimentação animalfizeram notar que deixar esta linha particular de ratos – que desenvolvem tumores espontaneamente – viver tanto tempo com tumores de dimensões tão grandes NÃO ÉTICO.
 
 

 

ESCLARECIMENTO – Estudo de Séralini que sugere toxicidade de milho transgénico não é credível

 

ESCLARECIMENTO

Estudo de Séralini que sugere toxicidade
de milho transgénico não é credível

 

PRRI e CiB Portugal

Questão: O artigo de Séralini e colaboradores Long term toxicity of a Roundup herbicide and a Roundup-tolerant genetically modified maize (publicado na revista “Food and Chemical Toxicology” em Setembro de 2012) fornece informações que levantem preocupações para a saúde relativamente ao consumo de milho geneticamente modificado?


Resposta: Não. O artigo de Séralini e colaboradores – que sugere o desenvolvimento de cancro em ratos depois destes terem sido alimentados com milho Geneticamente Modificado (GM) tolerante a herbicida – tem como base uma investigação com muitas incorrecções de fundo que invalidam as conclusões dos autores e retiram credibilidade científica ao artigo.

 

Em 28 de Novembro de 2012, a Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) publicou a sua Opinião Final sobre este artigo de Séralini, concluindo que o estudo foi “desenhado, analisado e reportado inadequadamente”. Muitas autoridades publicaram Revisões que chegam a conclusões semelhantes às divulgadas pela EFSA.

Apesar das falhas nesta investigação, Séralini e colaboradores divulgaram e publicitaram profusamente as suas conclusões não fundamentadas cientificamente, numa campanha com grupos e políticos anti-biotecnológicos, o que é um formato muito invulgar no seio da comunidade científica. Para além disso, os gruposactivistas contra experimentação animal fizeram notar que deixar esta linha particular de ratos – que desenvolvem tumores espontaneamente – viver tanto tempo com tumores de dimensões tão grandes Não é Ético.  

Numa Carta aos decisores políticos europeus, o PRRI legitima a análise e as conclusões da EFSA e de outras autoridades mencionadas anteriormente, e – conjuntamente com organizações de agricultores – mostra-se preocupada com a forma rápida como alguns decisores políticos reagiram à investigação de Séralini e a forma como alguns políticos usaram este estudo para benefício das suas próprias agendas políticas.

 

Informações adicionais sobre as questões levantadas por este estudo de Serálini podem ser consultadas no Website do PRRI (em Português, Inglês e noutras línguas).

Centena de investigadores debateu floresta transgénica em encontro internacional

Comunicado

25 anos de investigação científica

CENTENA DE INVESTIGADORES DEBATEU FLORESTA TRANSGÉNICA
EM ENCONTRO INTERNACIONAL

28 Novembro 2012 – CiB Portugal

 

II Encontro de Genómica Florestal, realizado em 26 de Novembro de 2012, no ITQB-UNL – Instituto de Tecnologia Química e Biológica, em Oeiras, reuniu 100 investigadores de diferentes países europeus e do Brasil. O objectivo foi promover a discussão sobre o estado da arte do uso da engenharia genética no melhoramento de árvores florestais das regiões temperadas e tropicais, após 25 anos de investigação científica.

Jorge Paiva, investigador do IICT – Instituto de Investigação Científica e Tropical, impulsionador e dinamizador deste encontro destaca que “a interacção entre os participantes foi muito importante para fortalecer a colaboração entre instituições académicas e empresariais, nacionais e internacionais no âmbito do tema das florestas transgénicas”.

Giancarlo Pasquali, investigador do Centro de Biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil, explica que “o avanço das pesquisas e o lançamento comercial das árvores Geneticamente Modificadas (GM) seguem os passos das variedades agrícolas GM como a soja, o milho e o algodão”. Segundo o investigador, novas características genéticas já foram introduzidas em álamo, eucalipto e pinheiro como, por exemplo, a resistência a doenças e as alterações da qualidade da madeira.

“A Engenharia Genética é uma tecnologia que adaptada ao melhoramento das árvores produtoras de madeira pode permitir ganhos importantes de produtividade e da qualidade da madeira.”, explica Pedro Fevereiro, director do Laboratório de Biotecnologia de Células Vegetais do ITQB e presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia. O investigador explica também que “a comercialização de árvores melhoradas com esta tecnologia não está ainda disponível. Contudo, os ensaios em curso – em laboratório e no campo – perspectivam a possibilidade de utilização futura desta tecnologia para o melhoramento das árvores de floresta.

Cristina Vettori e Matthias Fladung, coordenadores do projecto Europeu COST Action FP0905, abordaram diversas questões, amplamente discutidas entre os participantes, relativas à percepção e preocupação da sociedade com a biossegurança das florestas transgénicas e a sua comercialização na Europa. Esta acção COST  tem como objectivo reunir o conhecimento científico existente sobre as árvores GM e emitir recomendações para a implementação de legislação na União Europeia sobre a sua utilização.

“As avaliações de segurança para a saúde e ambiente estão a ser conduzidas na Europa, Brasil, China e Estados Unidos da América recorrendo a estudos de longa duração, como é pertinente em espécies arbóreas. O presente encontro permitiu reunir e discutir estas informações”, declarou Giancarlo Pasquali.  “Embora a libertação comercial de árvores GM ainda esteja distante, os desenvolvimentos científicos e tecnológicos que utilizam a engenharia genética de árvores avança significativamente”, acrescentou ainda.

O II Encontro de Genómica Florestal foi organizado no âmbito do projecto nacional “Micro-Ego” e do projecto internacional “Tree for Joules” do Plant KBBE (Transnational PLant Alliance for Novel Technologies – towards implementing the Knowledge-Based Bio-Economy in Europe), financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, e pela acção COST FP0905, financiado pela Comissão Europeia.

MAIS INFORMAÇÕES

Programa e Livro de Resumos

 

Comunicado do CiB – Artigo sobre efeito de milho transgénico NK603 em ratos não tem credibilidade

COMUNICADO

Artigo sobre efeito de milho transgénico NK603 em ratos
não tem credibilidade

21 Setembro 2012 – CiB Portugal

A 19 de Setembro foi publicado um artigo (ref 1) numa revista científica (Food and Chemical Toxicology) assinado por uma equipa de investigação francesa sobre o efeito da alimentação prolongada de ratos com uma variedade de milho não identificada que contém o evento transgénico NK603. A publicação desse artigo é enquadrada num projecto de comunicação que inclui o lançamento de um livro e de um filme.

Os resultados aparentemente chocantes, sobretudo aqueles apresentados sob a forma de fotografias, parecem comprometer a segurança alimentar do consumo prolongado desta variedade de milho. Os autores e os seus apoiantes questionam assim o uso da tecnologia do DNA recombinante para o melhoramento vegetal e a sua utilização na alimentação humana e animal.

As variedades de milho com este evento são amplamente utilizadas há mais de 10 anos (autorização para comercialização concedida para os Estados Unidos em 2000 e em 14 países, incluindo a União Europeia). Isto significa que milhões de animais já consumiram este milho.

Uma leitura mais atenta deste artigo levanta de imediato uma série de questões, algumas fundamentais, sobre os resultados obtidos. Porque se usou uma variedade de ratos que se sabe desenvolverem tumores com facilidade, sobretudo a partir da segunda metade do seu tempo de vida? Porque é que o efeito é superior com uma percentagem de farinha transgénica menor? Porque é que os ratos controlo têm níveis de mortalidade idênticos, e em alguns casos superiores, aos dos ratos que foram alimentados com o milho transgénico? Porque é que não existem barras de erro nos resultados apresentados? Porque é que não existe qualquer tratamento estatístico? Porque é que não existe uma justificação biológica para o hipotético efeito observado? De onde veio o milho utilizado? Porque é que o autor não quer que seja analisado o milho com que fez os ensaios? Porque é que passados dez anos de uso continuado destas variedades de milho nenhum veterinário, produtor ou tratador de animais que consomem regularmente estes produtos relatou estes efeitos? Finalmente como é possível generalizar estes resultados sabendo que cada transgene configura uma modificação genética claramente distinta?

Este artigo nunca deveria ter sido publicado. Os seus autores dizem que é o primeiro estudo de longo prazo em animais. A mesma revista publicou em 2011 uma revisão de 12 estudos de longo prazo (ref 2) de alimentação com produtos transgénicos onde se verifica que em nenhum caso foram encontrados efeitos negativos na saúde animal. O artigo agora publicado não foi devidamente revisto pelos revisores desta revista e deveria ser imediatamente retirado. Existem centenas de dados e relatos científicos credíveis que provam precisamente o oposto do que é apresentado. Existirá uma conspiração mundial para propositadamente utilizar os produtos transgénicos para fazer mal a pessoas e animais?

Curiosamente este artigo é publicado ao mesmo tempo que se apresenta um filme e um livro sobre o mesmo assunto. Passadas duas ou três semanas de o governo francês ter sido condenado pelo tribunal europeu por proibir o cultivo de milho transgénico resistente aos insectos. E na mesma altura que a DG Sanco pretende fazer aprovar o cultivo de soja transgénica no espaço europeu.

Este estudo nunca deveria ter sido tornado público nestas condições e tem como única função assustar as pessoas e condicionar o uso desta tecnologia. Deveria ser dada a oportunidade a grupos de investigadores independentes para analisarem em detalhe os métodos seguidos e os resultados brutos obtidos e para replicarem a experiência de forma a serem verificados os resultados obtidos.

Pedro Fevereiro,
Presidente do CiB – Centro de Informação de Biotecnologia
Investigador e Professor de Biotecnologia Vegetal
21 de Setembro de 2012

INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Ref 1 — “Long-term Toxicity of a Roundup Herbicide and a Roundup-Tolerant Genetically Modified Maize”. Gilles-Eric Seralini, Emilie Clair, Robin Mesnage, Steeve Gress, Nicolas Defarge, Manuela Malatesta, Didier Hennequin, and Joel Spiroux de Vendomois. Food and Chemical Toxicology. 19th September, 2012. in press.
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0278691512005637
Ref 2 – “Assessment of the health impact of GM plant diets in long-term and multigenerational animal feeding trials: A literature review”. Chelsea Snell, Aude Bernheim, Jean-Baptiste Bergé, Marcel Kuntz, Gérard Pascal, Alain Paris, Agnès E. Ricroch. Food and Chemical Toxicology. Volume 50. Issues 3–4. March–April 2012. Pages 1134–1148.
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0278691511006399

ENCODE depois do Projecto Genoma Humano

ENCODE – Enciclopédia de Elementos de DNA –  
depois do Projecto Genoma Humano

6 Setembro 2012 – Público | Naturlink

Uma década após a leitura integral das “letras” que compõem o ADN humano e de estar concluído o “Projecto Genoma Humano”, foram apresentados os primeiros resultados do “ENCODE – Enciclopédia de Elementos de DNA”.

Num conjunto de artigos publicados em vários revistas de prestígio como a Nature é revelado que o DNA que não é responsável pela produção de proteínas funciona como um gigantesco painel de controlo dos genes ativando-os, como se fossem interruptores, de acordo com o tipo de célula em que se encontra e a fase do desenvolvimento dos tecidos e órgãos de que esta faz parte.

O ENCODE é um projeto internacional liderado pelo Instituto Nacional de Investigação do Genoma Humano, uma organização americana, e envolveu 442 cientistas de 32 unidades de investigação nos EUA, Reino Unido, Espanha, Japão e Singapura.

A iniciativa foi lançada em 2003, após a conclusão do Projeto de Sequenciação do Genoma Humano. Foi descoberto que apenas 2% do nosso DNA é constituido por genes (num total de 21 mil), que codificam proteínas. O objetivo do ENCODE foi compreender a função do restante 98% de DNA do genoma humano.

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26 Novembro – 2º Encontro de Genómica de Florestas – Oeiras, Portugal

2º Encontro Internacional de Genómica de Florestas

2nd Forest Genomics Meeting:
Transgenic Forest Trees: time to harvest?

26 Novembro 2012 – Oeiras, Portugal

A segunda edição do encontro internacional “Forest Genomics Meeting” será realizada em Oeiras, Portugal, no dia 26 de Novembro de 2012. Este evento é uma oportunidade para discutir o estado da arte da floresta com utilização de árvores geneticamente modificadas, incluindo os progressos já conseguidos durante os últimos 25 anos de investigação nesta área da biotecnologia, a análise de questões relacionadas com biossegurança (campos de ensaio e regulamentação) e a percepção pública e aceitação das árvores geneticamente modificadas.

O 2º Encontro de Genómica de Florestas é organizado com o apoio de projectos financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal e inclui a colaboração de diferentes instituições Portuguesas e Internacionais, incluindo o CiB – Centro de Informação de Biotecnologia.

  • IICT – Instituto de Investigação Científica Tropical, I. P.
  • IBET – Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica
  • ITQB – Instituto de Tecnologia Química e Biológica
  • INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I. P.
  • CiB – Centro de Informação de Biotecnologia
  • LRSV – Laboratoire de Recherche en Sciences Végétales

Mais informações
Programa, Inscrição e Submissão de Comunicações
2nd Forest Genomics Meeting:
Transgenic Forest Trees: time to harvest?

INSCRIÇÃO é gratuita e OBRIGATÓRIA

Comunicações e Perfis do II Encontro Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora

PATRÍCIA CALADO
Comunicação – “VÁRIAS BIOTECNOLOGIAS: VERDE, VERMELHA, BRANCA E AZUL”

Patrícia Calado é uma das oradoras do II Encontro Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora. É directora de descoberta e desenvolvimento de bioactivos da empresa Bioalvo.

CARLOTA VAZ PATTO
Comunicação – “AGROBIOTECNOLOGIA E MELHORAMENTO DE VARIEDADES TRADICIONAIS DE MILHO PORTUGUÊS”

Carlota Vaz Patto é uma das oradoras do II Encontro Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora. É investigadora do Laboratório de Biotecnologia de Células Vegetais do ITQB – Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa.

MERTXE DE RENOBALES
Comunicação – “CULTURAS GENETICAMENTE MODIFICADAS NA AGRICULTURA BIOLÓGICA”

Mertxe de Renobales é investigadora da Faculdade de Farmácia da Universidade do País Basco, Espanha. Recebeu o Prémio da Junta General del Principado de Asturias – Sociedad Internacional de Bioética pelo trabalho “Alimentos más sostenibles: las semillas transgénicas en la agricultura ecológica”, publicação disponível online.

JORGE CANHOTO
Comunicação – VARIEDADES TRANSGÉNICAS: PARA UMA AGRICULTURA MAIS PRODUTIVA E SUSTENTÁVEL

Jorge Canhoto é Professor e investigador do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. É autor do livro “Biotecnologia Vegetal – da Clonagem de Plantas à Transformação Genética”.

 

RAQUEL CORTESÃO
Comunicação – MICOTOXINAS NA SILAGEM DE MILHO: CONVENCIONAL VS. TRANSGÉNICO

Raquel Cortesão licenciou-se na Escola Superior Agrária de Coimbra em 2008. A comunicação apresentada no encontro resultou de um trabalho de investigação para grau de Mestrado, realizada em colaboração com a Universidade de Évora.

SANTIAGO DEL SOLAR
Comunicação – PRODUÇÃO DE CULTURAS TRANSGÉNICAS: EXPERIÊNCIA DE UM AGRICULTOR DA ARGENTINA

Santiago del Solar é desde sempre agricultor na exploração da sua família, na Argentina, e é consultor de outros outras explorações agrícolas, principalmente na província de Buenos Aires. Licenciou-se em Engenharia Agronómica na Facultad de Agronimia UBA em 1992.

Começou a cultivar variedades vegetais geneticamente modificadas em 1997. Considera que essa decisão mudou verdadeiramente a forma como pratica a agricultura através da utilização simultanea de técnicas para proteger os solos da erosão e cultivando variedades transgénicas.

Artigo de Santiago del Solar na revista científica “Outlooks on Pest Management”: «No Till + Crop Rotation + Pesticide Stewardship = Better Agriculture».

JOÃO GRILO
Comunicação – PRODUÇÃO DE CULTURAS TRANSGÉNICAS: EXPERIÊNCIA DE UM AGRICULTOR DE COIMBRA, PORTUGAL

João Grilo gere a sua exploração agrícola no Vale Mondego em Montemor-o-Velho, Coimbra. Licenciou-se na Escola Superior Agrária de Coimbra. É dirigente da Cooperativa Agrícola de Coimbra, e da Aposolo – Associação Portuguesa de Mobilização de Conservação do Solo.

Produz milho geneticamente modificado desde 2006, sendo que os resultados obtidos têm superado as suas expectativas, uma vez que a região do Vale Mondego tem forte presença da praga (broca – piral e sesâmia) na cultura do milho. Com a utilização dos milhos Bt consegue ter maior domínio da cultura, evitando o tratamento com insecticidas químicos e exposição aos mesmos, produzindo plantas mais saudáveis com menos caules partidos, o que facilita em muito a colheita e uma maior rentabilidade na produção com melhor qualidade de grão (isento de micotoxinas produzidas por fungos que se instalam nas feridas das plantas atacadas pelas larvas de insectos).

Actualização – II Encontro – Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora, 5 Julho – Coimbra

II Encontro
Biotecnologia e Agricultura: O Futuro é Agora

5 de Julho de 2012
ESAC – Escola Superior Agrária de Coimbra

(Disponível tradução simultânea – Inglês-Português e Português-Inglês)

ENTRADA LIVRE | Inscrição OBRIGATÓRIA
E-mail – cib@cibpt.org

PROGRAMA

9h – Recepção e entrega de documentação
9h20 – Sessão de Abertura (Presidente do CiB, Presidente da ESAC, Presidente do Conselho Científico da ESAC, Presidente da Câmara M. Coimbra – a confirmar – e Secretário de Estado – a confirmar –)
9h30 – AS VÁRIAS BIOTECNOLOGIAS: VERDE, VERMELHA, BRANCA E AZUL
Patrícia Calado – Directora de Descoberta e Desenvolvimento de Bioactivos da Bioalvo
10h15 – AGROBIOTECNOLOGIA E MELHORAMENTO DE VARIEDADES TRADICIONAIS DE MILHO PORTUGUÊS
Carlota Vaz Patto – Investigadora do Laboratório de Biotecnologia de Células Vegetais do ITQB – Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa
11h – Coffee Break
11h15 – CULTURAS GENETICAMENTE MODIFICADAS NA AGRICULTURA BIOLÓGICA
Mertxe de Renobales – Faculdade de Farmácia da Universidade do País Basco, Espanha. Prémio da Junta General del Principado de Asturias – Sociedad Internacional de Bioética
12h – Debate
12h30 – Almoço livre
14h30 – VARIEDADES TRANSGÉNICAS: PARA UMA AGRICULTURA MAIS PRODUTIVA E SUSTENTÁVEL
Jorge Canhoto – Professor e investigador do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Autor do livro “Biotecnologia Vegetal – da Clonagem de Plantas à Transformação Genética”
15h15– PRODUÇÃO DE CULTURAS TRANSGÉNICAS: EXPERIÊNCIA DE UM AGRICULTOR DA ARGENTINA
Santiago del Solar – Agricultor
16h – Coffe Break
16h15 – MICOTOXINAS NA SILAGEM DE MILHO: CONVENCIONAL VS. TRANSGÉNICO
Raquel Cortesão – Investigadora da Universidade de Évora
17h – PRODUÇÃO DE CULTURAS TRANSGÉNICAS: EXPERIÊNCIA DE UM AGRICULTOR DE COIMBRA, PORTUGAL
João Grilo – Agricultor
17h45– Debate
18h15 – Conclusões
18h30 – Sessão de Encerramento

Organização

CiB – Centro de Informação de Biotecnologia, Portugal

ESAC – Escola Superior Agrária de Coimbra do Instituto Politécnico de Coimbra

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DOWNLOAD DO CARTAZ


Petição – Não destruam a investigação

Não destruam a investigação
Apelo de investigadores para proteger campo de ensaios

Ver Vídeo 

Segundo John Pickett, o líder do grupo de Ecologia Química, no Instituto Rothamsted: “No dia 27 de Maio de 2012, activistas anti-transgénicos estão a planear destruir um campo de ensaios de um trabalho do grupo de investigação de Ecologia Química do Instituto Rothamsted, no Reino Unido. Nesse campo foram cultivadas variedades de trigo geneticamente modificado resistentes ao ataque de pragas de afídeos, sendo que o estudo tem como objectivo perceber se existem beneficios ambientais da utilização dessas variedades transgénicas, pois a quantidade de insecticidas aplicada para proteger as culturas de ataques é menor. Este estudo não tem objectivos comerciais”.

Gia Aradottir, investigadora do grupo de Biologia dos Insectos do Instituto Rothamsted explica que “como cientistas, sabemos muito bem que não temos todas as respostas, mas se o trabalho for destruído, vamos perder anos de investigação e nunca saberemos se a utilização destas variedades reduzirá os impactos ambientais”.

O grupo de investigadores está a apelar para que os activistas não destruam o trabalho através de uma petição.

Assinar a Petição


Projecto «Nanovalor» vai juntar Galiza e do Norte de Portugal

Consórcio ibérico de nanotecnologia
Projecto «Nanovalor» vai juntar Galiza e do Norte de Portugal

2 Dezembro 2011 – Ciência Hoje

A Universidade do Minho (UMinho) apresentou hoje o projecto «NanoValor», que pretende “aproximar os actores-chave na nanotecnologia da Galiza e do Norte de Portugal”. O objectivo é aumentar a competitividade e potenciar a investigação e o desenvolvimento tecnológico.

Em comunicado, a UMinho explica que o projecto, que será por si coordenado, contará com a participação em consórcio de oito instituições do Norte de Portugal e da Galiza.

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Simpósio – Floresta 2050 – Pensar o Futuro Dias 6 e 7 de Outubro de 2011, Oeiras

Simpósio

Floresta 2050 – Pensar o Futuro

6 e 7 de Outubro de 2011, Oeiras

A Floresta do nosso Futuro

A floresta cultivada em Portugal é um dos principais esteios da produção primária nacional, garantindo matéria-prima para uma diversidade de sectores industriais, ao mesmo tempo que presta serviços ambientais relevantes, não só como sumidouro de dióxido de carbono, mas também como promotor da preservação da biodiversidade. A floresta é ainda organizadora do território e garante da estabilidade social e económica.

O planeamento florestal é assim, um desígnio nacional. Devido aos seus ciclos longos de crescimento, é necessário pensar a floresta não para amanhã, mas para os decénios vindouros.

O Simpósio – Floresta 2050, pensar o Futuro – tem este objectivo estratégico: fazer a análise prospectiva da floresta, utilizando ferramentas de diversas áreas disciplinares para perspectivar as necessidades de produção de matéria-prima florestal, enquadrada numa gestão equilibrada dos recursos, do território e do património ambiental e aliada à utilização dos materiais florestais mais adaptados às finalidades da floresta.

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Programa, Ficha de Inscrição e outras informações

Base de Dados online sobre plantas agrícolas

Base de Dados online
sobre plantas agrícolas
com novas características

A base de de dados CERA – Centro de Avaliação de Risco Ambiental – inclui informações de biossegurança sobre plantas com novas características, melhoradas através de métodos convencionais – como a hibridação de plantas ou de mutagénese acelerada – ou ainda através de tecnologias de DNA recombinante, também conhecidas como engenharia genética.

Esta base de dados inclui apenas plantas regulamentadas no Canadá. Essas plantas podem estar regulamentadas, mas não serem comercializadas naquele país.

BASE DE DADOS CERA

 

 

Biomedicina – Centro de Investigação da Fundação Champalimaud

Fim da construção do “Champalimaud Centre for the Unknown”

5  Outubro  2010 – Fundação Champalimaud

O Centro de Investigação Champalimaud concretiza o objectivo da Fundação de construir um centro de investigação científica multidisciplinar, translacional e de referência no campo da biomedicina. Este Centro garantirá todas as condições para que investigadores e académicos, nacionais e estrangeiros, desenvolvam projectos de excelência nas áreas das neurociências e da oncologia.

O Centro dispõe de excelentes condições e das mais modernas tecnologias para investigação biomédica, bem como das infra-estruturas necessárias ao ensino pós-graduado e a programas de mestrado e de doutoramento.

Para prosseguir estes objectivos a Fundação optou por um modelo de eficácia comprovada: a investigação translacional, ou seja, fazendo permanentemente a ponte entre a investigação básica e a investigação clínica, assegurando que as descobertas científicas e as novas tecnologias se aplicam no desenvolvimento e no ensaio de soluções para os problemas clinicamente relevantes. Desta ligação íntima entre cientistas e médicos, entre investigação e tratamento, nasce mais rapidamente a resposta para os problemas que afligem as pessoas.

O Centro Champalimaud será aberto ao público e para ser usados por todos. Os jardins e restantes áreas públicas ocuparão uma parte substancial do espaço disponível. Jardins panorâmicos com uma grande variedade de árvores e áreas verdes, um anfiteatro ao ar livre para a realização de espectáculos musicais, sessões científicas ou artísticas – tudo isto tendo como pano de fundo a água e o Tejo – ficarão à disposição da cidade.

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